Resumo
Seja defensiva, de ocultação ou corta-vento, uma sebe de arbustos pretende ser, antes de mais, ornamental, pois, além de esconder ou proteger, será um elemento estrutural do seu jardim. Assim, a escolha dos arbustos ornamentais que irão compor esta sebe livre ou campestre (excluem-se à partida as sebes rigorosas e uniformes, que exigem muito tempo em termos de poda e pouco favorecem a biodiversidade!) merece alguma reflexão. É evidente que se podem escolher os arbustos em função da sua floração (cores das flores, duração e época da floração, perfume das flores…) ou da folhagem. Também neste caso, a folhagem, caduca ou persistente, pode apresentar múltiplas tonalidades ou formas. O crescimento é igualmente um elemento determinante na plantação de uma sebe.
Mas um arbusto para sebes também pode ser atrativo pela sua frutificação, geralmente no outono ou no inverno. Estas bagas ou pequenos frutos, por vezes comestíveis ou simplesmente apreciados pelas aves, conferem, de facto, um atrativo inegável durante os períodos em que as flores, ou até a folhagem, desaparecem.
Descubra a nossa seleção de 9 arbustos escolhidos pela sua frutificação decorativa, perfeitos para integrar uma sebe.
o amelenquer
O amelenquer faz parte dos arbustos mais apreciados, pois reúne inúmeras qualidades. É robusto, muito vigoroso, pouco exigente quanto ao solo ou à exposição e, sobretudo, muito rústico, o que permite plantá-lo em toda a França. Para além destas qualidades de cultivo, o amelenquer é sobretudo um arbusto dotado de uma floração primaveril excecional, abundante e melífera, de um branco puro, por vezes ligeiramente tingido de rosa. A folhagem outonal é igualmente excecional, com tonalidades acobreadas, arroxeadas ou alaranjadas.
Ideal para uma sebe livre e campestre, o amelenquer também se destaca pela sua frutificação. Com efeito, no início do verão, o amelenquer produz bagas doces, que passam do vermelho ao púrpura-escuro, quase preto. Embora estas bagas, chamadas amelenques, sejam deliciosas cruas ou cozinhadas, em compotas, sobremesas ou sumos, são também muito decorativas no meio de uma folhagem verde-média. As aves não se deixam enganar e podem deliciar-se com elas antes de haver tempo para as colher.
Para uma plantação em sebe, recomenda-se especialmente o ‘Amelanchier spicata’, de hábito aberto, arredondado e compacto, que atinge 3 m de altura por 2 m de largura.
Como cultivá-lo? O amelenquer desenvolve-se bem em qualquer boa terra de jardim, não calcária, mas que pode ser ácida, desde que seja perfeitamente drenada e fresca. Adapta-se a exposições ensolaradas ou parcialmente sombreadas. Não requer cuidados especiais, mas não suporta podas demasiado severas.
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8 viburnos com frutos decorativosÁrvore-dos-faisões (Leycesteria formosa)
A leycesteria formosa, mais conhecida pelo nome comum de árvore-dos-faisões, é um arbusto originário dos Himalaias, que raramente ultrapassa 2 m de altura, de hábito ereto e muito ramificado. A sua folhagem semi-persistente a caduca, consoante as regiões onde é plantada, é sustentada por ramos ocos, glabros e frequentemente pruinosos de azul, apresentando geralmente uma tonalidade verde-escura, matizada de azulada na página inferior. As folhas são ovais ou oblongas, pontiagudas ou acuminadas. De julho a setembro, surgem flores reunidas em espigas pendentes, na axila das folhas. Estas flores, constituídas por uma corola branca a púrpura, estão rodeadas por brácteas de cor púrpura-escura, de grande efeito ornamental.
Depois das flores, surgem bagas brilhantes e globosas, de cor avermelhada, cor de vinho. Estas bagas persistem durante boa parte do inverno. Dotadas de um sabor a caramelo, agradam às aves, especialmente aos faisões. É esta a explicação para o seu nome comum! Este arbusto é rústico até – 20 °C.
Como cultivá-lo? A árvore-dos-faisões não é muito exigente quanto à plantação: um solo bem drenado e relativamente fresco convém-lhe perfeitamente. Quanto à exposição, deverá ser soalheira, sem sol demasiado intenso, ou de meia-sombra. Em climas frios, os caules podem gelar. Nesse caso, é necessária uma poda drástica e, na primavera, o arbusto volta a florescer com mais força.
A uva-de-neve (uva-de-neve)
A uva-de-neve (Symphoricarpos) é um arbusto de hábito arbustivo, muito denso, mais ou menos estolonífero, o que lhe confere um aspeto de planta que emite rebentos. Dotada de ramos finos e arqueados, desenvolve-se com bastante rapidez, atingindo cerca de 2 a 3 m de altura e uma largura de 1,20 a 1,50 m. As suas pequenas flores, cor-de-rosa-avermelhadas ou brancas, reunidas em inflorescências terminais ou axilares, são insignificantes, mas melíferas. São também interessantes, pois dão origem a bagas esféricas, na maioria das vezes brancas, cor-de-rosa ou até vermelhas em algumas variedades. Estas pequenas bagas agrupam-se nos caules e permanecem durante todo o inverno. Graças à forma e à cor das suas bagas, a uva-de-neve é frequentemente apelidada de árvore-das-pérolas. Esta frutificação delicada confere um toque de suavidade aos jardins de inverno.

Bagas de uva-de-neve
Para constituir uma sebe livre, recomendamos particularmente o cultivar ‘Mother of Pearl’ com grandes bagas de um delicioso tom cor-de-rosa nacarado, que surgem após uma floração branca. A uva-de-neve ‘Magical Candy’ oferece, por sua vez, bagas de um cor-de-rosa mais intenso, quase fúcsia.
Como cultivá-la? A uva-de-neve é um arbusto robusto que se adapta a todos os tipos de solo. Aprecia tanto o sol como a meia-sombra. Basta aplicar composto no outono e fazer uma pequena poda em março.
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6 trepadeiras com frutos decorativosA arónia (Aronia)
A arónia é um arbusto de folhagem caduca particularmente rústico (até – 28 °C). As variedades mais altas (Aronia arbutifolia) podem perfeitamente integrar uma sebe livre, uma vez que atingem 1,50 a 3 m de altura. De crescimento rápido, a arónia apresenta um hábito arbustivo e compacto e uma folhagem finamente dentada que adquire belas tonalidades flamboyantes no outono. As flores brancas ou ligeiramente rosadas abrem na primavera, em maio-junho, e conseguem atrair numerosos insetos graças às suas propriedades melíferas.
Mas são sobretudo as bagas que conferem todo o interesse a este arbusto robusto, que requer muito poucos cuidados culturais. Comestíveis, estas bagas, muito semelhantes aos mirtilos, podem ser consumidas cozidas ou secas. São ricas em nutrientes e consideradas até superalimentos. As bagas colhem-se de setembro até dezembro.

Bagas de arónia
Para integrar uma sebe livre, recomenda-se Aronia arbutifolia ‘Brilliant’, que reúne todas as qualidades: uma altura de 3 m, folhagem vermelho-vivo no outono, flores brancas grandes e bagas vermelho-vivo.
Como cultivar? A arónia aprecia solos leves, frescos, humíferos e perfeitamente drenados, bem como locais de meia-sombra, ou, quando muito, soalheiros, mas sem sol intenso. É necessária uma poda no final do inverno.
O arbusto-botão (Cephalanthus)
O Cephalanthus occidentalis é um arbusto de tamanho médio (2m x 3 m), muito ramificado desde a base e de crescimento rápido, muito adequado para o cultivo em sebe. Dotado de uma folhagem caduca, muito colorida no outono e ainda pouco conhecido, este arbusto é sobretudo apreciado pela sua floração muito original, em grandes pompons brancos-creme. Estas flores, muito perfumadas, nectaríferas e melíferas, abrem no final do verão. São seguidas por uma frutificação igualmente original e estética. Na extremidade dos ramos do ano surgem frutos de aspeto hirsuto, de um vermelho bastante vivo, que permanecem durante todo o inverno. Este arbusto apresenta uma rusticidade muito superior a -20 °C.

Flores e bagas de Cephalanthus occidentalis
Como cultivá-lo? O arbusto-botão planta-se num solo fresco a húmido, idealmente perto de um ponto de água. Adapta-se a todos os tipos de solo, exceto aos calcários. Instala-se à meia-sombra ou ao sol não abrasador.
As bagas goji (Lycium barbarum)
O arbusto de bagas goji (Lycium barbarum) é sobretudo conhecido pelas suas bagas goji, com numerosas propriedades nutricionais quando secas. Ainda assim, trata-se de um arbusto de folhagem caduca e hábito arbustivo, que pode integrar uma sebe campestre. No final do verão e no outono, os ramos arqueados e flexíveis do arbusto de bagas goji acolhem pequenas flores em forma de estrela, que vão do rosa-púrpura ao malva. Muito melíferas, atraem grandes quantidades de insetos polinizadores. Estas flores dão depois origem a bagas ovoides que passam do verde ao laranja. Estas bagas só podem ser consumidas quando estão maduras, pois contêm solanina. Ainda assim, são reconhecidas pelo seu teor em proteínas, cálcio, vitaminas, potássio e ferro. Este arbusto também é fácil de conduzir em espaldeira. É rústico até – 23 °C. Alguns cultivares, como ‘Amber Sweet’, produzem bagas amarelas.
Para o cultivar em sebe, recomendamos a variedade ‘Lifeberry’, que atinge 2 m em todas as direções. Além disso, é uma variedade muito produtiva.
Como cultivá-lo? O arbusto de bagas goji prefere solos ligeiramente frescos, de preferência calcários e bem drenados. Necessita de um local bem soalheiro. A entrada em frutificação ocorre dois anos após a plantação.
O alfeneiro (Ligustrum lucidum)
O alfeneiro-da-China ou alfeneiro (Ligustrum lucidum) é um arbusto de grande porte que pode atingir 7 m de altura e 5 m de largura. Com a sua folhagem persistente e o seu hábito cónico, é perfeito para formar uma sebe, sobretudo nas regiões de clima ameno, uma vez que é rústico até – 12 °C, mas apenas durante períodos curtos. Este arbusto é interessante pela sua floração no final do verão: longas panículas de pequenas flores brancas-rosadas a branco-creme abrem tardiamente em setembro-outubro, no meio de uma folhagem coriácea e espessa, oval e pontiaguda. Estas flores são muito perfumadas e melíferas, atraindo uma grande variedade de insetos polinizadores.
Estas flores dão sobretudo lugar a pequenas bagas de um azul muito escuro, quase preto, reunidas em cachos compactos. Naturalmente, para obter esta bela frutificação, o arbusto não deverá ser podado.

Flores e bagas do alfeneiro-da-China
Como cultivá-lo? Esta variedade de alfeneiro planta-se ao sol ou em meia-sombra, em todos os tipos de solo, suficientemente profundos e perfeitamente drenados.
O clerodendro (Clerodendrum trichotomum)
Originário da China, o Clerodendron trichotomum não ultrapassa os 3 m nas nossas latitudes. Destaca-se sobretudo pela floração outonal em corimbos de flores brancas com até 20 cm de diâmetro. O cálice das flores, esverdeado durante a floração, torna-se carnudo e rosado quando os frutos amadurecem. Este arbusto apresenta, de facto, uma frutificação de um magnífico azul-turquesa, envolta neste cálice cor-de-rosa. Quanto à folhagem, oposta, oval-elíptica e ligeiramente aveludada, é caduca. De crescimento rápido, este arbusto apresenta uma rusticidade até – 15 °C.

Flores e bagas do clerodendro
Como cultivá-lo? Este arbusto, muito florífero e frutífero, desenvolve-se num solo profundo, rico, fresco e bem drenado, ao sol ou em meia-sombra, mas num local protegido dos ventos frios.
A aucuba
Mesmo que alguns a considerem banal por ser muito plantada em parques e jardins públicos (onde nem sempre é valorizada), a aucuba continua a ser um belo arbusto de folhagem persistente que reúne muitas qualidades. Com efeito, ao longo de todo o ano, a aucuba oferece a sua densa folhagem verde variegada de amarelo, muito brilhante e ornamental, e ramos verde-claros, que dão um toque de frescura a qualquer jardim.

Folhagem, flores e bagas da aucuba
Em maio e junho surgem pequenas flores, muito discretas, que têm o mérito de, no inverno, darem origem a bonitas bagas vermelhas, muito decorativas e uma fonte de cor. É importante salientar, contudo, que, sendo um arbusto dióico, apenas os exemplares femininos produzem frutos, desde que exista um exemplar masculino nas proximidades. São arbustos perfeitos para sebes, tanto mais que podem atingir 3 a 4 m nas nossas latitudes. A aucuba é, além disso, um arbusto muito rústico, resistente à poluição urbana e à maresia, pouco exigente e pouco sensível às doenças.
Como cultivá-la? A aucuba planta-se num solo fresco, drenado e fértil, neutro ou ligeiramente ácido, num local à sombra ou ligeiramente soalheiro.
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