As doenças e as pragas da malva-do-cabo
Combater as doenças e as pragas da malva-do-cabo
Resumo
A malva-do-cabo, também conhecida como malva-do-cabo, é um arbusto originário da África do Sul, apreciado pela sua floração abundante. A sua folhagem lobada e persistente cobre-se de pequenas flores cor-de-rosa ou, por vezes, brancas, desde o verão até às primeiras geadas. As suas flores fazem lembrar as do hibisco. Este arbusto, de crescimento rápido, pode atingir 2 metros de altura e pode ser conduzido com hábito ereto ou em forma de árvore de pequeno porte. Também pode ser plantado numa sebe ou num canteiro. Rústico até – 8 a – 10 °C, pode ser cultivado em vaso para ser guardado num local abrigado nas regiões com invernos frios. É uma planta pouco exigente, que aprecia o sol e os solos secos e bem drenados. Quando cultivada em boas condições, a malva-do-cabo revela-se pouco sensível às doenças. No entanto, pode ser atacada por alguns parasitas e é sensível ao excesso de humidade ao nível das raízes. Descubra o que pode afetar a saúde da malva-do-cabo, os sintomas, os métodos de prevenção e os tratamentos possíveis para lhe conservar uma bela floração e um bom desenvolvimento.
Os aranhiços vermelhos
Cultivada numa estufa ou marquise, a malva-do-cabo pode ser atacada por aranhiços vermelhos. Estes ácaros minúsculos são temíveis e difíceis de observar a olho nu. Picam a planta e desenvolvem-se numa atmosfera quente e seca a uma velocidade fenomenal. Colonizam sobretudo as plantas cultivadas no interior ou sob abrigo, bem como nas varandas. As plantas acabam por deixar de conseguir realizar a fotossíntese e morrem.
Sintomas
Podem observar-se teias de aranha na malva-do-cabo que fazem lembrar seda. Também podem surgir manchas brancas, amareladas ou acinzentadas. As folhas secam e caem.
Métodos de prevenção
Existem várias formas de prevenir os aranhiços vermelhos. Em primeiro lugar, é importante proporcionar-lhes aquilo que mais temem: humidade, pulverizando as folhas do arbusto com água, de preferência ao final do dia. Também pode aplicar composto em vez de adubo. Evite sobretudo os adubos ricos em azoto, que podem atrair os ácaros. Também pode pulverizar uma decocção de cavalinha ou chorume de urtiga como medida preventiva no arbusto.
Tratamento
- Sob abrigo ou numa estufa, pode utilizar o controlo biológico e recorrer a predadores naturais do aranhiço vermelho, como o Phytoseiulus persimilis. Este pequeno ácaro, também vermelho e minúsculo, alimenta-se dos ovos, das larvas e dos adultos do aranhiço vermelho. As crisopas também são predadores naturais dos aranhiços vermelhos, pois as suas larvas comem os ovos destes ácaros.
- Outro tratamento, além do controlo biológico, consiste em preparar soluções para pulverizar na malva-do-cabo. Existem duas soluções à escolha. A primeira é composta por 20-25 gotas de óleo essencial de alecrim, que devem ser adicionadas a 3 ou 4 gotas de sabão preto líquido e 5 ml de óleo de colza. De seguida, basta diluir esta mistura em 1 litro de água. A segunda preparação consiste em fazer uma decocção de alho, misturando 30 g de alho em 1 litro de água. Pulverize a cada 3 dias durante 2 semanas para eliminar os ovos.
- Por fim, se a malva-do-cabo estiver demasiado afetada pelos aranhiços vermelhos, a solução definitiva consiste em arrancá-la e queimá-la.
Para saber mais, consulte a nossa ficha de aconselhamento: «Aranhiço vermelho: identificação e tratamento».

Aranhiço vermelho em grande plano
Leia também
Cultivar a malva-do-cabo em vasoAs moscas-brancas
Estas pequenas moscas-brancas alimentam-se da seiva das plantas, enfraquecendo-as, criando portas de entrada para fungos e vírus e podendo mesmo levá-las à morte. Apreciam o calor e aparecem em abril e maio nas estufas e no interior, e depois em junho e julho no exterior. Tal como os pulgões, segregam uma substância pegajosa chamada melada, que fica depois coberta por uma poeira negra ou fumagina. Esta última é, na realidade, a manifestação de uma doença criptogâmica provocada por um fungo.
Sintomas
Reconhecem-se as moscas-brancas pelas nuvens de pequenas moscas brancas que se dispersam quando alguém se aproxima da malva-do-cabo ou a pulveriza. Medem 3 mm de comprimento, reproduzem-se a uma velocidade impressionante e sugam a seiva da planta, tornando-a mais fraca e podendo, por vezes, levá-la à morte. Na página inferior das folhas, também é possível observar ovos e larvas com 2 mm de comprimento, que permanecem imóveis.
Métodos de prevenção
Como as moscas-brancas detestam a frescura a partir dos 10 °C e a humidade, pode abrir a estufa ou colocar a malva-do-cabo no exterior quando chove. Também pode pulverizar a malva-do-cabo com chorume de urtiga. Outra forma de prevenção consiste em instalar nas proximidades da malva-do-cabo plantas repelentes das moscas-brancas, como as tagetes, o manjericão e a árnica.
Tratamento
Entre os tratamentos naturais contra as moscas-brancas, podem utilizar-se predadores naturais, pulverizar soluções eficazes ou criar armadilhas para apanhar as moscas-brancas adultas.
- Se optar pelo controlo biológico, pode utilizar os predadores das moscas-brancas, como: as pequenas vespas Encarsia formosa e Eretmocerus eremicus, os pequenos percevejos Macrolophus pygmaeus e Dicyphus hesperus e a pequena joaninha-preta Delphastus pusillus.
- Se o ataque de moscas-brancas ainda estiver no início, faça uma armadilha para moscas-brancas. Pegue num pedaço de cartão amarelo e cubra-o com mel ou cola. A desvantagem desta armadilha é que o amarelo atrai os insetos em geral, e não apenas as moscas-brancas.
- Outra opção: pulverizar uma solução sobre as folhas do arbusto. Utilize uma mistura de água, sabão preto e algumas gotas de óleo vegetal para desprender os ovos e as larvas das folhas. Também pode pulverizar com óleo essencial de gerânio-rosa, na proporção de 20 gotas de óleo diluídas em 1 litro de água. Se houver poucas moscas-brancas, pode tentar removê-las passando sobre as folhas infestadas um pincel ou uma trincha embebida em óleo vegetal.
Para saber mais, consulte a nossa ficha de aconselhamento: »Mosca-branca ou aleurodes: identificação e tratamento ».

Moscas-brancas
As cochinilhas
As cochonilhas apresentam-se como pequenos aglomerados semelhantes a algodão ou como escamas escuras coladas na parte inferior das folhas e nos caules. Estes insetos minúsculos sugam a seiva, enfraquecendo a planta e provocando, por vezes, fumagina negra devido à melada que excretam.
Sintomas
Observa-se a presença de pequenas manchas brancas e semelhantes a algodão, ou castanhas. A folhagem torna-se amarela e fica coberta por uma substância pegajosa enegrecida. A planta tende a florir menos.
Métodos de prevenção
Inspecione regularmente as suas plantas para detetar qualquer sinal precoce de infestação. Um ambiente bem arejado e uma rega adequada são medidas preventivas fundamentais. Se a sua malva-do-cabo estiver numa estufa, retire-a para o exterior fora do período de frio, para arejá-la.
Tratamento
O álcool a 70° aplicado diretamente sobre as cochonilhas com a ajuda de um cotonete pode eliminá-las eficazmente. Uma pulverização de sabão preto diluído em água também atua como tratamento natural contra as cochonilhas.
Para saber mais, consulte a nossa ficha de aconselhamento: «Cochinilha: identificação e tratamento».
Como complemento, descubra a nossa ficha: Identificar as principais pragas e doenças das plantas, bem como a nossa ficha completa sobre a plantação e manutenção da malva-do-cabo.

Cochonilhas farinhentas
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