Resumo
Existem dois grupos de Amsonia : os originários da América e os que se encontram na Europa, na periferia da Ásia Ocidental (Grécia e Turquia), com o nome de Amsonia orientalis. As espécies mais comuns originárias da América do Norte, como Amsonia hubrichtii e Amsonia tabernaemontana, são plantas perenes resistentes à seca e ao calor no verão. Os seus caules semilenhosos fazem delas plantas rústicas resistentes ao frio.
Entre julho e setembro, os botões florais abrem e formam uma nuvem de estrelas finas e elegantes, azul-aço em algumas espécies, azuis mais próximos do azul-acinzentado ou azuis com um ligeiro toque rosado. Em qualquer caso, trata-se de uma floração de cor muito apelativa. Descubra as nossas 7 ideias de combinações originais, nas quais a Amsonia faz maravilhas, quer num jardim ornamental, quer em vaso num terraço ou numa varanda.
Para evitar qualquer insucesso, aconselhamos a plantar de forma adequada com recurso à nossa aplicação web Plantfit.
Num jardim selvagem
A Amsonia hubrichtii forma grandes tufos arbustivos e flexíveis com 80 cm de altura, de folhagem fina e plumosa. As flores azul-pálidas florescem de maio a julho. Adquire belas cores outonais amarelo-douradas e alaranjadas.
Atenção: um verão com pouco sol enfraquece o seu crescimento vigoroso e atenua as colorações outonais da folhagem.
Associe-a à Briza media, a bole-bole, uma gramínea particularmente rústica e pouco exigente, com inflorescências que evocam corações tingidos de púrpura, para criar uma composição leve. Escolha a pimpinela-menor Sanguisorba ‘Little Angel’ para criar um contraste de cores com as suas espigas compactas cobertas de flores vermelho-framboesa. A Verbena hastata acrescentará verticalidade e reforçará o aspeto campestre, graças a uma floração excecionalmente longa, coberta de pequenas flores violetas.

Em cima, a bole-bole Briza media; ao centro, um pormenor da sua inflorescência em forma de coração; em baixo, a pimpinela Sanguisorba em floração. À esquerda, a amsónia Amsonia hubrichtii e a sua folhagem fina; à direita, a verbena Verbena hastata
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A Amsonia orientalis é semiarbustiva e, com o tempo, forma grandes tufos arbustivos com cerca de 1 m de altura. As flores azul-violeta apresentam-se em tubos muito abertos, agrupadas em panículas, e florescem abundantemente entre julho e setembro. As folhas verde-escuras, lanceoladas e estreitas, de margem lisa, fazem lembrar as do salgueiro. A folhagem caduca adquire belas tonalidades quentes no outono antes de desaparecer. Rústicas, as amsónias orientais crescem sem dificuldade ao sol ou em meia-sombra, num solo bem drenado e fresco, que não seque no verão.
Associe-o às margaridas amarelo-enxofre, cor de manteiga, do Coreopsis verticillata ‘Moonbeam’ , cuja folhagem muito fina confere leveza à folhagem mais escura da amsónia. O conjunto desta composição, de grande suavidade, é realçado pela floração cor de manteiga fresca da giesta Cytisus kewensis. No final do verão, o azul da amsónia contrasta com as grandes margaridas em forma de pompons da equinácea-gigante ou Rudbeckia maxima , de longas pétalas amarelo-douradas.

À esquerda, as flores azul-pastel da Amsonia orientalis e a sua folhagem verde-viva. Ao centro, a leve Coreopsis ‘Moonbeam’; à direita, a majestosa rudbéquia gigante. Em baixo, as flores cor de manteiga suave da Cytisus kewensis
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Num canteiro de fim de verão
A amsónia ciliata desenvolve uma folhagem plumosa e numerosos caules que formam grandes moitas eretas muito flexíveis, atingindo 75 cm de altura. Longos botões dão origem a pequenas flores azul muito pálido. Reúnem-se em panículas e florescem entre maio e julho.
Associe a sua folhagem amarela a bronze no outono à dosino-de-coral villosa ‘Caramel’ que evolui ao longo das estações, passando de tons alaranjados e rosados a reflexos acobreados no outono. Desta doce e quente harmonia outonal emerge a exuberante floração vermelho-alaranjada de Nerine sarniensis var. corusca, ou nerina. O conjunto leve brinca com a luz rasante e muito amarela do outono.

A amsónia ciliata prolonga o seu interesse estético no final do verão, cobrindo-se de dourado. À direita, o sino-de-coral ‘Caramel’ e, por cima, a nerina sarniensis corusca de flores escarlates
Num jardim contemporâneo
AAmsonia ciliata ‘Ernst Pagels’ desenvolve, a partir de uma cepa lenhosa, vários caules que formam com o tempo um tufo arbustivo que atinge cerca de 40 cm de altura em floração. Esta planta, que demora a estabelecer-se, vive muitos anos.
Os seus longos botões azul-celeste abrem em pequenas estrelas azul-lilás, florescendo abundantemente entre junho e julho, durante várias semanas. A folhagem da amsónia adquire então uma bonita coloração outonal, amarelo-vivo, em sintonia com a Tradescantia andersoniana ‘Sweet Kate’ de folhagem formada por fitas douradas que desenvolve uma floração azul intensa. Crie contrastes com a folhagem cinzento-esbranquiçada recortada da losna-arbórea Artemisia arborescens ‘Powis Castle’ associada à do Imperata cylindrica ‘Red Baron’ que se tinge de vermelho-sangue e depois de vermelho-bordô logo com os primeiros calores do verão. O Tulbaghia violacea ‘Purple Eye’ traz, através das suas flores de um rosa suave, semelhante à porcelana, um toque de delicadeza.

A amsónia em baixo, a losna-arbórea ‘Powis Castle’ em cima, a Imperata ‘Red Baron’ ao centro, a Tradescantia ‘Sweet Kate’ à direita e as flores delicadas cor-de-rosa do alho-social
Num canteiro em meia-sombra
A Amsonia tabernaemontana salicifolia é uma planta robusta e decorativa, cujas folhas são alongadas e semelhantes às do salgueiro. No final da primavera, os seus caules arqueados apresentam na extremidade ramos de flores estreladas, de um azul elétrico que se torna pastel à medida que murcham. Forma tufos arbustivos na companhia dos grandes caules cor de vinho doEupatorium cannabinum Plenum com capítulos rosa-pálido, diante de uma Deutzia hybrida ‘Strawberry Fields’ também conhecida pelo nome de ‘Tourbillon Rouge’ pela sua floração abundante na primavera, de cor rosa-framboesa escura.

A amsónia de folhas de salgueiro e a elegante Deutzia ‘Strawberry fields’; à direita, as inflorescências do eupatório
Junto a um lago
A Amsonia tabernaemontana ‘Storm Cloud’ demora um pouco a instalar-se, mas é fácil de cultivar ao sol ou em meia-sombra, num solo drenado, fresco ou até húmido. Forma um grande tufo de caules invulgarmente escuros que ostenta folhas de salgueiro verde-azeitona, nervuradas de prateado, que servem de enquadramento às Iris sibirica ‘Ruffled Velvet’, com numerosas flores de um magnífico azul-violeta. Do verão até aos primeiros dias frios, a amsónia floresce em panículas de pequenas flores estreladas, cuja cor azul-celeste faz lembrar a das pervincas. Associe-a à Physostegia virginiana Variegata pela sua folhagem verde-acinzentada marginada de branco e pelas suas flores de cores suaves, combinadas com as flores cor-de-rosa intenso da Asclepias incarnata, de ligeiro aroma a baunilha.

A Amsonia ‘Storm cloud’ azul-elétrico, enquadramento da Asclepias incarnata de flores vermelhas e da Iris sibirica ‘Ruffled Velvet’. Na parte inferior, a bela folhagem variegada da Physostegia variegata
Em vaso num terraço ou numa varanda
A Amsonia tabernaemontana ‘Blue Ice’ é um híbrido que reúne várias qualidades. A amsónia é apreciada pela sua folhagem decorativa durante toda a estação, até ao outono, quando adquire uma tonalidade amarelo-dourada. A sua silhueta alta e densa confere-lhe o mesmo potencial estruturante que um arbusto num terraço. Apresenta uma longa floração em panículas de pequenas flores estreladas azul-escuras. Associe-a a plantas generosas como:
A Olearia (x) scilloniensis que, quando está em flor, em maio-junho, desaparece sob uma infinidade de pequenas flores brancas com centro amarelo, semelhantes a ásteres. Por seu lado, o Alchemilla mollis ‘Thriller’ é uma planta generosa e decorativa graças à sua floração estival, delicadamente colorida de amarelo-enxofre, e não de amarelo-esverdeado.

A amsónia ‘Blue ice’ de porte compacto, ideal em vaso, com a Olearia scilloniensis ao centro e, à direita, a alquemila ‘Thriller’
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