Resumo
Tem vontade de plantar a sua primeira sebe e os ciprestes despertam o seu interesse? Procura devolver um aspeto renovado à sua sebe pouco densa? Um grande clássico dos jardins, o cipreste impõe-se muitas vezes pela facilidade de cultivo, pelo crescimento rápido e pela folhagem persistente… desde que lhe dedique o mínimo de atenção! Uma sebe de ciprestes, se não for cuidada, pode rapidamente tornar-se pouco densa, desordenada e até com um aspeto abatido.
Felizmente, com alguns cuidados simples e regulares, pode manter a sua sebe bem densa, uniforme e saudável durante todo o ano. Descubra como cuidar da sua sebe de ciprestes, desde os conselhos sobre poda e rega até à prevenção de doenças e pragas.
Porquê escolher uma sebe de ciprestes?
O cipreste (Cupressus) é uma conífera de hábito frequentemente colunar ou cónico, por vezes pouco rústico, devendo por isso ser reservado às regiões de clima mediterrânico. É por esta razão que o cipreste-de-leyland (Cupressocyparis leylandii), híbrido natural de Cupressus macrocarpa e Chamaecyparis, é uma das opções preferidas dos jardineiros para criar uma sebe opaca, elegante e persistente. Cresce rapidamente (entre 60 e 100 cm por ano), pode atingir vários metros de altura e mantém-se bem verde mesmo no inverno, ao contrário de algumas sebes caducas. É perfeito para proteger-se de olhares indiscretos, do vento ou até do ruído!
Também é possível optar pelos falsos-ciprestes (Chamaecyparis), outrora incluídos nos Cupressus, pelas suas qualidades ornamentais, rusticidade e facilidade de cultivo e de poda, que fazem deles arbustos perfeitos para sebes.

As folhagens do cipreste (Cupressus), do cipreste-de-leyland e do falso-cipreste
Mas atenção: crescimento rápido também significa manutenção regular. Uma sebe de ciprestes que não seja podada pode rapidamente tornar-se incontrolável, ficar despida na base ou perder densidade.
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Cipreste, Cupressus: plantar, podar e cuidarO segredo de uma sebe de ciprestes densa: uma poda controlada
A poda é realmente a chave para uma sebe de ciprestes bem-sucedida. Permite controlar a altura e a largura, mas sobretudo estimular a ramificação, ou seja, o desenvolvimento de novos ramos. Uma poda regular é, por isso, a melhor solução para obter uma sebe densa e uniforme, sem ter de recorrer ao corte de rejuvenescimento.
Quando podar?
- Idealmente, duas vezes por ano: a primeira poda faz-se na primavera (abril-maio) e a segunda no final do verão/início do outono (agosto-setembro)
- Evite podar em pleno inverno ou durante um período de geada: isso pode fragilizar os ramos
- Da mesma forma, evite os períodos de muito calor no verão: uma poda severa durante a canícula pode queimar as partes expostas
- Em caso de crescimento excecional, pode considerar-se uma terceira poda em julho, se não estiver demasiado calor.

Os ciprestes suportam duas podas por ano
Como podar?
- Utilize um corta-sebes bem afiado, elétrico ou manual, consoante a dimensão da sebe, perfeitamente limpo e desinfetado
- Comece sempre pelo topo e desça depois em direção à base.
- Pode em forma ligeiramente trapezoidal ou em bisel: mais estreita no topo e mais larga na base. Desta forma, a luz consegue alcançar bem todas as partes da sebe. Com este tipo de poda, a sebe mantém-se densa da base ao topo
- Nunca pode demasiado a madeira velha (a madeira castanha no interior), pois o cipreste não volta a rebentar facilmente a partir daí. Pode apenas o crescimento do ano, reconhecível pela sua cor verde-clara.
É importante notar que as aves podem instalar-se nos ciprestes. A Liga para a Proteção das Aves (LPO) recomenda não podar a sebe durante o período de nidificação, que decorre de meados de março até ao final de agosto. Também pode simplesmente verificar a copa antes de intervir.
A rega e a fertilização, duas chaves para o sucesso de uma sebe compacta
Apesar da sua reputação de resistência relativa à seca, mais evidente no caso dos Cupressus, os ciprestes precisam de um mínimo de água e de nutrientes para formar uma sebe. Bem hidratados e bem nutridos, serão tanto mais bonitos, densos e robustos.
A rega
- Durante os dois ou três anos que se seguem à plantação, os ciprestes jovens têm necessidade de regas regulares, sobretudo no verão. Desta forma, facilita-se o enraizamento e evita-se a dessecação. Concretamente, é preferível fornecer água uma a duas vezes por semana, em grande quantidade, em vez de regar todos os dias com pouca água. É a melhor forma de incentivar as raízes a aprofundarem-se. Caso contrário, permanecem à superfície e a sebe será menos resistente
- Depois de bem instalada, a sebe resiste melhor à seca, mas uma rega de apoio continua a ser útil durante os períodos de calor intenso ou de seca, sobretudo no caso dos falsos-ciprestes, que apreciam os solos frescos
- Regue de preferência à noite ou de manhã cedo, para limitar a evaporação, utilizando água da chuva ou água sem calcário
- A instalação de uma cobertura morta de casca de pinheiro ou de triturado de ramos na base da sebe permite conservar a humidade, limitar as ervas daninhas e melhorar o solo a longo prazo
- Os ciprestes temem bastante os solos encharcados e saturados de água, que podem provocar o apodrecimento das raízes. Por isso, no momento da plantação, é necessário assegurar uma boa drenagem, adicionando areia ou cascalho.
A fertilização
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Na primavera, entre março e abril, aplique um adubo orgânico completo especial para coníferas para estimular o crescimento, promover o seu arranque e aumentar a densidade da folhagem
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No outono, recomenda-se uma pequena aplicação de composto, sobretudo nos solos pobres. Melhorará a estrutura do solo e enriquecerá-o, ajudando também a reter a água
Prevenir as doenças e as pragas dos ciprestes
Os ciprestes são geralmente robustos, mas não são invencíveis. Uma sebe enfraquecida ou mal cuidada está necessariamente mais sujeita a ataques. Daí a importância de vigiar atentamente a sebe de ciprestes, para detetar o mais rapidamente possível doenças ou infestações de pragas.
A chaga cortical dos ciprestes
A chaga cortical dos ciprestes é uma doença de criptogamia provocada pelo fungo Seiridium ou Coryneum cardinale. Desenvolvendo-se sob a casca, manifesta uma preferência clara pelos ciprestes-de-leyland e pelos ciprestes-italianos.
Os sintomas: este fungo provoca um característico escurecimento dos ramos inteiros, que acabam por morrer. A casca também é afetada: torna-se castanho-avermelhada e começa a rachar. Surgem exsudações de resina em redor das chagas. Os ciprestes acabam por morrer.

Uma folhagem que amarelece, depois fica castanha e seca é frequentemente sinal de uma chaga cortical
O que fazer? É necessário cortar os ramos afetados logo aos primeiros sinais e levá-los ao ecocentro. Não se devem, sobretudo, colocar no composto. Nos casos extremos, é preferível eliminar o cipreste para evitar o contágio de toda a sebe.
Uma boa ventilação da sebe, graças à poda regular, é essencial para limitar os riscos. É também indispensável utilizar um corta-sebes devidamente desinfetado.
Os insetos pragas
Nas sebes de ciprestes, encontram-se frequentemente os mesmos insetos parasitas que noutras zonas do jardim, nomeadamente os afídeos, as cochinilhas e os aranhiços vermelhos. Sobretudo nas jovens brotações e com tempo seco.
Em caso de uma pequena infestação, um jato de água forte ou uma pulverização de sabão preto diluído pode ser suficiente. É também necessário favorecer a instalação de insetos ou aves auxiliares, que se alimentarão destas pragas.
O declínio da base dos ciprestes
Não se trata propriamente de uma doença, mas antes da consequência de uma manutenção inadequada. O declínio da base da sebe de ciprestes está frequentemente relacionado com a falta de luz, um solo demasiado seco ou podas demasiado severas.
Basta podar a sebe de modo a que fique mais larga na base. Não hesite em reduzir o crescimento da parte superior, para que a parte inferior se possa tornar mais densa.
Outros sintomas
A sebe de ciprestes pode ser afetada por outros sinais de enfraquecimento:
- Uma folhagem que amarelece? Pode estar relacionada com um excesso ou uma falta de água.
- As pontas da folhagem ficam castanhas? O solo pode ser demasiado pobre, sendo necessário aplicar composto, ou a poda pode ter sido mal feita.
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