Como cultivar um eríssimo em vaso?

Como cultivar um eríssimo em vaso?

Conseguir facilmente plantar e cuidar desta planta perene colorida

Resumo

Modificado em 20 de janeiro de 2026  por Marion 7 min.

Os eríssimos (Erysimum) são plantas capazes de se adaptar a condições de cultivo por vezes difíceis. Plantas perenes de jardim de rochas por excelência, são muito apreciados pela sua floração colorida e perfumada. No entanto, não é necessário ter um jardim para poder desfrutar das suas qualidades: adaptam-se com efeito igualmente bem ao cultivo em vaso, para criar bonitos vasos floridos.

Veja como conseguir uma plantação e uma manutenção bem-sucedidas, para desfrutar da sua floração durante longos meses.

E para saber mais sobre o cultivo do eríssimo, consulte o nosso guia «Os eríssimos: semear, plantar, cultivar e cuidar».

Inverno, Primavera Dificuldade

Que variedades de eríssimo escolher para o cultivo em vaso?

Todos os eríssimos podem ser cultivados em vaso, uma vez que são plantas de pequeno porte, medindo geralmente entre 20 e 40 cm de altura. Terá muito por onde escolher, dada a vivacidade e a riqueza da sua paleta de cores.

Opte, por exemplo, por:

Note-se que, se optar pelas variedades maiores, isto é, que atingem até 90 cm de altura, como o eríssimo arbustivo Erysimum ‘Bowles Mauve’), poderá ser necessário tutorá-las. Isto pode ser menos estético quando cultivadas em vaso.

Pode encontrar o eríssimo em diferentes formatos: em vasinho, em vaso ou até sob a forma de mini-torrões, ou seja, plantas muito jovens.

eríssimo cor de laranja

O eríssimo ‘Bedder Scarlet’, de pequeno porte

Quando plantar o eríssimo em vaso?

A plantação dos eríssimos em vaso ocorre quer na primavera, quer no outono. A sementeira realiza-se na primavera sob abrigo (a uma temperatura de cerca de 18 °C).

Plantação do eríssimo em vaso

O recipiente

Para cultivar os seus eríssimos, dê preferência a vasos e recipientes de terracota, que permitem ao substrato respirar bem e limitam os riscos de humidade estagnada. Devem ter obrigatoriamente orifícios, para que a água da rega ou da chuva possa escoar. Evite os vasos com reservatório de água, que não são adequados para o cultivo dos eríssimos.

Escolha um recipiente com pelo menos 40 cm em todas as dimensões, ou maior se pretender cultivar nele vários exemplares de eríssimos.

O substrato

Os eríssimos desenvolvem-se geralmente em solos comuns, desde que sejam bem drenantes, ou seja, desde que a água não fique estagnada. O excesso de humidade é, de facto, prejudicial para a planta, favorecendo o desenvolvimento de doenças criptogâmicas (causadas por fungos). Habituados a ambientes pouco favoráveis, suportam solos pedregosos, secos e bastante pobres, mesmo calcários.

Pode escolher um substrato já preparado, por exemplo para plantas mediterrânicas ou para floreiras e vasos.

Se preferir preparar a sua própria mistura, associe:

  • 2/3 de substrato hortícola de boa qualidade ou de terra de jardim que não seja demasiado pesada (argilosa) ;
  • 1/3 de areia de rio ou de elementos drenantes (bolas de argila, perlite, cascalho, pedaços de terracota…) ;
  • 1 a 2 punhados de composto doméstico ou de estrume bem decomposto para os goivos, que preferem substratos um pouco mais ricos do que os seus congéneres goivos-amarelos.

A plantação

  1. Antes da plantação, hidrate o torrão dos seus eríssimos, deixando-o de molho num recipiente cheio de água à temperatura ambiente durante 30 minutos a uma hora.
  2. Coloque uma camada drenante com 3 a 5 cm de espessura no fundo do recipiente.
  3. Complete, adicionando a mistura de substrato ao recipiente.
  4. Retire o recipiente antigo dos seus eríssimos, manuseando a planta com muito cuidado, para não correr o risco de danificar o sistema radicular frágil. Conserve o máximo de terra possível em redor das raízes.
  5. Coloque o seu eríssimo e, em seguida, complete com substrato até enterrar o torrão. Se cultivar vários exemplares, preveja uma distância de cerca de 30 cm entre cada planta, para que todos possam desenvolver-se corretamente (conte antes com 60 cm para o goivo).
  6. Comprima ligeiramente com os dedos para expulsar as bolsas de ar.
  7. Regue generosamente.
  8. Coloque uma cobertura orgânica à superfície (casca, cascas, folhas secas, BRF, etc.) ou mesmo uma cobertura mineral (cascalho, pozolana, seixos…). Isso permitirá limitar a evaporação natural e o desenvolvimento de plantas indesejadas.

A sementeira do eríssimo

Também pode optar por semear os seus eríssimos. É uma solução que exige mais paciência, mas que se revela mais económica. A sementeira deverá ser feita diretamente no local definitivo, ou seja, no recipiente final. Como já foi referido, as raízes dos eríssimos são frágeis e não apreciam as transplantação.

Para isso:

  • Coloque uma camada drenante no fundo do recipiente ;
  • Encha-o com substrato bem drenante e nivele-o, para que a superfície fique plana (pode utilizar substrato especial para sementeira e transplantação, mais leve do que o substrato convencional) ;
  • Semeie a lanço (pegue num punhado de sementes e distribua-as numa chuva fina), espalhando bem as sementes à superfície do solo ;
  • Cubra as sementes com uma camada fina de substrato ;
  • Regue delicadamente, sob a forma de chuva fina ou com um pulverizador, para que as sementes não migrem demasiado profundamente para o solo.

Depois de as plantas germinarem, desbaste, conservando apenas as mais robustas, a cada 30 cm aproximadamente.

floreira de eríssimos

Os eríssimos podem ser plantados em associação com outras plantas numa floreira

Cuidados do eríssimo em vaso

Os eríssimos são plantas fáceis de cultivar, que requerem poucos cuidados.

A exposição

Para florescerem bem, os eríssimos precisam de uma exposição ensolarada. Ainda assim, conseguem suportar situações de meia-sombra, mas nesse caso produzirão menos flores.

O goivo (Matthiola incana) é uma boa opção para jardins, varandas e terraços junto ao mar, uma vez que tolera exposições sujeitas à maresia.

Para tirar o melhor partido da sua floração e do seu perfume, coloque os seus eríssimos em vaso perto das zonas de passagem.

A rega

Excelentes plantas para jardins de rochas, os eríssimos conseguem suportar a seca e não são muito exigentes em água. Contudo, quando cultivados em recipiente, o substrato irá inevitavelmente secar mais depressa do que em plena terra. Durante as primeiras semanas após a plantação, regue regularmente para que a planta se possa instalar corretamente e desenvolver o seu sistema radicular. Depois, limite-se a regar algumas vezes em caso de seca prolongada. Toque sempre na terra com a ponta dos dedos antes de regar: se o substrato estiver seco nos primeiros centímetros, poderá regar os seus eríssimos.

Por sua vez, o goivo prefere substratos mais frescos, que nunca sequem totalmente. Regue, portanto, assim que o substrato estiver seco à superfície.

Se possível, dê preferência à água da chuva em vez da água da rede.

A fertilização

Os eríssimos são plantas pouco exigentes, que se contentam até com solos pobres. Em vaso, contudo, o substrato esgota rapidamente as suas reservas nutritivas. Se pretender estimular a floração, sobretudo no caso do goivo, pode aplicar um adubo para floreiras e vasos ou um adubo estimulante da produção de flores. Quer seja líquido ou sólido, respeite sempre as quantidades indicadas pelos fabricantes nos produtos.

A poda

Para favorecer uma floração longa e abundante, corte os cachos de flores murchas antes de produzirem sementes. Conserve apenas alguns se pretender fazer uma sementeira ou deixe-os disseminar-se espontaneamente. Para isso, utilize uma tesoura ou uma tesoura de poda. Utilize sempre ferramentas de corte bem afiadas, previamente limpas com álcool, para limitar o risco de propagação de doenças.

A poda completa de limpeza deve ser realizada depois de terminada a floração (durante o verão). Nessa altura, corte todas as hastes florais rente ao solo.

Doenças e pragas

Os eríssimos podem ser sensíveis a algumas doenças criptogâmicas, causadas por fungos. É nomeadamente o caso do míldio e da ferrugem no goivo-amarelo, ou ainda do oídio e do botrítis (podridão cinzenta) no goivo. Como medida preventiva, assegure uma boa drenagem do substrato de cultivo, para impedir a estagnação da humidade. Evite também molhar a folhagem durante a rega.

Os gastrópodes também podem ser atraídos pela folhagem dos eríssimos. Como medida preventiva, existem vários métodos: armadilhas com cerveja, aplicação de cinza de madeira ou de cascas de ovo, utilização de grânulos à base de Ferramol (compatíveis com a agricultura biológica), entre outros.

Vigie também os ataques de altisas e pulgões.

A multiplicação

Os eríssimos são plantas fáceis de cultivar, mas têm uma vida curta (no máximo, três anos). É por isso que são frequentemente cultivados como plantas bienais. Por conseguinte, não será necessário prever uma mudança de vaso, tanto mais que são plantas que se adaptam mal à repicagem e à transplantação.

No entanto, para poder desfrutar deles durante mais tempo, conserve um cacho de flores sem o podar e deixe-o produzir sementes. Poderá assim disseminar-se no local e criar novas plantas, substituindo as mais velhas. Também é fácil multiplicá-los por estaquia.

A proteção durante o inverno

Os eríssimos são plantas relativamente rústicas, geralmente até -15°C. Contudo, as plantas cultivadas em vaso são sempre menos resistentes ao frio do que as plantas cultivadas em plena terra.

Nas regiões com invernos rigorosos, escolha um local protegido dos ventos dominantes e acrescente uma camada de cobertura morta junto à base dos eríssimos. Coloque os vasos sob abrigo, num local protegido da precipitação, nas regiões com invernos particularmente húmidos.

eríssimo amarelo

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flores de eríssimo