As doenças e pragas dos eríssimos

As doenças e pragas dos eríssimos

Identificação, prevenção e tratamento com soluções naturais

Resumo

Modificado em 27 de janeiro de 2026  por Gwenaëlle 4 min.

O eríssimo é uma planta sem grandes problemas que muitos de nós cultivamos no jardim, junto a muros de pedra ou em vasos.
Por vezes, é atacado por insetos-praga ou por doenças que comprometem a sua floração ou destroem a sua folhagem. Pertencente à família das Brassicáceas, herda, de facto, alguns parasitas bem conhecidos desta família.
Vejamos alguns dos problemas que podem afetar esta bonita planta perene e como combater alguns insetos ou fungos indesejáveis.

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Os eríssimos, tão bonitos na primavera ou no verão, podem por vezes enfrentar pequenos problemas causados por pragas…

Dificuldade

As pragas do eríssimo

As altisas

É a praga mais frequente no eríssimo e o seu inimigo n.º 1. A altisa da couve ou altisa das Crucíferas é, de facto, uma presença habitual nesta família de plantas (Brassicáceas). As altisas são reconhecíveis pela sua semelhança com pequenos escaravelhos de cor preta.
Atacam sobretudo as sementeiras de Matthiola, o eríssimo anual.

  • Descrição : A altisa da couve é um pequeno coleóptero que se alimenta das folhas das plantas crucíferas.
  • Sintomas : as folhas ficam, de repente, crivadas de pequenos buracos. Isto é particularmente visível nas plantas jovens.
  • Tratamento : utilizar produtos à base de piretro natural para combater a infestação. Alguns chorumes também são eficazes, como o chorume de alfazema, a decocção de cascas de cebola, o chorume de sabugueiro e o chorume de cavalinha.

→ Ler também Utilizar o piretro no jardim e Como combater a altisa?

como reconhecer e tratar a altisa

Altisas numa folha de couve

Os pulgões

Também podem invadir completamente os rebentos jovens de erísimos.

  • Descrição : os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva, que enfraquecem o crescimento das plantas. Podem ser de cor verde, preta ou castanha, medindo aproximadamente 1 a 3 mm de comprimento. Encontram-se sobretudo nos rebentos terminais e nas folhas jovens.
  • Sintomas : presença de colónias de pequenos insetos verdes ou pretos nos rebentos terminais.
  • Tratamento : em caso de invasão, trate aplicando uma solução de sabão preto para eliminar os pulgões ou pulverize as plantas com uma decocção ou chá de tanaceto, um chorume de fetos ou uma maceração de folhas de ruibarbo.

As lagartas

Nas plantas desenvolvidas, as lagartas podem causar grandes estragos. Desfolham os erísimos ainda jovens, tanto as folhas como as flores.

  • Descriçãoas lagartas são as larvas de algumas borboletas, frequentemente de cor verde ou castanha, medindo entre 1 e 4 cm de comprimento. Podem causar danos significativos ao comerem as folhas dos erísimos.
  • Sintomas : as folhas são parcialmente ou totalmente devoradas. Observa-se a presença de pequenas lagartas nas plantas.
  • Tratamento mecânico : é necessário retirar uma a uma as lagartas presentes nas plantas. Recolha-as com luvas ou utilize um inseticida biológico como o Bacillus thuringiensis (Bt).

Os gastrópodes

Os caracóis e outras lesmas também atacam por vezes as plantas jovens, tenras e apetecíveis dos erísimos.

  • Descrição : as lesmas e os caracóis alimentam-se das folhas e dos rebentos jovens dos erísimos, sobretudo em condições húmidas.
  • Sintomas : folhas perfuradas ou devoradas, vestígios de baba nas plantas.
  • Tratamento : para impedir que alcancem a planta, instale barreiras físicas: espalhe um pouco de cinza (infelizmente, deixa de ser eficaz a partir da chuva seguinte), pozolana ou grânulos de lava, serradura ou BRF grosseiro, se tiver algum destes materiais à volta das plantas, ou então cascas de ovo esmagadas à volta das plantas, de modo a criar uma barreira. Também pode recorrer a um produto anti-lesmas em grânulos, do tipo Ferramol®. Por fim, pode utilizar armadilhas com cerveja (mas são controversas, pois atraem frequentemente ainda mais lesmas das redondezas). Regue sempre de manhã e não à noite.

As doenças do eríssimo

A hérnia das Crucíferas

  • Descrição : a hérnia das Crucíferas é causada por um protozoário, um micro-organismo que infeta as raízes das plantas. Este protozoário penetra nas raízes e provoca a formação de nodulosidades ou inchaços, perturbando assim a absorção de água e nutrientes pela planta.
  • Sintomas : as plantas murcham durante o dia, apresentam nodulosidades nas raízes e acabam por definhar.
  • Tratamento : arranque e destrua as plantas doentes e evite voltar a plantar Crucíferas no mesmo local no ano seguinte. Enriquecer o solo com composto bem decomposto ou estrume pode, a prazo, melhorar a estrutura do solo, tornando-o mais drenante, e reforçar a resistência das plantas.

A ferrugem

Pode surgir durante primaveras chuvosas, desenvolvendo-se nas folhas e cobrindo-as de manchas castanhas, cor de ferrugem, daí o seu nome.

  • Descrição : a ferrugem branca é uma doença fúngica (criptogâmica) que produz esporos de cor branca ou laranja.
  • Sintomas : pústulas esbranquiçadas ou alaranjadas na página inferior das folhas. As folhas secam pouco a pouco.
  • Tratamento : limite as regas, elimine as partes afetadas e pulverize um chorume de urtiga, um chorume de cavalinha ou de tanaceto. Utilize calda bordalesa como prevenção.

O míldio

É sobretudo no verão que pode observar-se um ataque de míldio: esta doença fúngica, causada por Phytophthora infestans, surge com a combinação de dias quentes e humidade elevada. Produz manchas amarelas a acastanhadas e uma penugem esbranquiçada na página inferior das folhas. As folhas ficam atrofiadas e acabam por cair.

  • Descrição : o míldio é uma doença fúngica que se desenvolve em condições húmidas, provocando manchas amarelas, verde-claras a acastanhadas nas folhas e uma penugem esbranquiçada na página inferior das folhas. Pode abrandar o crescimento das plantas e provocar o seu declínio se as condições desfavoráveis persistirem.
  • Sintomas : manchas verde-claras nas folhas, que se tornam acinzentadas na página inferior. Os eríssimos afetados ficam atrofiados e enfraquecem consideravelmente se nada for feito, levando à queda da sua folhagem.
  • Tratamento : utilize pulverizações de decocção de cavalinha para reforçar a planta. Verifique sempre se o solo é bem drenante, para evitar a humidade residual. Recomenda-se também o uso preventivo de chorume de consolda, para ajudar as plantas a reforçar as suas defesas naturais e, assim, a combater melhor o míldio.

míldio do eríssimo

A podridão cinzenta (botrítis)

A podridão cinzenta é causada por um fungo, Botrytis cinerea, que prolifera em condições húmidas. Reconhece-se pelo acastanhamento e pela secagem dos caules afetados. Estes cobrem-se pouco a pouco de um bolor acinzentado.

  • Descrição : a doença manifesta-se através de um revestimento acinzentado nas folhas, caules e flores, provocando a sua decomposição. Prolifera em condições húmidas e pode afetar rapidamente toda a planta se não for controlada.
  • Sintomas : podridão das folhas, caules e flores, com um revestimento esbranquiçado a acinzentado.
  • Tratamento : evite regar a folhagem e trate preventivamente com uma decocção de alho.

O oídio

O oídio desenvolve-se sobretudo em condições quentes e secas. É uma doença fúngica que afeta a fotossíntese e abranda o crescimento das plantas.

  • Descrição : surge um revestimento branco característico em toda a planta.
  • Sintomas : penugem branca pulverulenta nas folhas e nos caules. O eríssimo deforma-se pouco a pouco e acaba por secar.
  • Tratamento : utilize uma decocção de cavalinha ou chorume de urtiga para pulverizar de quinze em quinze dias. Como prevenção, limite as regas ao mínimo e evite molhar a folhagem.

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