Resumo

Modificado 0,01  por Marion 7 min.

Para ter boas culturas em estufa, a gestão da rega é um dos pontos fundamentais.

Nestes espaços fechados, as plantas estão geralmente isoladas de qualquer precipitação. Além disso, as temperaturas tendem a subir rapidamente, sobretudo na época estival, provocando a evaporação da água, o ressecamento do solo e das culturas.

Entre os numerosos sistemas de rega que existem para estufas de jardim, é indispensável escolher aquele que se adapta tanto às necessidades das culturas como ao conforto do jardineiro.

Eis, portanto, os nossos conselhos para uma rega eficaz em estufa, desde a escolha do tipo de irrigação até aos meios naturais para limitar a evaporação.

Dificuldade

Que tipo de água utilizar em estufa?

Água da chuva

Económica e ecológica, a água da chuva é ideal para a rega das culturas em estufa.

Mas consoante a região e a estação do ano, nem sempre é possível aproveitar a água do céu durante todo o ano.

O ideal é, portanto, dispor de um sistema de armazenamento, que permite recolher a água da chuva numa cisterna, num barril ou num reservatório de água ligado às caleiras.

Se tiver a sorte de dispor de um poço, pode naturalmente utilizar essa água para regar sementeiras, plantas em vasos, legumes e outras árvores de fruto, tendo, no entanto, o cuidado de a deixar atingir a temperatura ambiente, para evitar choques térmicos.

Água da torneira

A água da torneira tem a vantagem de ser acessível e estar sempre disponível. No entanto, regar uma estufa exclusivamente com água da rede pode acabar por representar uma despesa financeira considerável. Esta solução, menos económica e ecológica, deve ser reservada, sempre que possível, aos períodos em que a água da chuva não está disponível.

Além disso, a água da torneira revela-se por vezes demasiado clorada e calcária para as plantas. Para as culturas particularmente sensíveis, pode utilizar um anticálcário a diluir na água de rega.

Prever uma reserva de água

Para armazenar água, pode instalar uma reserva diretamente na estufa ou no exterior.

A instalação de uma reserva de água fixa sob a estufa de jardim apresenta inúmeras vantagens:

  • acessibilidade
  • água a temperatura ambiente
  • aumento da higrometria (taxa de humidade) no interior da estufa

Esta reserva pode apresentar-se sob a forma clássica de um barril, mas também de um tanque escavado, construído com materiais de recuperação impermeáveis ou mesmo reciclado, reutilizando, por exemplo, uma velha banheira coberta com uma rede mosquiteira.

A reserva de água pode ser ligada a um sistema de rega automática sem eletricidade, se for colocada em altura. A rega será assim efetuada naturalmente por gravidade.

Se a água for armazenada no exterior, é perfeitamente possível instalar uma bomba que permita irrigar até ao interior da estufa. Prefira neste caso uma cisterna colocada à sombra, para que a água se mantenha a uma temperatura aceitável mesmo no verão, prevenindo assim os choques térmicos no momento da rega.

Alguns kits de rega incluem aliás bombas para reserva de água que funcionam a energia solar, o que permite uma instalação em qualquer ponto do jardim sem eletricidade.

Pense também em instalar um filtro na reserva de água, de modo a limitar os depósitos de algas suscetíveis de, a prazo, obstruir os sistemas de escoamento.

reserva de água para rega de estufa

O rega manual: simples, mas trabalhoso

A rega manual pode ser feita de 2 formas: com um regador ou com uma mangueira de rega.

Idealmente, para uma rega manual que responda às necessidades da maioria das culturas, serão necessários: um regador de bico longo para uma rega precisa, um regador com crivo para culturas delicadas, acessórios para controlar o caudal da mangueira de rega e um pulverizador.

Os +:

  • simples
  • pouco dispendioso
  • controlo perfeito das doses de rega

Os -:

  • moroso
  • cansativo (em função do peso do regador e das idas e vindas necessárias)
  • impossibilidade de regar as culturas em caso de ausência

Este tipo de rega deve portanto ser reservado para estufas de pequenas dimensões, estufas sombreadas nas quais a terra seca menos rapidamente ou para sementeiras jovens.

Prefira uma rega manual de manhã ou ao final do dia, de forma a limitar os riscos de evaporação e a dar às plantas tempo suficiente para se hidratarem.

rega manual estufa, regar manualmente

Regador de bico longo, regador com crivo e pistola de rega com regulação de caudal

A rega automática: um investimento útil

Existem numerosos sistemas de rega automática, a escolher consoante o orçamento, as necessidades das culturas e do jardineiro.

Para os jardineiros que costumam ausentar-se, um sistema de rega automática associado a um programador será, por exemplo, indispensável.

Idealmente, o sistema de irrigação escolhido será instalado antes das culturas do ano.

As vantagens:

  • rega regular
  • sistema quase autónomo
  • associado a um programador, rega programável nos momentos mais frescos do dia, mesmo durante a noite
  • poupança de água
  • ganho de tempo

As desvantagens:

  • mais dispendioso
  • instalação a planear
  • armazenamento do material no inverno
  • ligação elétrica pode ser necessária (consumo energético adicional a ter em conta)

A rega gota a gota

É um dos sistemas mais utilizados em estufa pelos particulares. A rega gota a gota permite uma rega suave e regular diretamente na base das plantas e não sobre a folhagem, limitando assim os riscos de doenças criptogâmicas (fungos como o oídio, o míldio ou a ferrugem). A rega gota a gota é assim particularmente adequada às culturas de tomate, alface, curgete, etc.

O sistema gota a gota é composto por tubos de polietileno colocados diretamente no solo. Estes tubos perfurados deixam passar a água a intervalos regulares ou em toda a sua extensão. Este sistema de irrigação é ideal tanto para canteiros como para vasos.

Alguns kits incluem ainda válvulas de corte por linha de rega e redutores de caudal, para controlar com precisão o fornecimento de água em função das culturas.

Fácil de instalar, permite uma rega direcionada e adaptável a todas as organizações em estufa, graças a conectores curvos e conectores de derivação. Ligados ao tubo principal, permitem cobrir toda a zona a regar.

De notar que quanto mais longo e largo for o tubo, maior pressão necessitará para atingir a totalidade das plantações a regar no final da linha.

O tubo microporoso

Os tubos microporosos são tubos flexíveis cujos «poros» permitem que a água escoe de forma regular e suave.

É simplesmente desenrolado no solo entre as culturas, sem necessidade de montagem especial. Acessível e pouco dispendioso, revela-se contudo menos durável do que um sistema gota a gota. A sua proximidade com a terra e os seus minúsculos orifícios tendem de facto a entupir, provocando um caudal irregular ou mesmo deficiente.

A rega é também menos precisa e não pode ser adaptada em função das necessidades de cada planta.

O sistema de aspersão

Os sistemas de aspersão ou os tubos suspensos são geralmente menos utilizados em estufa não profissional. Distribuem a água de forma global sobre as plantas, da cabeça aos pés, e não permitem uma rega de precisão.

Este sistema deve ser reservado para grandes espaços, estufas tropicais ou culturas cuja folhagem necessite de ser humedecida regularmente.

A adição de um programador

Seja solar ou elétrico, o programador permite lançar automaticamente a rega, sem qualquer intervenção ou quase nenhuma por parte do jardineiro. Associado à rega automática, assegura assim um sistema 100% autónomo.

Em caso de ausência ou durante a noite quando as temperaturas são particularmente elevadas: a rega pode ser programada a qualquer momento, escolhendo com precisão a duração e a frequência desejadas.

Alguns modelos oferecem mesmo uma sonda que desencadeia a rega automaticamente em função do nível de humidade, enquanto outros podem ser ativados diretamente à distância a partir de um smartphone.

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Rega gota a gota, rega por aspersão e programador

Descubra também os nossos conselhos: Como instalar uma rega automática em varanda ou terraço?

Outros sistemas de rega

A manta capilar

A manta capilar é uma manta sintética absorvente, que restitui a água de forma suave às plantas.

É utilizável exclusivamente para culturas em vasos, que serão colocados diretamente sobre a manta, com o seu substrato em contacto com o sistema. Revela-se particularmente útil na ausência do jardineiro.

Este sistema permite uma rega progressiva por capilaridade, sem molhar a folhagem: o substrato da planta vai absorvendo gradualmente a água armazenada pela manta.

O preço varia consoante o tamanho da manta capilar. Fácil de instalar, a sua durabilidade é, no entanto, limitada, uma vez que a humidade constante pode favorecer o desenvolvimento de musgos ou algas e deteriorar o material.

A mesa de irrigação

Muito mais dispendiosas e utilizadas sobretudo em estufas profissionais, estas mesas de cultura, também designadas por mesa de maré ou mesa de inundação, permitem irrigar as plantas em vasos.

Estas são colocadas num tabuleiro metálico com fundo de sub-irrigação, permitindo uma rega do substrato pela parte inferior.

Estes sistemas dispõem geralmente de várias opções para maior comodidade do jardineiro: reguláveis em altura, deslocáveis com rodas, etc.

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Mesa metálica que forma um tabuleiro graças ao seu rebordo elevado e que permite irrigar as plantas por capilaridade.

A cobertura do solo para espaçar as regas

No jardim como em estufa, a cobertura morta é uma solução ideal para espaçar as regas.

Instale uma cobertura morta orgânica (cartão, palha, linho, cânhamo, BRF…) em camada de alguns centímetros à volta das plantas. Esta proteção, além de manter uma temperatura do solo mais constante e de combater o aparecimento de ervas-daninhas (ervas «indesejadas»), limita consideravelmente os fenómenos de evaporação.

Consoante a temperatura ambiente, a cobertura morta pode assim permitir ganhar vários dias de rega.

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Soluções de rega complementares em estufa

Quer opte por um sistema manual ou automático, pode perfeitamente adicionar soluções de rega de libertação lenta:

  • cones de cerâmica porosa (cenouras de irrigação ou de rega), enterrados na terra para difundir a água suavemente para as plantas;
  • ollas ou oyas (para comprar ou fáceis de fabricar em casa com vasos de barro), cuja matéria porosa permite que a água se infiltre gradualmente junto às raízes das plantas;
  • regadores ou garrafas de plástico furados com pequenos orifícios e colocados junto às culturas.

Eficazes, personalizáveis, económicos e ecológicos, estes sistemas podem ser utilizados como complemento para uma rega otimizada na sua estufa de jardim.

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