Resumo

Modificado 0,01  por Marion 5 min.

Numa estufa de jardim, o ambiente fechado tende a facilitar o aparecimento de pragas e doenças. Uma vez instaladas, tendem a propagar-se muito mais rapidamente do que no exterior, exigindo uma vigilância quase diária por parte do jardineiro, sobretudo durante a época mais quente.

Técnicas de rega inadequadas, falta de arejamento ou ainda um ecossistema desequilibrado são fatores que favorecem a presença e o desenvolvimento de indesejáveis.

Eis, portanto, os nossos conselhos para prevenir e gerir ataques de pragas e doenças em estufa!

Dificuldade

A técnica correta de rega para limitar os riscos de doenças

A cultura em estufa de jardim pode permitir que plantas sensíveis, como o tomate com o míldio, sejam menos sujeitas a doenças criptogâmicas. Entre as mais comuns, destacam-se o oídio (doença do branco), a ferrugem e ainda a botrítis (podridão cinzenta). Alfaces, abóboras-gigantes, melões e cucurbitáceas são também plantas suscetíveis de ser contaminadas.

prevenção de doenças criptogâmicas em estufa

Em cima: míldio e ferrugem; em baixo: oídio e botrítis

Com efeito, estas doenças resultam frequentemente de uma alternância de chuva e sol, criando uma combinação de humidade e calor favorável ao desenvolvimento de fungos. Se as plantas em estufa estão protegidas da água da chuva que molha a folhagem, é importante garantir em alternativa a escolha do sistema de rega adequado.

Para limitar o desenvolvimento de doenças, opte por uma rega manual diretamente na base das plantas ou por uma rega automática que assegure um caudal suave e regular sem nunca tocar na folhagem (gota-a-gota, tubo microporoso). Pode também optar por um sistema de irrigação pela base, através de manta capilar ou mesa de irrigação.

Pelo contrário, evite os sistemas de rega por aspersão, que molham o conjunto das plantas e devem ser reservados para culturas tropicais e/ou cuja folhagem necessite de ser humedecida regularmente.

O ambiente quente em estufa tende a acelerar a desidratação das culturas e a falta de água. As plantas ficam então fragilizadas e menos capazes de resistir às doenças. Privilegie por isso uma rega moderada, mas regular.

Esta rega frequente permitirá também combater outros tipos de doenças em estufa, como a podridão apical que ataca os tomates ou o rachamento dos frutos.

conselhos de rega em estufa

As mesas de irrigação permitem a hidratação das plantas por capilaridade. Em prevenção de doenças, prefira a rega manual na base das plantas.

Uma ventilação eficaz na estufa

Muitos parasitas aparecem e desenvolvem-se devido à atmosfera quente e seca que reina numa estufa: cochinilhas, aranhiços vermelhos, mosca-branca (aleurodes).

Estas pragas temem os ambientes frescos e húmidos. Uma boa ventilação é, por isso, indispensável para renovar o ar, regular a temperatura ambiente e prevenir o seu aparecimento. Abra os taipais, as portas e as claraboias diariamente, sobretudo no período estival.

Pelo contrário, a ventilação impedirá também a estagnação de um ambiente demasiado húmido, que provoca muita condensação e se revela mais propício ao desenvolvimento de doenças.

Como prevenção adicional ou em caso de infestação ligeira, vaporizações regulares de água da chuva sobre as plantas não sensíveis a doenças criptogâmicas podem geralmente ser suficientes. Se uma planta for afetada, não hesite em colocá-la no exterior num dia fresco e chuvoso.

Uma boa ventilação deve também ser assegurada entre as próprias plantas, que idealmente não devem tocar-se muito umas nas outras. Evite, portanto, plantar de forma demasiado densa e favoreça a circulação do ar.

Por fim, mantenha a sua estufa limpa, retire regularmente as partes danificadas das plantas (folhas, caules…) e limpe as ferramentas de corte após cada poda, com álcool ou sabão negro.

ventilação de plantas em estufa, espaçamento de plantas em estufa

Ventile a sua estufa para que o ar circule e espaçe as suas plantas.

Plantas saudáveis e vigorosas, regularmente monitorizadas

Cultivar plantas saudáveis permite combater naturalmente o aparecimento de pragas e doenças. Mais resistentes, serão menos suscetíveis a elas.

Em jardinaria, opte por plantas vigorosas ou, se possível, escolha a sementeira de sementes ou a compra de pequenas plantas em mini-torrões.

Escolha substratos sãos, equilibrados e ricos, que permitam nutrir bem as plantas e torná-las mais robustas. Corrija o solo, mas sem excessos, limitando os aportes de fertilizante e de azoto, que favorecem muitas vezes a presença de pragas como os pulgões.

Pratique a rotação de culturas: evite cultivar plantas da mesma família no mesmo local 2 anos seguidos. O solo perde os seus nutrientes e esgota-se progressivamente. Se tal não for possível, opte pelo cultivo em vaso.

Por fim, a vigilância e a observação regulares das plantas em estufa permitem muitas vezes travar rapidamente o aparecimento de pragas e doenças, sem impactar negativamente as culturas. Alguns pulgões ou cochinilhas poderão assim ser simplesmente retirados à mão e uma folha contaminada será imediatamente removida, sem ter tempo de contaminar as vizinhas.

prevenção de doenças e pragas em estufa

Vigie regularmente as suas plantas em estufa. Compre de preferência as suas plantas em mini-torrões.

Um ecossistema equilibrado, para evitar o aparecimento de doenças e pragas

Tanto no exterior como no interior da estufa, manter um ecossistema rico e variado é essencial. Preservar um ciclo natural virtuoso permite combater eficazmente pragas e doenças.

Favorecer a presença dos predadores naturais

No exterior ou no interior da estufa, cultive plantas conhecidas por atrair predadores essenciais como os sirfídeos, que se deliciam com os pulgões. Opte pela borragem, pela facélia ou mesmo pelas papoulas.

De forma geral, encoraje todos os auxiliares do jardim a instalarem-se perto das culturas: joaninhas, crisopas, micro-vespas, pássaros, tesourinhas… Instale comedouros, bebedouros, abrigos para pássaros, hotéis de insetos, montes de pedras, etc. e cultive plantas com flores melíferas.

A sua presença pode ser suficiente para travar um ataque de pragas na estufa.

Em caso de infestação ou de desenvolvimento demasiado importante, o controlo biológico é uma boa solução para combater pragas e doenças. A introdução de predadores naturais revela-se de facto muito eficaz em estufa, muito mais do que no jardim em espaço aberto. Consulte os nossos conselhos para utilizar bem estes auxiliares, como os nemátodos contra as larvas-brancas ou as lagartas-cinzentas.

insetos auxiliares para combater pragas na estufa

Sirfídeo, joaninha e chapim.

Cultivar plantas companheiras

As plantas companheiras são plantas que apresentam interações positivas entre si. A sua combinação pode impedir ataques de pragas e o desenvolvimento de doenças.

Assim, os tagetes são conhecidos por afastar a mosca-branca, as altisas e os pulgões.

Pelo contrário, outras plantas têm o papel de atrair as pragas para si em vez de para a planta cultivada. É o caso da capuchinha, particularmente apreciada pelos pulgões, que assim abandonam as restantes plantações. Pepinos, beringelas, pimentos ou morangos serão protegidos do percevejo Liocoris por uma faixa de urtigas plantadas perto da estufa.

plantas repelentes úteis na estufa

Tagete, capuchinha e urtiga

Cuidar da vida do solo na estufa de jardim

Os micro-organismos, pequenos animais e insetos, como os percevejos-de-adega ou as minhocas, estão naturalmente presentes nos solos sãos e saudáveis. Esta vida do solo favorece o desenvolvimento das plantas e torna-as mais resistentes face a ataques de pragas e doenças.

Para preservar um solo vivo na estufa, aposte novamente numa boa arejamento, numa rega eficaz, em aplicações de corretivos do solo, no cultivo de adubos verdes e na instalação de coberto morto.

Um solo fértil e bem equilibrado também incentivará os predadores naturais das pragas a entrar na estufa.

Se optou por criar galinhas no seu jardim, aproveite o período de fim das culturas no outono-inverno para as deixar passear na estufa. Deliciar-se-ão com qualquer praga ao alcance do bico (lagartas, caracóis, lesmas, lagartas-cinzentas…), ao mesmo tempo que arejam e fertilizam o solo.

Por fim, os tratamentos naturais à base de macerados fermentados (urtiga, cavalinha…) ou os insecticidas de origem natural serão sempre preferidos a tratamentos químicos, de forma a preservar ao máximo a vida do solo e o equilíbrio natural na estufa.

preservar a vida do solo na estufa

Um bom coberto morto, uma aplicação de composto, abrigos para insetos e plantas melíferas contribuem para um ecossistema saudável na estufa.

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