Doenças e pragas do lilás
Identificação, prevenção e tratamentos naturais
Resumo
O lilás, também conhecido como Syringa, é um arbusto muito apreciado nos jardins. Produz grandes cachos de flores perfumadas, entre abril e junho, trazendo toques de cor branca, rosa, malva ou violeta. Inclui cerca de vinte espécies, sendo a mais difundida o Syringa vulgaris, ou lilás comum. Muito resistente, o lilás pode, no entanto, ser afetado por vezes por uma doença ou por insetos. Descubra as doenças e pragas que podem afetar o lilás, como identificá-las, preveni-las e tratá-las de forma natural.
O oídio
O lilás pode ser afetado por uma doença fúngica chamada oídio. Esta cobre as folhas com uma penugem branca característica, geralmente no final do verão, quando o tempo está quente e húmido.
Sintomas
O oídio manifesta-se através de um revestimento branco e pulverulento que aparece nas folhas, nos caules e, por vezes, nas flores. As folhas podem deformar-se e cair prematuramente, enfraquecendo o arbusto.
Prevenção
Para prevenir o oídio, é importante espaçar devidamente as plantas de lilás para favorecer a circulação do ar. Evite regas excessivas e privilegie a rega junto ao pé das plantas. Recomenda-se também podar regularmente os ramos para eliminar as partes afetadas. Também pode pulverizar uma decocção de cavalinha.
Tratamento
Comece por cortar os ramos afetados com uma tesoura de poda desinfetada com álcool. Depois, pulverize um fungicida à base de enxofre, chorume de urtiga ou trate com calda bordalesa.
Para saber mais, consulte a nossa ficha-conselho: «O oídio ou a doença do branco»

Oídio nas folhas de lilás
A podridão radicular
Quando o lilás está plantado num solo muito húmido ou encharcado, pode ser afetado por uma doença de criptogamia, que provoca o apodrecimento das raízes do arbusto.
Sintomas
A podridão radicular manifesta-se pelo apodrecimento das raízes, pelo desprendimento da casca e, por vezes, até pelo aparecimento de manchas brancas no tronco.
Prevenção
Para evitar o apodrecimento das raízes, assegure uma boa drenagem do solo onde está plantado o seu lilás.
Tratamento
Não existe qualquer tratamento, apenas a prevenção da doença pode ajudar a manter o lilás saudável.
O fogo bacteriano
O fogo bacteriano ocorre em algumas regiões e é uma doença grave que pode fazer o lilás morrer rapidamente, em poucas semanas. A causa do fogo bacteriano é a bactéria Erwinia amylovora, que se propaga com tempo quente e húmido, a uma temperatura entre 25 e 30°C.
Sintomas
O arbusto parece ter sido queimado. A doença manifesta-se na primavera, quando as flores secam. Posteriormente, os ramos parecem queimados e podem surgir cancros.
Prevenção
Remova todas as partes afetadas e leve-as ao ecocentro. Na primavera, pode pulverizar, como medida de prevenção, calda bordalesa ou uma decocção de cavalinha. Se o arbusto estiver totalmente afetado, arranque-o e leve-o ao ecocentro.
Tratamento
Não existe tratamento curativo; tudo depende da prevenção da doença para evitar que se propague. Em caso de ataque de fogo bacteriano, é imperativo informar a Câmara Municipal ou o Serviço Regional de Proteção das Plantas.
Para saber mais, consulte a nossa ficha de aconselhamento: O fogo bacteriano: identificar e combater esta doença

Sintomas do fogo bacteriano
As cochonilhas farinhentas
As cochonilhas são pequenos insetos que não se veem a olho nu. Sugam a seiva da planta, enfraquecendo-a. Desenvolvem-se em ambientes confinados, com tempo quente e húmido.
Sintomas
As cochonilhas farinhentas denunciam a sua presença através de pequenos aglomerados brancos e cotonosos nas folhas e nos ramos.
Prevenção
Certifique-se de que o arbusto não fica num espaço confinado e de que é bem arejado. Também pode introduzir auxiliares no jardim, como joaninhas, crisopas ou chapins.
Tratamento
Utilize um cotonete ou um pano embebido em álcool a 90 °C para remover as cochonilhas. Se forem demasiado numerosas, tente eliminá-las dirigindo um jato de água forte para os ramos e as folhas afetadas.
Também pode fazer pulverizações à base de sabão preto e óleo de colza.
Num litro de água, dilua:
– 1 colher de chá de sabão preto líquido
– 1 colher de chá de álcool de queimar
– 1 colher de chá de óleo vegetal, como o óleo de colza.
Repita a operação a cada 8 dias até ao desaparecimento completo das cochonilhas.
Para saber mais, consulte a nossa ficha de aconselhamento: « Cochonilha: identificação e tratamento »

Cochonilhas farinhentas
Os otiorrincos
Os otiorrincos são pequenos coleópteros que roem o bordo das folhas do lilás. Parecem pequenos gorgulhos e saem à noite. A sua presença é favorecida pelos verões secos e quentes.
Sintomas
O bordo das folhas fica como que perfurado ou dentado. Por vezes, é possível observar os pequenos coleópteros nas folhas, mas deixam-se cair ao chão e são difíceis de apanhar.
Prevenção
Favoreça a presença de animais auxiliares no jardim, como o ouriço-cacheiro.
Tratamento
Pulverize o arbusto com uma decocção de tanaceto ou aplique nemátodos e cubra a base do arbusto com palha para prevenir os ataques de otiorrincos.
Para saber mais, consulte a nossa ficha: «Como eliminar os otiorrincos?»
Como complemento, descubra a nossa ficha: Identificar os principais parasitas e doenças das plantas, bem como a nossa ficha completa sobre a plantação e manutenção do lilás

Os otiorrincos deixam marcas típicas no contorno das folhas
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