Resumo

Modificado em 7 de agosto de 2025  por Olivier 12 min.

A figueira em poucas palavras

  • As figueiras de interior são plantas decorativas robustas, ideais para trazer um toque de verdura elegante.
  • Existe um grande número de espécies e variedades para todos os gostos.
  • Preferem luz indireta e uma rega moderada, com uma boa humidade ambiente.
  • Um substrato drenante e cuidados regulares (pulverização, remoção do pó) favorecem a sua saúde.
  • Fáceis de multiplicar por estaquia ou mergulhia, adaptam-se a todos os estilos de interior.
Dificuldade

A opinião do nosso especialista

As figueiras de interior são plantas indispensáveis para trazer um toque de verdura elegante e exótica aos espaços de vida. Reúnem espécies variadas, como a borracheira, de folhagem espessa e brilhante, a Ficus lyrata e as suas grandes folhas com nervuras, ou ainda a delicada figueira-benjamim, de hábito flexível e pendente. Originárias das regiões tropicais e subtropicais, estas plantas adaptam-se perfeitamente aos interiores luminosos. A sua folhagem densa e persistente torna-as ideais para criar um ambiente natural e tranquilo.

Fáceis de cultivar, as figueiras apreciam uma exposição luminosa sem sol direto, uma rega moderada e um ambiente ligeiramente húmido. As espécies de folhagem larga, como a figueira-lira ou a borracheira, beneficiam de uma limpeza regular do pó ou de uma ligeira pulverização, para manterem o seu brilho. Um vaso com boa drenagem e um substrato leve e arejado são essenciais para prevenir doenças nas raízes. Além disso, uma adubação ligeira na primavera e no verão favorece um crescimento vigoroso, enquanto uma poda ocasional permite estruturar o seu hábito.

As figueiras podem ser atacadas por cochinilhas e aranhiços vermelhos, ou sofrer de doenças associadas à humidade, como o apodrecimento das raízes. Uma vigilância regular e cuidados adequados permitem prevenir estes problemas. Quanto à multiplicação, é fácil propagá-las por estaquia ou alporquia, métodos simples e eficazes para obter novas plantas.

Verdadeiros camaleões da decoração, as figueiras integram-se harmoniosamente em todos os estilos de interior, do minimalista ao boémio, passando pelos ambientes industriais. Colocadas em vasos de cerâmica, cestos de vime ou vasos de betão, tornam-se elementos centrais da decoração. Versáteis e majestosas, as figueiras são muito mais do que simples plantas de interior: representam uma natureza elegante e viva, que realça cada espaço.

figueira variegada

Ficus benjamina

Botânica e descrição

Ficha de identidade

  • Nome latino Ficus sp.
  • Família Moráceas
  • Nome comum Figueira, figueira-benjamim, figueira-lira, borracheira...
  • Floração durante todo o ano, mas insignificante
  • Altura até 3 m em vaso
  • Exposição local luminoso, sem sol direto
  • Tipo de solo substrato rico e bem drenado
  • Rusticidade 15 °C

A figueira pertence à grande família das Moráceas, uma família botânica que reúne plantas com formas muito variadas, desde árvores majestosas até pequenas plantas rastejantes. O nome do género Ficus vem diretamente do latim e significa «figueira», fazendo referência à figueira-comum (Ficus carica), cultivada pelos seus frutos nos nossos jardins. Mas, este vasto género reúne mais de 800 espécies, algumas das quais são bem conhecidas por nomes comuns como a figueira-benjamim (Ficus benjamina), a borracheira (Ficus elastica), a figueira-lira (Ficus lyrata) ou ainda a figueira-trepadeira (Ficus pumila).

Espécies e variedades de Ficus

Ficus lyrata, Ficus elastica e Ficus benjamina

No seu habitat natural, as figueiras de interior desenvolvem-se principalmente nas florestas tropicais e subtropicais da Ásia, África e América. Desenvolvem-se em ambientes quentes e húmidos, frequentemente à sombra de árvores de grande porte, trepando ou alargando-se consoante as espécies. Algumas, como a Ficus benghalensis, podem mesmo tornar-se gigantes, expandindo-se graças às suas raízes aéreas, que formam verdadeiras florestas por si só.

As grandes figueiras gigantes

O banyan ou Ficus benghalensis

É precisamente esta capacidade de adaptação que torna a figueira uma planta de interior tão popular. Traz um toque exótico e luxuriante aos espaços de habitação graças à sua folhagem densa e decorativa. Além disso, a figueira adapta-se relativamente bem às condições de interior, suportando a luz indireta e as atmosferas mais secas das habitações. A diversidade de espécies permite escolher formas variadas e folhagens brilhantes ou texturadas, adaptando-se a todos os estilos de decoração, do mais clássico ao mais moderno.

? Uma planta que fica amuada! A Ficus benjamina é famosa pela sua sensibilidade às mudanças. Se for mudada de lugar ou se as suas condições forem alteradas bruscamente, por exemplo devido a uma corrente de ar ou a uma rega irregular, pode perder grande parte das folhas de um dia para o outro. Muitas vezes, fica-se com a impressão de que «fica amuada». Mas não há motivo para preocupação! É a sua forma de se adaptar e voltará a produzir folhas quando estiver bem aclimatada.

 

Algumas belas variedades para ter em casa

A Ficus benjamina ‘Natasja’ é uma versão mais compacta e frondosa da clássica figueira-benjamim. A sua folhagem densa, composta por pequenas folhas verde-brilhantes, confere-lhe um aspeto elegante e cuidado. Graças ao seu tamanho mais reduzido e ao seu crescimento moderado, é ideal para espaços pequenos ou como planta de escritório.

A Ficus elastica ‘Schrijveriana’ é um cultivar impressionante da tradicional borracheira. As suas grandes folhas espessas apresentam padrões marmoreados em verde-claro e creme, criando um contraste espetacular. Além do seu valor ornamental, partilha a robustez das outras Ficus elastica, adaptando-se bem a condições de luminosidade média e tolerando esquecimentos na rega.

A Ficus pumila ‘Arina’, frequentemente chamada figueira-trepadeira ou figueira-rampante, é uma adorável planta trepadeira ou pendente. As suas pequenas folhas verde-escuras, espessas e brilhantes, criam um efeito tapizante muito decorativo. A Ficus pumila ‘Bellus’ distingue-se, por sua vez, pela sua folhagem mais texturada. As folhas são ligeiramente onduladas e apresentam tonalidades mais claras nas margens, acrescentando relevo à planta.

? Atenção à invasão! A Ficus elastica, ou borracheira, pode tornar-se muito grande se for deixada crescer livremente. Não é raro que alguns proprietários negligenciem a poda da sua figueira e acabem com uma árvore que toca no teto! As suas raízes podem até tentar estender-se para os vasos vizinhos ou levantar ladrilhos se a planta estiver diretamente plantada num vaso de grandes dimensões. É uma verdadeira força da natureza, mesmo no interior!

Descrição botânica das figueiras

É difícil fazer uma descrição geral que corresponda a todas as figueiras, pois o género é muito diversificado.

As figueiras tropicais e subtropicais formam um grupo de plantas muito diferentes, desde pequenas plantas de cobertura trepadeiras até majestosas árvores centenárias. O seu hábito geral varia muito consoante as espécies: algumas, como a Ficus benjamina, apresentam uma silhueta elegante, com ramos ligeiramente pendentes que criam um efeito de leveza. Outras, como a Ficus elastica, apresentam um hábito mais ereto e robusto, com ramos espessos e um tronco bem definido. Espécies como a Ficus benghalensis (figueira-de-bengala) têm um desenvolvimento espetacular graças aos seus ramos que se expandem amplamente, sustentados por raízes aéreas que se transformam em verdadeiros troncos secundários.

O sistema radicular das figueiras na natureza é particularmente impressionante. Muitas espécies desenvolvem raízes aéreas que descem dos ramos e se fixam no solo, permitindo à árvore expandir-se horizontalmente e criar estruturas monumentais, como acontece com a Ficus benghalensis. Outras, como a Ficus elastica, possuem raízes robustas e profundas que lhes permitem estabilizar troncos maciços. Estas raízes não só desempenham uma função estrutural, como também servem para captar a humidade do ar, uma vantagem em ambientes tropicais.

A folhagem das figueiras é outro elemento fundamental do seu interesse. É geralmente persistente, proporcionando uma cobertura vegetal durante todo o ano. As folhas variam consoante as espécies: a Ficus elastica apresenta folhas grandes, ovais, espessas e brilhantes, frequentemente marginadas por nervuras vermelhas, enquanto a Ficus lyrata se reconhece pelas suas folhas largas, em forma de lira, com nervuras e coriáceas. As Ficus pumila, por sua vez, possuem pequenas folhas ovais, finas e ligeiramente texturadas. Esta folhagem luxuriante não é apenas decorativa, mas também está adaptada ao seu meio natural, limitando a perda de água graças à sua textura espessa e cerosa.

Figueiras de interior

Ficus elastica, Ficus benjamina, Ficus pumila e Ficus lyrata

A floração das figueiras, por outro lado, é discreta, quase insignificante. Não produzem flores vistosas como outras plantas, pois as suas flores estão encerradas no interior de pequenas estruturas em forma de figo, chamadas sicónios. No interior destes sicónios escondem-se minúsculas flores que necessitam frequentemente de insetos específicos, como certas espécies de vespas, para serem polinizadas. Esta floração passa despercebida a olho nu e dura geralmente algumas semanas. Nas espécies ornamentais cultivadas no interior, a floração é rara, pois as condições não são ideais para a sua formação.

? Convém saber: a Ficus elastica foi identificada pelo famoso estudo da NASA como uma planta capaz de purificar o ar interior. Absorve algumas toxinas, como o formaldeído, e melhora a qualidade do ar.

Cuidado com o látex!

O látex que escorre dos ramos das figueiras de interior é uma seiva branca e espessa. Este líquido surge quando a planta é ferida, por exemplo após uma poda ou quando um ramo ou uma folha se parte. Este fenómeno é particularmente visível em espécies como a Ficus elastica e a Ficus benjamina.

Este látex não é simplesmente decorativo ou inofensivo: desempenha uma função de proteção natural da planta. Quando ocorre uma ferida, a seiva escorre para selar rapidamente o corte, impedindo assim a entrada de agentes patogénicos ou parasitas. Esta seiva contém compostos semelhantes à borracha (daí o nome Ficus elastica) que formam uma espécie de barreira protetora.

No entanto, este látex também é tóxico e pode provocar irritações cutâneas. Contém enzimas e compostos químicos, como furocumarinas e proteínas alergénicas, que podem irritar a pele e as mucosas. Em caso de contacto direto, pode provocar vermelhidão, comichão e até pequenas queimaduras. Em algumas pessoas sensíveis ou alérgicas, pode causar reações mais intensas. Em caso de contacto com os olhos, o látex pode mesmo provocar inflamações dolorosas.

Recomenda-se, por isso, o uso de luvas durante a poda ou a manutenção das figueiras, para evitar qualquer contacto com esta seiva. Se o látex entrar em contacto com a pele, é preferível enxaguar imediatamente com água limpa e sabão. Quanto aos animais de companhia, mantenha-os afastados desta seiva, pois também pode ser tóxica se for ingerida.

Seiva tóxica da figueira

As principais espécies e variedades

As nossas variedades preferidas
As outras variedades a descobrir
Ficus elastica Shivereana - Borracheira

Ficus elastica Shivereana - Borracheira

Trata-se de uma magnífica borracheira cujas folhas ovais são amplamente variegadas de branco e creme. As folhas jovens apresentam uma bonita tonalidade rosada.
  • Altura à maturidade 1,50 m
Ficus lyrata - Figueira-lira

Ficus lyrata - Figueira-lira

Aprecia-se a figueira-lira pelo seu hábito majestoso e pelas suas grandes folhas verde-escuras, brilhantes e em forma de lira. É ideal para criar um ambiente exótico.
  • Altura à maturidade 3 m
Ficus pumila Bellus - Figueira-trepadeira

Ficus pumila Bellus - Figueira-trepadeira

Trata-se de uma figueira-trepadeira, de hábito rastejante, com pequenas folhas gofradas, verdes e marginadas de branco. É ideal para colocar num vaso suspenso ou numa prateleira, mas também pode ser integrada num terrário.
  • Altura à maturidade 10 cm
Ficus benjamina Exotica - Figueira-benjamim

Ficus benjamina Exotica - Figueira-benjamim

Esta figueira-benjamim distingue-se pelo seu hábito pendente. Forma um elegante arbusto com ramos pendentes, cobertos de folhas ovais, verde-escuras e brilhantes.
  • Altura à maturidade 2,50 m
Ficus elastica Tineke - Borracheira

Ficus elastica Tineke - Borracheira

Esta borracheira apresenta grandes folhas ovais, verdes e irregularmente marginadas de branco-creme. Também apresentam nuances rosadas.
  • Altura à maturidade 1,25 m
Ficus benjamina Natasja - Figueira-benjamim

Ficus benjamina Natasja - Figueira-benjamim

Aprecia-se esta figueira pelo seu porte compacto e muito ramificado, que lhe permite integrar-se facilmente até nos apartamentos pequenos, bem como pelas suas folhas verde-escuras, lustrosas e ligeiramente pendentes.
  • Altura à maturidade 1,20 m

 

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Plantação e exposição

Exposição

  • Com bastante luz, sem sol direto: as figueiras gostam de luz, mas receiam os raios diretos do sol, que podem queimar as folhas.
  • Perto de uma janela virada a nascente ou a poente: uma luz suave e indireta é ideal.
  • Evite as correntes de ar e as mudanças bruscas de temperatura, pois podem provocar a queda das folhas.

que localização escolher para uma figueira

Tipo de vaso

  • Vaso com orifícios de drenagem para evitar a acumulação de água e prevenir o apodrecimento das raízes.
  • Tamanho adequado: nem demasiado grande, nem demasiado pequeno. O vaso deve oferecer espaço às raízes sem ser desproporcionado.
  • Material: terracota (boa ventilação) ou plástico (mais leve, mas retém mais humidade).

Tipo de substrato

  • Substrato bem drenante: uma mistura de 2/3 de substrato universal, 1/3 de areia ou de perlite para favorecer o arejamento.
  • Opção pronta a utilizar: um substrato especial para plantas verdes é perfeitamente adequado.

Transplante

  • A cada 2 a 3 anos, na primavera, quando as raízes começarem a sair pelos orifícios de drenagem ou o crescimento abrandar.
  • Mude de vaso para um recipiente ligeiramente maior ou renove simplesmente todos os anos a camada superficial do substrato (substituição da camada superficial).

Como cultivar e cuidar de uma figueira?

Rega

  • Moderada: regue quando os 2-3 cm superficiais do solo estiverem secos.
  • No verão: aproximadamente uma vez por semana.
  • No inverno: reduza para uma vez a cada 2-3 semanas.
  • Evite a água estagnada: não se esqueça de esvaziar sempre o prato depois da rega.

Nota bene: tal como acontece com muitas plantas de interior, a pulverização é um cuidado essencial para o bem-estar da figueira, sobretudo no inverno, com o aquecimento. A falta de humidade ambiente pode provocar folhas secas, pontas castanhas ou até a queda da folhagem. Recomenda-se pulverizar a folhagem com água sem calcário e à temperatura ambiente, uma a duas vezes por semana, evitando molhar demasiado os rebentos jovens.

como e quanto regar a figueira

Adubação

  • De abril a setembro: aplique adubo líquido para plantas verdes a cada 2 a 4 semanas.
  • No inverno: não é necessário adubar, pois a planta está em repouso vegetativo.

Poda

  • Na primavera ou no início do verão: apenas para controlar o tamanho e a forma.
  • Corte os ramos incómodos ou danificados com uma tesoura limpa.
  • Belisque os rebentos jovens para favorecer um hábito mais compacto.

Atenção! O látex pode ser irritante. Utilize luvas ou lave bem as mãos depois.

Transplante

  • A cada 2 a 3 anos, na primavera, quando as raízes começarem a sair pelos orifícios de drenagem ou o crescimento abrandar.
  • Mude para um vaso ligeiramente maior ou renove simplesmente a camada superficial do substrato todos os anos.

Limpeza do pó

No caso das figueiras de folhagem larga, como a borracheira ou a figueira-lira, recomenda-se limpar regularmente as folhas com um pano macio e húmido, de modo a favorecer a fotossíntese e a conservar o seu aspeto brilhante. Este gesto também ajuda a prevenir o aparecimento de parasitas que gostam de se esconder nas folhas sujas.

Além disso, colocar as plantas de interior no exterior durante uma boa chuva de verão é uma forma eficaz de limpar naturalmente a folhagem, sobretudo no caso das folhas pequenas de uma figueira-benjamim, por exemplo.

cuidados com a figueira e limpeza das folhas

Possíveis doenças e pragas

As figueiras de interior são geralmente plantas robustas, mas podem ser sensíveis a algumas doenças e atacadas por diversas pragas, sobretudo quando as suas condições de cultivo não são ideais.

Doenças frequentes

  • Podridão das raízes: é provocada por excesso de rega ou por uma drenagem deficiente e manifesta-se através de folhas que amarelecem e caem, bem como de um tronco mole. As raízes tornam-se negras e libertam um odor desagradável.
  • Oídio: esta doença fúngica reconhece-se por um depósito branco e pulverulento nas folhas. Surge frequentemente em ambientes demasiado húmidos e pouco arejados.
  • Manchas foliares: surgem manchas castanhas ou negras nas folhas, provocadas por fungos ou bactérias. A humidade excessiva favorece o seu desenvolvimento.

Pragas comuns

  • Cochinilhas: estes pequenos insetos castanhos ou brancos, sob a forma de pequenos domos ou de placas cotonosas, instalam-se nos caules e na parte inferior das folhas, sugando a seiva da planta. Deixam marcas pegajosas chamadas melada, que podem provocar o aparecimento de fumagina (um fungo negro).
  • Aranhiços vermelhos: minúsculos e difíceis de observar a olho nu, tecem finas teias nas folhas e provocam pontos amarelos antes de as folhas secarem. Surgem sobretudo em ambientes quentes e secos.
  • Afídeos: são pequenos insetos verdes, negros ou amarelos que colonizam os rebentos jovens e também excretam melada, atraindo formigas e fumagina.
  • Tripes: estes insetos alongados deixam marcas prateadas e deformam as folhas ao picá-las para extrair a seiva.
  • Mosquitos-dos-fungos (sciarídeos): embora sejam menos perigosos, estes pequenos insetos negros surgem quando o substrato está demasiado húmido. As suas larvas podem eventualmente atacar as raízes jovens.

Prevenção e tratamentos

  • Evite os excessos de rega e certifique-se de que o vaso tem uma boa drenagem.
  • Areje regularmente a divisão para limitar a humidade estagnada.
  • Limpe as folhas com um pano húmido para impedir que as pragas se instalem.
  • Em caso de infestação ligeira, utilize sabão preto diluído ou chorume de urtiga.

→ Saiba mais no nosso artigo: As doenças e pragas das figueiras.

Como multiplicar as figueiras?

A multiplicação das figueiras é relativamente simples e pode ser feita através de dois métodos, consoante a espécie e as preferências do jardineiro: a estaquia ou a alporquia.

A estaquia (método mais simples)

Período ideal: na primavera ou no início do verão, quando a planta se encontra em pleno crescimento.

Etapas:

  • Retire uma estaca saudável com 10 a 15 cm, com 2 a 3 folhas. Escolha uma estaca semilenhosa (nem demasiado tenra, nem demasiado dura).
  • Corte por baixo de um nó com uma tesoura de poda limpa. Retire as folhas inferiores, deixando apenas as superiores.
  • Interrompa o escoamento do látex mergulhando a base em água morna durante alguns minutos ou enxugando-a com um pano.
  • Plante a estaca num vaso cheio de um substrato leve e drenante (substrato + areia ou perlite).
  • Humedeça ligeiramente o substrato, sem o encharcar.
  • Cubra com um saco de plástico transparente ou uma mini-estufa para criar um efeito de estufa (estaca abafada).
  • Coloque-a num local com luz, sem exposição direta ao sol, e mantenha o substrato húmido.
  • Aguarde 4 a 8 semanas: deverão surgir raízes. Quando aparecerem folhas novas, a estaca estará pronta para ser transplantada para outro vaso.

A alporquia (ideal para figueiras de grande porte, como a Ficus elastica ou a Ficus lyrata)

Período ideal: na primavera ou no verão.

Etapas:

  • Escolha um ramo vigoroso e retire as folhas numa extensão de 10 cm em torno de um nó.
  • Faça uma incisão ligeira na casca, realizando dois pequenos cortes paralelos, e retire a casca entre ambos.
  • Envolva a zona com esfagno húmido, envolvendo depois tudo com película de plástico ou um saco transparente para manter a humidade.
  • Feche as extremidades com atilhos para evitar a evaporação.
  • Vigie a humidade do esfagno. Após 1 a 2 meses, deverão surgir raízes.
  • Quando estiver bem enraizada, corte por baixo do torrão e plante a nova planta num vaso adequado.

Conselhos gerais

  • Utilize sempre ferramentas limpas e desinfetadas para evitar infeções.
  • Mantenha uma humidade regular, sem excesso de água, para evitar o apodrecimento.
  • Não exponha as plantas jovens ao pleno sol, mas sim a uma luz suave.
  • Tenha paciência: as figueiras podem demorar várias semanas a mostrar sinais de recuperação.

Como valorizar uma figueira?

A figueira é uma planta extremamente versátil, que se adapta a muitos estilos de decoração de interiores. A sua folhagem exuberante e as suas formas variadas permitem integrá-la tanto em ambientes modernos como em ambientes mais naturais. Eis algumas ideias de decoração adaptadas a diferentes espécies de figueira e aos estilos de vasos que as valorizam:

Ficus elastica (borracheira)

  • Estilo de interior: perfeita para um interior moderno, industrial ou minimalista. A sua folhagem espessa e brilhante acrescenta um toque gráfico e elegante.
  • Tipo de vaso: um vaso decorativo de cerâmica mate ou brilhante, em tons neutros (branco, preto, cinzento) ou de betão, para um efeito industrial. Um vaso de latão dourado ou de metal acobreado também pode reforçar o seu lado requintado num interior mais sofisticado.
  • Localização: junto a uma janela grande ou num canto da divisão, para ocupar o espaço vertical.

Ficus lyrata (figueira-lira)

  • Estilo de interior: ideal em decorações escandinavas, boémias ou contemporâneas, graças às suas grandes folhas esculturais. Torna-se rapidamente uma peça central.
  • Tipo de vaso: um cesto de vime ou de juta, para criar um ambiente natural e boémio. Num interior mais depurado, um vaso de terracota ou de betão claro realça o seu lado moderno.
  • Localização: isolada num canto luminoso ou junto a um sofá, estrutura o espaço com elegância.

Ficus benjamina (figueira-benjamim)

  • Estilo de interior: muito versátil, adapta-se a decorações clássicas, acolhedoras ou até vintage, com o seu hábito pendente e ligeiro.
  • Tipo de vaso: um vaso de cerâmica vidrada com motivos subtis ou um vaso decorativo colorido, para dinamizar a decoração. Um vaso com pés de madeira também pode realçar a sua silhueta aérea.
  • Localização: junto a uma janela com cortina leve ou numa entrada espaçosa, acrescenta suavidade e volume.

Ficus pumila (figueira-trepadeira)

  • Estilo de interior: perfeita para decorações com plantas, urbanas ou rústicas. A sua folhagem densa e delicada é ideal para revestir prateleiras ou paredes.
  • Tipo de vaso: uma suspensão de macramé, para criar um ambiente boémio, ou um vaso de parede de terracota, para criar uma parede vegetal. Um vaso de betão bruto ou de vidro transparente também valoriza as suas raízes finas.
  • Localização: suspensa junto a uma janela ou colocada numa prateleira, para deixar os seus caules penderem elegantemente.

Ficus microcarpa ‘Ginseng’ (bonsai)

  • Estilo de interior: ideal para interiores zen, minimalistas ou asiáticos, graças ao seu tronco nodoso e às suas folhas pequenas.
  • Tipo de vaso: um vaso de cerâmica vidrada discreto, geralmente de forma oval ou retangular, valoriza as suas raízes aéreas. Cores sóbrias, como o preto, o cinzento-antracite ou os tons de terracota, são perfeitas.
  • Localização: sobre uma consola ou uma prateleira bem iluminada, atrai imediatamente o olhar.

Conselhos gerais de decoração

  • Associar a figueira a outras plantas permite criar um recanto verde e tranquilo.
  • Variar as alturas, combinando vasos colocados no chão, elevados ou suspensos, para criar relevo.
  • Escolher materiais naturais (vime, madeira, cerâmica), para reforçar o ambiente vegetal, ou materiais brutos (betão, metal), para um efeito mais contemporâneo.

Figueira para que decoração

A ler também

→ Descubra os nossos conselhos de manutenção no nosso artigo: A figueira ao longo das estações.

→ Descubra a nossa vasta gama de plantas de interior.

→ Existem muitos livros sobre plantas de interior, mas recomendamos A BÍBLIA sobre o tema: A Enciclopédia das plantas de interior, de Solène Moutardier, das edições Ulmer.

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