Resumo
O pitósporo em poucas palavras
- O pitósporo é um arbusto persistente que oferece uma bela diversidade de folhagens, lisas ou variegadas.
- A sua floração em campânula surge na primavera.
- O seu hábito naturalmente compacto e arredondado permite conduzi-lo em topiária.
- É um arbusto ideal à beira-mar ou num jardim seco de tipo mediterrânico.
- O pitósporo planta-se em sebe, em canteiro. Pode igualmente ser cultivado em vaso.
→ Descubra também o nosso vídeo de apresentação sobre o pitósporo :
A palavra da nossa especialista
O Pittosporum ou pitósporo é um arbusto elegante, algo sensível ao frio, muito apreciado pela sua folhagem persistente que o torna decorativo durante todo o ano. Do verde brilhante de um Pittosporum tobira, ao púrpura de um Pittosporum tenuifolium ‘Tom Thumb’, passando por variedades de folhagem variegada, malhada ou ainda dourada… É impossível não ficar encantado!
Para além da diversidade das folhagens, os pitósporos apresentam uma floração composta por encantadoras flores em forma de sininho brancas, amarelas, vermelhas ou ainda púrpuras, consoante as variedades. O seu aparecimento na primavera, geralmente em maio, é acompanhado de um intenso perfume de flor de laranjeira, sentido em especial nas noites quentes.
Todas as espécies e variedades de pitósporo oferecem um hábito harmonioso, naturalmente arredondado. Suporta muito bem a poda e pode inclusivamente ser facilmente conduzido em topiária, ao ponto de fazer sombra às tradicionais bolas de buxo.

A folhagem variegada do Pittosporum tenuifolium ‘Elisabeth’ é muito decorativa.
No jardim, o pitósporo encontra facilmente o seu lugar nas regiões de clima ameno, nomeadamente as regiões costeiras, cuja maresia suporta bem. É frequentemente plantado em sebe, sozinho ou acompanhado de outros arbustos mediterrânicos, como o loendro. Estrutura igualmente de forma admirável os canteiros e jardins de pedras.
A sua rusticidade moderada não é um obstáculo para o seu cultivo nas regiões mais frias. Basta instalá-lo em vaso, cultivo que suporta muito bem, para poder inverná-lo facilmente. Adorna com elegância um terraço ou varanda, da primavera ao outono.
Fácil de tratar, o pitósporo é pouco exigente quanto à natureza do solo, mesmo que prefira terras razoavelmente férteis e, sobretudo, bem drenadas. Desenvolve-se plenamente em exposição ensolarada, ao abrigo de ventos secos ou frios. Uma vez bem instalado, o pitósporo requer pouca manutenção, para além de um aporte de composto no início da primavera. Suporta bem a poda, ainda que possa dispensá-la. Mantém, de fato, naturalmente um hábito harmonioso, mais uma prova de que é verdadeiramente o rei das sebes em clima ameno!
Descrição e botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Pittosporum
- Família Pittosporaceae
- Nome comum Pittosporum, Pitósporo
- Floração primaveril
- Altura 0,80 a 10 m
- Exposição sol, meia-sombra
- Tipo de solo drenado
- Rusticidade -4 a -10 °C
O género Pittosporum, pertencente à família das Pittosporaceae, conta com cerca de 200 espécies maioritariamente originárias da Nova Zelândia, da Austrália e da Nova Caledónia, como o Pittosporum tenuifolium. O Pittosporum tobira é, por sua vez, originário do Japão e da China.
Os pitósporos podem atingir até 20 m e mais nas suas regiões de origem. No entanto, nas nossas latitudes, as variedades cultivadas raramente ultrapassam os 3 a 4 m. Existem também variedades anãs de porte compacto, como Pittosporum tobira ‘Nanum’, ideais para formar sebes baixas. O hábito naturalmente compacto e arredondado do pitósporo permite-lhe ser conduzido facilmente em topiária, substituindo com vantagem o buxo.
O tamanho e o aspeto da folhagem variam bastante consoante as espécies ou variedades. Se algumas, como o Pittosporum tenuifolium, apresentam folhas pequenas, redondas e coriáceas que não ultrapassam 3 a 4 cm de comprimento, outras como o Pittosporum heterophyllum têm folhas mais alongadas que podem atingir os 8 cm de comprimento.

Pittosporum tobira – ilustração botânica
A diversidade da folhagem dos pitósporos não fica por aqui, uma vez que existem inúmeras tonalidades de cor. As variedades de folhagem verde-brilhante convivem assim com as de folhagem dourada, púrpura ou ainda matizada. O Pittosporum tenuifolium ‘Elisabeth’ é, por exemplo, um dos mais notáveis, com a sua folhagem orlada de branco que se torna vermelha ao longo das estações.
Todas as espécies e variedades de pitósporos florescem na primavera, entre maio e junho. Flores brancas, amarelas ou mesmo púrpuras, a diversidade das suas florações em nada fica atrás da diversidade da sua folhagem. Mesmo as mais discretas exalam um perfume intenso que recorda as flores de laranjeira. A floração dá lugar a frutos em forma de cápsulas que rebentam à maturidade, revelando sementes vermelhas e cerosas. Estas sementes podem ser facilmente recolhidas para serem semeadas em estufa fria.
Pouco rústico, suporta muito bem a poda e resiste à maresia, o que o torna um arbusto ideal em zonas costeiras ou num jardim seco de tipo mediterrânico. Nas regiões de invernos rigorosos, nomeadamente as regiões sujeitas a clima de montanha, prefira o Pittosporum heterophyllum, um dos mais rústicos, ou opte pela plantação em vaso.
Os pitósporos cultivados em vaso podem assim ser invernados facilmente numa divisão luminosa e pouco aquecida, como um alpendre.

Pittosporum tobira : folhagem, botões florais, flor e frutos.
Espécies e variedades
O género Pittosporum apresenta numerosas espécies e variedades cultivadas com diferentes tamanhos, florescências e folhagens.
As espécies mais comuns são o Pittosporum tenuifolium, de pequenas folhas arredondadas e coriáceas, e o Pittosporum tobira, de folhas mais alongadas. Algumas variedades apresentam uma folhagem variegada de branco ou creme, mas também de cores mais originais, como o púrpura.
A floração, mais ou menos discreta consoante as variedades, ocorre na primavera e traz consigo um delicioso perfume que lembra a flor de laranjeira. Também aqui a diversidade de cores é grande, sendo o contraste com a folhagem dos mais elegantes.
Atenção à rusticidade, que raramente ultrapassa os -7 °C. A maioria das espécies e variedades deve ser protegida das geadas, ou mesmo cultivada em vaso nos climas sujeitos a geadas intensas.
Pitosporo-do-Japão - Pittosporum tobira
- Período de floração Junho
- Altura à maturidade 5 m
Pitósporo negro Irene Patterson
- Período de floração Junho, Julho
- Altura à maturidade 1,50 m
Pitósporo negro Elisabeth
- Período de floração Junho, Julho
- Altura à maturidade 2 m
Pitósporo negro Variegatum
- Período de floração Junho
- Altura à maturidade 2,50 m
Pitósporo heterophyllum - Pitósporo-de-folhas-variáveis
- Período de floração Junho, Julho
- Altura à maturidade 2,50 m
Pitósporo negro Abbotsbury Gold
- Período de floração Junho, Julho
- Altura à maturidade 2,50 m
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Plantação do pitósporo
Onde plantá-lo?
Moderadamente rústico, o pitósporo não suporta geralmente geadas inferiores a 7 °C. A sua plantação em plena terra fica reservada às regiões com invernos amenos, como a costa mediterrânica ou atlântica. Ofereça-lhe de preferência uma exposição quente, a pleno sol. Um local de meia-sombra é possível para algumas variedades, como o Pittosporum tenuifolium ‘Variegatum’, mas o arbusto desenvolver-se-á menos e será menos compacto.
Nas regiões de clima montanhoso (Pirenéus, Alpes, Maciço Central, Jura…), privilegie uma espécie com boa rusticidade, como o Pittosporum heterophyllum, e instale-o ao abrigo do vento, junto a uma parede orientada a sul, por exemplo. Pode também optar por uma plantação em vaso, a recolher no interior quando chegar o inverno.
Se o pitósporo não é muito exigente quanto à natureza do solo, evite terras demasiado calcárias e solos pesados que retêm a humidade. Este arbusto necessita, de facto, de uma boa drenagem do solo para se desenvolver. Prefere um solo demasiado seco a demasiado húmido, e de preferência rico em matéria orgânica.
As variedades compactas, nomeadamente o Pittosporum tobira ‘Nanum’, podem cultivar-se em vaso. É assim possível recolhê-las no interior durante o inverno nos climas sujeitos a geadas intensas.
Quando plantar o pitósporo?
Privilegie uma plantação na primavera, entre março e abril, ou, em alternativa, no outono, entre setembro e outubro.
Como plantá-lo?
Depois de escolher o local:
- Cave um buraco de 2 a 3 vezes o volume do torrão.
- Misture a sua terra de jardim com composto de folhas e areia grossa numa proporção de 50 %.
- Posicione o pitósporo no local escolhido, deixando o colo (ponto de junção entre as raízes e o solo) ao nível da superfície.
- Preencha com a mistura e compacte.
- Regue imediatamente e de forma generosa.
- Cubra o pé com uma camada de mulch para conservar a frescura do solo.
- Regue depois regularmente para favorecer a sua pega, uma a duas vezes por semana.
Em sebe, espaçe cada pitósporo cerca de 1 m. Encontre os conselhos da Alexandra em: Como plantar uma sebe de pitósporo?
Para uma plantação em vaso, ofereça-lhe um substrato composto de terra de jardim, areia grossa e composto ou terra de folhas em partes iguais. Melhore a drenagem colocando um leito de cascalho ou bolas de argila no fundo do vaso.

Delicadas inflorescências do Pittosporum heterophyllum, com um perfume que recorda a flor de laranjeira.
Manutenção
O pitósporo pode adaptar-se a um solo seco. No entanto, para garantir um desenvolvimento ótimo, aconselha-se regá-lo uma vez por semana durante a estação estival.
Esta precaução é ainda mais necessária para os exemplares cultivados em vaso, pois este modo de cultivo favorece a evaporação da humidade do substrato. Aplique também um adubo líquido mensalmente durante o período de crescimento (de março a setembro).
No outono, cubra a base com palha / mulching para proteger as raízes do seu pitósporo das geadas. Se estiver exposto a ventos frios, proteja a folhagem com um véu de invernação.
Os exemplares cultivados em vaso podem ser recolhidos para um local luminoso mantido sem geadas, como uma varanda não aquecida / fria. Reduza a quantidade de água e regue uma vez por mês para evitar que o substrato seque completamente.
Aplique composto no outono ou no inverno para favorecer uma bela floração primaveril.
Poda do Pitósporo
A poda do pitósporo não é indispensável, mas permite manter um hábito arejado e harmonioso. Efetua-se em meados do verão (final de julho), após o fim da floração. Uma poda no início da primavera é possível, mas suprime a floração, pelo que não a recomendamos se pretender desfrutar do seu delicado perfume.
Corte as extremidades dos ramos para os uniformizar. Elimine os ramos dirigidos para o interior, bem como os ramos mortos. É também possível podá-lo em topiária.
Em vaso, como o crescimento é mais lento, basta uma poda ligeira para reequilibrar, se necessário, o hábito do seu pitósporo.
Virginie T. diz mais sobre este tema no tutorial Como podar o pitósporo?
Doenças e parasitas
O Pittosporum apresenta uma boa resistência às doenças. Pode, no entanto, ser vítima de ataques de cochinilhas, nomeadamente no final da primavera ou no início do outono, quando o ar está quente e húmido.
Estes insetos picadores-sugadores alimentam-se da seiva da planta, prejudicando o seu desenvolvimento. A sua presença pode originar a formação de fumagina nas folhas. Este depósito negro impede a fotossíntese, o que também prejudica o crescimento do Pittosporum. Além disso, é simplesmente desastroso do ponto de vista estético.
Tanto em prevenção como em tratamento, recomendamos evitar o uso de pesticidas e privilegiar um método natural. Por exemplo, pulverize uma mistura à base de sabão negro líquido, álcool para queimar e óleo vegetal. Repita a operação de 8 em 8 dias.
Atenção: não existe nenhum tratamento milagroso para eliminar as cochinilhas com toda a certeza. Uma atenção constante é a melhor aliada, assim como boas condições de cultivo.

A folhagem variegada do Pittosporum tenuifolium ‘Elisabeth’ muda de cor ao longo das estações.
Multiplicação
O pitósporo multiplica-se facilmente por estaquia ou sementeira. Prefira, no entanto, a estaquia, mais rápida e mais fácil de realizar, pois permitirá reproduzir fielmente a sua variedade preferida.
Sementeira
A sementeira das sementes de pitósporo dá bons resultados. No entanto, é preciso ter paciência, pois o crescimento destes arbustos é de facto bastante lento.
- Colha as sementes na maturação, quando as cápsulas vermelhas se abrem no final do outono.
- Semeie diretamente em caixa fria.
- Prefira uma exposição luminosa mas sem sol direto.
- Mantenha o solo ligeiramente húmido.
As primeiras plântulas deverão aparecer nos 30 a 60 dias seguintes.

Sementes de Pittosporum tobira.
Estaquia
A estaquia dos pitósporos realiza-se no verão, em julho-agosto. A estaca recolhe-se num ramo semi-lenhificado, ou seja, que começa a adquirir a consistência da madeira mas ainda é flexível.
- Corte hastes com cerca de 15 cm nas extremidades de ramos semi-lenhificados.
- Plante-as em vaso, num substrato leve do tipo terra para sementeiras. Humedeça.
- Coloque em câmara húmida, cobrindo os vasos com metades de garrafas ou sacos de plástico transparente.
- Repique para um novo vaso quando surgirem as primeiras folhas novas (pode demorar várias semanas).
- Conserve as estacas entre 5 e 10 °C durante o inverno.
- Coloque no local definitivo no outono.
Associações
Em clima ameno, o pitósporo presta-se bem à criação de sebes livres. Não hesite em variar as cores, associando o verde vivo dos pitósporos (Pittosporum heterophyllum) à folhagem dourada do Pittosporum tenuifolium ‘Abbotsbury Gold’. O pitósporo pode também ser combinado com outros arbustos mediterrânicos, como os loendros ou os eleagnos. Respeite uma distância de um metro entre cada planta para lhes permitir desenvolver-se plenamente.

Uma ideia de associação em sebe livre para clima ameno: Nerium oleander / Pittosporum heterophyllum / Eleagnus ebbingei / Pittosporum tenuifolium ‘Abbostbury Gold’.
Use as variedades mais pequenas, como o Pittosporum tobira ‘Nanum’, para perfumar os seus caminhos com o seu aroma delicado. Associe-os a outras plantas aromáticas (alfazema, alecrim…) para multiplicar os prazeres olfativos, ou a outros arbustos para sebes baixas, como as abélias. Conferem igualmente relevo a um jardim de pedras ou podem ser cultivados em vaso para embelezar um terraço ou uma varanda. O seu hábito compacto permite conduzi-los facilmente em topiária. O pitósporo substitui aliás com vantagem o buxo.

O pitósporo presta-se bem ao cultivo em vaso: Pittosporum tenuifolium ‘Emerald Gold’ / Pittosporum tobira ‘Variegata’.
Se procura um exemplar capaz de se tornar um verdadeiro ponto de atração no seu jardim mediterrânico, não resista ao Pittosporum tenuifolium ‘Irene Patterson’. A sua folhagem salpicada de prateado oferece um espetáculo permanente, particularmente impressionante na primavera quando desabrocham as flores de um púrpura violáceo, mas igualmente encantador no inverno, quando as suas folhas se tingem delicadamente de rosa.
Por fim, o pitósporo é um arbusto ideal para estruturar um canteiro ou oferecer-lhe um fundo denso e elegante. Para um resultado bem conseguido, varie as formas, os hábitos e as alturas, e não plante em linha mas em quincôncio para um aspeto mais natural.

Um exemplo de associação contrastada em canteiro: Pittosporum tenuifolium ‘Tom Thumb’ / Tiarella cordifolia / Ophiopogon planiscapus ‘Nigrescens’.
→ leia também: Pitósporo: 5 ideias de associações bem conseguidas
Recursos úteis
Descubra a nossa vasta gama de Pittosporum! Aprenda a combater eficazmente as cochinilhas. Todos os conselhos do Pascal para uma bela sebe florida: que arbustos plantar, quando e como? Fichas de conselho: Escolher bem o seu Pittosporum; Por que escolher o Pittosporum para uma sebe? Vantagens, variedades adequadas e conselhos; Pittosporum em vaso: faça a melhor escolha! Tutorial: Como fazer estacas de pitósporo?Perguntas frequentes
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As folhas do meu pitósporo em vaso estão a amarelecer, o que fazer?
Um excesso de água pode ser responsável, espaçe as regas e verifique a drenagem do substrato. Um aporte de adubação orgânica é igualmente aconselhado na primavera. Os arbustos cultivados em vaso são mais exigentes do que os cultivados em plena terra!
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As folhas do meu pitósporo parecem cobertas de resina, porquê?
Trata-se provavelmente da melada secretada por cochinilhas. Para tentar erradicá-las, pulverize uma mistura natural composta de sabão negro líquido, álcool desnaturado e óleo vegetal. Repita a pulverização de 8 em 8 dias, até ao desaparecimento das cochinilhas.
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