7 arbustos de porte colunar
Os nossos conselhos para atrair os olhares para os seus canteiros com arbustos de hábito ereto!
Resumo
Pontos de exclamação do jardim, os arbustos estreitos, de hábito ereto, dão ritmo, marcam e estruturam os canteiros. Quer tenham folhagem persistente ou caduca, sejam pequenos ou de maior porte, valorizam, ao longo das estações, as plantas de hábito arredondado ou solto. Se pretende plantá-los no jardim e está a tentar descobrir que plantas utilizar para conferir esta verticalidade aos canteiros, não procure mais! Eis uma seleção de 7 arbustos e coníferas de porte colunar, indispensáveis na nossa coleção.
Os viburnos-do-japão ‘Kilimandjaro’
Estes magníficos viburnos, várias vezes premiados, adotam naturalmente um hábito estreito e piramidal muito decorativo. Viburnum plicatum ‘Kilimandjaro’ cobre-se de magníficas flores brancas imaculadas de maio a junho. As flores apresentam-se em corimbos achatados e são seguidas por pequenas bagas vermelhas no final do verão. Quando amadurecem e ficam negras, a planta transforma-se numa verdadeira despensa para as aves! A folhagem é caduca e torna-se púrpura antes do inverno. A variedade ‘Kilimanjaro Sunrise’ apresenta as mesmas características, mas as suas flores primaveris são tingidas de rosa suave. Ambos crescem até ultrapassar ligeiramente 1,60 m de altura, com uma largura de 1 m. Será, portanto, fácil encontrar-lhes um lugar, mesmo em espaços restritos. Rústicos para além de -15°C, estes viburnos-do-japão preferem um solo húmido e o sol ou uma sombra ligeira, condições que constituem um excelente enquadramento para algumas folhagens espetaculares, nomeadamente para os heléboros, como o Helleborus orientalis ‘Double Blanc’ de um belo branco imaculado. A ampla folhagem recortada, verde-escura, do ruibarbo ornamental Rheum palmatum ‘Tanguticum’ combinará harmoniosamente com o hábito ereto dos viburnos-do-japão, tendo em primeiro plano um tapete de Myosotis sylvatica ‘Savoie Blue’ e Hosta plantaginea ‘Aphrodite’, delicadamente perfumada.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Viburnum plicatum ‘Kilimandjaro’ e pormenor da floração da variedade ‘Kilimanjaro Sunrise’, ambos em flor em maio-junho, depois de Helleborus orientalis ‘Double Blanc’ que floresce de fevereiro a abril, Rheum palmatum tanguticum, Myosotis sylvatica ‘Savoie Blue’ em flor de janeiro a junho e Hosta plantaginea ‘Aphrodite’ que dará continuidade à floração em agosto-setembro
Leia também
Árvores e arbustos: os diferentes hábitosO bordo-japonês ‘Twombly’s Red Sentinel ‘
Cultivados no Japão há séculos, os bordos-japoneses têm como principal trunfo a sua folhagem elegantemente recortada. No Acer palmatum ‘Twombly’s Red Sentinel’ varia entre o púrpura e o vermelho flamboyant consoante as estações. A sua outra particularidade é o hábito estreito e ereto, daí o nome de «sentinela vermelha». Não é particularmente frágil, mas precisa de condições de cultivo um pouco específicas: prefere solos ricos e frescos, de preferência neutros, e teme a seca atmosférica. É, por isso, necessário evitar as correntes de ar e encontrar-lhe um local bem abrigado, sob pena de as suas folhas secarem. O seu crescimento é relativamente lento e atingirá cerca de 3m de altura na maturidade. Para um espetáculo outonal e invernal deslumbrante, combine-o com os Hamamelis e a Parrotia persica.

Acer palmatum ‘Twombly’s Red Sentinel’, Hamamelis e Parrotia persica
O estoraque-do-Japão ‘June Snow’
O estoraque-do-japão ‘June Snow’ é um belo arbusto, também originário da Ásia, cujos ramos se cobrem de flores brancas como a neve em junho, daí o nome da variedade: ‘June Snow’. Tal como os outros estoraques, é caduco e prefere solos ricos, frescos, ligeiramente ácidos e um local de meia-sombra. Sendo sensível às geadas primaveris, que danificam os botões florais e os rebentos jovens, encontrará o seu lugar ideal num local abrigado. Esta variedade é muito decorativa e elegante, com o seu hábito esguio, que atingirá cerca de 4m de altura e 1m de largura. Dará um toque maravilhoso a um canteiro de bosque fresco, associado ao loropétalo-da-china ‘Pipa’s Red’ e à hortênsia ‘Macrophylla’.

Em junho, a floração do estoraque-do-japão ‘June Snow’, seguida pela da hortênsia ‘Macrophylla’ no verão e pela do loropétalo-da-china ‘Pipa’s Red’, com novas florações em diferentes épocas do ano, consoante o clima
O sabugueiro ‘Black Tower’
Para criar um canteiro em tons quentes, o Sambucus nigra ‘Black Tower ‘ fará maravilhas! Plantado no fundo do canteiro e dominando o conjunto com a sua forma esguia, a sua folhagem caduca púrpura-escura e a sua floração cor-de-rosa em maio-junho, valorizará a Monarda ‘Cambridge Scarlet’ e o Helenium ‘Windley’, ambos em flor de julho a setembro, bem como a Ligularia stenocephala ‘The Rocket’, que florescerá de março a abril e depois em setembro-outubro. Cresce até cerca de 2,50m, tolera qualquer tipo de solo e a sua plantação no jardim será garantia de sucesso, mesmo para jardineiros principiantes!

Sambucus nigra ‘Black Tower’ arbusto e pormenor das flores à esquerda, Monarda ‘Cambridge Scarlet’ em cima, Helenium ‘Windley’ em baixo ao centro e Ligularia stenocephala ‘The Rocket’ em baixo à direita
Evónimo do Japão e azevinho-japonês: 2 arbustos colunares persistentes para substituir o buxo
O nome comum evónimo provém do latim «fusago», que significa fuso, uma vez que a madeira deste arbusto era utilizada na Antiguidade para fabricar estas ferramentas de fiação. O género conta com mais de 120 espécies e os Euonymus japonicus são originários da Ásia. O que interessa aqui é o Euonymus japonicus ‘Benkomasaki’ – obtido no Japão – de hábito muito compacto e bastante ereto, com 1 a 1,50 m de altura. A sua folhagem é persistente, de um belo verde brilhante. Tem a vantagem de se adaptar praticamente a qualquer lugar: ao sol ou à sombra, em todos os tipos de solo, de preferência bem drenados, mesmo sujeitos à maresia ou à poluição das cidades. O azevinho-japonês Ilex crenata ‘Fastigiata’ adota a mesma silhueta ereta e pode atingir 2,50 m de altura. Pode ser facilmente controlado através da poda, para ser conduzido em sebes, bordaduras e exemplares podados. É muito rústico, mas prefere um solo profundo e fresco, bem drenado, devendo evitar-se o pleno sol. Ambos podem encontrar o seu lugar em vaso no terraço, para garantir uma presença verde sem preocupações, mas são interessantes para substituir facilmente o buxo devastado pela traça do buxo, uma vez que se prestam admiravelmente à poda e à arte topiária.

Ilex crenata ‘Fastigiata’ e Euonymus japonicus ‘Benkomasaki’, alternativas vantajosas ao buxo
O teixo fastigiado
Duas variedades de teixo são, na verdade, particularmente fastigiadas e elegantes: Taxus baccata ‘Ivory Tower’ e Taxus baccata ‘Fastigiata Robusta’. O primeiro é um teixo colunar variegado e o segundo um teixo-comum fastigiado. Com uma folhagem densa e suportando muito bem a poda, estas coníferas são exemplares ideais para a arte topiária. Taxus baccata ‘Ivory Tower’ é uma variedade variegada, com uma folhagem matizada de creme muito luminosa. A sua silhueta esguia, que pode atingir 3 metros de altura, poderá vigiar os cantos de um pequeno jardim clássico, quadrado ou retangular, sobressaindo de tapetes de Alchemilla mollis, pontuados por Leucanthemum ‘Victorian Secret’ e tremoço-de-jardim ‘Gallery Yellow’.

Taxus baccata ‘Ivory Tower’, tremoço-de-jardim ‘Gallery Yellow’, Leucanthemum ‘Victorian Secret’ e Alchemilla mollis
Taxus baccata ‘Fastigiata Robusta’, com uma folhagem verde-escura, combinará com as espigas eretas da Kniphofia ‘Wrexham Buttercup’ e do Acanthus mollis ‘Latifolius’, tendo como pano de fundo o Ligustrum ibota ‘Musli’.

Taxus baccata ‘Fastigiata Robusta’, Kniphofia ‘Wrexham Buttercup’, Acanthus mollis ‘Latifolius’ e Ligustrum ibota ‘Musli’
- Subscreva
- Resumo
Este formulário está protegido pelo reCAPTCHA - aplicam-se a Termos de Serviço e Política de Privacidade do Google.
Comentários