5 azevinhos de folhagem variegada para iluminar o jardim
A nossa seleção de variedades luminosas para iluminar o jardim
Resumo
Os azevinhos (Ilex em latim) são arbustos persistentes muito úteis para integrar uma zona de meia-sombra. A sua frutificação vermelha no inverno, nos exemplares femininos, anima o jardim desde o outono, mas a sua folhagem uniforme e coriácea é, por vezes, um pouco triste. É aqui que entram os azevinhos de folhagem variegada! Marginados a creme ou amarelo, tornam-se muito luminosos e ornamentais, por vezes até sem espinhos, permitindo utilizá-los isolados ou num canteiro. Eis cinco azevinhos variegados para mudar a forma de olhar para este belo arbusto fácil de cultivar.
O azevinho ‘Ingramii’: compacto e salpicado de creme
Com uma folhagem regularmente variegada de creme, o Ilex aquifolium ‘Ingramii’ é uma novidade no universo dos azevinhos.
Interessante pelas suas dimensões intermédias para este tipo de arbusto, que geralmente atinge dimensões muito maiores, uma vez que cresce até 3 m no máximo, este bonito azevinho cativa não só pela sua folhagem espinhosa salpicada de branco-creme, mas também pelos seus rebentos jovens. Estes surgem numa tonalidade rosa-púrpura, em ramos um pouco mais escuros, de cor púrpura. A folhagem vai, assim, evoluindo pouco a pouco, o que lhe confere um atrativo adicional. A floração branca do mês de maio, sempre discreta, é, no entanto, interessante pelo seu caráter nectarífero e melífero, uma pequena vantagem nada negligenciável em todos os Ilex aquifolium.
Instale o Ilex aquifolium ‘Ingramii’ em meia-sombra, ou mesmo ao sol, numa sebe ou num canteiro, mas também num vaso numa varanda e num pequeno jardim. Tal como todos os azevinhos desta seleção, está perfeitamente adaptado aos jardins junto ao mar ou urbanos, pois suporta muito bem tanto a maresia como a poluição.
Tal como todos os azevinhos, esta variedade muito ornamental precisa de um solo fresco para prosperar, não calcário.
→ A sua mais-valia: os seus rebentos recém-nascidos rosa-púrpura.

Ilex aquifolium ‘Ingramii’ (fotografia da esquerda, Leonora Enking)
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Azevinho: plantar, podar e cuidarO azevinho 'Madame Briot'
‘Madame Briot’ é um cultivar de azevinho muito antigo, uma vez que foi criado em 1870 por Charles Briot, jardineiro-chefe em Versalhes, mas continua a ser muito apreciado pela sua variegada amarela ultraluminosa, um pouco menos comum do que as variegadas cremes. Esta variedade, que já provou o seu valor em muitos jardins, é muito decorativa graças à folhagem verde com margem amarela ao longo de todo o rebordo das folhas, por vezes também ligeiramente variegada de amarelo no limbo. As folhas são particularmente espinhosas e os frutos, que surgem ao longo do outono, de cor vermelho-alaranjada intensa, mantêm-se durante muito tempo no arbusto, fazendo as delícias de muitas aves, incluindo melros e tordos.
Apresenta um hábito bastante ereto, ou mesmo piramidal, crescendo naturalmente até atingir entre 5 e 7 m de altura se não for podado, ou 3 m quando sujeito a poda, com uma largura menor, de 1,5 a 2 m. Pode perfeitamente ser cultivado em vaso, pois, tal como os outros azevinhos, cresce lentamente, o que permite conservá-lo durante vários anos no seu vaso de cultivo.
→ A sua principal vantagem: é um cultivar feminino, que produz frutos em abundância.

Azevinho ‘Madame Briot’
O azevinho 'Silver Queen'
‘Silver Queen’ atingirá, em adulto, cerca de 4 m de altura e 1,5-2 m de largura, desenvolvendo um hábito muito cónico e ereto. Cresce lentamente, como todo este género botânico, cerca de 15 cm por ano. A sua folhagem é relativamente pequena, com 4 a 5 cm de comprimento, e apresenta uma tonalidade verde-acinzentada, amplamente marginada a branco. As folhas nem sempre são espinhosas, por vezes apenas na extremidade.
A floração ocorre em maio, é discreta e de cor branca, e os frutos apresentam uma cor vermelho-alaranjada. Tal como os outros azevinhos, instala-se idealmente à sombra ou em meia-sombra, mas sempre protegido do vento, que receia enquanto é jovem. É bastante rústico, suportando até -20 °C depois de bem instalado.
Este azevinho muito bonito tem lugar garantido numa sebe que se manterá podada entre 2 e 3 m, à sombra, onde a sua folhagem variegada se destaca, mas também pode ser plantado isolado ou como arbusto ornamental em sub-bosque. Ofereça-lhe um solo fresco! É um cultivar masculino, pelo que não produzirá frutos!
→ A sua mais-valia: o seu efeito luminoso nas zonas de sombra.

Ilex aquifolium ‘Silver Queen’
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Escolher um azevinhoO azevinho-da-folha-de-camélia 'Golden King'
Eis o ‘Golden King’, um azevinho pouco espinhoso que será fácil de instalar no jardim, mesmo quando há crianças. Tal como ‘Madame Briot’, trata-se de uma antiga obtenção do final do século XIX, desta vez escocesa. A sua forma piramidal e a sua folhagem variegada de amarelo-dourado são notáveis e, se não aprecia azevinhos espinhosos, este é ideal, pois quase não apresenta espinhos. Esta variedade é por vezes encontrada sob o nome da espécie Ilex aquifolium, uma vez que é um híbrido resultante dessa espécie. Com 5 a 10 m de altura se for deixado crescer livremente e uma largura menor, de 3 a 5 m, o Ilex altaclerensis ‘Golden King’ pode ser mantido a uma altura de 3 m. É magnífico graças à sua folhagem brilhante, muito fortemente variegada nas margens, relativamente grande (5 a 10 cm de comprimento), e ao contraste que oferece com as drupas que ficam vermelhas durante longos meses no outono e no inverno. As flores abrem numa tonalidade branca rosada refrescante na primavera.
Adota também um hábito piramidal bem marcado. Proteja-o nas regiões mais frias, pois é rústico apenas até -15 °C. É perfeitamente indicado para jardins costeiros.
→ O seu pequeno extra: o seu efeito corta-vento, por ser muito compacto, a ausência de espinhos e… trata-se de um cultivar feminino!

Folhagem e floração do azevinho ‘Golden King’ (foto HQ Flower Guide)
O azevinho 'Argentea Marginata'
Para terminar esta seleção não exaustiva de azevinhos variegados, falemos de um grande clássico dos jardins e, certamente, de um dos mais bonitos. O Ilex aquifolium ‘Argenteo Marginata’ continua a ser uma aposta segura entre os azevinhos variegados desde os anos 50. Trata-se de um azevinho de grande porte, que pode atingir, ao fim de muitos anos no jardim, 5 a 7 m de altura, ou até mais. É um azevinho que cresce muito lentamente e de forma muito densa e que, por essas razões, é frequentemente proposto à venda nos viveiros em forma conduzida em haste. Também pode podá-lo em topiária. Sem poda, adota naturalmente um hábito cónico, adequado para a plantação em sebe.
Tem muitas outras vantagens: uma frutificação abundante, que se mantém durante muito tempo no arbusto, até março, e folhas finamente dentadas, onduladas e espinhosas, que rebentam com uma original cor acobreada, evoluindo depois para um verde-escuro a verde-acinzentado brilhante, marginado de branco-creme a amarelo. Também floresce entre maio e junho.
Nota: o Ilex aquifolium ‘Argentea Marginata’ é um cultivar feminino ou, por vezes, hermafrodita, frequentemente encontrado sob os seguintes sinónimos: ‘Argenteomarginata’ ou ‘Albomarginata’. Trata-se do mesmo cultivar. Uma belíssima variedade pendente, o Ilex aquifolium ‘Argenteo marginata Pendula’ apresenta a mesma folhagem coriácea marginada de creme e cresce até atingir 3-4 m de altura.
→ A sua pequena vantagem: é um cultivar feminino, com frutificação muito abundante.

Ilex aquifolium ‘Argenteo Marginata’
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