7 magnólias majestosas para jardins grandes
Variedades imponentes para embelezar os maiores jardins
Resumo
Quer tenham floração na primavera ou no verão, sejam caducas ou persistentes, com flores cor-de-rosa ou brancas, as magnólias fazem parte das plantas que são sempre majestosas. Quanto ao tamanho, algumas variedades modestas e compactas adaptam-se muito bem ao cultivo em vaso e em jardins pequenos, enquanto outras são tão imponentes que necessitam de um grande espaço exterior.
Estas gigantes vegetais, que podem ultrapassar os 20 metros de altura, atrairão os olhares e passarão a ser elementos centrais do jardim. Descubra aqui a nossa seleção de magnólias de grande porte, para reservar aos jardins espaçosos.
E para ficar a saber tudo sobre o cultivo das magnólias, leia o nosso guia Magnólias: plantar, podar e cuidar
A magnólia-de-folha-persistente
É uma escolha segura quando se fala de magnólias. A Magnolia grandiflora, magnólia de flores grandes ou magnólia-de-folha-persistente, está entre as mais impressionantes, atingindo 15 a 20 metros de altura na maturidade.
É uma árvore de folhagem persistente, mantendo-se assim decorativa em todas as estações. As suas folhas coriáceas e brilhantes conferem muita exuberância e um toque exótico ao jardim. Servem também de perfeito enquadramento contrastante para a floração estival. Nessa altura, a nossa magnólia revela grandes flores brancas solitárias, em forma de tulipa. São também muito perfumadas, difundindo agradáveis notas cítricas.
Esta espécie deu origem a numerosas variedades interessantes, que ultrapassam os 10 metros de altura, como:
- ‘Double Nantais’, que produz flores dobradas, muito carnudas;
- ‘Purpan’, que tem a vantagem de florescer bastante rapidamente (enquanto a espécie-tipo exige vários anos de paciência);
- ‘Galissonière’, com as suas grandes flores brancas perfumadas;
- ‘D.d. blanchard’, cujas folhas apresentam uma bela página inferior acobreada.
É uma magnólia a reservar para grandes parques ou espaços amplos, embora o seu crescimento lento faça com que se comporte como um arbusto durante os primeiros anos de cultivo.
Rústica até cerca de -15 °C, a Magnolia grandiflora é relativamente pouco exigente. Desenvolve-se ao sol não abrasador ou à meia-sombra, num solo que se mantém fresco, rico em matéria orgânica, mas leve, para que a água não fique excessivamente retida.

Magnolia grandiflora ‘Galissonière’
A magnólia de Kobe
A magnólia-do-japão (Magnolia kobus) é uma bela árvore que atinge cerca de 10 metros de altura e de largura. É originária do Japão. Floresce na primavera, a partir do mês de março, revelando uma profusão de flores brancas em forma de corola, com cerca de 10 cm cada uma. Podem adquirir tons ligeiramente rosados e revelam um centro de estames dourados. Estas flores sucedem-se em ramos ainda desprovidos de folhas, realçando o seu efeito decorativo e a sua luminosidade natural. Trata-se de uma espécie caduca, cuja folhagem cai no outono.
A sua silhueta bem ramificada e piramidal será magnífica em jardins grandes, por exemplo como exemplar isolado numa relva.
Esta magnólia tem a particularidade de fazer parte das poucas espécies que conseguem suportar uma ligeira presença de calcário no solo, sem sofrer com isso. Vigorosa e bem rústica (além de -20°C), apreciará solos frescos a húmidos, ricos em matéria orgânica. Plante-a numa exposição luminosa ou um pouco mais protegida da luz nas regiões mais quentes, sempre ao abrigo dos ventos dominantes. No verão, em caso de calor e na ausência de chuva, as regas deverão ser regulares, sobretudo durante os primeiros anos de cultivo. Não hesite em colocar uma cobertura morta junto à sua base, para conservar a frescura durante mais tempo.
Note-se, contudo, que será necessário esperar cerca de dez anos antes de poder desfrutar do espetáculo da sua floração.

A magnólia-de-folha-persistente
O Magnolia delavayi ou magnólia-de-folha-persistente não é uma das árvores que encontrará frequentemente nos jardins. Trata-se de uma magnólia bastante rara em cultivo, que integra o grupo das maiores, com os seus 12 metros de altura e 8 metros de largura.
Floresce durante todo o verão, presenteando-nos com flores bonitas e grandes, capazes de atingir quase 20 cm. Têm forma de taça e pétalas cerosas. Exibem um branco-creme muito delicado, por vezes tendendo para o amarelo-pálido e o rosa no final da floração. Têm também a vantagem de serem muito perfumadas. A floração dá lugar a frutos sob a forma de cones decorativos, que permanecem durante muito tempo na árvore. A folhagem, brilhante e coriácea, também faz parte dos atributos decorativos desta magnólia. Persistentes, as folhas de cor verde-acinzentada permanecem visíveis durante todo o ano, mesmo no inverno.
Esta magnólia prefere exposições abrigadas dos ventos fortes, ao sol ou em meia-sombra. À semelhança das suas congéneres, requer um solo bastante fértil, mas ligeiro, que deverá manter-se fresco ou mesmo húmido. A sua rusticidade é de cerca de -12°C.

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Magnólias: 7 ideias de associaçãoA magnólia-oficinal
A magnólia-oficinal (Magnolia officinalis) floresce no final da primavera. São as suas imensas flores, com 20 cm de diâmetro, que proporcionam então um espetáculo de grande delicadeza: têm um aspeto ceroso, uma forma de taça e exibem uma tonalidade creme muito suave. Quanto ao perfume, exalam notas intensas, suaves e frutadas, que perfumarão o jardim. Será, contudo, necessário ter paciência para admirar este espetáculo: a floração ocorre após 8 a 10 anos de cultivo. Depois, dará lugar a frutos em forma de cones vermelhos ou rosados, muito ornamentais.
Mas esta variedade também é apreciada pela sua folhagem: de aspeto exótico, é constituída por folhas impressionantes com 2 lóbulos, que podem atingir 50 cm de comprimento. Começam por apresentar uma tonalidade verde acetinada, antes de adquirirem uma cor vermelho-escura no outono.
‘Biloba’ é, por exemplo, uma variedade de magnólia-oficinal que atinge 10 metros de altura e 6 metros de largura, o que a inclui entre as árvores. Apresenta um hábito espalhado, que proporciona uma sombra benéfica no verão, em parques e grandes jardins.
Esta magnólia, bastante resistente ao frio, será ideal para solos ácidos, relativamente frescos e bem drenados, ao sol.

A magnólia-do-Japão
A magnólia de folhas grandes (Magnolia hypoleuca ou Magnolia obovata) também faz parte das árvores que reúnem inúmeras qualidades. Produz, antes de mais, uma folhagem exuberante, constituída por folhas enormes, de um verde-claro, com reflexos azul-prateados na página inferior. Entre meados da primavera e o início do verão, esta folhagem acompanha a floração, sob a forma de grandes flores cerosas, de cor creme ligeiramente rosada, realçada por um coração de estames carmesim. De dimensões notáveis, atingem até 20 cm de diâmetro. Muito perfumadas, libertam aromas que fazem lembrar o melão. Seguem-se frutos cilíndricos vermelhos, que acrescentam um toque decorativo. Conte com 10 a 15 anos de cultivo antes de poder assistir a esta floração espetacular.
Esta espécie pouco conhecida merecia ser plantada nos nossos grandes jardins, onde o seu hábito imponente se desenvolverá sem dificuldade. Na maturidade, conte com 10 metros de altura e 8 metros de largura.
Rústico até abaixo de -20°C, desenvolver-se-á bem num solo profundo, fresco e sem excesso de calcário.

A magnólia-de-siebold ‘Colossus’
O Magnolia sieboldii ‘Colossus’ é uma árvore mais larga do que alta, de silhueta ligeiramente espalhada, que pode atingir 10 metros de largura por 8 metros de envergadura.
Tem a vantagem de florescer desde muito jovem, presenteando os jardineiros com flores grandes, semi-duplas a duplas, com cerca de 13 cm de diâmetro. Apresentam uma forma de campânulas abertas, naturalmente orientadas para o solo. Quanto à cor, revelam um bonito branco, realçado por um centro de estames cor-de-rosa-escuro bem visível. Estas flores libertam um ligeiro perfume cítrico. No outono, frutos decorativos cor-de-rosa assumem o protagonismo.
A sua folhagem caduca confere um toque exótico, com folhas que podem atingir 30 cm de comprimento. É verde, antes de adquirir tons amarelos no outono.
Instale ‘Colossus’ num solo fresco a húmido, profundo e rico em húmus. Apenas receará as exposições demasiado sombrias e os solos secos no verão. Trata-se de uma espécie bem adaptada ao frio (rústica para além de -20°C).
A magnólia amarela ‘Yellow Bird’
‘Yellow Bird’ distingue-se pela cor das suas flores: em meados da primavera, cobre-se de belas flores em taça, de aspeto ceroso, que fazem lembrar a forma das tulipas. Apresentam uma surpreendente cor amarela, pouco comum entre as magnólias, que florescem habitualmente em tons de rosa ou branco. Medem cerca de 8 cm de diâmetro e revelam, à medida que desabrocham, um centro constituído por estames bem visíveis. As flores surgem ao mesmo tempo que a folhagem. A floração pode ser, por vezes, reflorescente no verão, consoante as condições de cultivo.
As folhas, de um bonito verde-escuro acetinado, apresentam uma página inferior mais clara e ligeiramente peluda. Conte com 8 metros de altura e 4 a 5 metros de largura da copa para este magnólia que forma uma pequena árvore de hábito piramidal. Será perfeito isolado num jardim de dimensão média, mas também num grande parque, onde a sua floração solar atrairá todos os olhares.
Esta espécie tem a vantagem de ser bem rústica (além de -20°C) e pouco exigente. Instale-a ao sol ou em meia-sombra, numa situação protegida, num substrato fresco, neutro a ácido.

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