A moniliose das árvores de fruto

A moniliose das árvores de fruto

Prevenir e tratar esta doença

Resumo

Modificado 0,01  por Eva 3 min.

A moniliose é uma doença provocada por um fungo, que faz apodrecer os frutos. É também capaz de afetar quase todos os órgãos de uma árvore, desde os jovens rebentos até às flores, passando pelos ramos subjacentes.

Esta doença é frequente e afeta a maioria das árvores de fruto das nossas regiões e mesmo alguns arbustos ornamentais. O combate passa por gestos simples a realizar durante o inverno, bem como no início da primavera, na abertura dos gomos, pois é fundamental agir preventivamente para ser eficaz!

Dificuldade

Plantas sensíveis à moniliose

Um bom número de frutos com caroço e com pevide, da família das Rosáceas, é sensível à moniliose: Abricoteiros, Amendoeiras, Cerejeiras, Nectarineiras, Pessegueiros, Pereiras, Macieiras, Cerejeiras, Marmeleiros…

No jardim ornamental, as Macieiras, as Cerejeiras e as Cerejeiras em flor bem como os Marmeleiros-do-Japão (Chaenomeles japonica), são igualmente sensíveis a esta doença.

Como reconhecer a moniliose?

No inverno, o fungo (Monilia fructigena ou Molinia laxa) reconhece-se pela presença de cancros nos ramos: alguns ramos apresentam-se ressecados e lesões com rugas longitudinais marcam os ramos mais grossos. Frutos mumificados ainda pendem nos ramos.

monilia

Maçã sã / maçã mumificada

Na época vegetativa, um segundo fungo, Sclerotinia fructigena ou laxa, instala-se nos frutos, reconhecível pelos seus anéis concêntricos de penugem branca associados a uma podridão castanha da polpa. O fruto acaba por escurecer, desidrata-se e permanece preso à árvore como uma múmia durante todo o inverno!

Atenção: mesmo que os frutos pareçam sãos na colheita, a podridão castanha pode surgir nos meses seguintes e destruir todas as suas reservas.

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Como se propaga a moniliose

  • Em janeiro, o fungo frutifica nos cancros e nos frutos mumificados que permanecem na árvore, sob a forma de pequenas almofadinhas cinzentas que libertam esporos.
  • Transportados pelo vento ou pelos insetos, estes esporos infetam as flores em março-abril, sobretudo em primaveras húmidas, assim como os novos rebentos foliados que murcham 2 semanas após a floração. Os frutos jovens são por sua vez infetados em maio.
  • Um cancro que abriga as formas hibernantes do fungo desenvolve-se nos ramos cujas flores murcharam ou que portam frutos mumificados, assegurando assim o ciclo deste parasita.

Os danos podem ser significativos nas árvores que frutificam em ramos curtos ou esporões frutíferos, como a cerejeira, a amendoeira e a cerejeira, pois provoca a sua rápida dessecação. Esta doença está frequentemente associada a podridão castanha e a ataques de pulgões, o que acaba por prejudicar seriamente a colheita dos frutos e a saúde da árvore.

Luta e tratamento da moniliose

Aqui ficam alguns conselhos para combater a moniliose:

  • aproveite a poda de inverno para eliminar os cancros e os ramos danificados ou murchos. Elimine os ramos com frutos mumificados. Não se esqueça de desinfetar a tesoura de poda com álcool ou vinagre branco (50 ml/l) com a maior frequência possível.
  • Remova cuidadosamente todos os frutos mumificados que ainda pendem nos ramos, bem como os que caíram no chão. Evite deitar estes resíduos no composto; é preferível queimá-los sempre que possível ou cobri-los com uma cobertura morta espessa que vai acelerar a sua decomposição.
monilia

Retire todos os frutos afetados!

  • Efetue um tratamento fungicida à base de cobre (calda bordalesa, oxicloreto de cobre) no abrolhamento sobre toda a ramagem. O macerado de urtiga também pode ser usado em preventivo para tratar a folhagem das fruteiras, na proporção de 15 g/l de urtiga seca (75 g/l de urtiga fresca), com um intervalo de 1 a 2 semanas. Nas árvores ornamentais, é aconselhável espalhar caules de cavalinha no solo, misturados com a cobertura morta, na proporção de 90 g de caules de cavalinha por kg de cobertura morta, tanto em preventivo como em curativo. Isto implica ter identificado um local onde cresce cavalinha (valetas húmidas em solo ácido).
  • Na queda das pétalas das flores, renove o tratamento fungicida.
  • Vigie de seguida o aparecimento de podridão nos frutos em formação, pois um simples contacto pode contaminar os frutos sãos.

Pense também em retirar todos os frutos em conservação que apresentem manchas castanhas, para evitar contaminar todo o conteúdo da sua reserva.

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a moniliose ou podridão dos frutos