Resumo
Apesar da sua resistência, as dipladénias são frequentemente alvo de ataques de afídeos, cochinilhas e aranhiços vermelhos. No que diz respeito às doenças, a podridão cinzenta também pode provocar danos e privar-nos das belas flores da dipladénia. Descubra as principais pragas e doenças, os tratamentos adequados e as medidas preventivas a adotar para proteger a dipladénia.
A botrítis: principal doença da dipladénia
O Botrytis cinerea é uma doença criptogâmica que se manifesta muito frequentemente em condições muito húmidas e quentes (mais de 20 °C). O seu contágio é elevado, pelo que o mais pequeno detrito vegetal contaminado pode transmitir a doença às plantas vizinhas através da disseminação de esporos extremamente voláteis ou de micélio. Este fungo também é conhecido como “podridão cinzenta”.
Os sintomas
Quando uma planta é afetada pela botrítis, começam por aparecer manchas castanhas nas folhas, nas flores e nos botões florais e nas raízes. Depois, estas manchas são rapidamente cobertas por um feltro cinzento que provoca o apodrecimento e a secagem da parte afetada. No jardim, este fungo microscópico desenvolve-se geralmente na primavera ou no outono, mas pode estar presente durante todo o ano nas plantas colocadas sob abrigo. Tenha em conta que é muito difícil vencer esta doença.

Podridão cinzenta nas folhas
Os tratamentos naturais para combater a botrítis na dipladénia
Observe regularmente o estado da planta. Se surgirem os primeiros sinais da doença, retire o mais rapidamente possível as partes afetadas das plantas. Não coloque estes resíduos no compostor, pois o composto caseiro ficará contaminado e não poderá voltar a utilizá-lo no jardim.
- A decocção de cavalinha
Graças às suas propriedades fungicidas, a decocção de cavalinha, rica em sílica, pode ser utilizada como tratamento preventivo ou curativo no início da contaminação. Eis a nossa receita:
- pique grosseiramente 100 g de cavalinha fresca ou utilize 20 g de cavalinha seca
- mergulhe a cavalinha num litro de água (de preferência da chuva)
- tape e deixe macerar durante 24 h
- leve a ferver e deixe ferver durante 30 minutos em lume brando
- deixe arrefecer e depois filtre a decocção
- conserve-a num pulverizador (durante, no máximo, 15 dias).
Faça uma pulverização de duas em duas semanas. Para tratar a dipladénia, dilua a decocção a 10% (1 litro de decocção para 10 litros de água). Também pode substituir a decocção de cavalinha por uma decocção de alho.
Como prevenção
Desinfete o material (ferramentas, tabuleiro, vaso…). Durante a rega, evite molhar a folhagem da dipladénia. Coloque a dipladénia num local arejado e pode-a todos os anos.
Leia também
Dipladénia, Mandevilla : plantação e cuidadosO pulgão
O pulgão encontra-se frequentemente na parte inferior das folhas e nas extremidades dos jovens ramos da dipladénia, onde põe os ovos. Este inseto picador-sugador alimenta-se da seiva. Agrupado em colónias, apresenta uma coloração preta ou verde. Esta praga desenvolve-se em condições de seca e infesta geralmente as plantas no início do verão.
Os sintomas
Uma infestação de pulgões provoca o enrolamento e o amarelecimento das folhas, bem como a deformação dos ramos. A melada segregada pelos pulgões pode provocar a doença da fumagina. Aparece uma substância preta e pegajosa sobre a planta, que passa a ter dificuldade em realizar a fotossíntese.

Sob o ataque dos pulgões, as folhas ficam amarelas e enrolam-se
Os tratamentos naturais para combater o pulgão na dipladénia
Em caso de infestação reduzida, regue regularmente a planta com um jato forte de água (através de uma mangueira de rega ou de um pulverizador) para retirar os pulgões. No entanto, a solução mais eficaz (mas também a mais trabalhosa) consiste em esmagar os pulgões à mão.
- O sabão preto
No que diz respeito aos tratamentos, as pulverizações à base de sabão preto são eficazes logo que surgem os primeiros ataques. Para preparar a solução de água com sabão, misture 15 a 30 g de sabão preto com um litro de água.
- O piretro
Por ser nocivo para a fauna, utilize o piretro vegetal apenas em caso de ataque maciço de pulgões, de preferência à noite.
- Os insetos auxiliares
Como pode ser dispendioso num tratamento no jardim (em grandes espaços), recomenda-se introduzir larvas de insetos auxiliares nas dipladénias em vaso instaladas sob abrigo (marquise, varanda ou terraço coberto). No jardim, para combater os pulgões, promova a biodiversidade atraindo os predadores dos pulgões (sirfídeos, aves, tesourinhas…). Para isso, cultive plantas nectaríferas e crie abrigos para a fauna (caixas-ninho, montes de madeira, vasos cheios de palha…).
- Como prevenção
Na agricultura biológica, a maceração ou o chorume de urtiga são utilizados para afastar o pulgão. Para preparar este repelente, deixe macerar 1 kg de folhas de urtiga frescas em 10 litros de água durante 12 horas. Para tratar a dipladénia, dilua esta maceração a 10% em água da chuva (1 litro de maceração para 10 litros de água).
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A cochonilha farinhenta
Tal como os afídeos, a cochonilha faz parte dos insetos picadores-sugadores. Os machos são inofensivos para a planta. No entanto, são as larvas das fêmeas que causam danos ao alimentarem-se da seiva. As fêmeas distinguem-se pela sua forma oval e pela sua cor branca. Estes insetos surgem em ambientes confinados, quentes e húmidos, em pleno verão.
Os sintomas
As posturas de centenas de ovos formam aglomerados brancos, farinhentos e pegajosos nas folhas. A folhagem da dipladénia fica amarela, os rebentos jovens deformam-se, a planta enfraquece e definha. Observam-se também gotas de melada pegajosa, responsável pelo aparecimento de fumagina, bem como carapaças castanhas onde os insetos se escondem.

Cochonilha farinhenta
Os tratamentos naturais para combater a cochonilha farinhenta na dipladénia
- Tratamento manual
Remova as carapaças com uma lâmina sem corte, para não danificar a planta. Retire as cochonilhas farinhentas com um pano embebido em álcool a 90 °C. Por fim, enxague a dipladénia com água limpa.
- Tratamento por pulverização
Prepare uma solução diluída em 1 litro de água com: 1 colher de chá de sabão preto líquido, 1 colher de chá de álcool de queimar e 1 colher de chá de óleo vegetal (por exemplo, de colza). Pulverize esta mistura duas vezes com um intervalo de 30 minutos e, em seguida, repita a pulverização todas as semanas até eliminar totalmente as cochonilhas.
Como prevenção
A vigilância do estado sanitário das plantas e boas condições de cultivo em ambientes arejados (no exterior) permitem intervir rapidamente e reduzir os riscos de ataques de cochonilhas.
Leia também
10 dicas para cultivar o dipladénia com sucessoO aranhiço vermelho
Entre os ácaros inimigos da dipladénia, encontra-se o aranhiço-vermelho (Tetranychus urticae), sobretudo conhecido por esse nome. Este ácaro, dificilmente visível a olho nu, desenvolve-se em ambientes muito quentes (30-35 °C) e húmidos.
Os sintomas
Os danos causados na dipladénia são essencialmente de natureza estética. Este ácaro instala-se e põe os ovos na página inferior das folhas. Alimenta-se do conteúdo das células dos vegetais. À medida que as células morrem progressivamente, aparecem pontos amarelos (manchas) nas folhas, que acabam por perder totalmente a cor, adquirindo tons cinzentos, amarelos ou bronze. O crescimento da dipladénia é retardado e a planta perde prematuramente as folhas. Em caso de infestação intensa, tornam-se visíveis finos fios de seda semelhantes a teias na folhagem. Em casos extremos, se nada for feito, a planta pode morrer.

Aranhiço-vermelho (Tetranychus urticae)
Os tratamentos naturais para combater o aranhiço-vermelho
- Os tratamentos por pulverização
Para combater este ácaro, pulverize uma mistura composta por 20-25 gotas de óleo essencial de alecrim, 3-4 gotas de sabão preto, 5 ml de óleo de colza e um litro de água.
A decocção de alho (diluição de 30 g/litro de água) dá bons resultados quando aplicada por pulverização, de 3 em 3 dias durante 15 dias.
- Os insetos auxiliares e a prevenção
A introdução de espécies predadoras é também uma forma de combater o aranhiço-vermelho. O ácaro Phytoseiulus persimilis é um predador natural que irá atacar e alimentar-se de Tetranychus urticae. Pode também optar por larvas de crisopas, que se alimentam dos ovos do aranhiço-vermelho.
Por fim, um jardim com uma cultura diversificada atrai naturalmente os insetos auxiliares, que serão bons aliados no combate aos aranhiços vermelhos. Promova as plantas melíferas e instale abrigos (hotéis para insetos, ramos, montes de pedras…).
- Como prevenção
Para não enfraquecer a planta, limite a aplicação de adubos ricos em azoto. No verão, cubra a dipladénia com uma cobertura morta para manter a humidade e pulverize as folhas ao fim do dia, nas noites de verão, pois os aranhiços vermelhos proliferam em ambientes secos. Utilize o chorume de urtiga ou a decocção de cavalinha para fortalecer a planta.
Porque é que as folhas da minha dipladénia ficam amarelas e caem?
Pode haver várias razões para isso:
- um excesso de água ou falta de água: não deixe a água ficar acumulada nos pratos, certifique-se de que o fundo do vaso tem uma boa drenagem, coloque uma camada de bolas de argila no fundo do vaso e utilize um substrato drenante; o substrato deve manter-se fresco, mas não encharcado nem demasiado seco;
- uma vaga de frio: as folhas tendem a amarelecer; evite colocar a sua dipladénia em locais sujeitos a correntes de ar;
- uma mudança de local: durante a invernada, quando coloca o vaso no interior, a dipladénia pode perder algumas folhas.
Para saber mais
Descubra todos os nossos conselhos para saber
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