Resumo
Trabalhar o jardim é trabalhar a terra, aparar, podar as roseiras, cavar com pás, cortar com tesouras de poda! São gestos que podem provocar feridas e cortes. A jardinagem apresenta alguns perigos e é preciso estar atento. Pois o inimigo invisível está à espreita! No jardim, existe uma doença mortal que se contrai pelo contacto entre a terra contaminada, um prego enferrujado, farpas ou espinhos de roseiras e feridas que podem parecer inofensivas: o tétano. Os riscos de contrair o tétano no jardim são reais.
O que é o tétano? Ainda existe? Por que razão continua a ser indispensável vacinar-se contra o tétano quando se é jardineiro, independentemente da idade? Quando fazer o reforço? São questões às quais respondemos!
Ainda é necessário vacinar contra o tétano?
A resposta é sim! O tétano é uma doença infeciosa grave, frequentemente mortal, que todos os anos continua a causar mortes. O tétano é de difícil tratamento e requer hospitalização em serviço de cuidados intensivos.
Esta doença não está erradicada, a bactéria responsável pelo tétano está ainda presente no nosso ambiente. Contudo, nos países industrializados, desde a descoberta em 1884 e a generalização da vacinação antitetânica, obrigatória em França desde 1940, o número de casos de tétano consecutivos a uma ferida tornou-se muito reduzido (desde que se façam os reforços de dez em dez anos). O tétano tornou-se assim raro em França, mas continua a ser mortal e permanece uma doença disseminada nos países em vias de desenvolvimento. As pessoas em risco são as que não estão vacinadas ou estão insuficientemente vacinadas, as pessoas idosas, os jardineiros ou as que sofrem de feridas crónicas como as úlceras varicosas.
O que é o tétano?
É uma doença provocada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani. O germe do tétano está presente na terra, nos excrementos de animais e em certos estrumes como o de cavalo. Na maioria dos casos, a infeção ocorre durante o trabalho no jardim, por contacto com terra, um utensílio de jardim ou ainda um espinho de roseira contaminados por esporos tetânicos. A bactéria penetra no organismo e passa para o sangue através de uma simples ferida na pele ou numa mucosa, mesmo que insignificante. Esta bactéria segrega então uma toxina que ataca o sistema nervoso. O período de incubação dura entre 3 e 15 dias aproximadamente.
A doença caracteriza-se por sintomas particularmente dolorosos: contração da mandíbula e depois dos músculos respiratórios numa primeira fase, rigidez e, de seguida, espasmos musculares incontrolados que bloqueiam os sistemas respiratório e cardíaco, podendo, sem assistência médica rápida, levar à morte por paragem cardíaca e insuficiência respiratória.

Uma só proteção: deixar-se picar!
A prevenção do tétano passa pela vacina, pois é uma doença para a qual não existe imunidade natural nem tratamento específico. A vacina antitetânica permite neutralizar a toxina através de anticorpos específicos, antes de esta penetrar no sistema nervoso.
Os efeitos da vacinação antitetânica duram cerca de 10 anos. Em França, a vacinação é feita na infância (duas injeções aos 2 e 4 meses de idade, reforço aos 11 meses, seguidos de dois reforços respetivamente aos 6 anos e entre os 11 e os 13 anos).
São recomendados reforços na idade adulta aos 25, 45 e 65 anos e, posteriormente, de dez em dez anos a partir dos 65 anos. Os seniores que praticam jardinagem devem, por isso, mostrar-se particularmente vigilantes.
Os bons reflexos:
- Limpe e desinfete cada ferida ou lesão cutânea resultante de uma sessão de jardinagem.
- Limpe as suas ferramentas de jardinagem
- Se tiver dúvidas sobre a data da última vacinação antitetânica ou se já passou mais de 10 anos e pratica jardinagem com frequência, não hesite em tomar um reforço da vacina!
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