Resumo
A genciana em poucas palavras
- A genciana oferece uma notável floração em trombeta
- As cores são esplêndidas: muitas vezes de um azul intenso e profundo, por vezes também amarelas ou vermelho-rosadas
- A genciana é uma planta alpina, de montanha, ideal para as rocalheiras!
- Encontram-se pequenas espécies tapizantes e grandes gencianas de hábito ereto
- Dão muita cor aos canteiros e às rocalheiras
- Algumas espécies adaptam-se muito bem ao cultivo em vaso
A palavra da nossa Especialista
As gencianas são plantas apreciadas pela sua floração em trombeta, frequentemente azul ou amarela. Existem também algumas espécies com flores brancas, cor-de-rosa ou vermelhas. A sua floração pode ser primaveril, estival ou outonal. As folhas são verdes, inteiras e opostas. A genciana-amarela, Gentiana lutea, cuja raiz é utilizada para produzir licores e aperitivos, é sem dúvida a mais conhecida. É uma planta grande e apresenta flores amarelas, muito luminosas. Mas existem também numerosas espécies de gencianas que formam pequenos tapetes de folhas verdes, sobre os quais se destacam magníficas trombetas azuis. É o caso, por exemplo, de Gentiana acaulis.
As gencianas podem ser plantadas ao sol ou em meia-sombra. Evite, no entanto, as exposições abrasadoras, o pleno sol nas horas mais quentes da tarde. O ideal é plantá-las num terreno drenante, mas que se mantenha fresco no verão. A genciana teme a humidade estagnada no inverno. É uma planta muito rústica e que necessita de poucos cuidados.
Botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Gentiana sp.
- Nome comum Genciana
- Floração entre maio e outubro
- Altura entre 10 cm e 1,50 m
- Exposição sol ou meia-sombra
- Tipo de solo fresco, drenante, humífero, neutro ou ligeiramente ácido
- Rusticidade cerca de – 20 °C
As gencianas reúnem entre 360 e 400 espécies de plantas perenes, anuais ou bienais. São emblemáticas das montanhas e regiões alpinas. Encontram-se principalmente nas regiões temperadas da Europa, da Ásia e da América. Muitas espécies crescem nas nossas montanhas, nos Alpes, nos Pirenéus e no Maciço Central. São plantas frequentemente protegidas. Na natureza, encontram-se nas fendas entre as rochas, em zonas rochosas, em prados e nas orlas de floresta. Devido às suas origens alpinas, as gencianas são plantas muito rústicas.
A genciana deu o seu nome à família das Gentianáceas, que conta com cerca de 1 700 espécies. São plantas geralmente herbáceas, com flores regulares e pétalas soldadas. Dois géneros são muito próximos da genciana: Gentianella e Gentianopsis. A genciana não tem, porém, qualquer relação com a planta chamada «solano-azul», Solanum rantonnetii.
A genciana-amarela (Gentiana lutea) é frequentemente confundida com o veratro, que cresce nos mesmos habitats. Distingue-se dele pelas folhas opostas (no veratro, são alternas). Estas espécies são mais fáceis de reconhecer quando estão em flor: a floração da genciana é amarela, a do veratro, branca.
A genciana deve o seu nome a Gentius (século II a.C.), o último rei da Ilíria (atual Albânia), que descobriu as propriedades tónicas da planta.

Gentiana lutea : ilustração botânica
A altura das gencianas é muito variável, entre as pequenas espécies de hábito tapizante (Gentiana sino-ornata, Gentiana acaulis…) que medem frequentemente menos de 10 cm de altura, e a grande Gentiana lutea, de hábito muito vertical e rígido, podendo atingir 1,50 m! Gentiana lutea possui uma haste muito direita, espessa e não ramificada. As gencianas são plantas de crescimento lento. Gentiana lutea precisa de vários anos antes de começar a florescer. Mas depois pode viver muito tempo, várias dezenas de anos!
Consoante as variedades, a floração ocorre entre maio e outubro. Encontram-se assim espécies com floração primaveril (como Gentiana acaulis), estival (Gentiana lutea) ou outonal (Gentiana sino-ornata). É portanto possível associar diferentes espécies para que as suas florações se sucedam, prolongando assim o período de floração.
As flores podem ser solitárias; é frequentemente o caso nas pequenas gencianas tapizantes, de roçado. Podem também estar reunidas em verticilo densos, agrupadas na axila das folhas, como em Gentiana lutea.
As flores são bem reconhecíveis pela sua forma em trompeta. São grandes e largas, sobretudo quando comparadas com o resto da planta. Medem frequentemente entre 3 e 5 cm de comprimento. A corola conta geralmente com cinco lobos soldados que formam um tubo alargado na extremidade, mais ou menos plissado no sentido do comprimento. Pequenos lobos intercalam-se por vezes entre os maiores (particularmente visível em Gentiana pyrenaica, que possui assim flores magníficas com dez lobos). Em Gentiana lutea, os lobos são bem divididos, quase até à base. O tubo da corola (pétalas) está inserido num cálice constituído por cinco sépalas soldadas. As flores da genciana são hermafroditas, possuindo órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo).
As flores impressionam pela intensidade e profundidade da sua tonalidade, frequentemente azul. Existem também espécies de um amarelo muito luminoso, como Gentiana lutea, mas as flores podem igualmente ser brancas (Gentiana algida), vermelho-púrpura (Gentiana purpurea), ou cor-de-rosa (Gentiana ‘Little Pinkie’). Gentiana scabra ‘Royal Stripes’ é muito surpreendente pelas suas flores bicolores, com riscas azuis e brancas.
A garganta (o interior do tubo da corola) é frequentemente de uma tonalidade ligeiramente diferente, com estrias ou pontos. Em Gentiana sino-ornata, é estriada de púrpura e de verde-branco. Gentiana punctata possui flores amarelas salpicadas de pequenas manchas mais escuras.

As flores das gencianas são geralmente azuis ou amarelas, mas encontram-se também variedades hortícolas em tonalidades mais originais. Gentiana thunbergii (foto Alpsdake), Gentiana lutea, Gentiana ‘Little Pinkie’ e Gentiana ‘Royal Stripes’
Nas gencianas, as folhas podem estar dispostas em roseta basal. Mas nas hastes, são geralmente opostas, aos pares, e distribuídas de forma muito regular.
As folhas são verdes, mas podem também adquirir uma tonalidade ligeiramente azulada. Têm frequentemente uma forma oval ou lanceolada, e podem ser muito largas, como em Gentiana lutea, ou, pelo contrário, muito finas e lineares, como em Gentiana sino-ornata. As folhas são inteiras, não recortadas. Apresentam nervuras paralelas bem marcadas… nomeadamente em Gentiana lutea, o que lhes confere um aspeto plissado! As folhas medem até 5 cm de comprimento nas gencianas tapizantes, enquanto atingem entre 20 e 30 cm de comprimento na grande Gentiana lutea!
As folhas de Gentiana lutea assemelham-se às do veratro-branco, o que origina uma confusão frequente, tanto mais que estas duas plantas crescem nos mesmos habitats naturais. No entanto, as folhas da genciana são opostas, enquanto as do veratro são alternas, o que permite diferenciá-las facilmente. Se a genciana-amarela é medicinal, o veratro, por sua vez, é tóxico.
As gencianas podem ser caducas ou persistentes. Em certas espécies, as hastes florais desaparecem no outono, e a planta conserva apenas rosetas de folhas ao nível do solo, que persistem durante o inverno.
A genciana-amarela, Gentiana lutea, possui uma raiz carnuda e espessa. É colhida e utilizada para o fabrico de aperitivos, licores e aguardentes. Tem um sabor amargo, é medicinal, tónica, eficaz contra a febre e os problemas digestivos…
O fruto da genciana é uma cápsula. Trata-se de um fruto seco que se abre em duas partes quando maduro, libertando então as sementes.

Gentiana alpina : frutos e sementes (foto Roger Culos – Museum de Toulouse)
As principais variedades de gencianas
Gentiana asclepiadea
- Período de floração Setembro, Outubro
- Altura à maturidade 60 cm
Gentiana sino
- Período de floração Outubro, Novembro
- Altura à maturidade 15 cm
Gentiana septemfida var. lagodechiana
- Período de floração Agosto, Setembro
- Altura à maturidade 20 cm
Gentiana lutea
- Período de floração Julho à Setembro
- Altura à maturidade 1,20 m
Gentiana acaulis
- Período de floração Junho, Julho
- Altura à maturidade 10 cm
Gentiana Little Pinkie
- Período de floração Julho à Outubro
- Altura à maturidade 15 cm
Gentiana dahurica
- Período de floração Agosto à Outubro
- Altura à maturidade 25 cm
Gentiana scabra Royal Stripes
- Período de floração Setembro, Outubro
- Altura à maturidade 25 cm
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Plantação
Onde plantar?
As gencianas gostam de sol ou de meia-sombra. Se habitar uma região relativamente fresca, pode plantar a pleno sol; mas no sul de França, a genciana apreciará ser instalada a meia-sombra. É preferível evitar o pleno sol nas horas mais quentes.
As gencianas têm a reputação de ser difíceis de cultivar, pois são exigentes quanto ao substrato e às condições de cultivo. Gentiana septemfida var. lagodechiana e Gentiana acaulis estão entre as mais fáceis.
As gencianas apreciam os solos que se mantêm frescos no verão, mas é importante que o terreno seja bem drenante, pois as gencianas não gostam quando a humidade estagna no inverno. O substrato deve ser poroso e leve. Algumas espécies apreciam particularmente os solos frescos, como a Gentiana asclepiadea. Da mesma forma, a Gentiana lutea ficará bem se a instalar próximo de um lago ou tanque.
As gencianas gostam de solos férteis, ricos em húmus. A maioria delas aprecia os solos neutros a ligeiramente ácidos. Mas encontram-se também espécies que preferem terrenos calcários, como a Gentiana asclepiadea.
As gencianas podem integrar-se num jardim rochoso, sobretudo no caso das espécies mais pequenas e de hábito tapizante. Construa um canteiro elevado e coloque algumas pedras grandes para criar um jardim rochoso. Escolha, por exemplo, Gentiana acaulis ou Gentiana sino-ornata. Pode também instalá-las num murete, entre as pedras, criando pequenas bolsas com um pouco de terra vegetal. As gencianas de maior porte encontrarão o seu lugar num canteiro ou numa bordadura. A Gentiana lutea é perfeita num jardim naturalista! Algumas gencianas são ideais em vaso ou floreira: é nomeadamente o caso das gencianas ‘Royal Stripes’ e ‘Little Pinkie’. Por fim, a genciana-amarela é tão imponente que pode ser plantada em solitário, por exemplo numa relva.
É preferível escolher bem o local de plantação da genciana, pois ela não gosta de ser transplantada. No entanto, se necessitar de o fazer, evite intervir durante o seu período de crescimento, de forma a não perturbar o sistema radicular.
Quando plantar?
Aconselhamos a plantar a genciana no início da primavera, por volta do mês de abril.
Como plantar?
Respeite uma distância de plantação de cerca de 30 cm para as espécies mais pequenas, e de pelo menos 60 cm para as maiores.
- Comece por trabalhar o solo para o soltar e remover as ervas daninhas.
- Cave um buraco de plantação, duas a três vezes o tamanho do torrão. Pode colocar um pouco de cascalho no fundo para melhorar a drenagem.
- Retire o torrão do vaso, delicadamente, tendo cuidado para não danificar as raízes, e plante. Pode elevar ligeiramente o colo da planta em relação ao nível do solo, de forma a evitar a estagnação da água nesse ponto.
- Recoloque a terra em redor e compacte com a palma da mão.
- Regue generosamente.
Continue a regar nas semanas que se seguem à plantação.
Se cultivar a genciana em vaso, plante numa mistura de terra vegetal, areia grossa e cascalho, de forma a tornar o substrato bem drenante.

Manutenção
A genciana exige pouco cuidado. Não é necessário aplicar adubo, mas recomenda-se que a regue em caso de seca prolongada. A genciana aprecia os solos que se mantêm relativamente frescos no verão. No entanto, não tolera terrenos húmidos no inverno. Se a cultivar em vaso, pode deslocá-lo para a abrigar da chuva no inverno.
Pode retirar as flores quando estiverem murchas. Isso evita que a planta gaste energia a produzir sementes e encoraja-a a emitir novas flores. No outono, recomenda-se cortar os caules e as folhas que secaram.
Pode aplicar uma camada de cobertura morta na base das suas gencianas, de preferência orgânica (folhas mortas, MRF…) para as espécies grandes, como a Gentiana lutea, ou mineral para as pequenas gencianas de jardim rochoso. A cobertura morta ajudará a limitar o crescimento das ervas daninhas.
Atenção às lesmas e caracóis que roem as folhas e os rebentos jovens. Pode colocar uma camada de areia em redor das suas gencianas para os impedir de lhes aceder.
A genciana é também sensível à ferrugem. Esta doença reconhece-se pela presença de manchas cor de ferrugem na folhagem. Assim que detete a sua presença, corte as partes danificadas para travar o seu desenvolvimento e trate com enxofre ou uma decocção de cavalinha.
A genciana receia sobretudo o excesso de humidade, que pode apodrecer o sistema radicular e levar ao aparecimento de doenças criptogâmicas (causadas por fungos). Se habitar numa região chuvosa, pode ponderar abrigar as suas gencianas da chuva no inverno. Pelo contrário, se habitar no sul de França, no pico do verão, pode prever um ensombramento para proteger a genciana nas horas mais quentes.
Multiplicação: sementeira, divisão
A genciana multiplica-se por sementeira ou divisão. Algumas espécies (Gentiana verna, Gentiana scabra…) podem ser multiplicadas por estacaria de caules basais no final da primavera.
Sementeira
É preferível efetuar a sementeira no outono, assim que as sementes estiverem maduras, pois são difíceis de conservar e o seu poder germinativo é maior quando estão frescas. A germinação da genciana é bastante irregular.
As sementes precisam de um período de frio para germinar (estratificação que permite quebrar a dormência). Pode colocar previamente as sementes num saco de plástico, depois no frigorífico durante dois meses, e semeá-las em seguida em vaso, no início da primavera. Também pode efetuar uma estratificação natural, semeando no outono e colocando o vaso no exterior durante um a dois meses.
- Prepare um vaso com substrato especial para sementeira, regue e compacte ligeiramente.
- Disponha as sementes à superfície.
- Cubra com uma camada muito fina de areia ou substrato peneirado (alguns milímetros são suficientes).
- Regue delicadamente, com a ajuda de um pulverizador.
- Coloque o vaso no exterior, pois o frio favorece a germinação.
- Pode cobrir o vaso com película plástica ou uma placa de vidro para preservar a humidade.
As gencianas são plantas de crescimento lento. Quando as plântulas tiverem aparecido, pode colocar o vaso a uma temperatura um pouco mais elevada (máximo 18 °C). Poderá transplantar as jovens plântulas na primavera. Ao transplantá-las, é preciso ter cuidado para não danificar o sistema radicular, bastante frágil.
Divisão de tufos
Pode dividir a genciana no início da primavera. Esta técnica é indicada sobretudo para as espécies tapizantes, como Gentiana septemfida var. lagodechiana, e nomeadamente as gencianas asiáticas de floração outonal. Pode fazê-lo de três em três anos.
Escolha uma planta bem desenvolvida e cave de forma ampla para a desenterrar sem danificar o sistema radicular. Divida o tufo em dois ou três fragmentos, se necessário com a ajuda de uma faca afiada, depois replante e regue generosamente.
→ Saiba mais sobre a multiplicação da genciana no tutorial da Christine!
Utilizar e associar as gencianas no jardim
As pequenas gencianas tapizantes são ideais para trazer cor a uma rocha decorativa! Não hesite em associá-las com flox, aubrecias, Cerastium ou Arabis caucasica… Aproveite a floração luminosa dos cravos, como Dianthus deltoides. Combine as gencianas de primavera com a floração muito delicada da Anemone pulsatilla! Pode aproveitar para criar uma rocha decorativa de plantas alpinas. Escolha, por exemplo, Gentiana acaulis e associe-a a outras plantas das nossas montanhas, como as sempre-vivas, saxífragas, edelvais e androssaces! Pode também instalar as gencianas num muro baixo, entre as pedras, com séduns, hera-dos-muros (Cymbalaria muralis), Campanula portenschlagiana, e até com pequenas fetos (polipódios, Asplenium ceterach…)!

A genciana pode integrar-se com outras pequenas plantas numa rocha decorativa de estilo “jardim alpino”. Anemone pulsatilla (foto Marco Schmidt), Gentiana acaulis, Saxifraga paniculata (foto Der Messer), e Edelweiss (Leontopodium alpinum)
As gencianas permitem também compor um jardim naturalista. Recrie uma pradaria de montanha, como as que se veem nos Alpes! Associe-as a knaucias ou escabiosas, eryngiums (Eryngium alpinum), epilóbios-de-espiga e Apiáceas com inflorescências brancas e ligeiras, em umbelas (Chaerophyllum, Aegopodium…)! Pense também na floração delicada das aquilégias, como Aquilegia alpina. A genciana-amarela, Gentiana lutea, é perfeita para acompanhar o soberbo lírio-martagão! Acrescente Veronicastrums, fetos e grandes campânulas…

Para um jardim de estilo naturalista, ou para compor uma pradaria florida! Gentiana lutea, Epilobium angustifolium (foto Böhringer Friedrich), Eryngium planum e Lilium martagon
Como existem gencianas com floração primaveril, outras com floração estival ou outonal, pode criar belas composições associando-as a plantas que florescem na mesma época! Assim, as espécies de primavera, como Gentiana acaulis, são perfeitas para acompanhar os bolbos de primavera: narcisos, tulipas, uvas-de-jacinto, estrelas-de-belém, íris holandesas…
A grande genciana, Gentiana lutea, pode integrar-se num jardim muito natural e colorido para criar um canteiro de verão! Permitirá conceber um mixed-border de formas bastante livres. Plante-a com epilóbios-de-espiga, veronicastrum, equináceas, cosmos, agapantos… E com a floração elegante das dedaleiras!
As gencianas de outono permitirão antes criar uma composição de fim de estação, associando por exemplo Gentiana sino-ornata a cólquicos, dálias, Sternbergia lutea, gramíneas e folhagens de outono…
→ Descubra outras ideias de associação com a genciana na nossa ficha de conselhos
Sabia que?
- A genciana-amarela: uma planta útil, medicinal e aromática
A genciana-amarela, Gentiana lutea, é conhecida pela sua raiz carnuda e de sabor muito amargo, frequentemente utilizada para a produção de aperitivos, licores e aguardentes. Serve também por vezes para aromatizar cervejas, e é possível ainda preparar Vinho de genciana.
A genciana é colhida principalmente no Maciço Central, nos Alpes e nos Pirenéus, entre junho e outubro. As raízes são muito espessas e penetram profundamente no solo. A sua extração requer a utilização de uma ferramenta especial, chamada «forquilha do diabo».
A raiz desta genciana é reconhecida pelas suas propriedades medicinais. Favorece a digestão, reforça o sistema imunitário, acalma o sistema nervoso, é antisséptica, tónica… Pode ser consumida em infusão, ou sob a forma de decocção ou tintura.
Recursos úteis
- Descubra a nossa gama de gencianas!
- Consulte os nossos conselhos para escolher uma genciana
- Os nossos conselhos em vídeo – Plantar perenes alpinas em roçário
Perguntas frequentes
-
As folhas da minha genciana têm manchas alaranjadas! O que fazer?
Provavelmente está afetada pela ferrugem, uma doença criptogâmica (fungo). Em geral, a face superior das folhas apresenta manchas descoloridas e a face inferior, pústulas pulverulentas, de cor ferrugem. As folhas podem acabar por cair. Retire as folhas afetadas para impedir que a doença se propague. Pode tratar pulverizando uma solução à base de enxofre ou uma decocção de cavalinha.
-
As folhas e os rebentos jovens da minha genciana parecem roídos!
Os responsáveis são provavelmente as lesmas e os caracóis! Apreciam consumir as folhas jovens ainda tenras. Para criar uma barreira, pode depositar uma camada de areia ou de serradura à volta das suas plantas. Caso contrário, use um anti-lesmas do tipo Ferramol.
-
A minha genciana não floresce… Porquê?
A genciana é uma planta de crescimento lento, necessitando de muito tempo para se estabelecer e, consoante as espécies, para começar a florescer. É também uma planta imprevisível e delicada: se as condições não lhe forem favoráveis, é provável que tenha dificuldade em florescer. Verifique se as condições de cultivo são adequadas, ou considere mudá-la de lugar.
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