Crocus versicolor Picturatus
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Descrição
O Crocus versicolor 'Picturatus' é uma forma encantadora, com flores branco puro raiadas de malva, de uma espécie botânica endémica do sudeste do nosso país, conhecida como Crocus bigarré ou Crocus changeant. Esta pequena bolbosa desabrocha a partir de fevereiro em climas favoráveis, e em março noutras regiões. É uma das espécies mais fáceis de cultivar e naturalizar no jardim, em relvados ou prados, maciços e rochedos, mesmo em solos calcários e pobres. Tolera melhor do que outros crocus botânicos os solos húmidos no verão.
O Crocus versicolor, também chamado Crocus de Crest, pertence à família das iridáceas. O sudeste de França, em particular as montanhas baixas da Provença e do Delfinado, são o berço desta planta. Cresce ali em solos calcários, em colinas soalheiras e em pastagens de baixa altitude. Prolífico, este crocus forma colónias importantes em touceiras erectas de 10-15 cm de altura, com um crescimento rápido. A floração ocorre de fevereiro a março.
As plantas da variedade Picturatus apresentam flores delicadas, com 2 a 3,5 cm de comprimento. Têm a forma de um copo, abrindo-se em estrela, numa tonalidade branco puro no interior. O exterior das 3 pétalas externas é percorrido por riscas malva-violáceas. O centro da flor, amarelo-dourado, é guarnecido com estames amarelo-alaranjados agrupados num 'tubo', cuja base é branca. As flores fecham-se à noite e com mau tempo, abrindo-se largamente ao sol e mesmo à meia-sombra. A folhagem é caduca, composta por folhas lineares finas, espessas, simples e alternas, de um verde médio um pouco acinzentado, brilhante, com uma banda central branco-prateada. Os 'bolbos' são aqui cormos. Um cormo é, em morfologia vegetal, um órgão de reserva subterrâneo com o aspeto de um bolbo, mas formado por um caule inchado rodeado de escamas.
O Crocus versicolor 'Picturatus' faz maravilhas numa rocha, quando a sua floração emerge das pedras branqueadas pelo sol, ou quando festeja a borda de um caminho sinuado. Também se dará bem na orla de um bosque claro com a campainha-de-inverno, na bordadura de uma sebe, plantado em massa ao pé de árvores de folha caduca (lilases, seringas, viburnos) com anémonas-blandas e ciclames-coum ou no meio do relvado na companhia de acónitos-de-inverno, de galantos ou de um tapete de violetas, e, claro, associado a outros crocus de floração precoce. Esta variedade presta-se bem à plantação em vaso para o exterior. Pequenos gerânios-sanguíneos perenes também a acompanharão nas bordaduras: ocuparão o terreno quando a folhagem dos crocus tiver secado, no verão.
Uma curiosidade dos crocus: as raízes têm a particularidade de serem capazes de se contrair como uma mola, permitindo que a planta se instale à profundidade ideal.
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Crocus versicolor Picturatus em imagens...
Hábito
Floração
Folhagem
Botânica
Crocus
versicolor
Picturatus
Iridaceae
Mediterrâneo
Plantação e cuidados
Quando plantar?
Para que local?
Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.
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