10 arbustos persistentes para terreno seco

10 arbustos persistentes para terreno seco

Descubra a nossa seleção!

Resumo

Modificado 0,01  por Alexandra 8 min.

Ao manterem as suas folhas no inverno, os arbustos persistentes têm a vantagem de ser decorativos durante todo o ano. Isto constitui uma verdadeira vantagem quando são utilizados em sebe corta-vento. Assim, não perdem nada do seu poder de ocultação, mesmo na estação mais desfavorável. Alguns deles revelam-se também perfeitamente resistentes a solos secos. São pouco exigentes e é possível cultivá-los facilmente mesmo que o solo do jardim tenda a secar rapidamente. Descubra a nossa seleção de arbustos persistentes que suportam solos secos, e todos os nossos conselhos para os cultivar!

Dificuldade

O loendro

O loendro, ou Nerium oleander, é um arbusto tipicamente mediterrânico que oferece durante todo o verão, de junho a setembro, uma floração abundante. As flores são frequentemente cor-de-rosa, às vezes vermelhas, brancas, ou mesmo cor-de-laranja ou amarelo pálido, consoante as variedades. São formadas por cinco pétalas largas, soldadas na base em forma de tubo. Existem mesmo variedades com flores duplas! O loendro possui também belas folhas alongadas, verde-escuro, com uma nervura central bem marcada. Em pleno desenvolvimento, atinge 3 a 4 metros de altura. Recomendamos plantá-lo a pleno sol, num local abrigado dos ventos frios. Consoante as variedades, suporta entre -7 e -15 °C. É uma planta indispensável num jardim de estilo mediterrânico, e é perfeito à beira-mar. Adapta-se perfeitamente a uma plantação em sebe.

As flores do loendro

A delicada floração do loendro, Nerium oleander (foto Ian W. Fieggen)

A esteva

A esteva é um arbusto mediterrânico muito florifero, que oferece, geralmente de abril a junho, belas flores de aspeto amarrotado. São geralmente rosas ou brancas, com ao centro um feixe de estames amarelos, e algumas variedades apresentam belas máculas escuras junto ao centro da flor. Embora sejam efémeras, as flores da esteva não param de se renovar. As suas folhas são espessas, por vezes gofradas ou rugosas, e frequentemente de cor verde-acinzentada. É um arbusto pouco exigente e pouco sensível às doenças. Necessita, no entanto, de um local quente e ensolarado, e destina-se sobretudo às regiões de clima ameno, onde os riscos de geada são reduzidos. É um arbusto ideal para um jardim à beira-mar!

A floração da esteva

A esteva-púrpura oferece belas flores cor-de-rosa, salpicadas de máculas escuras, e de aspeto amarrotado

O mato-branco

O mato-branco, ou Teucrium fruticans, é um pequeno arbusto, que não ultrapassa 1,50 m de altura, com hábito arredondado, bem compacto e ramificado. Apresenta belas folhas ovais cobertas por uma penugem cinzento-prateada. São ligeiramente aromáticas quando se esfregam. Oferece durante todo o verão pequenas flores azuis (por vezes até desde o inverno nas regiões de clima ameno). Como o mato-branco suporta muito bem a poda, é um arbusto que pode perfeitamente ser formado em topiária, como o buxo! Aconselha-se a podá-lo logo após a floração, para o incentivar a ramificar-se e a adquirir um hábito bem denso. Suporta geadas curtas da ordem dos – 10 °C, e revela-se perfeito à beira-mar ou num jardim de estilo mediterrânico.

A floração do mato-branco, Teucrium fruticans

As pequenas flores azuis e a folhagem verde-acinzentada do mato-branco, Teucrium fruticans ‘Azureum’ (foto peganum)

O eleagno-de-Ebbing

Também chamado eleagno, o Elaeagnus ebbingei é um arbusto muito denso e compacto, que possui folhas elípticas e espessas. Na espécie-tipo, as folhas jovens são de um cinzento prateado, antes de se tornarem verde-escuro, mas existem também variedades variegadas: por exemplo ‘Limelight’, com folhas verdes e amarelas, muito luminosas. O eleagno-de-Ebbing apresenta no outono uma floração perfumada, sob a forma de pequenos sininhos branco-creme, constituídos por quatro pétalas. É uma floração nectarífera, que atrai os insetos polinizadores. As flores são depois seguidas por pequenas bagas. O eleagno-de-Ebbing cresce rapidamente e atinge até três ou quatro metros de altura quando adulto. É ideal para formar uma sebe, tanto mais que suporta bem a poda, e forma um corta-vento eficaz. Se o plantar em sebe, respeite pelo menos 80 cm de distância entre duas plantas. Trata-se verdadeiramente de um arbusto fácil de cultivar, muito rústico e pouco exigente. Além disso, suporta os salpicos do mar e pode portanto ser instalado à beira-mar.

A folhagem do Elaeagnus ebbingei

As folhas verdes e espessas do Elaeagnus ebbingei

O lilás-da-califórnia

O Ceanothus impressus, carinhosamente apelidado de lilás-da-califórnia, é um arbusto apreciado pela sua bela floração azul-malva, que literalmente cobre a folhagem! As flores são pequenas mas numerosas, e reúnem-se em panículas arredondadas. A floração tem lugar na primavera, em abril-maio, e pode prolongar-se no verão ou no outono consoante o clima. Aconselhamos em particular a variedade ‘Victoria’. O Ceanothus impressus forma um arbusto com hábito denso e arredondado, que atinge até dois metros em todas as direções. As suas folhas são pequenas, verde-escuro brilhante e dentadas. Existem também variedades variegadas, como o Ceanothus impressus ‘Lemon & Lime’. O ceanoto prefere o pleno sol e um solo drenante, de preferência pobre. Adapta-se muito bem aos jardins à beira-mar. Suporta muito bem a poda e revela-se rústico até -10 °C. Il

A floração do ceanoto

O Ceanothus impressus var. nipomensis oferece belas flores azul-malva, reunidas em panículas arredondadas (foto Stan Shebs)

O alfenheiro-bastardo

O alfenheiro-bastardo, ou Phillyrea angustifolia, é um arbusto que se encontra naturalmente no mato mediterrânico da bacia mediterrânica e do sudoeste de França, muitas vezes em companhia da azinheira. Possui folhas verde-escuro, coriáceas, compridas e finas, que lembram as da oliveira… Pertence, aliás, à mesma família! Constitui assim uma boa alternativa à oliveira. O alfenheiro-bastardo possui também, na primavera, pequenas flores branco-esverdeadas, bastante discretas mas com a vantagem de serem perfumadas e melíferas. São seguidas por pequenas bagas azul-negras, que se assemelham a azeitonas, mas não são comestíveis. O alfenheiro-bastardo é um arbusto de crescimento lento, mas de grande longevidade. Em idade adulta, atinge até três metros de altura e dois metros de envergadura. Pode instalá-lo ao sol ou a meia-sombra. É um arbusto fácil e pouco exigente, que se adapta bem a solos pobres e pedregosos, e tolera solos calcários. Quando jovem, pode ser um pouco sensível ao frio, mas uma vez bem estabelecido, é capaz de suportar até – 15 °C. Tolera também a maresia e pode ser instalado à beira-mar.

O Phillyrea angustifolia possui uma folhagem fina, que lembra a da oliveira, bem como bagas arredondadas (foto A. Barra)

O pitosporo-do-Japão

O pitosporo-do-Japão é um arbusto compacto com belas folhas verdes e brilhantes, de forma oboval, e coriáceas. A nervura central é bem marcada e de cor mais clara. A variedade Pittosporum tobira ‘Variegatum’ distingue-se pelas suas folhas originais, verdes marginadas de branco. O pitosporo-do-Japão oferece igualmente na primavera ramos de flores branco-creme, formadas por cinco pétalas, cujo perfume lembra o das flores de laranjeira. Em pleno desenvolvimento, este arbusto pode atingir até cinco metros de altura e dois metros de largura. Existe, no entanto, uma variedade anã: Pittosporum tobira ‘Nanum’ (até um metro de altura). O pitosporo-do-Japão é bastante pouco rústico (até -5 °C): é preferível reservá-lo para regiões de clima ameno, onde os riscos de geada são reduzidos. Nas outras regiões, é preferível cultivá-lo em vaso e recolhê-lo durante o inverno. Com exceção desta sensibilidade ao frio, o pitosporo-do-Japão é um arbusto resistente e sem grandes exigências. O vento e a maresia não o intimidam… pelo que pode ser instalado sem problemas num jardim à beira-mar. Suporta sem problemas a poda, o que o torna um arbusto ideal em sebe, mas também pode ser cultivado isolado ou associado a outros arbustos.

A floração do pitosporo-do-Japão

O Pittosporum tobira é apreciado pela sua floração branco-creme e pela sua folhagem verde brilhante e espessa

O sanguinho-das-sebes

Típico do mato mediterrânico, o sanguinho-das-sebes é um arbusto bem denso, que apresenta folhas coriáceas, de verde-escuro. Oferece também na primavera uma floração discreta. As suas flores são pequenas, de cor amarelo-esverdeada, mas são melíferas, apreciadas pelas abelhas que as visitam. São seguidas, nos exemplares femininos, por pequenas bagas vermelhas, consumidas pelas aves. O sanguinho-das-sebes é um arbusto muito fácil e pouco exigente, que se adapta a todo o tipo de terreno, mesmo calcário, pobre, argiloso ou pedregoso. Suporta ainda a salsugem e a poluição atmosférica. É tolerante quanto à exposição, crescendo tanto ao sol como à sombra… um verdadeiro arbusto para qualquer situação! Além disso, não necessita praticamente de manutenção, cresce rapidamente e pode atingir na maturidade até cinco metros de altura.

As bagas do Rhamnus alaternus

Os exemplares femininos do sanguinho-das-sebes têm bagas vermelhas, muito decorativas (foto Colsu)

A murta

A Murta é um arbusto tipicamente mediterrânico muito apreciado durante todo o verão, de julho a setembro, pela sua esplêndida floração. Apresenta encantadoras flores de um branco imaculado, com numerosos e longos estames ao centro, muito decorativos. A sua floração é verdadeiramente leve e delicada! As flores são seguidas de bagas, que se utilizam em compotas ou geleias. Trata-se de um arbusto de crescimento lento que atinge 1,50 a 2 m de altura. Oferece pequenas folhas ovais, verde-escuras, brilhantes e espessas. São aromáticas e têm propriedades medicinais. Pode ser plantada tanto ao sol como à sombra. Quanto à sua rusticidade, a murta suporta até -12 °C.

As flores da Murta

A esplêndida floração branca do Myrtus communis, com numerosos estames muito decorativos (foto Jonathan Billinger)

A aroeira

A aroeira é um arbusto do mato mediterrânico e dos matagais mediterrânicos que oferece uma magnífica folhagem, dividida em folíolos finos. Além disso, as suas folhas adquirem belos tons bronzeados no inverno. É um arbusto dioico: existem plantas macho e plantas fêmea. A aroeira floresce na primavera, mas as flores são muito discretas, insignificantes. Nas plantas fêmea, estas são seguidas por cachos de pequenas bagas vermelhas, que se tornam depois negras. Cresce de forma bastante lenta e assume frequentemente um porte espalhado, um pouco mais largo do que alto: atinge até dois metros de altura por três metros de envergadura. A aroeira tem também a particularidade de produzir uma resina aromática, utilizada pelas suas propriedades antissépticas. Quanto à exposição, suporta tanto o sol como a sombra! Muito pouco exigente e fácil de cultivar, a aroeira é um arbusto para todo o terreno, que aceita sem problemas os solos pobres, o vento e a maresia.

As bagas do Pistacia lentiscus

As plantas fêmea de aroeira apresentam bagas vermelhas! (foto Michael Wunderli)

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