Resumo
Tradicionalmente, uma horta é concebida na horizontal. Os legumes crescem em canteiros, bem ordenados em filas, separados por distâncias razoáveis. Os caminhos permitem facilitar a circulação, mas também os trabalhos de binagem, de monda, bem como as regas e a colheita. Evidentemente, esta horta tradicional exige o máximo de espaço. Espaço de que alguns jardineiros não dispõem, seja porque o talhão é demasiado pequeno, seja porque vivem na cidade, seja porque apenas têm um terraço ou uma varanda.
A partir desse momento, a única solução para obter uma horta mais produtiva consiste em mudar de dimensão. Com efeito, o simples facto de cultivar na vertical permite ganhar m² e, além disso, limitar os esforços. No que diz respeito à horta vertical, tudo é possível e não faltam ideias de reutilização.
Descubra todas as nossas ideias, boas ou más, para criar uma horta vertical produtiva e estética.
As vantagens de cultivar a sua horta na vertical
Desenvolver ou criar a sua horta vertical apresenta inúmeras vantagens. Desde logo, a mais evidente: a economia de espaço. Com efeito, ao multiplicar as superfícies de plantação e cultivo, ganha-se em produtividade e rentabilidade. Além disso, o mais pequeno espaço vertical pode ser aproveitado: a fachada de uma casa, de uma garagem ou de um abrigo de jardim, a vedação da horta, em rede metálica ou em madeira… Numa varanda, pode utilizar-se uma pérgula ou um caramanchão; numa varanda de apartamento, os guarda-corpos ou as paredes laterais. Em suma, tudo pode servir para conquistar alguns m². E, logicamente, isso representa mais legumes ou pequenos frutos para produzir e aumentar a sua produtividade.
O segundo argumento a favor da horta vertical também parece evidente: permite limitar o esforço e reduzir as dores nas costas. Com efeito, nestas instalações verticais, o único esforço consiste em semear ou plantar! Depois, a colheita é feita à altura de uma pessoa, pelo que se torna muito menos cansativa.
Além disso, os legumes e os pequenos frutos cultivados na vertical são claramente mais saudáveis e mais limpos, uma vez que não têm qualquer contacto com a terra. Não ficam sujos de terra e a lavagem torna-se mais fácil. Para além desta limpeza, as plantas hortícolas desenvolvem-se de forma mais saudável. Com efeito, a folhagem não fica molhada pelas regas nem toca no solo, o que permite limitar o desenvolvimento de doenças criptogâmicas. Tanto mais que alguns esporos de fungos se escondem frequentemente no solo.

Para cultivar na vertical, pode aproveitar-se a vedação da horta
O último argumento é puramente estético. Criar uma pequena horta vertical numa varanda ou num terraço em meio urbano permite trazer a natureza para esse espaço. E, ao cultivar na vertical, acrescenta-se opulência, exuberância e abundância… um pouco à maneira de uma selva. Contribui-se também para a preservação do ambiente e para a recuperação da biodiversidade nas cidades.
Como jardinar na vertical numa horta em plena terra?
Para otimizar uma horta, a verticalidade é uma solução interessante. Com efeito, a poupança de espaço no solo é enorme, sobretudo no caso das plantas hortícolas comuns. Além disso, estas culturas verticais podem revelar-se muito úteis para proporcionar sombra a outras plantas hortícolas cultivadas no solo, como os rabanetes ou as alfaces, assim que a vegetação cobrir a estrutura. É aí que está o cerne da questão! Para que uma planta possa crescer na vertical, é necessário proporcionar-lhe uma estrutura adequada. Pode, naturalmente, fazer trepar estas plantas trepadeiras pela rede metálica ou pela bordadura de madeira que rodeia a horta. Ou ainda pelas paredes verticais da casa ou de um abrigo de jardim. Será necessário instalar previamente uma treliça comprada numa loja. Para limitar as despesas, também é possível utilizar rede metálica para ovelhas ou galinhas, treliça de alvenaria, uma grelha de ladrilhador… Bastará deixar um espaço de cerca de 10 cm entre a fachada e a estrutura, para permitir que os caules volúveis se introduzam nesse espaço.
No interior da horta, também é possível recorrer ao sistema do desenrasque. E os amantes da bricolage estão na primeira linha para inventar sistemas engenhosos. Algumas ripas e uma rede metálica para ovelhas bastam para criar arcos, túneis e pérgulas que permitam às plantas crescer em altura. Mais divertido, é fácil recuperar caules de bambu ou de cana (Arundo donax) para construir um tipi. Basta uni-los na extremidade para os consolidar.

Para fazer trepar plantas hortícolas, é fácil criar estruturas com bambus, estacas…
No caso dos tomates, pense também nas gaiolas, cuja construção para obter colheitas abundantes, sem poda, é explicada em pormenor por Virginie D. Alexandra explica como criar estruturas entrançando salgueiro vivo, ou melhor, salgueiro.
Como o cultivo de plantas hortícolas também pode ser praticado fora dos limites da horta, não hesite em pegar na aparafusadora, nos pregos e no martelo para construir canteiros elevados em quadrado, que serão instalados no jardim ornamental. Para isso, as paletes recuperadas junto de uma empresa de transportes ou de uma grande superfície são ideais.
Por fim, sem criar uma floresta-jardim, é possível inspirar-se nela fazendo trepar plantas trepadeiras comestíveis ao longo de uma árvore, viva ou morta.
Criar uma horta vertical numa varanda ou num terraço
Em meio urbano, é difícil encontrar um pedaço de terra para cultivar a sua horta. Exceto nos jardins partilhados ou nas hortas coletivas e familiares, ainda muito numerosas em algumas cidades como Saint-Étienne. Ainda assim, o mais pequeno pedaço de varanda ou de terraço pode ser aproveitado para criar uma horta. Para começar, o jardineiro urbano pode instalar vasos, floreiras, recipientes e canteiros elevados, ou não, para acolher uma grande variedade de plantas hortícolas. Mas o espaço depressa se torna limitado. O objetivo é, portanto, aproveitar as superfícies verticais.
A solução mais simples consiste em colocar prateleiras nas paredes laterais da varanda ou do terraço, onde poderá instalar facilmente vasos de diferentes tamanhos e formatos. Um móvel antigo recuperado pode dar um toque boémio, elegante e campestre à varanda. Tal como uma escada velha, encostada a uma parede, onde se podem colocar ou suspender vasos. Já que se aborda este tema, porque não prever vasos suspensos onde se possam plantar morangueiros, cujos frutos ficarão pendentes (para grande prazer dos pequenos e grandes apreciadores!)?

As guardas ou as paredes laterais da varanda podem ser aproveitadas
Numa varanda, também se pode colocar uma treliça, ou até cordas entrançadas que se estendam do chão ao teto. Aproveite também as guardas e os gradeamentos da varanda para fazer subir lianas. A palete reciclada é igualmente uma solução. Basta revesti-la, de um dos lados, com uma manta de jardim, coberta por uma placa de contraplacado. Depois, preencha-a com substrato e instale-a na vertical, encostada a uma parede. Tutores muito comuns também podem servir de suporte para uma planta hortícola trepadeira.
Na Internet, outros jardineiros principiantes imaginaram hortas verticais feitas com caleiras pregadas em ripas. Uma solução bastante engenhosa, mas a quantidade de substrato disponível é muito reduzida para proporcionar condições ideais de cultivo. No comércio, também se encontram facilmente sistemas de hortas em bolsas ou sacos de cultivo, relativamente práticos e eficazes, mas dispendiosos.
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Cultivar morangos na varandaQue plantas hortícolas e pequenos frutos cultivar na vertical?
Numa horta vertical serão cultivadas prioritariamente plantas hortícolas naturalmente trepadeiras. Em primeiro lugar, todas as espécies da família das Cucurbitáceas: abóboras, abóboras-manteiga, pâtissons, abóboras-menina, curgetes trepadeiras… mas também os pepinos, os melões e os pepinos de conserva.

As abóboras adaptam-se perfeitamente bem ao cultivo vertical em estruturas sólidas
Menos conhecidas, mas muito produtivas, as chuchus ou caiotas (Sechium edule) também precisam de suporte para os seus caules volúveis. O mesmo acontece com o espantoso espinafre-indiano (Basella alba), muito bem adaptado ao cultivo em vaso. Ou ainda com o inhame da China (Dioscorea batatas), que produz lianas.
Entre os legumes mais comuns, perfeitos para integrar uma horta vertical, encontram-se os feijões de vara, as ervilhas-anãs, as ervilhas de quebrar e as favas, que precisam de canas, tutores ou varas para trepar. Não se esqueça também dos magníficos feijoeiros-escarlates (Phaseolus coccineus), que permitem aliar o útil ao agradável com a sua floração cor de laranja.
Os tomates, as beringelas, os pimentos e as pimenteiras também podem ser cultivados verticalmente, em «torres».
Em estruturas verticais, como paletes ou jardins de bolsas, podem semear-se ou plantar-se alfaces, acelgas, espinafres… Sem esquecer todas as ervas aromáticas.

As alfaces adaptam-se bem ao cultivo vertical
Em contrapartida, os legumes de raiz não são muito adequados a este tipo de cultivo, pois precisam de um solo profundo.
Uma horta também é composta por pequenos frutos. E, neste aspeto, são muitas as espécies que crescem verticalmente. Assim, os morangos adaptam-se bem, tal como as silvas frutíferas, que oferecem as nossas deliciosas amoras, ou os framboeseiros. Considere também os kiwis-amarelos (Actinidia), a videira, a Schisandra, que produz bagas-da-China, e a passiflora e os seus maracujás.
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