Como combinar a Leptinella ou a cotula?

Como combinar a Leptinella ou a cotula?

Uma planta de cobertura que merece ser conhecida

Resumo

Modificado em 23 de novembro de 2025  por Olivier 4 min.

As leptinelas ou cotulas são plantas perenes de cobertura para cultivar em meia-sombra, num solo fresco, mas bem drenado. A folhagem destas plantas perenes é semelhante à dos fetos e pode adquirir tons bronze a violeta, por vezes muito escuros. São rústicas, sem problemas, e colonizam rapidamente os jardins de rochas à sombra, os espaços entre lajes ou pedras, ou a base de árvores e arbustos. Eis algumas ideias de combinações para integrar as leptinelas no jardim.

Dificuldade

Um belo jardim de rochas para sombra húmida

Um jardim de rochas nem sempre é instalado em pleno sol e com plantas de solos secos. Também pode situar-se à sombra e acolher plantas de meios húmidos, mas que apreciem solos relativamente bem drenados. Este tipo de jardim de rochas integrará-se de forma perfeitamente natural numa zona arborizada, junto de um pequeno ribeiro. Será necessário privilegiar as plantas perenes de folhagem bonita, pontuando o conjunto aqui e ali com uma ou duas notas de cor proporcionadas pelas flores. 

Algumas touças de cotula-potentilha (Leptinella potentillina) serão magníficas junto de alguns fetos, como os belos fetos-bambu (Coniogramma emeiensis) ou, mais clássicas, mas igualmente espetaculares, línguas-de-cervo (Phyllitis scolopendrium). Pequenas, mas extremamente eficazes para colonizar um jardim de rochas, as Saxifraga stolonifera ‘Cuscutiformis’ trarão um toque de leveza com as suas hastes florais, compostas por delicadas flores brancas de forma invulgar. A escolha é vasta, mas as hostas sentir-se-ão bem neste tipo de jardim de rochas, na companhia de alguns epimédios. A sua folhagem é realçada, durante a estação, por belas inflorescências.

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Leptinella potentillina ao centro, rodeada, num jardim de rochas à sombra, por fetos-bambu (em cima à esquerda), línguas-de-cervo, saxífraga-morango ‘Cuscutiformis’ e hostas ‘June’

Uma planta de cobertura original sob as árvores

As cotulas ou leptinelas desenvolvem-se bem como plantas de cobertura sob as árvores, desde que a sombra não seja demasiado intensa e que o solo não seque demasiado no verão. As árvores de copa ligeira ou podadas de forma a deixar passar a luz proporcionam uma sombra ligeira e benéfica, sem mergulhar na escuridão as plantas junto à sua base.

Uma das cotulas mais bonitas é, sem dúvida, a Leptinella squalida ‘Patt’s Black’, que formará um tapete de folhagem “de fetos”, de um belo bronze violáceo muito escuro. Para recordar sempre a folhagem da cotula-de-brácteas, alguns grupos de fetos pequenos, como Athyrium niponicum ‘Pictum’, serão particularmente indicados. Cria-se uma repetição da forma com os fetos-fêmeas, mas também uma repetição da cor entre a folhagem violeta-bronze das leptinelas e a folhagem púrpura de duas ou três rosas quaresmais orientais ‘Black Chocolate’, de floração quase negra. Para terminar, pequenos tufos dispersos aqui e ali de brunera ‘Jack Frost’ irão realçar o lado sombrio das leptinelas através de um belo contraste, graças a uma folhagem praticamente prateada.

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Leptinella squalida ‘Patt’s Black’, Brunnera macrophylla ‘Jack Frost’, Athyrium niponicum ‘Pictum’ e uma rosa quaresmal oriental muito escura, integrados nesta bonita composição sob as árvores

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Um pequeno canteiro de inspiração japonesa

Uma exposição de meia-sombra e um solo relativamente ácido: por que não experimentar um pequeno canteiro de inspiração japonesa? Basta escolher espécies japonesas e ter em mente uma certa simplicidade. Evite a todo o custo copiar jardins japoneses existentes, reduzindo-os à escala do seu jardim. Será um fracasso total. Aposte na simplicidade, sobriedade e eficácia!

No centro deste canteiro, um belo bordo-japonês, como este elegante Acer palmatum ‘Shaina’ erguer-se-á orgulhosamente. Pequenas azáleas Japonesas ‘Hino Crimson’, em forma de pequenos tufos, proporcionarão uma floração primaveril de um vermelho intenso e brilhante, que faz lembrar um pouco a folhagem do bordo. Uma bela camélia japonesa fará sensação: a dimensão reduzida da Camellia japonica ‘Valtevareda’ permite-lhe integrar-se em espaços pequenos e a sua floração com grandes flores cor-de-rosa não passa despercebida. Se uma parte do canteiro for mais soalheira, um pequeno conífero japonês, como o Pinus parviflora ‘Negishi’, poderá instalar-se aí. É um pinheiro pequeno, com não mais de 2 m de altura, de folhagem verde-azulada e hábito irregular, que lhe confere o aspeto de um conífero de idade venerável.

E as leptinelas, poderá perguntar-se? Pois bem, os jardins japoneses ou de inspiração japonesa valorizam os elementos minerais, mas também os jardins de musgo. Assim, se o musgo não lhe agradar, poderá substituí-lo vantajosamente por um tapete de Leptinella. Nomeadamente pela muito graciosa Leptinella dioica ‘Minima’. Uma pequena leptinela rasteira, com menos de 3 cm de altura, de folhagem verde persistente, que se torna castanha no inverno.

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Leptinella dioica ‘Minima’ no canto superior direito, associada a um Pinus parviflora ‘Negishi’ de folhagem azulada, um Acer palmatum ‘Shaina’, uma bela camélia e uma azálea ‘Hino Crimson’

Em vaso: Ambiente romântico

As leptinelas desenvolvem-se muito bem em vaso, desde que não se esqueça de as regar em caso de seca intensa. Podem preencher floreiras ou tinas, mas também podem formar uma bonita planta de cobertura junto à base de um arbusto.

Alguns pequenos tufos de Leptinella squalida acompanharão na perfeição a base de uma cerejeira-do-japão de crescimento lento e hábito ligeiramente tortuoso: a Prunus incisa ‘Kojo No Mai’. Esta pequena árvore deverá ser plantada num vaso grande, com cerca de 20 L, para poder desenvolver-se durante alguns anos. Para dar ritmo à composição, os fetos estarão perfeitamente no seu lugar: destacam-se, nomeadamente, pequenos Athyrium ‘Ghost’, fetos híbridos cuja folhagem revela um aspeto azulado-prateado, quase metálico. Uma hera mosqueada de verde e cinzento-prateado, Hedera helix ‘Glacier’, encarregar-se-á de cair em cascata do vaso, conferindo ao conjunto um aspeto muito natural.

Descubra os nossos conselhos para saber como cultivar a Leptinella em vaso 

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Leptinella squalida, Hedera helix ‘Glacier’, Athyrium ‘Ghost’ e Prunus  incisa ‘Kojo No Mai’

Preencher os espaços entre as pedras, as lajes...

Não é propriamente uma ideia de combinação de plantas, mas antes uma ideia de composição: a Leptinella dioica ‘Minima’ é perfeita para se imiscuir nos mais pequenos interstícios entre as pedras, os paralelepípedos, as lajes… Ficará perfeitamente à vontade à meia-sombra ou à sombra, num ambiente que se mantenha fresco. Pense nisso se pretende acrescentar um pequeno toque verde e romântico aos seus pavimentos.

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