Doenças e pragas da fotínia

Doenças e pragas da fotínia

Identificação e tratamentos naturais

Resumo

Modificado em 11 de janeiro de 2026  por Alexandra 6 min.

A fotínia é um arbusto muito apreciado pelo seu crescimento rápido e pela sua folhagem persistente, com cores variáveis. É perfeita para formar sebes opacas e densas, eficazes em qualquer estação e que exigem pouca manutenção, mas também pode ser plantada no fundo de um canteiro, isolada ou até num vaso, no caso das variedades mais compactas. Na primavera, os seus rebentos jovens são frequentemente vermelho-vivo, como acontece com a famosa variedade ‘Red Robin’. A fotínia desenvolve-se bem num solo fresco e profundo, ácido ou neutro, mas tolera bastante bem a seca e os solos ligeiramente calcários.

Embora seja bastante resistente e fácil de cultivar, a fotínia pode, por vezes, ser atacada por doenças ou pragas. Para limitar os danos e evitar que se espalhem pelo jardim, é importante reconhecê-las logo que surjam os primeiros sintomas e saber como combatê-las. Descubra todos os nossos conselhos!

→ Consulte a nossa ficha completa Fotínia: plantar, podar e cuidar

Dificuldade

O oídio

O oídio é uma doença criptogâmica, causada por um fungo microscópico. É favorecido por tempo quente e húmido, bem como por uma fraca circulação do ar.

Sintomas: Manifesta-se pelo aparecimento de um revestimento esbranquiçado ou acinzentado nas folhas, nos caules e, por vezes, nos botões florais. Em caso de ataque intenso, as folhas jovens, os rebentos e os gomos podem deformar-se.

Métodos de prevenção: Os ambientes confinados e a humidade favorecem o desenvolvimento do oídio. Assegure uma boa circulação do ar à volta da sua fotínia, evitando plantar com demasiada densidade e podando de vez em quando. Evite a rega excessiva, bem como os adubos azotados. Pulverize a fotínia com uma decocção de cavalinha, que possui propriedades fungicidas.

Tratamentos: Assim que surgirem os primeiros sintomas, elimine as partes afetadas para limitar a propagação da doença. Para tratar o oídio, pode pulverizar uma solução de bicarbonato de sódio sobre as partes afetadas da planta. Graças ao seu pH alcalino, o bicarbonato bloqueia o desenvolvimento dos fungos. Outra opção consiste em utilizar leite diluído em água, na proporção de 1 para 10. Se isso não for suficiente, utilize uma solução à base de enxofre (na proporção de 7,5 g de pó diluídos em 1 litro de água), para pulverizar sobre a folhagem.

A nossa ficha de aconselhamento: “O oídio ou a doença do branco: prevenção e tratamento”

As doenças da fotínia: oídio

O oídio provoca o aparecimento de um revestimento acinzentado e, por vezes, a deformação dos rebentos jovens (fotografia: Matt Borden)

A entomosporiose

A entomosporiose é uma doença criptogâmica causada pelo fungo Entomosporium maculatum. Desenvolve-se sobretudo em condições húmidas e pode ser muito prejudicial para a fotínia. Ataca também outros arbustos da família das Rosáceas, como marmeleiros, cotoneastros, nespereiras, amelenquers…

Sintomas: A entomosporiose manifesta-se pelo aparecimento de manchas redondas com 1 a 3 mm de diâmetro, de cor castanha-escura a avermelhada nas folhas da fotínia. Estas manchas ficam depois cobertas por uma pequena crosta castanha característica e, por vezes, rodeadas por um halo amarelo. Em caso de ataque intenso, as folhas afetadas podem amarelecer e cair.

Métodos de prevenção: O fungo responsável por esta doença desenvolve-se principalmente com tempo húmido, na primavera e no verão, enquanto a seca abranda a sua progressão. Para prevenir a entomosporiose, evite a rega por aspersão, que favorece a humidade nas folhas. Espace bem as plantas para favorecer uma boa circulação do ar e pense em podá-las de vez em quando. Retire e destrua as folhas infetadas, bem como as que caíram no solo, para limitar a propagação da doença. Ao podar, desinfete as ferramentas com álcool a 90°. Também pode utilizar uma decocção de cavalinha, rica em sílica, que reforça os tecidos da planta e a torna menos suscetível a infeções fúngicas.

Tratamentos: Para tratar a entomosporiose, aconselhamos a utilização de calda bordalesa, na proporção de 20 g por litro de água, logo que surjam os primeiros sintomas. Repita o tratamento um mês mais tarde.

A nossa ficha de aconselhamento: “A entomosporiose: prevenir e combater”

As doenças da fotínia: entomosporiose

A entomosporiose caracteriza-se pelo aparecimento de manchas vermelhas ou castanhas (fotografia da esquerda: Vangelis7)

O fogo bacteriano

O fogo bacteriano é causado pela bactéria Erwinia amylovora. É uma doença grave que afeta alguns arbustos da família das Rosáceas, como os cotoneásteres, as piracantas, as sorveiras, as tramazeiras e os pilriteiros, bem como árvores fruteiras, como as macieiras, as pereiras e os marmeleiros. Esta doença pode propagar-se rapidamente e afetar vários tipos de plantas no jardim.

Sintomas: O fogo bacteriano manifesta-se através da murchidão e do acastanhamento das folhas, dos caules e das flores, que adquirem um aspeto queimado. As partes afetadas podem também apresentar um exsudado viscoso. As plantas afetadas pelo fogo bacteriano estão infelizmente condenadas. Podem morrer no espaço de apenas alguns meses.

Métodos de prevenção: A melhor forma de prevenir o fogo bacteriano consiste em desinfetar as ferramentas de poda e evitar o excesso de humidade. Recomenda-se também vigiar o aparecimento de sintomas e agir rapidamente caso se suspeite de uma infeção.

Tratamentos: Não existe nenhum tratamento curativo. Se a sua fotínia for afetada pelo fogo bacteriano, será necessário arrancá-la e queimá-la o mais rapidamente possível, de modo a limitar a propagação desta doença. O combate ao fogo bacteriano é obrigatório. Em caso de contágio, é necessário informar a câmara municipal ou o Serviço Regional de Proteção das Plantas.

A nossa ficha de aconselhamento: “O fogo bacteriano: prevenir e combater esta doença”

As doenças da fotínia: fogo bacteriano

Os pulgões

Os pulgões são pequenos insetos que picam as folhas e os rebentos jovens para se alimentarem da seiva, o que enfraquece as plantas. Podem transmitir doenças e provocar o aparecimento de fumagina.

Sintomas: Os pulgões reúnem-se geralmente nos novos rebentos e nas folhas. Sugam a seiva, o que por vezes provoca a deformação das folhas e abranda o crescimento da planta. Segregam melada, onde pode desenvolver-se fumagina, uma doença criptogâmica que se caracteriza pelo aparecimento, na folhagem, de uma camada negra semelhante a fuligem. Isso limita a fotossíntese e enfraquece a planta.

Métodos de prevenção: Incentive a presença de predadores naturais, como as joaninhas, no jardim. Evite a utilização excessiva de adubo azotado, pois favorece a proliferação dos pulgões.

Tratamentos: Recomendamos a utilização de sabão preto, na proporção de 15 a 30 g diluídos num litro de água. Misture bem e pulverize esta solução sobre a folhagem assim que surgirem os primeiros ataques. Se isso não for suficiente, utilize um inseticida à base de piretro vegetal.

A nossa ficha de aconselhamento: “Pulgão: identificação e tratamento”

Os parasitas do Photinia: pulgões

Pulgões verdes

Os otiorrincos

Os otorrincos são pequenos coleópteros que medem entre 7 e 10 mm de comprimento e apresentam geralmente uma coloração escura. São parentes dos gorgulhos. Passam a maior parte da vida no solo, sob a forma de larvas, onde se alimentam das raízes das plantas. As larvas formam depois pupas, transformando-se em adultos, que roem as folhas. Estão ativos sobretudo durante a noite. Atacam numerosos arbustos, como os rododendros, alfeneiros, viburnos ou loureiros-cereja, mas também plantas perenes, como as astilbes, os sinos-de-coral, as bergénias…

Sintomas: A presença de otorrincos manifesta-se através de folhas roídas, muitas vezes em forma de semicírculos ou com buracos irregulares nas margens. Os rebentos jovens também podem ser afetados, provocando um abrandamento do crescimento da planta. Os danos causados pelas larvas são mais difíceis de reconhecer, por serem menos específicos. As raízes ficam danificadas e escavadas; a planta deixa então de crescer e murcha progressivamente.

Métodos de prevenção: Para prevenir uma infestação de otorrincos, verifique cuidadosamente as raízes das plantas que comprar antes de as plantar. Se houver larvas escondidas no torrão, poderá retirá-las. Se as raízes estiverem danificadas, isso poderá ser um sinal de um ataque de otorrincos. Crie abrigos para ouriços-cacheiros (deixe um monte de madeira ou de folhas secas num canto do jardim): este animal alimenta-se das larvas presentes na camada superficial do solo. O alecrim, o tomilho e o alho também terão propriedades repelentes contra os otorrincos.

Tratamentos: A forma mais eficaz de combater os otorrincos consiste em utilizar nemátodos, vermes microscópicos que parasitam e matam as larvas no solo. Quando detetar adultos na folhagem, retire-os manualmente para limitar a sua proliferação.

A nossa ficha de aconselhamento: “Como se livrar dos otorrincos?”

Os parasitas do Photinia: otorrincos

Os ataques de otorrincos caracterizam-se por folhas recortadas na margem do limbo

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