Resumo
A entomosporiose é uma doença criptogâmica foliar causada pelo fungo Entomosporium maculatum que ataca algumas espécies de arbustos da família das Rosáceas, como o marmeleiro, a pereira, a nespereira, o pilriteiro ou o Cotoneaster.
A sua importância é variável: causa apenas danos estéticos no jardim ornamental, enquanto no pomar a produção frutícola pode ser fortemente afetada em caso de ataque severo.
Quais são as espécies sensíveis à entomosporiose?
No jardim ornamental
A folhagem dos Pilriteiros, Amelenqueres, Cotoneasters, Fotínias, Nespereira fica manchada e provoca danos de ordem estética.
No pomar
O Marmeleiro em particular é muito sensível à entomosporiose, mas esta pode também afetar as Macieiras e Pereiras. A folhagem, mas também os frutos em caso de ataque intenso, são afetados.
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Numerosas pequenas manchas redondas de 1 a 3 mm (amelenquer, marmeleiro) ou angulosas (pilriteiro, Cotoneaster) avermelhadas e depois cobertas de crostas acastanhadas características que podem confluir marcam o limbo das folhas mais jovens. Em caso de ataque intenso, as folhas amarelecem e caem.

Nas folhas mais velhas, as manchas escurecem, apresentando ao centro uma zona que se torna necrótica cinzenta, rodeada de uma margem castanha a vermelho escuro. Pequenas pontuações negras, os esporos, são frequentemente observadas no centro das manchas. A doença pode estender-se aos pecíolos e jovens rebentos em condições frias e húmidas, o que conduz ao enfraquecimento da árvore.
Os frutos podem igualmente apresentar manchas necróticas, fissurar-se e mumificar-se nos casos mais graves. Tornam-se impróprios para consumo.
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Os fatores que favorecem a entomosporiose
O fungo Entomosporium maculatum desenvolve-se sobretudo em tempo húmido na primavera e no verão, quando a temperatura é inferior a 20 °C. Um episódio de seca abranda, pelo contrário, a doença.
Durante o inverno, o fungo conserva-se nas folhas mortas, nos ramos e no tronco das árvores infetadas. Produz esporos em período húmido, transportados pelo vento e pela chuva, que vão contaminar as árvores na primavera ou mais tarde, nomeadamente no momento da formação dos frutos. As manchas aparecem 10 a 14 dias após a infeção.
Luta e tratamento contra a entomosporiose
Combater esta doença de forma curativa:
- Não se esqueça de, aquando da poda, desinfetar as ferramentas com álcool a 90° ou com vinagre, para não transportar o fungo de um ramo para outro.
- Evite plantações demasiado densas e favoreça a ventilação em redor e no interior da copa.
- Apanhe e queime as folhas e frutos infestados caídos no solo.
Os tratamentos:
- Prepare uma solução de 20 g de calda bordalesa por litro de água a partir do aparecimento dos primeiros sintomas e pulverize:
- no outono, na queda das folhas,
- no início da primavera: uma pulverização logo no abrolhamento dos gomos e uma segunda pulverização um mês depois.
- Em caso de primavera particularmente húmida ou assim que os primeiros sintomas de manchas apareçam, repita a operação várias vezes até à formação dos frutos.
Nas fotínias, pulverize esta solução:
- em maio,
- depois um mês mais tarde, em junho
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