Resumo

Modificado 0,01  por Eva 2 min.

A entomosporiose é uma doença criptogâmica foliar causada pelo fungo Entomosporium maculatum que ataca algumas espécies de arbustos da família das Rosáceas, como o marmeleiro, a pereira, a nespereira, o pilriteiro ou o Cotoneaster.

A sua importância é variável: causa apenas danos estéticos no jardim ornamental, enquanto no pomar a produção frutícola pode ser fortemente afetada em caso de ataque severo.

Dificuldade

Quais são as espécies sensíveis à entomosporiose?

No jardim ornamental

A folhagem dos Pilriteiros, Amelenqueres, Cotoneasters, Fotínias, Nespereira fica manchada e provoca danos de ordem estética.

No pomar

O Marmeleiro em particular é muito sensível à entomosporiose, mas esta pode também afetar as Macieiras e Pereiras. A folhagem, mas também os frutos em caso de ataque intenso, são afetados.

Como reconhecer a entomosporiose?

Numerosas pequenas manchas redondas de 1 a 3 mm (amelenquer, marmeleiro) ou angulosas (pilriteiro, Cotoneaster) avermelhadas e depois cobertas de crostas acastanhadas características que podem confluir marcam o limbo das folhas mais jovens. Em caso de ataque intenso, as folhas amarelecem e caem.

Combater a entomosporiose

Nas folhas mais velhas, as manchas escurecem, apresentando ao centro uma zona que se torna necrótica cinzenta, rodeada de uma margem castanha a vermelho escuro. Pequenas pontuações negras, os esporos, são frequentemente observadas no centro das manchas. A doença pode estender-se aos pecíolos e jovens rebentos em condições frias e húmidas, o que conduz ao enfraquecimento da árvore.

Os frutos podem igualmente apresentar manchas necróticas, fissurar-se e mumificar-se nos casos mais graves. Tornam-se impróprios para consumo.

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Os fatores que favorecem a entomosporiose

O fungo Entomosporium maculatum desenvolve-se sobretudo em tempo húmido na primavera e no verão, quando a temperatura é inferior a 20 °C. Um episódio de seca abranda, pelo contrário, a doença.

Durante o inverno, o fungo conserva-se nas folhas mortas, nos ramos e no tronco das árvores infetadas. Produz esporos em período húmido, transportados pelo vento e pela chuva, que vão contaminar as árvores na primavera ou mais tarde, nomeadamente no momento da formação dos frutos. As manchas aparecem 10 a 14 dias após a infeção.

Luta e tratamento contra a entomosporiose

Combater esta doença de forma curativa:

  • Não se esqueça de, aquando da poda, desinfetar as ferramentas com álcool a 90° ou com vinagre, para não transportar o fungo de um ramo para outro.
  • Evite plantações demasiado densas e favoreça a ventilação em redor e no interior da copa.
  • Apanhe e queime as folhas e frutos infestados caídos no solo.

Os tratamentos:

  • Prepare uma solução de 20 g de calda bordalesa por litro de água a partir do aparecimento dos primeiros sintomas e pulverize:
  1. no outono, na queda das folhas,
  2. no início da primavera: uma pulverização logo no abrolhamento dos gomos e uma segunda pulverização um mês depois.
  3. Em caso de primavera particularmente húmida ou assim que os primeiros sintomas de manchas apareçam, repita a operação várias vezes até à formação dos frutos.

Nas fotínias, pulverize esta solução:

  1. em maio,
  2. depois um mês mais tarde, em junho

Para saber mais sobre os tratamentos com cobre, consulte a nossa ficha de conselho

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