O Coryneum ou Crivado das fruteiras de caroço
Luta e tratamento do Coryneum
Resumo
O Cribado, também chamado «Doença Cribada» ou «Doença do Tiro de Espingarda», bem conhecido dos arboricultores em fruteiras de caroço, é causado por um fungo virulento Coryneum beijerinckii. Esta doença pode provocar uma forte quebra de rendimento, depreciar os frutos e enfraquecer consideravelmente a árvore em caso de ataques intensos. Afeta também os Prunus ornamentais como o loureiro-cerejeira e o Prunus pissardii.
Quais são as espécies sensíveis ao Coryneum?
Coryneum beijerinckii, conhecido também pelo nome de Stigmina carpophila, é responsável pelo crivado nas cerejeiras, pessegueiros, amendoeiras, damasqueiros e por vezes também nas ameixeiras (sobretudo d’Ente), nas nogueiras-europeias, nas groselheiras-pretas, nas groselheiras e nas framboeseiras. As ameixeiras são mais frequentemente afetadas por Coryneum microstichum, que afeta igualmente as rosas-japonesas, estes arbustos populares que formam pequenos pompons amarelos na primavera.
Como reconhecer o Coryneum?
Esta doença criptogâmica manifesta-se sobretudo no verão, mas logo na primavera no loureiro-cereja.
De forma geral, os fungos Coryneum provocam inicialmente na folhagem manchas redondas vivamente coloridas, de cerca de 3 mm:
- avermelhadas com margem escura na cerejeira, no pessegueiro e no loureiro-cereja,
- castanho-púrpura na damasqueira,
- cor de laranja, vermelhas ou púrpuras na cerejeira (de 3 a 5 mm de diâmetro),
depois o centro fica cinzento e perfura-se, daí o termo «crivado».

- O pessegueiro, tal como a amendoeira, reage com a queda da folhagem mesmo quando ligeiramente afetada.
- Quando os jovens rebentos são infetados, observam-se manchas redondas características nos ramos de onde escorre goma por vezes em abundância, podendo causar o declínio do ramo.
- Os gomos atacados deixam de abrir.
- Os frutos são frequentemente afetados na amendoeira e na damasqueira, que apresentam então uma superfície mais ou menos rugosa marcada por pequenas manchas castanho-acinzentadas, por vezes também na cerejeira (pequenas manchas castanhas que se aprofundam), levando à paragem do crescimento do fruto seguida da sua queda.
Coryneum microstichum, mais frequente nas cerejeiras, provoca, além das perfurações na folhagem, pequenos cancros nos ramos, em torno dos gomos, que levam ao declínio dos ramos. Na rosa-japonesa, as manchas alongadas castanho-violáceo com centro ressecado surgem nos jovens ramos, onde aparecem pontuações enegrecidas (os esporos). Isto resulta na secagem da parte terminal dos ramos.
Os sintomas podem ser confundidos com os de um ataque de bactérias (bacterioses por Pseudomonas ou Xanthomonas), de vírus, de um tratamento demasiado concentrado, nomeadamente com cobre, ou de uma queimadura provocada por gotas de água na folhagem durante as horas mais quentes do dia.
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Os fatores que favorecem o Coryneum
A conservação do fungo ocorre essencialmente nos cancros e nos gomos, e também nos frutos que disseminam os esporos.
O fungo do crivado das fruteiras de caroço provoca danos economicamente significativos, sobretudo durante os invernos e primaveras chuvosos. Com a chuva e temperaturas superiores a 2 °C, o fungo pode continuar a progredir na planta durante o inverno. Na primavera, a chuva e o vento contribuem para a disseminação dos esporos nas flores e folhas jovens.
Nos anos com inverno relativamente seco, o fungo permanece frequentemente discreto.
Luta e tratamento contra o Coryneum
- Pode o mais cedo possível os ramos infestados e queime-os. Recorde-se que é importante evitar podar em excesso as árvores de fruto de caroço quando estão saudáveis, exceto no caso do pessegueiro, que só floresce nos ramos de 1 ano!
- Retire e queime as folhas mortas debaixo das árvores infestadas.
- Recolha os frutos infestados portadores de esporos.
- Trate com cobre (oxicloreto de cobre) a cerejeira e a cerejeira, logo após a queda das folhas no outono e novamente no abrolhamento. No caso do pessegueiro, prefira produtos como o Cuivrol ou o Ferticuivre, com menor teor de cobre metálico e menos tóxicos para a árvore (compostos de sulfato de cobre ou oxicloreto de cobre, oligoelementos e macerações de plantas), que podem ser aplicados 2 ou 3 vezes por estação com doses reduzidas (3 a 5 g/l). Os tratamentos contra a crespeira do pessegueiro evitam geralmente o crivado no pessegueiro. Pode intervir mesmo antes da floração e logo após as primeiras quedas de pétalas.
- Desinfete as feridas de poda com uma solução cúprica e cubra as mais importantes com mastique cicatrizante.
- Limite as aplicações de adubo azotado e evite regar o seu pomar por aspersão.
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