Os dióspiros, frutos curiosos, lisos, alaranjados e ricos em vitaminas, atingem a plena maturação no outono. Considerado um fruto exótico, o dióspiro é o fruto do diospireiro, uma árvore, contudo, muito rústica graças às suas origens chinesas e completamente adaptada às nossas latitudes. Tem um diospireiro em casa e não sabe exatamente quando colher os numerosos frutos que se oferecem? Siga os nossos conselhos… Explicamos também como conservar e utilizar corretamente este fruto.

dióspiro Diospyros

O dióspiro, um belo desconhecido

O diospireiro é frequentemente cultivado pelo valor ornamental da sua bela folhagem outonal e da sua silhueta piramidal. Mas gosta-se sobretudo do aspeto que adquire quando as folhas começam a cair, deixando aparecer a miríade de frutos redondos e muito alaranjados, por vezes vermelhos, que cobrem a copa, dando-lhe o aspeto de uma árvore de Natal. Com o nome latino Diospyros kaki, o diospireiro é, portanto, tanto ornamental como alimentar, sendo também uma bela fruteira. Mede entre 5 e 12 m e precisa de espaço no jardim. Para uma boa produção, os climas com um outono quente são benéficos, pois permitem que os frutos amadureçam bem. O diospireiro plantado no norte e no leste de França será, portanto, utilizado sobretudo como árvore ornamental.
Espécie dióica, são as árvores femininas que produzem os frutos. Os dióspiros são muito ricos em taninos e são conhecidos pelo seu sabor adstringente. O diospireiro começa a produzir frutos ao fim de 3 a 4 anos de cultivo. Vive cerca de cinquenta anos.

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Quando colher os dióspiros?

Para saber se os dióspiros estão maduros, deve observar-se sobretudo a sua cor. Quando maduros, os frutos adquirem uma bela cor laranja-escura, que pode chegar a um vermelho-acastanhado claro em algumas variedades. Tal como as nêsperas (da nespereira-europeia), os dióspiros colhem-se tardiamente, depois da primeira geada, entre outubro e novembro, consoante a região. Na maioria das regiões, as folhas, que entretanto ficaram vermelhas, já terão caído, deixando a árvore completamente despida, com um aspeto algo irreal devido aos seus frutos vivos suspensos. São as geadas que retiram a adstringência ao fruto, conferindo-lhe uma consistência demasiado madura. Aguarde sempre um pouco, pois, se os frutos ainda não estiverem suficientemente maduros, serão duros e ásperos, sem desenvolver todos os seus aromas. É importante salientar que o momento da colheita depende da região e, sobretudo, da variedade de dióspiro (o dióspiro-maçã, firme, como o 'Fuyu', e os não adstringentes, doces, como o 'Sharon').

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Os frutos verdes tornam-se pouco a pouco amarelos e depois alaranjados

Como colher os dióspiros?

Os dióspiros permanecem presos à árvore mesmo depois de maduros. Como a árvore é alta, colhem-se delicadamente, cortando o pedúnculo com uma tesoura ou uma tesoura de poda e deixando cerca de um centímetro de pedúnculo no fruto. Evite puxar o fruto para o desprender da árvore, pois isso pode danificar tanto a árvore como o fruto.

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Evite puxar os frutos durante a colheita e utilize uma escada para alcançar os frutos mais altos

Como conservar e consumir os dióspiros?

Depois de colhidos, os dióspiros devem ser conservados durante alguns dias antes de serem consumidos. Isso permite transformar os taninos do fruto. Esta transformação será mais lenta se os dióspiros forem conservados num local frio e, pelo contrário, mais rápida num ambiente quente. Também se podem colocar algumas maçãs junto dos dióspiros para acelerar o processo de maturação e obter frutos mais tenros. Depois, os dióspiros devem ser consumidos rapidamente para não perderem as suas preciosas vitaminas (sobretudo provitamina A e vitaminas B9 e C).
Como a produção do diospireiro é geralmente abundante, podem combinar-se várias formas de conservar os frutos:

  • a congelação: o dióspiro conserva-se bastante bem desta forma, depois de cortar os frutos em pedaços e os colocar num saco para congelação; consumir no prazo de 6 meses
  • a secagem: os dióspiros secos, ou hoshigaki, são um doce muito popular no Nordeste da Ásia. Este tema é abordado com mais detalhe nesta ficha de conselhos que lhe é dedicada!

Embora seja consumido na maioria das vezes cru, à colher ou cortado em pedaços numa salada de frutos exóticos, o dióspiro também se presta à cozedura, por exemplo misturado numa compota de inverno, ou sob a forma de compotas, assado e acompanhado por um bom gelado, ou ainda numa tarte tatin cremosa. Experimente-o também numa versão agridoce, em chutney, ou reduzido a molho para acompanhar carnes brancas (aves, porco), e até em pequenos legumes recheados!
Aprecia-se o seu sabor particular e a sua cor, que dão vida aos pratos festivos, como na famosa pavlova de dióspiro, ou num chutney para acompanhar foie gras…

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Olivier explica tudo sobre o cultivo do dióspiro neste vídeo!

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