A rotação de culturas

A rotação de culturas

Por que razão fazer rotações de culturas e como implementá-las?

Resumo

Modificado 0,01  por Ingrid B. 3 min.

A rotação de culturas é uma prática que consiste, na horta, em não cultivar o mesmo legume na mesma parcela durante vários anos consecutivos. Esta prática assenta em dois pontos essenciais: as necessidades das plantas em termos de nutrientes e a prevenção de doenças. Descubra qual é a importância das rotações de culturas e como se organizar para as implementar!

Dificuldade

Por que fazer rotações de culturas?

As necessidades das plantas

As plantas têm «apetites» diferentes: algumas são frugais como o alho, outras são exigentes como a couve. Também não retiram do solo a mesma quantidade nem os mesmos elementos nutritivos. Para além disso, algumas plantas podem enriquecer a terra, como as fabáceas (ervilha, feijão, fava…) que fixam o azoto atmosférico. A rotação de culturas permite assim garantir que as plantas hortícolas beneficiem, a seu tempo, da quantidade certa de elementos essenciais ao seu crescimento.

A prevenção de doenças e pragas

Muitos parasitas e doenças estão associados a uma espécie ou a uma família botânica (Hérnia da couve, Míldio das Compostas, Mosca da cenoura…) e podem persistir no solo durante vários anos. Assim, fazer suceder plantas de famílias botânicas diferentes permite travar o caráter crónico dessas doenças ou dos ataques parasitários.

rotação de culturas

A fava-cavala fixa o azoto atmosférico

Como fazer?

No jardim, as rotações realizam-se de acordo com o tipo de legume (grão → folha → raiz → fruto) tendo o cuidado de não fazer suceder dois legumes da mesma família botânica, e respeitando as necessidades das plantas em termos de fertilização (são possíveis adubações intercalares).

Aqui estão dois exemplos de rotações:

Talhão A:

  • 1) Legume de grão: Ervilha (Fabáceas)
  • 2) Legume de folha: Alfaces (Asteráceas) seguido de uma aplicação moderada de composto
  • 3) Legume de raiz: Batata-inglesa (Solanáceas) seguido de uma aplicação moderada de composto
  • 4) Legume de fruto: Pepino (Cucurbitáceas)

Talhão B:

  • 1) Legume de raiz: Beterraba (Quenopodiáceas) após uma aplicação moderada de composto,
  • 2) Legume de fruto: Tomate (Solanáceas)
  • 3) Legume de grão: Fava (Fabáceas) seguido de uma aplicação abundante de composto
  • 4) Legume de folha: Couves (Brassicáceas)

Na impossibilidade de organizar o planeamento da rotação da horta com vários anos de antecedência, é importante conservar, para cada talhão, um registo escrito da localização dos legumes, mas também das aplicações de matéria orgânica, de forma a fazer suceder as culturas de modo otimizado.

Note-se que as plantas hortícolas perenes (morangos, alcachofras, espargos…) não estão incluídas nos ciclos de rotações. No entanto, aquando da renovação das plantações, respeita-se o princípio das rotações, alargando a duração até 8, ou mesmo 10 anos.

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