Resumo

Modificado 0,01  por Patricia 8 min.

Originária da bacia mediterrânica, a santolina é um pequeno arbusto persistente, com folhagem cinzenta ou verde e flores brancas ou amarelas consoante as variedades. Particularmente aromática ao toque, embeleza os jardins com as suas cores em todas as estações. Pequena bola, simultaneamente densa e compacta, o seu tamanho na maturidade não ultrapassa os 50 centímetros de altura e 1 metro de largura: pode ser cultivada tanto em vaso como numa floreira ou jardineira.

A santolina não tem inimigos: apenas certas condições de cultivo podem desequilibrá-la, como o excesso de humidade ou de sombra, bem como um solo demasiado rico. Nestes casos, corre o risco de desenvolver rebentos moles e fracos, tornando-se ao mesmo tempo particularmente sensível ao frio.

Descubramos juntos os segredos da plantação de uma santolina em vaso, as suas dicas de poda e manutenção para desfrutar desta planta ornamental ao longo de todo o ano.

Dificuldade

Que variedades de santolina escolher para cultivar em vaso?

Disponível em cerca de vinte variedades, a santolina apresenta-se em várias cores e folhagens:

Também chamada abrótano-fêmea, a santolina prateada é constituída por uma folhagem finamente recortada, de cor cinzenta, com aromas de azeite e terebintina. No verão, surgem pequenos capítulos de 1 a 1,5 cm de diâmetro, ao mesmo tempo redondos e abaulados, à semelhança de pequenos botões amarelo-dourado.

De notar a particularidade de algumas espécies: a Santolina chamaecyparissus ‘Nana’, arbusto anão de folhagem densa e compacta; a Santolina chamaecyparissus ‘Pretty Carol’, toda em contraste com as suas folhas prateadas e perfumadas e as suas flores em pompom amarelo-palha que encantam as abelhas.

Vulgarmente chamada santolina-verde, esta variedade apresenta uma folhagem verde-vivo com pequenas folhas estreitas, oferecendo pequenos capítulos redondos amarelo-dourado no verão. Ao ser esfregada, as suas folhas libertam um perfume que evoca a bergamota e a terebintina.

De notar a variedade Santolina virens ‘Lemon Fizz’, de folhagem luminosa ao longo de todo o ano e com abundante floração amarelo-claro no verão.

Também chamada santolina ‘Edward Bowles’, esta variedade de origem italiana apresenta uma folhagem finamente recortada, com longas rendas plumosas prateadas e flores de branco cremoso de junho a agosto. Exala um perfume de azeite e terebintina.

Vulgarmente chamada marcetão, a santolina-verde é uma espécie distinta da santolina-verde de folhas de alecrim. A sua folhagem fina é de um verde intenso ao longo de todo o ano, antes de se adornar no verão com pequenas flores em pompom amarelo-claro. Deste arbusto ornamental emana um surpreendente perfume de tapenade de azeitona que cheira ao sul.

As magníficas cores da Santolina Chamaecyparissus, entre o amarelo-dourado e o cinzento-prateado no verão

Como organizar a plantação: data, exposição, tamanho do vaso?

Qualquer que seja a variedade de santolina escolhida, o seu cultivo em vaso requer uma exposição ao sol, eventualmente meia-sombra. Habituada ao clima mediterrânico, pode suportar a maresia e o vento.

A plantação pode ser feita ao longo de todo o ano, à exceção dos períodos de gelo, mesmo que seja preferível fazê-la na primavera nas regiões frias ou no outono nas restantes. Uma vez adquirida a planta, trata-se de escolher o tamanho de vaso adequado: para esta planta perene de crescimento rápido, recomenda-se optar por vasos de 50 cm em todos os sentidos.

Apreciando os solos calcários e pedregosos, não hesite em adicionar algum cascalho fino no fundo, antes de lhe oferecer uma mistura bem drenante, composta de terra e areia. Não é necessário qualquer adubo para a santolina.

As plantas jovens devem ser regadas durante o seu primeiro verão, até ao outono, de forma a favorecer um bom enraizamento. A frequência depende do clima da região: em todos os casos, é preciso aguardar que a terra esteja totalmente seca, mesmo em profundidade, para proceder a uma nova rega. É vivamente aconselhável utilizar água da torneira, calcária, para esta operação. Por fim, deve evitar-se sobretudo molhar a folhagem.

Durante os frios extremos, tradicionalmente húmidos, convém recolher a santolina em vaso para o interior da habitação, numa divisão não aquecida e luminosa, ou aplicar-lhe um véu de invernagem, de forma a protegê-la do gelo.

A santolina aprecia os solos calcários e teme a humidade.

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Como a podar e tratar?

Muito fácil de cultivar, a santolina em vaso requer pouca manutenção – a não ser manter a sua forma redonda e compacta através de uma poda regular. No mínimo, deve ser realizada uma vez por ano, após a floração. Não há razão para hesitar, esta planta suporta mesmo as podas mais severas. Ao multiplicar esta operação ao longo do ano, evita-se a formação de madeira velha e aumenta-se a densidade da santolina.

Em março/abril, como as plantas se deformam e ficam rapidamente sem folhagem, pode podá-las drasticamente para que recuperem o vigor. Na primavera, corte os rebentos jovens a dois terços do seu comprimento para devolver vigor aos caules. Em maio e no final do verão, pode nivelar as bordaduras com a tesoura de sebes para lhes dar uma forma arredondada. Na altura da floração, corte as flores murchas à medida que aparecem.

Por fim, o transplante para novo vaso é aconselhado quando a santolina se desenvolveu bem: convém escolher um vaso 5 a 10 cm mais largo e mais alto do que o vaso atual. O ideal é seguir a seguinte regra de ouro: a altura do vaso deve ser pelo menos equivalente a um terço da altura da planta.

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