Resumo
Muito comum nos jardins mediterrânicos, o loendro (Nerium oleander) é apreciado pela sua longa floração estival, simples ou dupla, em tons de branco, salmonado, rosa ou vermelho mais ou menos intenso. De crescimento rápido mas com rusticidade limitada, é frequentemente cultivado em vaso e invernado nas regiões com invernos menos amenos. Muito resistente à seca, particularmente tolerante em termos de solo e manutenção, o loendro necessita, no entanto, de uma exposição solar generosa. Teme acima de tudo a humidade e o excesso de água. Se não dispuser de boas condições de cultivo, o loendro pode desenvolver doenças e sofrer o ataque de parasitas. Apresentamos as soluções naturais para os combater.
A galha bacteriana ou bacteriose
Descrição
Como o nome indica, a galha bacteriana é causada por uma bactéria, a Pseudomonas syringae, transmitida por insetos picadores. Mas também pode atacar plantas enfraquecidas pelo stress, por más condições de plantação ou por operações culturais agressivas, como podas repetidas. É uma bactéria «oportunista»
Sintomas
A bacteriose reconhece-se pelos cancros ou verrugas de cor enegrecida que aparecem na nervura das folhas e invadem os caules, os botões florais e os ramos. Estas excrescências ou tumores carbonosos são revestidos por uma casca que se fende para libertar os esporos. Esta bactéria é muito volátil e pode ser disseminada pelas ferramentas, mas também pelo vento e pela água.
Prevenção
Como não existe um tratamento eficaz contra esta bacteriose, o único meio eficaz de combate continua a ser a prevenção: desinfetar bem as ferramentas de poda, limitar as podas e regar a planta regularmente, mas sem excessos. A adição de composto permite igualmente que o loendro não fique enfraquecido.
Tratamentos naturais
- Cortar e queimar as partes doentes do loendro de modo a travar a propagação.
- Uma pulverização de calda bordalesa a cada 3 meses parece eficaz para travar a bactéria.
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Loendro: plantar, podar e cuidarA *Botrytis cinerea* ou podridão cinzenta
Descrição
É um fungo microscópico que hiberna sob a forma de micélio nas partes mortas das plantas. Desenvolve-se essencialmente em caso de humidade excessiva, numa planta debilitada, e provoca esta podridão cinzenta.
Sintomas
Um revestimento acinzentado desenvolve-se nas folhas e nos caules, que se vão enfraquecendo. Os tecidos morrem rapidamente e aparecem grandes manchas castanho-avermelhadas nas folhas e nos caules, que acabam por secar. Os botões florais também podem ser afetados e têm dificuldade em abrir.
Prevenção
Também aqui, boas condições culturais evitam o aparecimento desta podridão cinzenta:
- Assegurar uma boa mobilização do solo e corrigir com oligoelementos.
- Regar regularmente, mas sem excessos. O loendro deve ser plantado num solo bem drenante.
- Durante a invernação do loendro em vaso, assegurar uma ventilação suficiente da planta.
Tratamentos naturais
- Aplicações regulares e frequentes de calda bordalesa podem revelar-se eficazes para limitar a propagação deste fungo.
- Suprimir e queimar todas as partes doentes da planta.
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A doença das manchas foliares
Descrição
Esta doença é causada por um fungo, o Ascochyta heteromorpha. Afeta os loendros sobretudo em clima húmido.
Sintomas
Como o nome sugere, esta doença criptogâmica provoca o aparecimento de manchas redondas e castanhas nas folhas, por vezes aureoladas de púrpura. As folhas secam e acabam por cair. Podem também surgir manchas nos caules.
Prevenção
Como esta doença é essencialmente provocada por um excesso de humidade, é necessário limitar as regas, melhorar a drenagem do solo ou da terra do vaso, e invernar o loendro num local bem arejado e soalheiro.
Tratamentos naturais
- Se a doença já estiver instalada, tratar com calda bordalesa no final do inverno ou no início da primavera.
- Suprimir e queimar as folhas afetadas.
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Quando e como fazer estacas de loendro?As cochinilhas
Descrição
O loendro é atacado principalmente por dois tipos de cochonilhas: as cochonilhas-escudo e as cochonilhas farinhentas. São pequenos insetos quase invisíveis a olho nu que se instalam no verso das folhas. Alimentam-se da seiva do loendro.
Sintomas
As cochonilhas farinhentas reconhecem-se pelos aglomerados esbranquiçados e cotonosos nas folhas e nos caules. Produzem melada, essa substância que cola as folhas e favorece o desenvolvimento da fumagina.
Já as cochonilhas-escudo não produzem melada, mas distinguem-se por uma espécie de carapaça. Picam as folhas do loendro, que ficam necrosadas e secam. As cochonilhas-escudo criam também incrustações nos ramos.
Prevenção
Os loendros em vaso devem ser invernados num compartimento arejado, luminoso e não demasiado quente.
Tratamentos naturais
- Limpar todas as folhas com um algodão embebido em álcool a 90 °C e depois passar por água limpa, de modo a eliminar todas as carapaças cerosas das cochonilhas.
- Pulverizar uma solução anticochonilhas composta por uma colher de chá de sabão negro líquido, uma colher de chá de óleo de colza e uma colher de chá de álcool desnaturado, diluídos num litro de água. Fazer uma primeira pulverização visando bem o verso das folhas e depois uma segunda meia hora depois. De seguida, renovar a operação uma vez por semana.
- Suprimir e queimar os caules e as partes afetadas se o ataque for significativo.
Os pulgões do loendro
Descrição
Os pulgões do loendro são, na maioria das vezes, amarelos ou verdes. Proliferam nos rebentos jovens, nos botões florais e nas flores da planta. Encontram-se também no verso das folhas. Aparecem geralmente durante a primavera e no verão.
Sintomas
Tal como as cochinilhas, os pulgões sugam a seiva e produzem melada que cola as folhas. As folhas afetadas enrolam-se sobre si mesmas e cobrem-se de bolhas. Os pulgões não são fundamentalmente perigosos para o loendro, mas a sua melada provoca o aparecimento da fumagina.
Prevenção
- Limitar os aportes de adubos ricos em azoto, que podem desequilibrar a composição da seiva. Os pulgões atacam geralmente os loendros demasiado vigorosos.
- Plantar nas proximidades dos loendros plantas que atraiam os predadores naturais dos pulgões, nomeadamente as joaninhas, os sirfídeos, os crisopídeos…
Tratamentos naturais
- Se os pulgões forem em pequeno número, uma rega com jato de água nas partes infestadas é suficiente.
- Caso contrário, pulverizar uma solução composta por 3 colheres de chá de sabão negro líquido diluídas num litro de água.
Os ácaros-aranha
Descrição
Também chamados aranhiços vermelhos ou amarelos, os tetraniquídeos são ácaros microscópicos. Se são comparados a aranhas, é porque tecem finas teias na face inferior das folhas e alimentam-se do conteúdo das células foliares.
Sintomas
As folhas descolorem-se progressivamente, tornam-se baças e acinzentadas, depois amarelecem, secam e acabam por cair. Aparecem minúsculas teias sedosas.
Prevenção
Como os tetraniquídeos gostam de calor e de secura, desenvolvem-se sobretudo durante o período de invernagem. São por isso indispensáveis nebulizações regulares. Da mesma forma, deve colocar-se o loendro em vaso longe de uma fonte de calor.
Tratamentos naturais
- Regar abundantemente os loendros com jato de água
- Pulverizar enxofre molhável diluído em água. Esta pulverização deverá ser renovada uma semana depois, sempre num dia em que o ensolaramento seja ótimo e a temperatura de pelo menos 22 °C.
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