Principais doenças e pragas das coníferas

Principais doenças e pragas das coníferas

Reconhecer os sintomas e tratar

Resumo

Modificado 0,01  por Eva 4 min.

As coníferas são árvores geralmente robustas, rústicas, habituadas a suportar o vento, o frio e a seca. No entanto, a plantação em massa de uma única espécie em muitos jardins (ou no seio de uma floresta), o ambiente seco e poluído das cidades, um solo compactado, um clima em aquecimento, as vagas de calor e até inundações, favorecem o surgimento de parasitas diversos e variados.

Tentemos ver as coisas com mais clareza para agir de forma adequada! Muitas vezes, o bom senso, como o corte dos ramos secos, permite travar a doença; a rega e o aporte de composto em árvores jovens permitem reduzir o seu stress e fortalecê-las para favorecer a sua recuperação.

Dificuldade

Agulhas descoloridas que acabam por cair

Outros sintomas associados: As agulhas ficam baças ou amarelecem, ou apresentam finas estrias amareladas, podendo até destacar-se dos ramos. Podem também observar-se finas teias.

Quando: do início da primavera até ao final do verão

Vegetais mais afetados: píceas e ciprestes.

doença e praga das coníferas

Causas: os Ácaros ou Aranhas amarelas, não maiores do que uma cabeça de alfinete!

São favorecidos por uma atmosfera quente e seca.

Como reagir: As árvores de grande porte não são tratadas. Em exemplares pequenos, asperja a folhagem para humedecer o ar, à noite ou de manhã. Pode completar este tratamento com 2 pulverizações de enxofre na folhagem, com 8 dias de intervalo.

Confusões possíveis: Pulgões, mas as agulhas não ficam pegajosas.

Dessecamento súbito de ramos dispersos no verão, acompanhado de bolhas ou fissuras na casca

Outros sintomas associados: Levante a casca para observar largas galerias achatadas, sinuosas e cheias de serradura. Perfurações ovais no tronco indicam a saída do coleóptero adulto entre maio e agosto.

Quando: verão

Plantas mais afetadas: Tuia e falso-cipreste, nomeadamente as sebes, Zimbro.

Causas: O Bupreste das coníferas.

Estes pequenos coleópteros de cerca de 1 cm, com asas iridescentes de verde e azul, voam nas horas de maior calor e pousam depois nas extremidades dos ramos. As fêmeas depositam os ovos nas fendas da casca e morrem antes do inverno, enquanto as larvas brancas e roliças de 15 a 20 mm, de cabeça larga, se alimentam da madeira durante o inverno antes de se ninfosarem (transformação em adulto) no final de março – início de abril.

Como reagir: Corte e queime os ramos infetados para evitar contaminar as árvores vizinhas. Tratar é inútil! Replante outras espécies não suscetíveis.

Confusões possíveis: Escolítidos e capricórnios da tuia que abrem galerias situadas imediatamente sob a casca, Ácaros, Declínio fisiológico, Chaga cortical mas ausência de galerias.

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Amarelecimento e queda prematura das agulhas, ramos pegajosos e enegrecidos

Outros sintomas associados : Observe de perto os ramos que apresentam pequenos escudos castanhos brilhantes ou cotonosos no reverso dos raminhos que suportam as agulhas. A melada das cochinilhas favorece o fungo da fumagina.

Quando : todo o ano

Vegetais mais afetados : Teixo, Falso-cipreste, Cipreste, Zimbro, Pinheiro.

Causas : as Cochinilhas.

Como reagir : Pulverize um inseticida no final da primavera sobre as larvas móveis mais frágeis, como chorume de feto, sabão negro ou piretrina. Aplique um óleo mineral no inverno.

Confusões possíveis : Pulgões.

doença e praga das coníferas

Amarelecimento ligeiro das agulhas seguido de dessecação brusca

Outros sintomas associados: Observe de perto os ramos para detetar colónias de pulgões acastanhados e pouco visíveis. As agulhas ficam pegajosas e enegrecidas devido à melada, que favorece o desenvolvimento de um fungo, a fumagina.

Quando: início da primavera até início do verão

Vegetais mais afetados: Falso-cipreste, Cipreste, Tuia, Zimbro, Cedro em casos raros.

Causas: os Pulgões das coníferas.

Como reagir: Pulverize rapidamente um inseticida como macerado de feto, sabão negro ou piretrina.

Confusões possíveis: cochinilhas, mas sem escudos.

Acastanhamento das agulhas em rebentos frequentemente situados na base dos ramos

Outros sintomas associados : Após a dessecação, o ramo cobre-se de pústulas enegrecidas.

Quando: primavera-verão

Causas: a Brunissura criptogâmica.

Bolores favorecidos por tempo húmido.

Vegetais mais afetados: falso-cipreste, cipreste, cipreste-de-leyland, tuia, zimbro.

Como reagir: Corte e queime os ramos sem demora. Em exemplares pequenos, trate com decocção de cavalinha ou com cobre. Fortifique a planta com um adubo rico em magnésio.

Confusões possíveis: chaga cortical, mas ausência de chaga nos ramos.

Amarelecimento e dessecação das agulhas da base dos ramos, casca gretada, escorrimento de resina

Outros sintomas associados: A casca torna-se rugosa antes de rachar. Surgem pústulas negras associadas a gotículas de resina. Formam-se chagas que podem levar à secagem de grandes ramos.

Vegetais mais afetados: Cipreste-italiano e cipreste-de-leyland

Causas: a Chaga cortical.

Como reagir: Corte e queime os ramos sem demora. Arranque a planta se o tronco for afetado. Escolha variedades resistentes à chaga cortical, como o cipreste-italiano ‘Mistral’ ou ‘Santorey’.

Confusões possíveis: Escurecimento criptogâmico

Árvore inteira que seca progressivamente

Outros sintomas associados: Penugem branca com cheiro a cogumelo, visível sob a casca que se destaca facilmente, na base do tronco.

Quando: todo o ano

Vegetais mais afetados: falso-cipreste

fitóftora

Causas: a fitóftora, também chamada declínio dos coníferos.

Como reagir: Arranque e queime a planta. Renove a terra depois de cavar uma vala larga ou plante vegetais não sensíveis.

Saiba mais sobre a fitóftora

Galhas estranhas em forma de ananás na pícea

Outros sintomas associados: inchaços esbranquiçados, cerosos ou lanosos, nos rebentos de abetos, pinheiros ou lariços; massas lanosas no abeto de Douglas, conduzindo por vezes ao amarelecimento da folhagem.

Quando: todo o ano

Causas: o quermes (espécie de pulgão que forma galhas)

Como reagir: Nas árvores grandes, não fazer nada! Retire as galhas manualmente nos exemplares pequenos e aplique um óleo mineral no tronco no final do inverno.

Vegetais mais afetados: Pícea, Pinheiro, Abeto, Lariço, Abeto de Douglas.

 

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