Resumo
As asclépiadas em poucas palavras
- As asclépiadas são apreciadas pela sua floração estival, em umbelas, de cor laranja, cor-de-rosa ou branca.
- A Asclepias tuberosa e a Asclepias curassavica conferem um estilo muito exótico ao jardim
- As outras espécies, com tons mais suaves, são perfeitas para jardins naturalistas e canteiros mistos
- As asclépiadas precisam de calor e de uma exposição a pleno sol
- São fáceis de cultivar, requerem pouca manutenção e raramente são afetadas por doenças ou pragas!
A palavra da nossa Especialista
As asclépiades são plantas perenes que oferecem uma generosa floração estival. São apreciadas pelas suas pequenas flores estreladas, reunidas em umbelas, de cor rosa, malva, branca ou alaranjada. Descubra as magníficas florações rosa suave, muito delicadas, da Asclepias syriaca e da Asclepias incarnata, bem como a floração laranja vivo da Asclepias tuberosa. A espécie Asclepias syriaca, também chamada “árvore-da-peruca” ou “erva-das-perucas”, tem ainda a vantagem de oferecer frutos decorativos e originais, que se assemelham a periquitos! A folhagem das asclépiades é, por sua vez, bastante comum, verde e alongada.
A asclépia é uma planta de pleno sol, que necessita de calor e de boa luminosidade. Cresce facilmente, sem exigir muitos cuidados. As Asclepias syriaca e tuberosa toleram razoavelmente bem a seca, mas a Asclepias incarnata aprecia solos húmidos e frescos. As asclépiades não são muito afetadas por insetos pragas ou doenças. Consoante as espécies e a cor da sua floração, integram-se bem em jardins naturalistas, silvestres, ou em canteiros exóticos.
Descrição e botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Asclepias sp.
- Família Apocynaceae
- Nome comum asclépia, erva-das-perucas
- Floração consoante as variedades, entre junho e setembro
- Altura 80 cm a 2 m
- Exposição pleno sol
- Tipo de solo comum, drenante, leve
- Rusticidade muito variável (entre – 15 °C e 0 °C)
As Asclepias são plantas perenes, herbáceas ou arbustivas, que reúnem mais de 200 espécies. Encontram-se sobretudo na América do Norte e do Sul, bem como em África. Uma espécie, a Asclepias syriaca, originária da América do Norte, naturalizou-se em várias regiões de França. Em estado selvagem, a Asclepias syriaca e a Asclepias tuberosa crescem sobretudo em meios abertos, em terrenos secos e pobres, em prados, bermas de estradas, terrenos incultos, friches, terrenos baldios, etc. A Asclepias incarnata, por sua vez, encontra-se mais em solos húmidos, em pântanos ou junto a cursos de água…
As asclépiades tinham anteriormente a sua própria família, a das Asclepiadáceas, mas estão hoje classificadas na família das Apocináceas. Nesta grande família (mais de 5 000 espécies), encontram-se algumas plantas ornamentais, como o loendro, a pervinca ou o jasmim-estrelado (Trachelospermum jasminoides). Muitas espécies pertencentes a este grupo são originárias de regiões tropicais ou subtropicais.
A asclépia recebeu este nome por Lineu, em referência a Asclepios, o deus grego da medicina. Em inglês, as asclépiades são chamadas de « milkweed » (« erva leitosa », provavelmente por alusão ao látex branco contido nos seus tecidos).
O nome da Asclepias syriaca é sinónimo de Asclepias cornuti. É surpreendente que tenha sido chamada « syriaca », significando « da Síria », quando é originária da América do Norte. Trata-se provavelmente de uma confusão com outra espécie. Esta asclépia tem também diferentes nomes comuns: é chamada « erva-das-perucas », devido aos seus frutos que recordam a forma destas aves, bem como « erva-das-borboletas », por referência às suas sementes que apresentam um grande penacho sedoso. É também conhecida por « herbe à gendarme ».

Asclepias curassavica : ilustração botânica
Apesar do seu nome, a genciana (Gentiana asclepiadea) não tem qualquer parentesco com as asclépiades, mas recebeu este nome devido às suas folhas, que se assemelham às da asclépia.
As asclépiades são plantas vigorosas e de crescimento rápido. Formam tufos bastante densos, constituídos por longos caules eretos, no cimo dos quais desabrocham as flores. São grandes plantas perenes, que atingem entre 80 cm e 2 m de altura. A Asclepias tuberosa parece um pouco mais baixa do que as outras, medindo entre 50 cm e 1 m de altura. A Asclepias syriaca tende a expandir-se em largura e pode formar grandes colónias. Produz rebentos subterrâneos e pode tornar-se invasora.
Como muitas Apocináceas, as asclépiades contêm nos seus tecidos um látex esbranquiçado (tóxico para a maioria dos animais), que se pode observar ao partir um caule ou uma folha.
As asclépiades florescem no verão, entre junho e setembro, consoante as espécies. As suas flores são pequenas, mas reunidas em umbelas com entre 10 e 25 cm de diâmetro. Cada inflorescência é constituída por um grande número de flores estreladas.
Estas podem apresentar uma tonalidade suave: rosa-ténue (Asclepias incarnata), malva, branco (Asclepias ‘Ice Ballet’)… ou, pelo contrário, ser de cor laranja-vivo (como na Asclepias tuberosa), amarelo ou vermelho. O efeito visual será totalmente diferente: as primeiras integram-se bem em canteiros naturalistas ou em jardins românticos e jardins de cottage… enquanto as segundas encontrarão o seu lugar nos canteiros exóticos ou nos canteiros mistos muito coloridos. A Asclepias curassavica oferece um belo degradê de cores, entre o vermelho, o alaranjado e o amarelo. Encontram-se também variedades de flores amarelas, como a Asclepias ‘Hello Yellow’.
As flores das asclépiades são muito específicas, organizadas de uma forma bastante singular. Compõem-se de cinco pétalas reflexas para trás e de cinco sépalas. Cada flor possui uma coroa constituída por cinco membranas eretas, de forma côncava, que se poderiam confundir com pétalas, e cada uma das quais apresenta um espigão recurvado. No centro, encontra-se um ginostema: uma coluna formada pelas estames e pistilos soldados.
O pólen não se apresenta em grãos individuais, como na maioria das plantas, mas reunido em massas florais chamadas polínias. Quando os insetos vêm procurar o néctar, introduzem a pata ou o rostro numa das cinco fendas formadas pelas anteras adjacentes. As polínias fixam-se então mecanicamente ao inseto. Só os insetos mais fortes conseguem transportá-las; os outros arriscam-se a ficar presos nas fendas do estigma, transformando a flor numa armadilha mortal.
Em geral, as flores das asclépiades são perfumadas (nomeadamente a Asclepias syriaca e a Asclepias incarnata), exalando um agradável aroma de baunilha.
As asclépiades são boas plantas melíferas, produzem néctar muito apreciado pelos insetos (abelhas, vespas, borboletas…). As asclépiades têm um papel ecológico muito importante, alimentando numerosos insetos… E, na América do Norte, são a fonte exclusiva de alimento das lagartas da magnífica borboleta-monarca.

A floração da Asclepias curassavica (foto Derek Ramsey), Asclepias tuberosa e Asclepias sullivantii (foto Frank Mayfield)
As folhas das asclépiades são simples, não divididas, com uma forma muito comum, lanceolada ou oval. Medem entre 7 e 25 cm de comprimento e são mais ou menos finas consoante as espécies. A Asclepias fascicularis, por exemplo, possui folhas com limbo muito estreito. Muitas espécies têm folhas opostas (A. curassavica, A. syriaca…), mas podem também ser alternas ou dispostas em espiral (A. tuberosa). As folhas são verdes e marcadas por uma grande nervura branca ao centro.
A Asclepias syriaca possui rizomas rastejantes e espessos, que criam rebentos. Trata-se de caules subterrâneos que crescem de forma horizontal e produzem novos caules que emergem a partir deles. É isso que explica que esta planta possa rapidamente formar belas colónias.
Como o seu nome indica, a Asclepias tuberosa tem raízes tuberosas, o que a torna mais resistente à seca. A Asclepias incarnata, por sua vez, possui raízes brancas e espessas, especialmente adaptadas a terrenos húmidos e a meios pobres em oxigénio.
Após a floração, as asclépiades produzem frutos bastante grandes, que medem entre 6 e 15 cm de comprimento. Podem ser alongados, oblongos ou mais globosos, e são geralmente afilados na extremidade, terminando em ponta. Não são lisos, mas cobertos de asperidades ou de espinhos moles. Os frutos são particularmente longos e finos na Asclepias tuberosa. Os da Asclepias syriaca são muito apreciados pois lembram periquitos, podendo ser pendurados, por exemplo, na beira de um copo. São muito decorativos.
Quando maduros, os frutos abrem-se e libertam pequenas sementes castanhas e achatadas. Estas sementes apresentam grandes penachos sedosos, brancos, que lhes permitem voar! É, portanto, o vento que dissemina as sementes das asclépiades. As sedas podem ainda ser utilizadas para produzir uma fibra de muito elevada qualidade, hidrófoba, resistente e isolante.

Os frutos da Asclepias syriaca, inteiros e depois a libertar sementes com penachos sedosos
Leia também
10 plantas exóticas e rústicas para jardim SelvaAs principais variedades de asclépias
Asclepias syriaca
- Período de floração Julho à Setembro
- Altura à maturidade 1,20 m
Asclepias tuberosa
- Período de floração Agosto à Outubro
- Altura à maturidade 60 cm
Asclepias incarnata
- Período de floração Julho à Setembro
- Altura à maturidade 1,20 m
Asclepias incarnata Ice Ballet
- Período de floração Julho à Setembro
- Altura à maturidade 1,20 m
Asclepias curassavica
- Período de floração Julho à Novembro
- Altura à maturidade 90 cm
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Plantação
Onde plantar?
As asclepias são plantas que gostam do calor e do pleno sol, essenciais para garantir uma floração generosa. Escolha um local bem aberto, com uma luminosidade excelente. Se habitar no sul de França, pode colocá-las a meia-sombra.
Precisam de um terreno drenante, onde a água não estagne mas se infiltre rapidamente. A Asclepias syriaca e a Asclepias tuberosa preferem terrenos mais secos e pobres. Não hesite em adicionar um pouco de areia grossa antes de as plantar. Pelo contrário, algumas espécies como a Asclepias incarnata e a Asclepias speciosa preferem terreno húmido. Pode instalá-las na margem de um espelho de água. No geral, as asclepias são pouco sensíveis ao pH. No entanto, é preferível instalá-las num local protegido dos ventos fortes.
Pode também cultivar as asclepias em vaso. Isto permite tanto recolher as mais sensíveis ao frio sob abrigo, como controlar a expansão de uma espécie como a Asclepias syriaca.
Tenha cuidado com a Asclepias syriaca, que já se naturalizou em várias regiões de França. Pode plantá-la em vaso, ou instalar uma barreira anti-rizomas para limitar o seu desenvolvimento.
É preferível escolher bem o local onde serão instaladas, pois uma vez enraizadas, as asclepias não gostam de ser transplantadas. O seu sistema radicular, que penetra profundamente no solo, corre o risco de ser danificado por uma transplantação.
Quando plantar?
Plante as asclepias de preferência na primavera, a partir do mês de maio, assim que as geadas deixem de ser uma ameaça.
Como plantar?
Se instalar várias plantas, respeite uma distância entre 40 e 60 cm entre elas, consoante a variedade cultivada.
- Coloque a planta numa bacia cheia de água, de modo a humidificar bem o torrão.
- Cave um buraco de plantação com pelo menos o dobro do tamanho do torrão. Adicione eventualmente elementos drenantes (exceto para a Asclepias incarnata), se o seu solo tiver tendência a reter água. Se cultivar a Asclepias syriaca, pode instalar uma barreira anti-rizomas para evitar que se expanda demasiado.
- Coloque o torrão no buraco de plantação.
- Reponha a terra.
- Regue abundantemente.
Continue a regar regularmente até a planta se estabelecer e retomar o crescimento.
É também possível plantar as asclepias em vaso ou em caixa. Para isso, escolha um recipiente grande e fundo (o sistema radicular das asclepias é bem desenvolvido). Coloque uma camada de drenagem, depois um substrato leve, e instale a planta. Reponha a terra em volta e regue.

Asclepias tuberosa
Manutenção
As asclépiadas são plantas fáceis, que prosperam (e por vezes se expandem) com facilidade. O seu cuidado resume-se a gestos bastante simples.
Uma vez instaladas, a Asclepias syriaca e a tuberosa suportam bastante bem a seca. Pode, no entanto, efetuar algumas regas no verão para estimular a floração. A Asclepias incarnata necessita de um solo um pouco mais fresco do que as outras espécies, e precisará de regas mais regulares.
Para a Asclepias syriaca, pode deixar as inflorescências murchas para permitir que a planta produza frutos originais e decorativos, em forma de periquitos; mas colha estes frutos antes da maturidade completa para evitar que disseminem as sementes — esta espécie pode tornar-se um pouco invasiva. Para as outras asclépiadas, pode, à escolha, deixar as inflorescências murchas para obter frutos e sementes, ou cortá-las (o que alivia a planta e pode prolongar a floração).
Recomenda-se podar as asclépiadas no outono, por volta do mês de novembro, podando drasticamente a folhagem rente ao solo.
As asclépiadas, se estiverem expostas ao vento, podem necessitar de tutoramento para evitar que os seus caules tombem.
Se cultivar espécies pouco rústicas (como a Asclepias curassavica), não se esqueça de as proteger no inverno, recolhendo-as sob abrigo. Se as suas asclépiadas ficarem no exterior, mesmo que sejam relativamente rústicas, pode colocar uma espessa camada de cobertura morta em torno da touceira para a proteger.
A asclépia é por vezes atacada pela mosca-branca. Estes pequenos insetos notam-se quando voam ao agitar as folhas da planta, enfraquecendo-a ao consumirem a seiva. Pode tratar com sabão negro diluído em água. Em geral, as Asclepias não têm muitos inimigos (pelo menos na França, pois na América do Norte as suas folhas são consumidas pelas larvas dos monarcas), uma vez que são tóxicas para a maioria dos animais!
Multiplicação
Para multiplicar as asclépias, a melhor técnica parece ser a sementeira. É também possível dividir os tufos, estaquear os caules ou, no caso da Asclepias syriaca, estaquear os rizomas.
Sementeira
É possível semear as asclépias sob abrigo no final do inverno (fevereiro-março) ou no início da primavera. É preferível colocar as sementes 3 a 6 semanas no frigorífico antes da sementeira (estratificação a frio).
- Prepare um vaso enchendo-o com um substrato leve (utilize um substrato especial para sementeira ou uma mistura de substrato e areia). Compacte e nivele a superfície.
- Coloque as sementes à superfície.
- Cubra-as com uma pequena camada de substrato peneirado.
- Regue com crivo fino.
- Coloque o vaso sob abrigo, num local luminoso sem sol direto.
Regue regularmente após a sementeira e durante o primeiro ano de cultivo. Transplante as jovens plantas assim que atingirem um tamanho que permita o seu manuseamento.
Divisão de tufos
É possível dividir as asclépias no final do outono, quando a planta entrou em dormência. Comece por desenterrar cuidadosamente um tufo de asclépias e divida-o em vários fragmentos com uma pá. Replante cada um num novo local e regue abundantemente.
Associar a asclépia ao jardim
Porque as suas flores são apreciadas pelos insetos polinizadores, pode integrar as asclépiades num jardim favorável à biodiversidade, com outras plantas melíferas. Escolha, por exemplo, escabiosas, sálvias, facélia, Verbena bonariensis, erva-dos-gatos, alfazema… Componha um canteiro muito natural e selvagem, privilegiando as flores ricas em néctar, apreciadas pelos insetos que as visitam. Neste tipo de jardim, é interessante fazer suceder as florações durante um longo período, para que os insetos possam alimentar-se ao longo de todo o ano.
As espécies de flores cor-de-rosa suave, como a Asclepias syriaca, integram-se muito bem nos jardins naturalistas. Oferece uma floração delicada e tem um estilo selvagem, que se integra facilmente numa paisagem. Plante-a com plantas de hábito livre e arejado, como Verbena bonariensis, Gaura lindheimeri, Veronicastrum, ou epilóbios-de-espiga… Neste tipo de jardim, pode também escolher a Asclepias incarnata, especialmente se o seu terreno for fresco ou húmido.

As asclépiades de tons rosa ou malva podem entrar na composição de canteiros naturalistas. Asclepias incarnata (foto Andrew C.), Gaura lindheimeri ‘Whirling Butterflies’, Pennisetum setaceum e Verbena bonariensis (foto Acabashi)
As asclépiades de flores alaranjadas, como a Asclepias tuberosa ou a Asclepias curassavica, encontrarão o seu lugar num jardim de estilo exótico. Para as acompanhar, privilegie florações em tons vivos, dinâmicos e quentes. Pode escolher tritomas, lírios-de-um-dia, montbréciae, ou lírios-ananás. Acrescente algumas folhagens decorativas, como as dos Phormium, do Imperata cylindrica ‘Red Baron’, ou dos rícinos.

As asclépiades de flores cor de laranja vivo, amarelas ou vermelhas, encontram o seu lugar nos jardins de estilo exótico. Asclepias tuberosa (foto Aaron Carlson), Phormium ‘Pink Panther’, Crocosmia e lírios-de-um-dia
Vegete as margens de um espelho de água ou de um ponto de água com a Asclepias incarnata. Pode plantá-la com filipêndulas, salgueirinhas, epilóbios-de-espiga, liguláriae, Cirsium rivulare, Eupatorium… Esta asclépia tem a vantagem de oferecer uma floração e uma folhagem de aspeto muito natural, o que permite criar um espaço de caráter selvagem, composto por uma vegetação que parece espontânea, como a que se encontraria na natureza à beira de um curso de água.
→ Saiba mais sobre outras ideias de associações com a asclépia na nossa ficha de cultivo!
Sabia que?
- Asclépieas e monarcas
Na América do Norte, a magnífica borboleta-monarca, que realiza grandes migrações deslocando-se aos milhões, depende das asclépieas para o seu ciclo biológico. Com efeito, as suas larvas alimentam-se quase exclusivamente das folhas destas plantas. E se se trata de uma planta tóxica para a maioria dos animais, os monarcas são capazes de consumir as folhas e de assimilar as substâncias tóxicas, o que os torna, por sua vez, indigestos para os seus predadores! A borboleta soube tirar partido dessa mesma toxicidade que protege a planta dos herbívoros.
- Utilizações
Os penachos sedosos ligados às sementes da erva-das-perucas podem ser utilizados para obter uma fibra de excelente qualidade: hidrófoba, resistente e isolante. É cultivada no Canadá precisamente por essas qualidades, razão pela qual esta planta é por vezes designada de «soyer du Québec». Pode ser empregue, por exemplo, para conceber roupas quentes ou para rechear almofadas. É igualmente interessante pela sua capacidade de absorver hidrocarbonetos, mas não água, podendo assim ser usada para despoluir solos na sequência de derrames acidentais de petróleo.
Recursos úteis
- Descubra a nossa gama de asclépiades
- Pode tirar partido das asclépiades para criar um Jardim naturalista
- Para associar Asclepias tuberosa e curassavica – Ambiente exótico
- A nossa ficha de conselho – Como criar um belo canteiro de plantas perenes?
- A nossa ficha de conselho: Associar a asclépia
- Saiba mais sobre as plantas perenes de frutos decorativos
Perguntas frequentes
-
Pequenos insetos brancos levantam voo quando toco na planta. Porquê?
São mosca-branca, minúsculos insetos que se instalam na face inferior das folhas e sugam a seiva, o que enfraquece a planta e atrasa o seu crescimento. Pode tratar pulverizando uma solução à base de sabão negro, ou instalar painéis amarelos adesivos, para apanhar os adultos que venham pousar neles.
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A asclépia pode tornar-se invasiva no meu jardim?
Se a maioria das espécies fica no lugar, a Asclepias syriaca tem tendência a expandir-se com o tempo e pode tornar-se um pouco invasora no jardim. Para evitar isso, basta cultivá-la em vaso, ou instalar uma barreira anti-rizomas. Pode também cortar os frutos antes de chegarem à maturidade e libertarem as sementes.
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