Markhamia lutea
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Descrição
A Markhamia lutea, apelidada de Tulipa do Nilo ou Markhamia-amarela, é uma pequena árvore tropical de folhagem exuberante e de florescimento espectacular originária do Leste de África. As suas flores amarelas em forma de trombeta desabrocham ao longo da estação quente. Não muito alta, pode cultivar-se em vaso, para ornamentar um terraço ou um pátio no verão. No inverno, deve ser recolhida para a marquise ou para uma grande estufa.
O Markhamia lutea pertence à família das Bignoniaceae, tal como o Jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia). É uma árvore tropical originária do Leste de África, mais precisamente do Quénia, do Uganda e da Tanzânia. Cresce naturalmente em florestas claras e em savanas húmidas nos planaltos dessas regiões. Ali, é valorizada tanto pelo seu carácter ornamental como pela sombra que proporciona e pela bela folhagem que persiste durante todo o ano. Esta árvore de porte esguio e copa arredondada pode atingir 6 a 12 m de altura em clima tropical, mas mantém-se mais pequena quando cultivada em vaso. Num contentor de 60-70 litros, poderá medir 2 a 3 m de altura. O seu crescimento é rápido em condições óptimas. O tronco, muitas vezes curto, apresenta uma casca castanho-acizentada relativamente lisa. A folhagem do Markhamia lutea é muito ornamental. É constituída por grandes folhas penadas, que podem atingir até 50 cm de comprimento. São formadas por vários folíolos ovais alongados, de um verde vivo, e conferem à árvore um aspecto decididamente tropical. Persistem ao longo de todo o ano na sua área de origem. Esta árvore possui um sistema radicular pivotante e espalhado que lhe permite resistir a períodos de seca sazonais. A sua floração, que ocorre principalmente na primavera e no verão, é espectacular. As flores, reunidas em cachos terminais, são de grande dimensão (5 a 6 cm de comprimento) e exibem uma magnífica tonalidade amarelo-dourada, por vezes fileteada de vermelho no interior. Em forma de trombeta, recordam as do catalpa ou do tulipeiro-do-Gabão (Spathodea campanulata). Exalam um ligeiro perfume adocicado que atrai polinizadores, nomeadamente abelhas, e borboletas. Após a floração, a árvore produz frutos em longas vagens pendentes, que podem medir até 50 cm de comprimento. Estas cápsulas lenhosas contêm numerosas sementes aladas dispersas pelo vento.
A Markhamia lutea é pouco rústica: não tolera temperaturas inferiores a 5°C. Por isso, recomenda-se cultivá-la em vaso nas nossas latitudes, de modo a poder ser recolhida no inverno para uma marquise ou para uma estufa pouco aquecida. Desenvolve-se idealmente em pleno sol e em solo fértil, drenante e ligeiramente ácido a neutro. Pode tentar-se aclimatar esta "Tulipa do Nilo" nos jardins mais abrigados do Algarve ou em microclimas privilegiados do sudoeste do país. Perfeita para compor um jardim exótico, coloca-se isolada num relvado ou em segundo plano num maciço exuberante. Num vaso, transforma um terraço ou um pátio muito soalheiro. Para um efeito espectacular, associe-se com a Albizia julibrissin ‘Summer Chocolate’, cuja folhagem púrpura realçará o brilho dourado das flores do Markhamia. Combina também na perfeição com o Callistemon citrinus ‘Splendens’, cujos escovilhões vermelho vivo acrescentam contraste e dinamismo ao conjunto. Para uma ambiência ainda mais tropical, acrescente uma Strelitzia reginae, cujas flores azuis e laranja complementarão na perfeição a paleta quente do Markhamia lutea.
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Hábito
Floração
Folhagem
Botânica
Markhamia
lutea
Bignoniaceae
Spathodea lutea, Dolichandrone platycalyx, Dolichandrone hildebrandtii, Markhamia platycalyx, Markhamia hildebrandtii
África Oriental
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Ver tudo →Plantação e cuidados
O Markhamia lutea, ou Tulipa-do-Nilo, é uma árvore tropical que tem algumas exigências.
Cultivo em vaso : Ideal para regiões com invernos frescos a frios, o cultivo em vaso permite proteger o Markhamia lutea de temperaturas inferiores a 5°C, que tolera mal. Deve-se escolher um recipiente grande (pelo menos 50 L) com furos de drenagem para evitar o excesso de humidade. Utilize um substrato bem drenante, composto, por exemplo, por uma mistura de terra vegetal, terra de jardim, e areia. Deve-se colocar o vaso num local soalheiro e abrigado do frio. Regue regularmente durante o período de crescimento, assegurando que o substrato seque ligeiramente entre regas. No inverno, reduzem-se as regas e coloca-se o vaso num alpendre / marquise, numa estufa não aquecida ou numa divisão luminosa onde a temperatura não desça abaixo de 10°C.
Cultivo em plena terra : Nas regiões de clima muito suave, como o Algarve ou o sul da Europa, o Markhamia lutea pode ser experimentado em plena terra. Deve-se escolher um local soalheiro, abrigado dos ventos dominantes. O solo deve ser profundo, fértil e bem drenado. Antes da plantação, enriqueça o solo com composto ou estrume bem decomposto. Regue regularmente nos primeiros anos para favorecer o enraizamento, depois espaçam-se as regas uma vez que a árvore esteja bem estabelecida, pois tolera alguma seca. Proteja-se a árvore jovem do frio instalando uma cobertura orgânica espessa à sua base e, se necessário, cobrindo-a com uma tela de inverno espessa nas noites mais frias.
Pragas e doenças : os ácaros, em particular os aranhiços vermelhos, e as cochinilhas, que colonizam a folhagem quando o ar está demasiado seco (na estufa ou no alpendre / marquise).
Quando plantar?
Para que local?
Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
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Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões localizados na zona 8 do USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Ele irá variar de acordo com o seu local de residência:
- Nas zonas mediterrânicas (Marselha, Madrid, Milão, etc.), o outono e o inverno são as melhores épocas para plantar.
- Nas zonas continentais (Estrasburgo, Munique, Viena, etc.), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 4 semanas no outono.
- Nas regiões montanhosas (Alpes, Pirenéus, Cárpatos, etc.), é preferível plantar no final da primavera (maio-junho) ou no final do verão (agosto-setembro).
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões localizados na zona 8 do USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos, etc.).
Ele irá variar de acordo com o seu local de residência.
- Nas zonas 9 a 10 (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a floração ocorrerá cerca de 2 a 4 semanas mais cedo.
- Nas zonas 6 a 7 (Alemanha, Polónia, Eslovénia e regiões montanhosas de baixa altitude), a floração será adiada de 2 a 3 semanas.
- Na zona 5 (Europa Central, Escandinávia), a floração será adiada de 3 a 5 semanas.