10 plantas perenes para solo calcário

10 plantas perenes para solo calcário

Descubra as plantas mais adequadas a este tipo de terreno

Resumo

Modificado 0,01  por Alexandra 5 min.

No jardim, os solos calcários (pH superior a 7) não têm apenas inconvenientes: como retêm menos água, são mais secos e aquecem mais rapidamente na primavera. A principal dificuldade consiste em escolher plantas adaptadas. Com efeito, muitas plantas não toleram bem os solos calcários. Plantadas em condições que não lhes são favoráveis, desenvolvem cloroses. As folhas ficam amarelas entre as nervuras, pois o calcário presente no solo bloqueia a absorção dos elementos minerais, provocando uma carência.

Para evitar este fenómeno, há uma única solução : escolher plantas perenes calcícolas, que se adaptam bem em terreno calcário. Descubra a nossa seleção!

Dificuldade

A campânula

As campânulas são plantas encantadoras que oferecem florações em forma de sino, azuis, malvas ou brancas, constituídas por flores de cinco lóbulos. Têm um aspeto leve, natural e delicado. Em terreno calcário, recomendamos especialmente o cultivo da campânula, Campanula glomerata. Oferece flores reunidas em glomérulos, levadas no topo de caules eretos que atingem até 50-60 cm de altura. Integra-se facilmente num jardim de estilo naturalista e silvestre, campestre.

A floração da campânula-de-glomérulos, Campanula glomerata

Campanula glomerata (foto Anneli Salo)

O acanto

O acanto, ou Acanthus mollis, é uma planta perene majestosa, com folhas soberbas e amplas, brilhantes, verde-escuro. São lindamente recortadas. No verão, o acanto apresenta também hastes florais muito altas e eretas, majestosas, compostas por flores brancas e púrpuras. É uma planta vigorosa, de crescimento rápido, e de cultura relativamente fácil. Adapta-se bem ao sol ou à meia-sombra, e suporta bem a seca. O Acanthus spinosus é outra espécie interessante pelas suas folhas espinhosas e muito recortadas.

A floração dos acantos

Acanthus mollis (foto Dr Mary Gillham Archive Project)

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A aubrecia

A aubrecia é uma pequena planta tapizante, que se cobre na primavera de uma multidão de flores cor-de-rosa, malvas ou brancas. As suas folhas são persistentes, permanecendo assim decorativas no inverno. São habitualmente verdes, mas existem também variedades com folhagem variegada. A aubrecia é uma planta que se mantém muito baixa, não ultrapassando os 15 cm de altura. É ideal para trazer muita cor a um canteiro, um jardim de pedras ou numa murete. Recomenda-se instalá-la em pleno sol, num substrato bastante pobre e drenante.

As folhas e flores de uma aubrecia

Aubrieta ‘Royal Violet’ (foto Alex Hauner)

As centáureas

As centáureas são belas plantas perenes que apreciam os solos calcários e oferecem uma floração muito bonita, geralmente azul, violeta ou purpúrea. Recomendamos em especial a Centáurea-das-montanhas, Centaurea montana. As flores estão reunidas em capítulos e têm pétalas longas divididas em cinco lobos, conferindo um aspeto lacinado. Algumas centáureas distinguem-se pela sua tonalidade original, como a variedade ‘Black Sprite’, com flores quase negras! Em geral, a centáurea tem um aspeto muito natural e delicado, sendo perfeita para integrar um jardim de estilo selvagem ou campestre. Tolera bem os solos pobres e secos.

A floração da Centáurea-das-montanhas

Centaurea montana (foto Bernt Fransson)

A sálvia

A sálvia prefere solos drenantes e tendencialmente calcários, em exposição soalheira. É o caso nomeadamente da salva, Salvia officinalis, interessante pelas suas folhas aveludadas, verde-acinzentadas, persistentes. São aromáticas e possuem numerosas propriedades medicinais. Algumas sálvias têm folhagem variegada, como a variedade ‘Tricolor’. As flores da salva, reunidas em espigas, são de uma cor malva suave. Pode também escolher as sálvias ornamentais, que oferecem geralmente florescências coloridas e vistosas. Descubra nomeadamente a Salvia nemorosa, de flores violetas, a Salvia guaranitica ‘Black and Blue’, de flores azul-elétrico, e a Salvia elegans, de flores vermelhas. São bastante robustas e fáceis de cultivar.

A folhagem da salva, Salvia officinalis

Salvia officinalis (foto Teresa Grau Ros)

A alfazema

A alfazema prefere o pleno sol e substratos pobres, drenantes, de preferência calcários – à exceção do rosmaninho, Lavandula stoechas, que prefere terrenos ácidos. No jardim cultiva-se principalmente a alfazema, Lavandula angustifolia, apreciada pelos seus espigos florais azul-malva e pelo seu perfume. É emblemática da Provença e dos jardins do Sul, mediterrâneos. As suas flores têm a vantagem de ser melíferas, atraindo os polinizadores. Possui também uma bela folhagem prateada e persistente. Para manter uma bela forma compacta e arredondada, é importante podá-la todos os anos, após a floração.

A floração da alfazema

Lavandula angustifolia

O milefólio

O milefólio aprecia igualmente os solos com tendência calcária. Esta bela planta perene exibe no verão flores reunidas em corimbos achatados, e possui uma folhagem muito finamente recortada. A espécie-tipo (tal como se encontra na natureza) oferece uma soberba floração branca, mas existem numerosas variedades com diferentes tonalidades: amarelo, laranja, vermelho, rosa, malva… O milefólio confere ao jardim um estilo muito natural. Também se podem utilizar as suas inflorescências para fazer magníficos ramos de flores. E é ainda uma planta medicinal! Desenvolve-se bem a pleno sol, em terrenos secos e pobres. Uma vez estabelecido, o milefólio pode expandir-se por si mesmo e autossemear-se espontaneamente.

O milefólio

Achillea millefolium (foto Lorenzarius)

Os cravos

Os cravos oferecem flores encantadoras, coloridas e perfumadas, podendo ser simples ou duplas. Existem numerosas espécies e variedades, que preferem o pleno sol e um terreno drenante. São também interessantes como flores de corte, para compor ramos de flores. No jardim, num solo calcário, recomendamos especialmente a cravina-dos-prados, Dianthus deltoides, que oferece belas flores simples e pequenas, de aspeto bastante natural. A cravina (Dianthus plumarius), por sua vez, oferece delicadas flores cuja extremidade das pétalas é franjada e dentada. Aprecia-se igualmente o Dianthus carthusianorum pela sua soberba floração, de aspeto delicado e muito natural. É possível cultivar estas diferentes espécies de cravo em canteiro ou num jardim de pedras. Existem também espécies anuais, como a cravina-dos-poetas, Dianthus barbatus.

As flores de uma cravina-dos-prados, Dianthus deltoides

Dianthus deltoides (foto Robert Flogaus-Faust)

A enula-campana

A Enula-campana é uma planta perene imponente, que pode atingir até dois metros de altura. Floresce no verão e apresenta então grandes capítulos, semelhantes às flores das margaridas, mas de cor amarelo-dourado. Pode ser instalada na parte de trás de um canteiro, atrás de plantas mais pequenas. Adapta-se bem ao sol ou à meia-sombra, num terreno fresco e fértil. Trata-se de uma planta particularmente robusta e vigorosa, que requer muito pouca atenção. Além disso, possui uma raiz comestível e medicinal!

A Enula-campana, Inula helenium

Inula helenium

 

A astrância

A astrância é uma belíssima planta de montanha, que aprecia solos argilo-calcários, relativamente frescos e férteis, e situações de meia-sombra. Oferece no verão uma floração extremamente delicada, em tons de branco prateado – rosa. As suas flores reúnem-se em pequenas umbelas e são rodeadas de brácteas dispostas em estrela, muito decorativas. As folhas são palmadas e de cor verde-escuro. São caducas. A astrância pode integrar-se num jardim inglês, num jardim romântico ou naturalista.

As flores de uma astrância

Astrantia major ‘Ruby Wedding’ (foto Averater)

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