As 7 melhores peras para uma conservação prolongada
e para desfrutar destes frutos no inverno
Resumo
As pereiras (Pyrus communis) fazem parte das fruteiras bastante comuns nos nossos jardins. Entre as centenas de variedades existentes, algumas têm a vantagem de produzir frutos de sabor e textura agradáveis, mas sobretudo capazes de se conservar durante vários meses. Uma verdadeira vantagem quando se pretende desfrutar deles durante o inverno.
Trata-se muitas vezes de pereiras de frutificação tardia, cuja maturação e colheita ocorrem no outono. Estão também mais bem adaptadas às regiões sujeitas a geadas tardias, que podem afetar a floração e, consequentemente, a produção de frutos.
Descubra aqui a nossa seleção preferida de peras de conservação ou peras de guarda.
Para conservar bem as peras, consulte também todos os nossos conselhos no artigo « Colher e conservar maçãs e peras ». E para saber tudo sobre o cultivo das pereiras em geral, descubra o nosso guia completo: Pereira: plantar, podar e cuidar.
A pera ‘Angelys’
Muito produtiva, a variedade ‘Angelys’ oferece peras grandes, que atingem até 8 cm de diâmetro. Os frutos apresentam uma casca amarelo-bronze, bem como uma polpa doce e acidulada, de sabor bem equilibrado.
Nesta pereira de colheita tardia, a colheita realiza-se no outono. Se os frutos forem sãos e colhidos antes da maturação plena, quando ainda estão ligeiramente firmes, podem conservar-se durante muito tempo. Com esta variedade, poderá desfrutar de frutos ricos em vitaminas até março.
Esta variedade foi criada pelo INRA de Angers (Instituto Nacional de Investigação Agronómica) no final dos anos 90. Na maturidade, atinge 5 metros de altura e 3 metros de largura, apresentando um hábito espalhado e naturalmente arejado. Tem a vantagem de limitar o desenvolvimento de doenças.
Tal como a maioria das variedades, não é autofértil: necessita, por isso, da presença de outras pereiras para frutificar corretamente. Plante, por exemplo, nas proximidades, as pereiras ‘Conférence’, ‘Doyenné du Comice’ (um dos seus progenitores) ou ‘William’s’.
Em termos de cultivo, a sua floração tardia (por volta de abril) protege-a das geadas na maioria das regiões. Ainda assim, escolha um local relativamente protegido e bem ensolarado, num solo fresco (nunca completamente seco), drenado e profundo.

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5 variedades de peras tardiasA pera ‘Épine du Mas’
Também conhecida pelo nome de ‘Duc de Bordeaux’, a pereira ‘Épine du Mas’ é uma variedade antiga, produtiva e de entrada em frutificação rápida. Produz peras de calibre médio, de casca amarelo-esverdeada, com tons rosados se tiverem crescido do lado soalheiro. Os frutos têm uma polpa fundente, sumarenta e doce, muito aromática, por vezes um pouco granulosa no centro. São peras perfeitas para consumir ao natural.
A floração ocorre em abril. Depois, a colheita realiza-se em setembro-outubro, tratando-se de uma variedade de boa conservação. Em condições ideais (com os frutos dispostos num local seco, escuro e arejado), as peras conservar-se-ão durante várias semanas, pelo menos até dezembro.
Rústica e vigorosa, esta pereira de porte ereto atinge 4 a 6 metros de altura.
Cultive-a perto de ‘Beurre Hardy’ ou de ‘William’s Rouge’, que florescem na mesma época, para obter uma polinização cruzada que aumentará a produtividade. Esta variedade desenvolve-se bem num solo fresco e profundo, não demasiado drenante nem calcário. Prefira uma exposição quente, sobretudo a norte do Loire.
Bastante sensível à sarna (principal doença criptogâmica das macieiras e pereiras), deve ser evitada nas regiões particularmente húmidas.

A pera ‘Comtesse de Paris’
A pereira ‘Comtesse de Paris’ faz parte das raras variedades autoférteis que não precisam da presença de outras pereiras para produzirem. Ainda assim, terá a vantagem de favorecer a polinização das outras pereiras.
A sua floração ocorre em abril, para uma colheita no final de outubro e uma conservação prolongada, até janeiro.
Esta pereira produz frutos de bom calibre, de aspeto bojudo, com uma pele espessa, verde e pontuada de tons acastanhados a bronze. Quanto ao sabor, as peras são tenras e doces, com uma polpa de textura marcada e bastante granulosa. Podem ser consumidas cruas, mas também são muito adequadas para receitas salgadas e doces.
Na maturidade, esta pereira atinge 4 metros de altura e 3 metros de largura.
Plante esta variedade numa exposição soalheira e protegida dos ventos dominantes. Tal como as outras pereiras, aprecia solos frescos, profundos e suficientemente ricos em potássio para favorecer a frutificação. Não hesite, por isso, em aplicar cinzas no inverno ou um fertilizante adequado.

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Pereiras: as melhores variedadesA pera ‘Figue d'Alençon’
‘Figue d’Alençon’ é uma variedade antiga de pereira originária da Normandia, que continua a agradar tanto como antes. Se herdou o nome de outro fruto, é por causa da forma das suas peras, que faz lembrar a dos figos. São, de facto, alongadas, mas arredondadas e abauladas no topo. Estas peras apresentam uma pele espessa e rugosa, primeiro verde-clara, depois amarela, pontuada de castanho-ferrugem quando amadurece. Sob o efeito do sol, a pele também adquire tons avermelhados. No paladar, os frutos oferecem uma polpa fundente, ligeiramente granulosa, que combina o sabor doce com uma nota de acidez. Contudo, uma nota acre pode desagradar a alguns paladares quando os frutos ainda são jovens.
‘Figue d’Alençon’ produz frutos de conservação de muito boa qualidade. A colheita decorre de novembro a dezembro e os frutos sãos, sem feridas ou pisaduras, podem conservar-se até fevereiro, ou mesmo março.
Quanto às dimensões, conte com 5 metros de altura e 4 metros de largura.
Parcialmente autofértil, esta pereira será mais produtiva se for plantada perto de variedades com o mesmo período de floração, geralmente em abril. Muito rústica e resistente, pode ser cultivada em todas as regiões do continente, mesmo em altitude. Fértil, produtiva e de entrada em frutificação rápida, é uma aposta segura no pomar. Escolha para ela um local protegido e soalheiro, num solo fértil e bem drenado. Evite os solos calcários e certifique-se de que o solo nunca seca completamente.

A pera ‘Doyenné du Comice’
‘Doyenné du Comice’ é uma variedade muito vigorosa, que atinge 7 metros de altura. Produz frutos grandes, com 8 cm de diâmetro, bastante arredondados, de cor amarelo-pálida, ligeiramente esverdeada. A sua polpa é sumarenta e muito aromática, perfeita tanto para saborear ao natural como para acompanhar pratos salgados ou sobremesas.
Reconhecida como uma pera de conservação de excelente qualidade, colhe-se entre setembro e outubro e conserva-se durante 3 a 4 meses.
Para assegurar a polinização, cultive esta pereira perto de ‘Conférence’ ou ‘William’. O seu único defeito? É uma fruteira que pode estar sujeita à alternância, ou seja, a sua produção pode ser mais baixa em determinados anos.
Também neste caso, uma exposição soalheira e protegida, num solo fértil, fresco e bem drenado, garantirá o seu bom desenvolvimento no jardim.

A pera ‘Bergamote de Pentecôte’
Frutos grandes que se conservam até abril: é o que nos oferece a variedade ‘Bergamote de Pentecôte’. A colheita das peras realiza-se tardiamente, entre novembro e dezembro, o que permite conservá-las depois ao longo de toda a estação fria.
Talvez também conheça esta variedade pelo nome de ‘Doyenné d’hiver’. Com esta pereira, poderá contar com peras que atingem 10 cm de diâmetro, bem volumosas. A casca é verde, adquirindo tonalidades amarelas ou até vermelhas quando exposta ao sol. Quanto aos sabores, esta pereira oferece frutos de polpa fundente, não demasiado sumarenta, doce, com uma nota acidulada e um travo almiscarado. Excelente consumida ao natural, presta-se também à transformação em pratos salgados ou em receitas doces, como compotas, frutos em calda ou pastelaria.
Esta variedade antiga, de origem belga, atinge 5 metros de altura e 4 metros de envergadura.
Cultive-a junto de outras pereiras para aumentar a polinização e evite locais húmidos, que podem favorecer o desenvolvimento do pedrado.

A pera ‘Conférence’
Uma das variedades de pera mais famosas: a ‘Conférence’. As suas peras, com cerca de 7 cm de diâmetro, têm a típica forma de uma gota de água. Apresentam uma pele verde-clara, marmoreada aleatoriamente de castanho. A polpa é doce, sumarenta, um pouco firme e ligeiramente granulosa no centro. Consuma estes frutos frescos ou utilize-os em numerosas receitas (pastelaria, tartes, bebidas alcoólicas, etc.).
A colheita realiza-se em setembro e as peras conservar-se-ão até janeiro. Colha-as idealmente 15 dias antes da maturação total dos frutos, para favorecer a sua conservação. Coloque-as depois num local fresco (cerca de 10 °C), ventilado e suficientemente seco, ao abrigo da luz direta.
Esta pereira antiga reúne muitas qualidades: é rústica, resistente às geadas e pouco sensível ao pedrado, o que permite cultivá-la em todas as regiões, mesmo nas mais húmidas e sujeitas a geadas fortes. Tal como as outras pereiras, teme sobretudo os solos demasiado secos ou calcários e necessita de uma exposição soalheira.
Quanto às dimensões, atinge 6 metros de altura e 4 a 5 metros de largura. O seu hábito é ereto e bem esbelto.

Não sendo autofértil, a sua polinização terá de ser cruzada com a de outras pereiras que também floresçam em abril, como as outras variedades tardias.
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