Resumo
Tem algumas galinhas de que cuida com carinho. E elas retribuem oferecendo-lhe belos ovos. Entre os cuidados importantes a prestar-lhes, a limpeza do galinheiro e a remoção dos dejetos das galinhas são fundamentais. Para evitar doenças, maus cheiros e a propagação de parasitas. Com o passar das semanas, os dejetos das galinhas acumulam-se, por vezes misturados com palha. E seria uma pena deitá-los fora, pois estes dejetos de galinha revelam-se um adubo de excelente qualidade para a horta, o jardim ornamental ou o pomar. Explicamos porquê e como utilizar estes dejetos de galinha, ricos em azoto.
Os excrementos de galinha, um excelente adubo para as plantas
Há um interesse real em guardar os excrementos de galinha, pois são particularmente ricos em nutrientes, indispensáveis ao bom desenvolvimento e crescimento de uma planta, mas também em oligoelementos. Os excrementos de galinha são, por isso, considerados um adubo NPK, ou seja, rico em azoto (N), em fósforo (P) e em potássio (K). Estes três nutrientes encontram-se em quantidade considerável nas dejeções das suas galinhas, e em particular o azoto, que participa na construção da matéria viva da planta. É aliás a dejeção animal mais rica de todas em azoto.

Para além destes nutrientes, os excrementos de galinha são também fontes de oligoelementos, nomeadamente cálcio, sódio, enxofre, zinco, magnésio, cobre e ferro, que permitem cobrir as necessidades das plantas mais exigentes.
>Assim, os excrementos de galinha têm uma ação benéfica na qualidade do solo, elevam o pH e melhoram a sua estrutura.
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Excelente adubo azotado, os excrementos de galinha têm também a vantagem de estar imediatamente disponíveis para as plantas. Por isso, transformam-se muito rapidamente em minerais. Mas atenção ao excesso de azoto, que pode literalmente queimar as raízes. É por isso que os excrementos de galinha devem ser utilizados com moderação, com pleno conhecimento de causa, e nunca puros.
No entanto, uma vez dominada a sua utilização, os excrementos de galinha são recomendados na horta para os legumes de folha como as alfaces, os espinafres, as couves… ou os legumes de raiz (cenouras, batatas…). Nunca devem, porém, ser utilizados para as leguminosas como as ervilhas, os feijões, as lentilhas e as favas, que têm a capacidade de captar o azoto do ar. A evitar também para os legumes-fruto (tomates, curgetes, beringelas…) que correm o risco de desenvolver mais as folhas em detrimento dos frutos. Também é possível utilizar os excrementos de galinha como adubo para árvores de fruto, plantas perenes e arbustos, a relva e até plantas em vasos.
Como utilizar os excrementos de galinhas?
Repetimos porque é fundamental: nunca se deve incorporar fezes de galinha puras no jardim. Existem, por isso, duas soluções para as aproveitar corretamente:
- A secagem: depois de recolhidas as fezes de galinha no galinheiro, deixe-as secar num local abrigado da humidade e bem arejado durante um mês e meio em pleno verão. Fora deste período estival, as fezes devem secar durante mais tempo, por exemplo ao longo de todo o inverno. Pode deixar a palha. Uma vez bem secas, as fezes são esmagadas para formar um pó grosseiro (use uma máscara durante esta operação) que será misturado com terra de jardim. Calcule um terço de pó de fezes para dois terços de terra.
- A compostagem: as fezes de galinha devem ser misturadas com resíduos ricos em carbono, como folhas secas, aparas de relva e resíduos de poda. No seu compostor, alterne camadas de fezes e de resíduos verdes. Regue de 10 em 10 dias e deixe repousar entre 6 a 12 meses sem mexer, ou entre 4 a 6 meses se o virar regularmente.

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Adubo ou corretivo do solo: Qual a diferença?Como aplicar o seu adubo de estrume de galinha?
O primeiro conselho para uma boa distribuição reside na frequência. É preferível fazer aportes regulares em vez de um aporte maciço de uma só vez, o que seria prejudicial para o solo e as plantas. Este aporte faz-se idealmente no outono, de setembro a novembro, mas também é possível enriquecer o solo de fevereiro a abril.
A distribuição deste estrume obtido a partir dos dejetos das suas galinhas deve ser feita à superfície. Se fabricou um adubo em pó constituído por dejetos de galinhas secos e terra de jardim, distribua-o à superfície sem nunca ultrapassar 500 g por m². De seguida, espalhe simplesmente o seu adubo com a ajuda de uma garra ou de um ancinho a 5 cm de profundidade.
Quanto ao composto, pode ser incorporado na terra com a garra para os legumes mais exigentes, como as couves e os alhos-franceses, ou simplesmente distribuído como cobertura morta junto às plantas hortícolas já desenvolvidas.
Evite colocar o composto e o pó de dejetos secos diretamente nos buracos de plantação.
Sabia que…?
No século passado, os excrementos de galinhas utilizados como estrume recebiam nomes como *poulée*, *poulnée*, *poulenée*, *poulaitte* ou *pouline*. Nessa época, esses dejetos eram incorporados ao monte de estrume que marcava a entrada das quintas.
Na época da muda, geralmente no outono, as galinhas perdem as penas. Trata-se de um fenómeno totalmente natural do qual se pode tirar partido. Com efeito, tal como os dejetos, as penas de galinha são ricas em azoto. Basta recolhê-las nos ninhos ou nos cantos do galinheiro e integrá-las no composto. Também se pode preparar um sumo de penas, mergulhando duas grandes mãos-cheias de penas embrulhadas numa meia-calça velha, lastrada com uma pedra, num balde de água da chuva. Deixe macerar à sombra até a água adquirir a cor do chá, ou seja, pelo menos um mês. Depois, pode regar as plantas com esta decoção e colocar as penas no composto.
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