Resumo
As cerejeiras-do-japão (Prunus) ou cerejeiras ornamentais oferecem uma magnífica floração primaveril branca ou rosa. As flores simples ou duplas anunciam com poesia o fim do inverno e trazem um verdadeiro toque de delicadeza ao jardim.
Ocupam um lugar importante na cultura japonesa, na qual simbolizam, entre outras coisas, a beleza efémera.
Desprovidas de frutos, são arbustos ornamentais com múltiplos atrativos estéticos. Para além da floração, vestem-se de uma folhagem caduca com cores que evoluem ao longo das estações, e a sua casca é frequentemente decorativa.
Se as variedades de maior porte podem ultrapassar uma dezena de metros e deverão ser cultivadas em plena terra, outras mais compactas ou as variedades anãs adaptam-se muito bem ao cultivo em vaso. Embelezam assim terraços, varandas ou jardins de pequenas dimensões.
Encontre os nossos conselhos para escolher as variedades adequadas, conseguir uma boa plantação e cuidar bem de uma cerejeira-do-japão em vaso.
Quais variedades de cerejeira-do-japão escolher para cultivo em vaso?
Para cultura em vaso, privilegie as variedades de cerejeiras-do-japão de pequeno porte, com silhuetas compactas.
Opte, por exemplo, por:
- Prunus incisa ‘Yamadei’, uma cerejeira-do-japão anã que não ultrapassa 2 metros em qualquer sentido, com uma bela floração branca imaculada
- Prunus glandulosa ‘Alba Plena’, uma das raras variedades de flores duplas, medindo 1,50 metros em qualquer sentido
- Prunus incisa ‘Kojo No Mai’, outra variedade anã de aspeto graciosamente tortuoso com floração rosa-pálido, não ultrapassando 2,50 metros de altura
- Prunus nipponica ‘Brillant’, com 2,50 metros de altura e 1,50 metros de envergadura, oferecendo delicadas flores cor-de-rosa com o centro mais escuro
- Prunus glandulosa ‘Rosea Plena’, de porte compacto não ultrapassando 1,50 metros em qualquer sentido, com adoráveis flores em pompom cor-de-rosa
- Prunus incisa ‘Paean’, cuja silhueta discreta atinge no máximo 2 metros, com uma floração que combina rosa-claro e rosa-vivo
Pelo contrário, evite as variedades mais imponentes, com um desenvolvimento demasiado vigoroso (a partir de 2,50 ou 3 metros de altura), que não são adequadas para cultura em vaso.
Note-se que certas variedades se prestam também muito bem à cultura em bonsai, como ‘Kojo No Mai’, graças à sua silhueta tortuosa e ao seu crescimento lento.

Prunus incisa ‘Yamadei’ (foto Wikipédia), Prunus incisa ‘Kojo No Mai’ e Prunus glandulosa ‘Alba Plena’
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As Cerejeiras-do-japão: plantar, podar e tratarQuando plantar uma cerejeira-do-japão em vaso?
As cerejeiras-do-japão serão idealmente plantadas:
- no outono, entre outubro e novembro, antes das primeiras geadas, para favorecer o enraizamento
- na primavera, entre fevereiro e abril, consoante a região
Os exemplares em raízes nuas deverão ser colocados em vaso o mais rapidamente possível após a compra, para evitar qualquer dessecação das raízes.
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Plantação da cerejeira-do-japão em vaso
O contentor
Para a sua cerejeira-do-japão, escolha um contentor suficientemente amplo, com pelo menos 40 cm de profundidade e de diâmetro. Um canteiro elevado grande ou uma taça serão ideais.
Quanto aos materiais, pode optar pelo plástico (mais barato, mas menos ecológico e favorecendo os extremos climáticos), pela madeira (natural, mas exigindo manutenção regular) ou ainda pela cerâmica (estética e porosa, mas mais cara e frágil).
Escolha sempre um contentor com orifícios de drenagem, permitindo que o excesso de água escoe sem risco de apodrecimento das raízes do arbusto.

Vasos de barro de grande dimensão
O substrato
A cerejeira-do-japão aprecia solos ricos e bem drenados. Receia a humidade, sobretudo no inverno.
Para o substrato, misture:
- metade de terra de jardim
- metade de substrato para arbustos ou, na sua falta, de substrato para floreiras e vasos
- algumas mãos-cheias de areia para favorecer a drenagem
- algumas mãos-cheias de composto doméstico maduro (facultativo se o substrato já for suficientemente rico)
A plantação
- Coloque uma camada drenante de cerca de 5 cm de espessura no fundo do contentor: cascalho, bolas de argila, pozolana, cacos de barro, …
- Plante o torrão ou as raízes do arbusto no centro do contentor, depois complete com o substrato sem enterrar o colo (parte entre o sistema radicular e o caule).
- Compacte delicadamente com os dedos.
- Regue generosamente.
- Aplique uma cobertura morta para limitar a evaporação e impedir o desenvolvimento de ervas-daninhas.
A exposição
A cerejeira-do-japão aprecia as situações ensolaradas, mas não demasiado quentes, para florescer bem. Nas regiões mais quentes, uma exposição a meia-sombra será possível.
Escolha um local abrigado de chuvas fortes, do vento e das correntes de ar frio, que prejudicam a floração e podem danificar a folhagem.
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Cerejeiras ornamentais: as variedades mais belasManutenção da cerejeira-do-japão ou cerejeira-de-flor em vaso
A rega
Qualquer planta cultivada em vaso exige mais atenção relativamente à rega do que uma planta em plena terra. O substrato tem, de facto, tendência a sofrer evaporação e a secar mais rapidamente.
A cerejeira-do-japão aprecia solos que se mantêm frescos (húmidos), mas não encharcados.
Assim, regue assim que o substrato ficar seco nos primeiros centímetros. Durante toda a época quente, regue regularmente cerca de uma vez por semana, 2 vezes em caso de seca estival prolongada.
Uma camada de cobertura morta na base do arbusto permitirá limitar a evaporação e espaçar as regas.
A fertilização
A cerejeira-do-japão não necessita de adubações regulares. Mas em vaso, o substrato tende a empobrecer mais rapidamente do que em plena terra. Para evitar que a planta sofra carências de nutrientes, pode adicionar algumas mãos-cheias de composto bem decomposto no outono.
Se necessário, faça uma adubação suplementar regular com adubo especial para arbustos ou com adubo para floreiras e vasos, de modo a favorecer a floração.
A poda
Exceto para eliminar madeira morta, ramos danificados ou para reequilibrar uma silhueta desequilibrada, a poda não é necessária nas cerejeiras-do-japão.
Se for realizada, deverá ser ligeira e efetuada após a floração, no final do verão ou no início do outono.
Para evitar fragilizar o arbusto e favorecer o desenvolvimento de doenças, limpe sempre previamente as ferramentas de corte com sabão negro ou álcool a 70 °C. Pode também aplicar mástique cicatrizante nas feridas após a poda para as selar.
As doenças
As cerejeiras ornamentais são sensíveis às mesmas doenças que as cerejeiras de fruto (doenças criptogâmicas como a moniliose, a crivadura ou a armilária). Uma boa exposição, ausência de podas excessivas e uma atenção particular ao substrato, que nunca deverá ficar encharcado de humidade, permitem prevenir ao máximo estes problemas.
Contra os pulgões ou cochinilhas que atacam a folhagem, pulverize uma mistura de água e sabão negro (2 colheres de sopa por 1 L) ao final do dia sobre as partes afetadas.

Sabão negro
O transplante
As cerejeiras-do-japão têm um crescimento lento. Além disso, as variedades cultivadas em vaso mantêm um porte bastante modesto ao crescer. Se optou por um recipiente suficientemente largo e fundo no momento da plantação, nenhum transplante deverá ser necessário durante os primeiros anos.
O transplante só será efetuado se o arbusto parecer demasiado apertado (raízes a escapar pela base do vaso, enfraquecimento geral…) e se ainda não tiver atingido o seu tamanho adulto.
Todos os anos, pode no entanto praticar uma renovação da camada superficial, permitindo renovar uma parte da terra. Para isso, retire simplesmente os primeiros 5 a 10 centímetros e substitua-os por terra nova. Esta renovação superficial pode ser feita ao mesmo tempo que a adição de composto no outono ou no final do inverno, antes da retoma vegetativa.
A proteção de inverno
As cerejeiras-do-japão têm uma boa resistência ao frio, sendo rústicas entre -15 e -20 °C, consoante as variedades.
No entanto, os exemplares cultivados em vaso são mais sensíveis às temperaturas negativas e ao gelo. Nas regiões com invernos rigorosos, não hesite portanto em aumentar a camada de cobertura morta na base do arbusto para o isolar.
Pode também optar por uma proteção suplementar da parte aérea com um véu de invernagem ou uma capa de invernagem. Por fim, isole o recipiente do solo colocando-o sobre calços.
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