Doenças e pragas da magnólia

Doenças e pragas da magnólia

Identificação, prevenção e soluções naturais

Resumo

Modificado em 6 de janeiro de 2026  por Marion 6 min.

Les magnólias fazem parte dos arbustos ou árvores particularmente apreciados pela sua floração. Esta ocorre muito cedo na primavera ou no verão, revelando cores e formas muito diversificadas.

Resistente, a magnólia tolera bem o frio, mas também a poluição urbana. É também geralmente resistente às doenças e às pragas. Contudo, condições de cultivo inadequadas podem torná-la mais sensível e afetar a sua saúde.

Conheça, portanto, as principais doenças ou pragas que podem atacar as magnólias. Serão também abordados os meios de prevenção e os tratamentos a aplicar em caso de sintomas.

Dificuldade

Os fungos responsáveis por doenças criptogâmicas

Descrição e sintomas da Pestalozzia

A Pestalozzia é um fungo microscópico que pode causar danos significativos nas magnólias. Os primeiros sintomas surgem na folhagem, sob a forma de manchas castanhas ou acinzentadas. As folhas mais afetadas acabam por cair no solo e a doença pode provocar a desfoliação total da árvore, seguida do seu definhamento.

A Pestalozzia surge frequentemente na primavera, com tempo ameno e húmido.

Descrição e sintomas da podridão radicular

A armilária cor de mel, ou podridão radicular, pode desenvolver-se de forma fulminante e causar a perda das magnólias, contaminando também as plantas vizinhas e o solo. Trata-se, por isso, de uma doença particularmente temida.

É identificada pela presença de micélio ou de fungos nas plantas. Infelizmente, a doença é frequentemente descoberta numa fase tardia, uma vez que os sintomas surgem geralmente primeiro nas raízes, antes de atingirem a base do tronco. Como a seiva deixa de circular corretamente, as folhas e os ramos acabam por secar.

Para saber mais: « A armilária ou podridão radicular: reconhecer e combater este fungo das árvores».

armilária

Armilária ou podridão radicular (© Charles de Mille-Isles)

Descrição e sintomas da doença do coral

A doença do coral reconhece-se facilmente pelas pequenas pústulas de cor alaranjada que surgem na casca. Também neste caso, a circulação da seiva fica obstruída, o que provoca a secagem dos gomos e causa a morte dos ramos. A sua propagação às plantas vizinhas é rápida.

Para saber mais: « Como evitar a doença do coral».

doença do coral

Pústulas alaranjadas da doença do coral

Prevenção

Os fungos surgem frequentemente em plantas já enfraquecidas (por outra doença, por um fenómeno climático, etc.). Boas condições de cultivo permitem que as magnólias se mantenham saudáveis e, por isso, menos suscetíveis às doenças criptogâmicas. Para isso, cuide da plantação, respeitando as necessidades destas plantas: ofereça-lhes um solo fresco (húmido, mas sem excessos), leve (que permita o escoamento da água) e regularmente enriquecido com matéria orgânica (composto, adubo para plantas acidófilas, etc.). Coloque-as numa exposição ensolarada ou de meia-sombra, de preferência abrigada dos ventos dominantes.

Evite também voltar a plantar plantas sensíveis às doenças criptogâmicas em zonas anteriormente infetadas. No momento da plantação, proceda com cuidado para não correr o risco de danificar as raízes: as feridas constituem verdadeiras portas de entrada para as doenças.

Outros cuidados permitem limitar o aparecimento e o desenvolvimento dos fungos:

  • desinfete sempre as ferramentas de poda para evitar a transmissão de doenças entre plantas;
  • retire as folhas mortas e outros resíduos vegetais presentes junto às magnólias, para evitar que os esporos aí encontrem abrigo;
  • respeite as distâncias de plantação adequadas, de modo a favorecer a ventilação natural entre os arbustos e a evitar a humidade estagnada nas folhas;
  • evite molhar a folhagem durante a rega;
  • realize os trabalhos de poda e de desramação com tempo seco;
  • prefira uma poda de manutenção ligeira e regular em vez de uma poda drástica (se necessário, utilize mástique cicatrizante).
folhas mortas

Retire as folhas mortas debaixo da árvore

Tratamentos naturais antifúngicos

Uma observação regular permitirá eliminar o mais rapidamente possível as partes afetadas, cortando os ramos e recolhendo as folhas caídas. Leve-as para um ecocentro e não as coloque no composto.

Em caso de sintomas mais avançados, utilize um fungicida natural, como a calda bordalesa. Este pó à base de enxofre deve ser diluído em água e pulverizado sobre a folhagem. Pode ser utilizado em agricultura biológica, mas prefira uma aplicação pontual durante um curto período, para evitar desequilibrar o solo e, consequentemente, favorecer o desenvolvimento de doenças.

Muitos jardineiros utilizam também chorumes de plantas para controlar as doenças criptogâmicas, tanto como prevenção como para tratamento. Opte, por exemplo, pelo chorume de urtiga ou pelo chorume de cavalinha. Estas soluções naturais devem também ser diluídas em água e pulverizadas sobre a folhagem da magnólia na primavera.

Infelizmente, é difícil eliminar a podridão radicular e a doença do coral. Se os sintomas estiverem demasiado avançados, a árvore ou o arbusto estarão condenados e o abate será a única solução para evitar a contaminação.

Para saber mais:

– « Tudo sobre as doenças criptogâmicas »;

– « Calda bordalesa e outros tratamentos à base de cobre no jardim»;

– « Como fazer chorume de cavalinha? »;

– « Como fazer chorume de urtiga».

A clorose

Descrição e sintomas

As folhas da sua magnólia amarelecem e acabam por cair. Trata-se de uma carência de ferro, que afeta a síntese natural da clorofila. A longo prazo, a planta inteira abranda o crescimento e acaba por definhar.

Prevenção

A maioria das magnólias, à semelhança da Magnolia grandiflora, não tolera bem a presença de calcário no solo. Ofereça-lhes um substrato leve, que não retenha água em excesso, e um pH preferencialmente neutro ou ácido. Se o seu solo for calcário, adicione terra ácida no momento da plantação. Também pode optar pela magnólia-de-Kobe, uma das poucas espécies que tolera uma pequena quantidade de calcário no solo, ou preferir o cultivo em vaso.

Durante a rega, dê preferência à água da chuva em vez da água da rede. Neste último caso, para limitar os riscos, deixe a água repousar durante algumas horas antes da rega ou utilize um produto anticalcário amaciador.

Tratamentos naturais

Existem produtos anticlórticos à base de quelato de ferro, facilmente disponíveis no comércio ou na Internet. Atuam rapidamente, fazendo com que as folhas recuperem a cor verde. Este produto deve ser pulverizado logo que surjam os primeiros sintomas, de preferência na primavera. Contudo, esta solução é apenas pontual, pois, se as condições de cultivo não forem corrigidas, a carência voltará a surgir. Aplique um corretivo do solo, adicionando composto, chifre seco ou um adubo para plantas acidófilas.

O chorume de urtiga também poderá ter um efeito benéfico em caso de clorose.

Para saber mais: «A clorose férrica».

doença da magnólia

As folhas afetadas pela clorose férrica descolorem e amarelecem

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A cochonilha da magnólia

Descrição e sintomas

Existem diferentes tipos de cochinilhas, mas são sobretudo as cochinilhas de carapaça que se encontram nas magnólias. Estes insetos picadores-sugadores apreciam sobretudo ambientes fechados, quentes e húmidos. Assemelham-se a uma espécie de pústulas castanhas ou brancas, presentes em colónias nos ramos.

Ao sugarem a seiva das plantas para se alimentarem, enfraquecem-nas. Sobretudo, devido à produção de melada (substância pegajosa), favorecem o desenvolvimento de fumagina, uma doença criptogâmica que afeta a fotossíntese. A sua presença é visível através do depósito de aglomerados semelhantes a algodão e de uma substância negra, bem como do amarelecimento das folhas. A presença de muitas formigas é também um indicador, pois estas alimentam-se da melada produzida pelas cochinilhas (tal como acontece com os pulgões).

Prevenção

Uma vigilância regular das plantas permite intervir rapidamente.

Um jardim equilibrado favorecerá a biodiversidade e a presença de predadores naturais das cochinilhas, como as larvas de crisopídeos.

Condições de cultivo adequadas assegurarão a boa saúde natural da magnólia.

Tratamentos naturais

Se o ataque for detetado cedo e atingir exemplares de pequeno porte, será possível eliminar as cochinilhas à mão, retirando as carapaças. Pode utilizar um pedaço de algodão ou de tecido embebido em água com sabão, ou um jato de água para as desalojar. Será preferível podar os ramos muito afetados para evitar a proliferação.

Uma infestação mais significativa será tratada com um inseticida natural. Dilua uma colher de sopa de sabão preto e a mesma quantidade de óleo vegetal em 1 litro de água morna. Pulverize as partes afetadas e repita o tratamento ao fim de uma semana, se necessário. Intervenha ao final do dia ou ao abrigo dos raios solares.

Para saber mais: « Cochinilha: identificação e tratamento»

parasitas

Cochinilhas nas folhas de magnólia

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cochinilhas da magnólia