Descrição e botânica
Ficha de identidade
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Nome latino
Physostegia virginiana
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Família
Lamiáceas
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Nome comum
Flor-obediente
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Floração
julho-setembro
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Altura
0,30 a 1,50 m
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Exposição
Sol
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Tipo de solo
Argilo-limoso, fresco
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Rusticidade
-30°C
A fisostégia ou flor-obediente é uma planta perene herbácea da família das Lamiáceas, como as hortelãs. Cresce espontaneamente em prados ensolarados e florestas húmidas, margens de rios e terrenos pantanosos da América do Norte, e em particular no Estado da Virgínia, onde abunda.
O género Physostegia conta com 12 espécies, mas apenas o Physostegia virginiana é cultivado nos nossos jardins. Deu origem a numerosas cultivares interessantes.
A partir de um rizoma, belos caules glabros, eretos e quadrangulares elevam-se, consoante as variedades e as condições de cultura, de 45 cm a 1,20 m de altura em todas as direções. A planta forma um tufo arbustivo denso de hábito espalhado. De crescimento rápido, semi-criadora de rebentos, é capaz de se expandir vigorosamente, revelando-se por vezes invasiva, se as condições lhe forem favoráveis.
Os caules não ramificados são percorridos até ao topo por folhas verde-escuras e brilhantes, dispostas em verticilos, ou seja, em pares opostos à volta do caule. São caducas, glabras, lanceoladas com margens finamente dentadas, e com cerca de 5 a 15 cm de comprimento. São marginadas de branco no Physostegia virginiana ‘Variegata’.

A inflorescência em espiga de flores tubulares, e uma prancha botânica de 1899 (F.A. Stokes)
Em pleno verão, por vezes até às portas do outono, a floração em tons pastel irrompe acima da folhagem, na extremidade dos caules. De julho a outubro consoante as variedades, a flor-obediente ergue em direção ao céu hastes florais ramificadas de 10-12 cm de comprimento, carregadas de pequenas flores tubulares. Estas estão agrupadas de forma densa e regular, dispostas em 4 fileiras verticais ao longo do caule. Abrem-se de baixo para cima. Assumem a forma de tubos alargados de 1 a 3 cm de comprimento, compostos por 5 lobos engastados num cálice curto. O lábio superior forma dois lobos e o inferior, três lobos. O interior do tubo da corola revela quatro estames e um pistilo. As flores da fisostégia assemelham-se um pouco às das dedaleiras.
Embora a forma selvagem seja rosa-violáceo, as flores podem apresentar outras cores. Encontram-se belas variações em tons de rosa, com rosas-lavanda claro, rosas frescos, rosas-bombom, rosas-púrpura magenta ou por vezes branco puro, como o Physostegia virginiana ‘Summer Snow’, o que torna a planta muito elegante.
Estas velas estreitas escondem uma particularidade botânica: articuladas por um pequeno órgão que serve de charneira, as flores mudam temporariamente de orientação quando tocadas, o que valeu à planta o nome de «flor-obediente», parecendo então como que tomadas por catalepsia.
As flores da fisostégia, de boa apresentação em vaso, são boas flores de corte para a composição de ramos de flores.
É uma planta melífera: a sua polinização é feita pelos insetos, nomeadamente abelhões e abelhas. Após a floração, as flores dão origem a numerosas pequenas sementes negras.
A flor-obediente é por vezes também denominada «planta obediente» pelo facto de as flores, uma vez tocadas, não retomarem a posição inicial.
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