A arónia ou arónia negra é um pequeno arbusto da família das Rosáceas, interessante pela sua folhagem ricamente colorida no outono, pela sua floração branca primaveril e pelas suas bagas negras, semelhantes a mirtilos. Faz parte dos arbustos ainda pouco conhecidos, dos quais se pode obter uma compota surpreendente. Os seus frutos, verdadeiros concentrados de antioxidantes, são comestíveis e consumi-los cozinhados sob a forma de compota ou geleia é uma das melhores formas de deles desfrutar.
Gosta de compotas «negras»? Eis como preparar uma receita totalmente original, para variar da compota de amoras ou de mirtilos!

Arónia, o que é?
Ainda pouco difundida entre nós, a arónia é um arbusto caducifólio originário da América do Norte, apreciado pelas suas bagas e pela sua magnífica folhagem outonal, que adquire tons de vermelho-vinho. Crescendo no seu habitat natural em bosques claros e zonas húmidas, instala-se em todo o território francês, pois é muito rústica e não é muito exigente quanto ao solo e à exposição. O arbusto mede entre 1 m e 2 m, cresce lentamente e apresenta caules eretos que se arqueiam pouco a pouco com a idade. Em meados da primavera, a arónia produz pequenas flores brancas agrupadas, tingidas de rosa-pálido, muito melíferas, semelhantes às do pilriteiro. A partir do verão, transformam-se em drupas pequenas vermelhas ou negras, consoante a espécie.
Considerada um superfruto, o sabor ácido das suas bagas faz lembrar o da groselha-preta ou do mirtilo, mas apresenta uma adstringência bastante mais marcada.
Entre as aronias, encontram-se os arbustos de bagas vermelhas (Aronia arbutifolia, de folhas semelhantes às do medronheiro) e os arbustos de bagas negras (entre os quais se encontram os mais comuns, Aronia melanocarpa e Aronia prunifolia).
Para além do seu valor ornamental, a arónia é reconhecida pelas propriedades antioxidantes das suas bagas, pela sua riqueza em vitaminas e pelos seus benefícios para o sistema digestivo.

Que espécie de arónia escolher para fazer compota?
Entre as aronias, distinguem-se as de bagas vermelhas e as de bagas negras. Para fazer compota, recomendam-se as variedades de bagas negras, cuja polpa é um pouco menos adstringente e mais doce. Assim, devem privilegiar-se Aronia melanocarpa e Aronia prunifolia (ou arónia-roxa).
Aronia prunifolia 'Viking' é conhecida pela sua produtividade: produz muitos frutos frescos e doces, perfeitos para fazer compotas (as bagas são primeiro vermelhas e depois adquirem uma cor negro-púrpura brilhante). A variedade Aronia melanocarpa 'Hugin' também apresenta uma boa produção e dá frutos saborosos, não demasiado ácidos.
Quando colher as bagas de arónia?
A altura ideal para a colheita situa-se entre o final do verão e o início do outono, quando os frutos estão bem maduros e cheios de sabor. Uma colheita tardia, durante o mês de setembro, quando os frutos estão demasiado maduros, permite obter bagas mais doces, reduzindo assim a adstringência natural da arónia. Além disso, não espere que as aves, especialmente os pisco-de-peito-ruivo, que tanto apreciam estas bagas, comecem a comê-las em seu lugar!
Se não for possível colhê-las o mais tarde possível para eliminar o seu sabor áspero, recomenda-se conservar as bagas de arónia durante algumas semanas no congelador.

Compota de arónia: a receita
Ingredientes
1 kg de bagas de arónia
900 g de açúcar cristalizado
O sumo de um limão
- Depois de lavar e escorrer as bagas de arónia, coza-as durante 5 minutos num pouco de água e, em seguida, esmague-as ligeiramente para facilitar a extração dos caroços. Pode utilizar um passe-vite ou outro utensílio semelhante.
- Numa panela para compotas ou numa caçarola grande, misture as bagas, a polpa, o açúcar e o sumo de limão.
- Leve ao lume até levantar fervura, depois reduza o lume e deixe cozinhar em lume brando durante 30 minutos, mexendo de vez em quando com uma colher de pau.
- Quando a compota tiver engrossado (faça um teste colocando um pouco de compota num pires frio: deve manter-se firme e, em qualquer caso, não ficar demasiado líquida), deite-a em frascos esterilizados com a ajuda de um funil para compotas ou de uma pequena concha e feche-os hermeticamente.
- Vire os frascos ao contrário para criar vácuo e deixe-os arrefecer completamente.
- Coloque uma etiqueta com a data do dia.
A conservação é igual à de qualquer outra compota: num local escuro, à temperatura ambiente ou num local fresco, como uma despensa, uma cave ou um armário.
Consuma a compota em torradas com manteiga ao pequeno-almoço, com crepes ou com queijo fresco, mas também como acompanhamento de queijos de pasta dura ou com um bom presunto... uma delícia!
N.B.: As bagas de arónia também podem ser utilizadas para preparar xarope, batidos, coulis ou licor, sorvetes e compotas, bem como misturadas em crumbles de pera ou maçã.

As variantes
Se preferir a textura da geleia, mais lisa, filtre a mistura depois de cozinhada (com um passador chinês ou um coador fino) para eliminar as cascas. A geleia ficará translúcida e sem pedaços. Também pode preparar a compota em duas etapas: deixe a primeira fervura repousar durante uma noite e retome a cozedura no dia seguinte, o que permite obter uma boa consistência.
Experimente também preparar compotas de arónia com maçã, nectarinas, ameixas bem maduras ou o sumo de algumas laranjas. É uma combinação doce bem conseguida, que reduz a adstringência. Outra possibilidade consiste em misturar frutos negros em partes iguais: arónia e mirtilos ou arónia e groselha-preta, uma verdadeira delícia…
Para saber mais
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