A poda das árvores de fruto de baixo-tronco, quando e como?
Técnica de manutenção e poda em taça de baixo-tronco
Resumo
As fruteiras em baixo-tronco têm um tronco com uma altura entre 60 e 80 cm. O tronco divide-se depois em 3 a 5 ramos principais bem distribuídos, de forma a criar uma taça, acessível a partir do solo ou com o auxílio de uma escada dupla, tanto para efetuar a poda como para a colheita. A condução destas árvores é relativamente fácil, requer, no entanto, alguns cuidados e uma poda de limpeza para favorecer a penetração da luz no centro da árvore.
A poda de manutenção de uma taça de baixo-tronco
A poda de manutenção tem como objetivos conservar a arquitetura em taça, favorecer a circulação do ar, a penetração da luz e permitir, assim, uma melhor frutificação.
Quando podar estas árvores de fruto
A poda realiza-se geralmente todos os anos; guarde este calendário simples:
- as árvores de fruto de grainha podem-se podar no inverno (fora do período de geada) até ao início da primavera,
- as árvores de fruto de caroço podem-se podar em agosto-setembro ou durante a colheita.
Como podar
Para podar as suas árvores de fruto, utilize sempre ferramentas bem afiadas, que deverá desinfetar entre duas árvores de forma a não propagar uma eventual doença.
Para isso, elimine os ramos:
- que se cruzam, pois geram feridas que se tornam portas de entrada para fungos e pragas.
- mortos.
- portadores de feridas e cancros, que se identificam pela casca rasgada, inchada, fendilhada de forma anormal ou com zonas planas (que mostram que o ramo não cresceu em toda a circunferência), com goma a exsudar. Os cancros contêm frequentemente esporos de fungos patogénicos.
- que crescem na base da árvore (rebentos do porta-enxerto) ou ao longo do tronco.

Depois de eliminar tudo o que prejudica a saúde da árvore, afaste-se e observe como arejar a ramagem de forma homogénea. Este arejamento tem como objetivo deixar a luz penetrar até às partes baixas da árvore e limitar as doenças favorecidas por um ambiente demasiado húmido:
- Elimine os ramos que crescem em direção ao centro da árvore;
- Privilegie os ramos horizontais ou inclinados em detrimento dos verticais;
- Elimine os ramos vigorosos de crescimento vertical, chamados «ladrões», exceto se pretender substituir um ramo enfraquecido por um deles, que inclinará colocando um peso na sua extremidade, por exemplo.
- Se vários ramos partirem de um mesmo ponto, conserve o mais inclinado, que frutificará mais rapidamente.
- Iguale o comprimento dos ramos estruturais de forma a equilibrar a forma em taça.
Bom saber: Nas variedades de tendência pendente, como a pereira Williams, deixe crescer os ramos estruturais de forma a que formem um arqueamento em direção ao solo sob o peso dos frutos. Esta forma de proceder incita a árvore a formar inúmeros gomos florais sem necessidade de efetuar uma poda complicada como a poda trigemme praticada tradicionalmente nas macieiras e pereiras.
- Não hesite em intervir novamente em julho para efetuar a poda em verde, que corrige as lacunas da poda de inverno. Numa formação em taça, consiste em moderar os ladrões mal podados durante a poda de inverno: elimine totalmente os rebentos vigorosos verticais. Se dois ramos robustos, um vertical e um oblíquo, voltarem a surgir, conserve apenas o oblíquo e pode-o de forma a deixar-lhe apenas 8 folhas (último olho voltado para o exterior).
No pessegueiro ou nectarineira, é recomendada uma poda de frutificação anual para evitar que os ramos frutíferos se afastem demasiado da árvore. Com efeito, um ramo que tenha dado frutos nunca mais os dará e morre na maior parte das vezes, pelo que é preferível eliminá-lo durante a colheita (o mais fácil) ou no momento da abertura das flores. Corte o ramo portador de frutos logo acima de 2 rebentos com folhas durante a colheita.
Leia também
Árvores de fruto: a poda de formação de uma varaA manutenção
A manutenção corrente das fruteiras de baixo-tronco é simples e consiste em aplicar:
- durante o inverno, uma pazada de cinza de madeira diretamente abaixo da extremidade dos ramos, onde se concentram as raízes absorventes da árvore. O seu teor em potassa estimula a floração e aumenta a produção de frutos.

- No outono ou na primavera, uma boa camada de composto em cobertura morta ou, se estiver bem maduro, raspar o solo para o incorporar levemente, tendo cuidado para não danificar as raízes. Cubra depois com uma cobertura morta (B.R.F., folhas secas…) ou corte simplesmente a relva junto ao tronco.
- Elimine logo no outono todos os frutos mumificados pela moniliose.
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