Top 9 das gramíneas resistentes ao frio
Seleção de gramíneas muito rústicas
Resumo
Plantas ornamentais cheias de encanto, as gramíneas conferem um toque de leveza e volume ao jardim, ao mesmo tempo que estruturam os canteiros, as bordaduras e os jardins de rochas com grande elegância. Estas plantas perenes, que requerem pouca ou nenhuma manutenção, apresentam uma folhagem fina e gráfica, elegante e, por vezes, persistente. Robustas e fáceis de cultivar, apreciam, na sua maioria, uma exposição soalheira e um solo bem drenado, ou até pobre e seco. Algumas gramíneas são também muito rústicas e resistem a temperaturas negativas significativas, que podem chegar aos – 40 graus! Descubra a nossa seleção de 9 gramíneas resistentes ao frio, que poderá plantar em praticamente todas as regiões.
Deschampsia cespitosa 'Goldschleier' - Canche cespitosa
A Deschampsia cespitosa ‘Goldschleier’ – canche-cespitosa é uma gramínea persistente e perene, que se encontra entre as mais rústicas, pois consegue resistir a temperaturas até – 40 graus. Com 90 cm de altura na maturidade, forma uma touceira compacta de folhas muito finas, verdes e arqueadas. No verão, de julho a outubro, estas cobrem-se de grandes inflorescências leves, que lembram panículas com reflexos dourados e prateados. Espetacular tanto no verão como no inverno, é pouco exigente e semeia-se espontaneamente no jardim sem invadir todo o espaço.
Valoriza os canteiros junto a plantas bolbosas, como os narcisos, ou a grandes plantas perenes, como as equináceas, as anémonas-do-japão e os grandes ásteres de outono.

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Plantar gramíneasCarex pendula - carriço-dependurado
O Carex pendula – Carriço-dependurado é uma espécie de gramínea que vive nas margens húmidas e se mostra rústica até – 29 graus. É uma aposta segura, com folhagem verde-escura e persistente, formando grandes tufos alargados e flexíveis que podem atingir 1,20 metro. As folhas são largas, verde-escuras na página superior e verde-claras azuladas no verso. Em junho e julho, os caules cobrem-se de longas espigas muito finas e decorativas, que pendem para baixo e apresentam uma cor enegrecida.
Esta gramínea é perfeita quando plantada nas margens de um ribeiro e instalada junto de Gunnera ou de Begonia grandis evansiana num jardim de aspeto exótico.

A Fetuça-das-ovelhas - Festuca ovina
A fetuça-das-ovelhas – Festuca ovina também resiste a um frio intenso e oferece uma rusticidade até aos – 29 graus. Muito robusta, esta pequena gramínea, com 25 cm de altura, forma uma touceira compacta e ereta de folhas finas, de cor verde-azulada, que adquirem uma tonalidade amarelo-palha no inverno. De maio a agosto, produz espigas florais verdes com nuances violáceas. É ideal para jardins secos e áridos e adapta-se a locais difíceis.
Cobre os canteiros, jardins de rochas e bordaduras com um tapete espesso e denso, podendo também ser utilizada como planta de cobertura ou como alternativa à relva. Combine-a com festucas-azuis para criar belos contrastes de cores e preencha os espaços vazios com seixos brancos, areia ou pozolana, para obter um efeito gráfico de estilo contemporâneo.

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10 gramíneas que não podem faltar no jardimO Holcus mollis 'Albovariegatus'
O Holcus mollis ‘Albovariegatus’ é uma gramínea original, com a sua folhagem variegada de branco e verde muito luminosa. Semi-persistente, esta folhagem forma tufos de folhas longas e estreitas que podem atingir 50 cm de altura. Em junho e julho, produz inflorescências verde-claras e com aspeto de plumas. Esta planta perene resiste a temperaturas até – 29 graus. Desenvolve-se bem à sombra, num solo fresco e até argiloso. Num substrato rico e fresco, pode tornar-se invasora.
Iluminará um canteiro à sombra, junto de jarros de flores brancas.

O Eriophorum angustifolium - algodão-das-turfeiras
O Eriophorum angustifolium – algodão-das-turfeiras é uma gramínea de grande rusticidade, que resiste até – 45 graus e é perfeita para os climas muito frios, pois isso favorece a sua floração. Esta planta original para colecionadores instala-se em locais húmidos e pantanosos, pouco profundos, ácidos e expostos ao sol. Forma uma touceira de folhas finas com 60 cm de altura quando adulta e produz inflorescências felpudas de um branco imaculado, semelhantes a algodão, de junho a agosto. É encantadora em ramos de flores de corte.
Num ramo de flores, pode ser utilizada como flor seca e combinada com dálias, rosas ou as suas flores preferidas. Proporcionará um toque sedutor de leveza e elegância.

O Calamagrostis brachytricha - Capim-diamante
O Calamagrostis brachytricha, também conhecido como erva-diamante, é uma gramínea de grande porte, com 1 metro de altura, com hastes eretas que ostentam folhas estreitas e alongadas, verdes com reflexos cor de bronze. As inflorescências púrpura surgem de agosto a outubro e adquirem reflexos loiros, que captam a luz de forma espetacular. Rústica até – 29 graus, aprecia o sol e a meia-sombra, assim como um solo fresco. A sua folhagem é caduca.
Preenche os canteiros com muita elegância e permite criar um ambiente natural, junto de plantas altas de aspeto natural ou selvagem, como as equináceas ou as verbenas de Buenos Aires.

Miscanthus giganteus – miscanto-gigante
O Miscanthus giganteus ou miscanto gigante faz parte das gramíneas de grande porte e pode atingir uma altura de 3 metros. Impressionante pela sua altura, também o é pela sua rusticidade, pois resiste a temperaturas até – 29 graus. Forma tufos verticais de folhas em forma de fita e arqueadas. A folhagem verde-clara, ligeiramente azulada, apresenta uma nervura central prateada. No inverno, adquire tons louros e castanhos. De outubro a novembro, os seus caules flexíveis enchem-se de espigas prateadas com 20 cm de comprimento, que ficam magníficas em ramos de flores. Para se desenvolver, esta planta necessita de um solo fresco e profundo, mas não rico. Precisa de espaço, mas não é invasora.
Esta gramínea utiliza-se num canteiro para lhe dar estrutura ou planta-se isolada numa relva. Combine-a com cosmos, cosmos, sálvias-russas ou ainda ásteres.

A Luzula sylvatica - lúzula
Rústica até aos – 29 graus, a Luzula sylvatica – lúzula é uma pequena gramínea de cobertura com 30 cm de altura. As suas folhas largas persistentes são orladas de sedas e apresentam uma coloração verde-clara brilhante, muito luminosa. É perfeita para iluminar os locais do jardim situados à sombra. A floração ocorre de abril a junho, sob a forma de panículas leves com pequenas espiguetas acastanhadas. As suas inflorescências apresentam reflexos castanhos, bronze e dourados. Instala-se à sombra ou em meia-sombra, num solo fresco.
É uma excelente planta perene para a sombra seca ou húmida, perfeita para ornamentar a base dos arbustos caducifólios. Combina igualmente bem com camélias ou hibiscos.

Anthoxanthum odoratum - erva-de-cheiro
O Anthoxanthum odoratum – erva-de-cheiro também resiste ao frio intenso até – 29 graus. Esta gramínea cresce até aos 45 cm de altura, formando pequenas moitas de folhas eretas, estreitas e finas. Encontra-se nos prados, nos bosques e nas pastagens. Pode ser cultivada como planta forrageira e exala um odor a feno. A folhagem verde-glauca na primavera e no verão torna-se amarelo-palha no inverno. De maio a julho, produz inflorescências de 5 a 7 cm, com espiguetas inicialmente verde-amareladas que passam a amarelo-palha no outono.
Esta planta robusta instala-se num jardim de rochas, ao girassol perene ou em meia-sombra, num solo pobre e com tendência para a acidez. É ideal para jardins secos e combina bem com festucas.
Outras gramíneas também se mostram muito resistentes ao frio. É o caso de Carex atrata – cárice (até – 34 graus), Carex sylvatica – cárice (até – 29 graus), Alopecurus pratensis ‘Aureovariegatus’ (até – 29 graus). A erva-das-pampas teria tido todo o seu lugar nesta seleção, mas está agora proibida para venda, pois figura na lista das plantas invasoras.

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