Resumo
A ínula em poucas palavras
- A ínula é apreciada pela sua floração estival em grandes capítulos amarelo-dourado, muito luminosos!
- Trata-se de uma planta grande e imponente, de hábito ereto, podendo atingir 2 m de altura
- A sua raiz é comestível e possui propriedades medicinais
- É uma planta robusta e vigorosa, rústica e pouco sensível a doenças
- É perfeita no segundo plano dos canteiros de plantas perenes, com outras florações coloridas
A palavra da nossa Especialista
A ínula é uma planta geralmente perene, de grande porte ereto, que oferece em pleno verão uma floração em capítulos amarelos! A forma das flores lembra a das margaridas ou dos ásters. A espécie mais conhecida é a Inula helenium, ou enula-campana, uma planta robusta e vigorosa, que pode atingir 2 m de altura! Mas encontram-se também outras espécies que ficam mais pequenas, como a Inula ensifolia, uma planta delicada, de folhagem fina e hábito arredondado.
Para além do seu interesse ornamental, a Inula helenium é particularmente apreciada pelas suas propriedades medicinais, nomeadamente contra as afeções respiratórias. É a sua raiz que é utilizada, geralmente sob a forma de infusão ou de decoção.
A ínula integra-se muito bem em canteiros mistos, em associação com outras plantas perenes. Acrescenta ao mesmo tempo volume e luminosidade nos canteiros! Encontra também o seu lugar em jardins de estilo selvagem e natural, bem como em jardins de plantas medicinais. Por fim, as espécies mais pequenas podem ser plantadas em rochas.
A Inula helenium aprecia uma boa terra de jardim, fértil e fresca. Uma vez instalada, é bastante fácil de manter. Basta regá-la em períodos de seca, para que o solo se mantenha relativamente fresco, e podar drasticamente as plantas ao nível do solo no outono. Recomenda-se também dividi-las de três em quatro anos, para rejuvenescer as touceiras.
Descrição e botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Inula sp.
- Família Asteraceae
- Nome comum Ínula, Enula-campana
- Floração geralmente em julho-agosto
- Altura entre 25 cm e 2,5 m
- Exposição sol ou meia-sombra
- Tipo de solo fresco, profundo, rico, preferencialmente calcário
- Rusticidade entre -15 e -20 °C
As Inula reúnem 110 espécies de plantas geralmente perenes, mas que também podem ser anuais ou bienais. São originárias da Europa, da Ásia e de África. A maioria das espécies é proveniente da Ásia central, e algumas chegam a ser encontradas no Himalaia. Por ter sido cultivada há muito tempo pelas suas propriedades medicinais, a Inula helenium naturalizou-se em várias regiões do mundo, nomeadamente na América do Norte e na Europa.
Em Portugal, na natureza, há registo de várias espécies do género. As ínulas podem ser encontradas em campos, prados, bermas de estradas, terrenos incultos ou baldios… A Inula helenium cresce sobretudo em terrenos frescos e a meia-sombra (orlas de bosque, sebes, prados húmidos…), ao passo que outras espécies preferem terrenos pedregosos e rochosos, mais secos.
A ínula pertence à grande família das Asteráceas (cerca de 33 000 espécies), tal como as margaridas, as margaridas-dos-prados ou os girassóis perenes. A principal característica desta família é a presença de flores reunidas em capítulos. As flores são minúsculas, mas estão reunidas em grande número para formar uma espécie de disco, um capítulo, que se assemelha a uma única flor grande.
O género Dittrichia é muito próximo das Inula, uma vez que duas espécies anteriormente consideradas Inula mudaram de nome e passaram a designar-se Dittrichia (Dittrichia graveolens e Dittrichia viscosa).

Inula helenium : ilustração botânica
O nome Inula proviria do grego enàein: purgar, purificar, por alusão às propriedades medicinais da planta. O epíteto específico Helenium faz referência a Helena, filha de Zeus na mitologia grega, que foi raptada por Páris, o que desencadeou a Guerra de Troia. Segundo a lenda, a planta começou a crescer no local onde as suas lágrimas caíram no chão… Ou, segundo outras fontes, Helena estava a colher esta planta no momento do seu rapto.
A Inula helenium é uma imponente planta perene de cepa lenhosa. É uma planta vigorosa e robusta, bem rústica, e de crescimento rápido. Tem um hábito bastante rígido, e possui grandes caules aveludados, peludos e bastante espessos. Estes caules são ramificados no topo. Existe contudo uma espécie acaulescente: Inula rhizocephala, que forma rosetas ao nível do solo e oferece flores que surgem no centro da roseta.
O tamanho das ínulas é, portanto, muito variável consoante as espécies, pois medem entre 25 cm e 2,5 m de altura. A Inula ensifolia conta-se entre as mais pequenas, ao passo que a Inula helenium e a Inula racemosa são as maiores. A Inula helenium pode atingir 2 m de altura… Daí o seu nome comum de enula-campana!
As ínulas florescem a pleno verão, geralmente em julho-agosto (mas, consoante as variedades, a floração pode ocorrer entre junho e outubro). As ínulas ostentam então, no topo dos seus caules eretos, grandes capítulos amarelo-dourados. São apreciadas pela sua bela tonalidade luminosa. Estes capítulos podem ser solitários ou reunidos em corimbo.
O que parece ser uma única flor é, na realidade, uma multidão de flores minúsculas, reunidas num mesmo plano, exatamente como nas margaridas ou nos ásteres. Esta inflorescência particular recebe o nome de capítulo. É composta por flores tubuladas no centro e por flores liguladas na periferia, no exterior. As flores liguladas são particularmente longas e finas, estreitas. Conferem ao capítulo um aspeto mais ou menos “despenteado”, desordenado. Irradiam em torno do centro da flor. São mais claras, de um amarelo mais vivo, do que as flores tubuladas no centro do capítulo. Estas últimas são amarelo-escuro, por vezes ligeiramente acastanhadas. As lígulas são flores femininas, ao passo que as flores tubuladas são hermafroditas (com estames e estilete). Em torno da base do capítulo, podem observar-se brácteas que se sobrepõem em várias filas.
Os capítulos da Inula helenium são bastante grandes, pois medem entre 5 e 8 cm de diâmetro, ao passo que na Inula ensifolia não ultrapassam 3 cm de diâmetro. A Inula viscosa tem igualmente flores bastante pequenas, distribuídas junto aos caules.
A ínula é uma boa planta melífera; as suas flores atraem os insetos que as vêm polinizar.

Corte de um capítulo de Inula ensifolia (foto Stefan Lefnaer): distinguem-se as flores tubuladas no centro e as flores liguladas no exterior / Um capítulo de Inula magnifica / A floração da Inula helenium
A Inula helenium forma uma roseta basal de folhas muito grandes, e possui igualmente folhas caulinares, situadas no caule. Vão tornando-se progressivamente mais pequenas à medida que se sobe para o topo do caule. As folhas inferiores são pecioladas, ao passo que as restantes são sésseis, amplexicaules. As folhas caulinares são alternas, inseridas uma a seguir à outra.
De um modo geral, as folhas das ínulas são particularmente grandes. As da Inula helenium podem atingir 80 cm de comprimento! São de forma oval, bastante largas e simples, não recortadas. A margem do limbo é dentada. A folhagem tem um aspeto bastante grosseiro, volumoso e imponente, pouco delicado, bem como uma textura enrugada e ligeiramente rugosa. Algumas espécies têm folhas muito mais pequenas: na Inula ensifolia, não ultrapassam 10 cm de comprimento, e são particularmente finas, estreitas, de forma linear. Têm um aspeto delicado e gráfico.
As folhas são de cor verde e marcadas por nervuras brancas. A Inula candida possui folhas branco-acinzentadas, aveludadas, de aspeto muito suave. A espécie Inula viscosa, por sua vez, tem a particularidade de apresentar folhagem pegajosa e viscosa.
Na Inula helenium, as folhas são verdes na face superior, mas bastante esbranquiçadas no reverso, pois estão cobertas de pelos, feltradas. A nervura central é saliente no reverso das folhas.
A Inula helenium é uma planta caduca: as suas partes aéreas murcham no outono e voltam a desenvolver-se na primavera. Aconselha-se podar drasticamente a planta ao nível do solo no outono.

As grandes folhas da Inula helenium, as da Inula magnifica (foto Plenuska), e as pequenas folhas lineares da Inula ensifolia (foto Krzysztof Ziarnek, Kenraiz)
A Inula helenium é reconhecida e cultivada desde a Antiguidade pela sua raiz com propriedades medicinais. Esta é espessa, carnuda e ramificada. É aromática e pode ser utilizada para perfumar sobremesas. Tem um sabor amargo e um odor a cânfora. É por vezes utilizada no fabrico do absinto.
Uma vez fecundadas as flores da ínula, dão lugar a aquénios de cor castanho-avermelhada (fruto seco que não se abre na maturidade e contém uma única semente). Estes aquénios são encimados por aigretes que lhes permitem voar com o vento, exatamente como as sementes da erva-das-bruxinhas!
As ínulas têm tendência a autossemear-se espontaneamente. Para evitar que isso aconteça, elimine as flores murchas antes de a planta ter tido tempo de produzir sementes!
Também pode optar por colher as sementes para tentar a sementeira e reproduzir assim as suas plantas.

Pormenor dos aquénios da Inula ensifolia (foto Stefan Lefnaer) / Uma infrutescência de Inula magnifica (foto Dominicus Johannes Bergsma)
Leia também
Como criar um belo canteiro de plantas perenes?As principais variedades de ínula
Inula helenium
- Período de floração Agosto, Setembro
- Altura à maturidade 1,50 m
Inula magnifica
- Período de floração Agosto à Outubro
- Altura à maturidade 1,60 m
Inula racemosa Sonnenspeer
- Período de floração Agosto à Outubro
- Altura à maturidade 2,50 m
Inula ensifolia
- Período de floração Julho à Setembro
- Altura à maturidade 30 cm
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Plantação
Onde plantar a ínula?
Pode instalar a ínula ao sol ou a meia-sombra. A exposição depende também da localização geográfica: em regiões do sul, com verões mais quentes, prefira um local ligeiramente ensombrado em vez de pleno sol, ao passo que em regiões mais a norte pode plantar sem problemas em pleno sol.
A ínula aprecia terrenos ricos em matéria orgânica, férteis e profundos. Gosta igualmente de substratos com tendência calcária. O terreno deve ser relativamente fresco, mas drenante. Evite solos demasiado pesados e compactados, que retêm a água. Em geral, as ínulas não são muito exigentes e conseguem adaptar-se a diferentes tipos de solos.
A enula-campana integra-se muito bem em canteiros mistos, em companhia de outras plantas perenes com floração estival. Embora seja possível o cultivo em vaso, é preferível instalar a ínula em plena terra. Algumas espécies (as mais pequenas, como a Inula ensifolia, por exemplo) adaptam-se a uma plantação em jardim de pedras. Da mesma forma, a Inula viscosa desenvolve-se particularmente bem em terrenos secos e ensolarados, sendo perfeita em jardim de pedras ou num jardim seco.
A ínula é uma planta bastante alta; dê-lhe espaço suficiente para se desenvolver bem. Se possível, prefira um local abrigado do vento. Caso contrário, as espécies mais altas poderão necessitar de tutores.
Tendo em conta a altura de algumas espécies (Inula helenium, Inula racemosa ‘Sonnenspeer’…), sugere-se instalá-las preferencialmente no fundo dos canteiros, em segundo plano. Claro que, se cultivar espécies mais pequenas, como a Inula ensifolia, coloque-as pelo contrário na parte da frente.

Algumas ínulas podem ser plantadas em jardim de pedras. Aqui, Inula salicina (foto Leonora Enking)
Quando plantar?
Pode plantar a ínula na primavera (abril-maio) ou no outono (setembro-outubro).
Como plantar?
A distância de plantação varia consoante as espécies, pois não atingem todas as mesmas dimensões; para a Inula helenium, aconselha-se respeitar pelo menos 80-90 cm de distância entre duas plantas.
- Comece por colocar o torrão numa bacia com água, para que se reidrate.
- Escolha o local para a sua planta e, em seguida, abra uma cova de plantação com cerca do dobro do tamanho do torrão. Aconselha-se trabalhar o solo em profundidade, para o soltar bem e facilitar o enraizamento. Não hesite também em incorporar um pouco de composto bem decomposto para enriquecer o solo.
- Retire a planta do vaso.
- Coloque-a na cova de plantação, cubra com o substrato em redor e compacte delicadamente com a palma da mão.
- Regue abundantemente.
- Aplique uma camada de mulch à volta da planta, de modo a conservar a humidade e a limitar o crescimento das ervas daninhas.
Pode também consultar os nossos conselhos em vídeo sobre a plantação de plantas perenes:
Leia também
Canteiro de flores: varia e combina as formas!Manutenção
A Inula helenium aprecia solos que se mantêm relativamente frescos. Convém regar algumas vezes em caso de seca. Sugerimos a colocação de uma camada de mulch, pois isso manterá o solo fresco por mais tempo, ao mesmo tempo que o enriquece em matéria orgânica. O mulch tem também o efeito de limitar o crescimento das ervas daninhas.
A Inula helenium é uma planta caduca: as suas partes aéreas desaparecem no inverno. Efetue uma poda severa no outono, podando drasticamente a planta rente ao solo. Retomará o crescimento na primavera.
Como se trata de uma planta bastante alta, a ínula pode precisar de ser tutorada para manter os seus caules bem direitos, especialmente se estiver exposta ao vento.
Se pretender evitar as sementeiras espontâneas, elimine as flores murchas.
Como as Inula se dão bem em terrenos férteis, ricos em matéria orgânica, apreciarão se lhes fornecer todos os anos, no início da primavera, um pouco de composto bem decomposto.
Se pretender colher as raízes de ínula (pelo seu caráter medicinal e comestível), faça-o no outono, pois é o momento em que a energia da planta desce para o sistema radicular, antes de a planta entrar em dormência para o inverno. Escolha uma planta com dois ou três anos.
Em geral, a ínula é pouco sensível a doenças e pragas. Pode, no entanto, ser afetada pelo oídio, uma doença criptogâmica que se reconhece pelo aparecimento de uma penugem branca nas folhas. Se detetar esta doença, aconselhamos a eliminar as folhas afetadas e, de seguida, a pulverizar uma solução à base de enxofre, ou uma decocção de cavalinha.
Multiplicação
A ínula multiplica-se principalmente por divisão, mas também é possível semeá-la.
Divisão de tufos
É possível dividir os tufos de ínula no início da primavera ou no outono. Recomenda-se fazê-lo em média de três em três anos, pois permite rejuvenescer as plantas e dar-lhes um pouco mais de vigor.
Comece por desenterrar o sistema radicular, cavando suficientemente para não o danificar. Se necessário, retire o excesso de terra para o tornar bem visível. Corte as raízes em várias secções, utilizando uma faca afiada (devem ter pelo menos 5 cm de comprimento). Replante-as, diretamente em plena terra ou em vaso numa primeira fase. Pode aproveitar para recolher algumas raízes, se pretender utilizá-las pelas suas propriedades medicinais.
Sementeira
A ínula produz aquénios que podem ser colhidos e depois semeados, na primavera ou no outono, em caixilho frio. Se as condições de cultivo lhe forem favoráveis, pode também ser autossemeadora no jardim.
- Prepare um vaso com substrato especial para sementeira.
- Semeie as sementes dispersando-as à superfície.
- Cubra com uma fina camada de substrato e, em seguida, compacte ligeiramente.
- Regue com um jato em chuveiro fino.
- Coloque o vaso sob abrigo, num local luminoso, mas sem sol direto. Para que as sementes germinem, a temperatura deve ser de pelo menos 10 °C. Regue regularmente, para que o substrato se mantenha ligeiramente húmido.
- Transplante assim que as jovens plântulas atingirem um tamanho que permita a sua manipulação.
- Podem ser instaladas em plena terra assim que as temperaturas se tornarem suficientemente amenas.
Será necessário aguardar o segundo ano para as ver florescer.
Também é possível semear as sementes diretamente em plena terra na primavera.
Associações no jardim
As ínulas são perfeitas para integrar canteiros mistos, sobretudo se escolher as espécies de maior porte, como a Inula helenium ou a Inula racemosa, particularmente imponentes. Coloque-as no fundo dos canteiros e associe-as a outras plantas perenes de floração estival. Escolha, por exemplo, milefólios, coreópsis, Anthemis tinctoria, campânulas, equináceas, gerânios perenes, penstémons, Phlox paniculata… Sem esquecer a leveza da Gaura lindheimeri. E, no meio de todas estas flores, não hesite em integrar algumas gramíneas, como as ervas-dos-penas, Calamagrostis ou estipas!
Componha um canteiro muito colorido associando as ínulas a outras flores em tons de amarelo, laranja e vermelho…! Aproveite a floração majestosa dos lírios-de-um-dia, as espigas originais das tritomas, ou as delicadas flores da Salvia microphylla. Pode também escolher coreópsis, gaildárdias, bergamotas, helénios, dálias, Achillea filipendulina… Obterá um canteiro soberbo em tons quentes, vivos e flamejantes.

Pode associar as ínulas a outras flores em tons de amarelo, laranja e vermelho! Kniphofia ‘Fiery Fred’, Inula hookeri ‘Mude’ (foto Peganum), Hemerocallis aurantiaca ‘Gladys Perry’, Salvia ‘Rêve Rouge’ e Coreopsis verticillata ‘Moonbeam’
Porque possuem numerosas propriedades benéficas, pode aproveitar as ínulas para compor um jardim de plantas medicinais. Crie um jardim de simples, integrando sálvias, calêndulas, milefólios, malva, hissopo, camomila, agastache, verbena-oficinal… Aproveite também a Arnica montana, cujas flores amarelas combinarão muito bem com as da ínula! Poderá facilmente utilizar este jardim para colher plantas, secá-las e usá-las em infusão. Integre também algumas plantas aromáticas: tomilho, erva-cidreira, alfazema, hortelã, funcho-bastardo… que poderá usar na cozinha.
A ínula pode também integrar um jardim silvestre, de estilo campestre. Componha um canteiro de aspeto relativamente desorganizado, com plantas de grande porte e hábito livre e arejado. Escolha uma espécie como a Inula magnifica, e associe-a a milefólios, Verbena hastata, sálvias, campânulas, Veronicastrum virginicum… Sem esquecer as gramíneas, insubstituíveis para trazer um ar de «prado selvagem».
As espécies mais pequenas podem ser integradas em jardins de pedras. Opte, por exemplo, por Inula ensifolia ou Inula candida, e coloque-as com gerânios de rocha, Delosperma cooperi, Campanula muralis, Dianthus deltoides, séduns e sempre-vivas… Aproveite também a soberba Convolvulus mauritanicus, que oferece uma delicada floração em azul suave!
→ Descubra outras belas ideias de associação com ínulas na nossa ficha de conselhos!
Sabia que?
- Uma planta medicinal e comestível!
A Inula helenium é cultivada há muito tempo pelas suas propriedades medicinais. É a raiz que é utilizada, principalmente sob a forma de decoção ou infusão. É eficaz contra a tosse e para aliviar as afeções respiratórias (bronquite, tosse…). Pode também ser utilizada contra os problemas digestivos e para reforçar o sistema imunitário. Além disso, é antisséptica, vermífuga, tónica e diurética. As raízes são ricas em inulina (foi aliás a Inula que deu o nome a este tipo de açúcar).
A raiz da Inula é também comestível, utilizada para aromatizar as sobremesas. Pode ser utilizada fresca ou seca. Tem a vantagem de estimular o apetite e de favorecer a digestão. Tem um sabor amargo. As folhas jovens também podem ser consumidas. As raízes colhem-se no outono, em plantas com dois ou três anos.
Recursos úteis
- Descubra a nossa gama de ínulas!
- A nossa ficha de conselho sobre a manutenção das plantas perenes
- Descubra outras plantas altas em As plantas perenes altas: gigantes indispensáveis para o jardim.
- A nossa ficha de conselho: Como criar um belo canteiro de plantas perenes?
- Os nossos conselhos em vídeo sobre a plantação das plantas perenes
Perguntas frequentes
-
As folhas da minha ínula cobrem-se de penugem branca. Porquê?
Está sem dúvida afetada pelo oídio, uma doença criptogâmica causada por um fungo. Observa-se primeiro o aparecimento de uma penugem branca nas folhas, depois estas tendem a deformar-se e a secar. Aconselhamos a retirar e queimar as folhas afetadas, de forma a limitar o seu desenvolvimento, e depois tratar utilizando um fungicida, por exemplo enxofre ou uma decocção de cavalinha. Da mesma forma, ao regar, dirija o jato para a base da planta, tendo cuidado para não molhar a folhagem.
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