Resumo

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As árvores chorosas oferecem uma silhueta simultaneamente singular e melancólica. À semelhança do romântico salgueiro-chorão, apresentam uma ramagem flexível e muito pendente, conferindo-lhes um charme incontestável. Existem numerosas árvores chorosas, caducas ou persistentes, sendo que as mais comuns se encontram entre os salgueiros, as bétulas e os cedros, mas também pereiras, laburnos e outros abetos.

O seu hábito único e a sua ramagem irregular fazem com que sejam frequentemente plantadas em isolamento para as valorizar. Estarão presentes em jardins grandes ou pequenos, pois apresentam, consoante as variedades e as obtenções hortícolas, dimensões bastante diferentes, podendo os maiores necessitar por vezes de «muletas» para suportar a sua incrível ramagem.

Aqui ficam algumas verdadeiras preciosidades que convido a descobrir, para ornamentar grandes parques ou jardins e espaços muito mais reduzidos.

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Magia do salgueiro-chorão, esplendor primaveril de um Prunus pendula ‘Beni Shidare’ (© Wendy Cutler), e hábito enigmático de um Cedrus atlantica ‘Glauca Pendula’

Dificuldade

O Sophora japonica 'Pendula': um pagode bem encantador

Também chamada pagode-japonesa ou árvore-das-pagodes, a acácia-do-japão (Sophora japonica) é uma grande árvore de forma arredondada cujo nome convida à viagem. Eis uma forma com ramos flexíveis e muito retombantes que permite trazer para casa esta árvore admirável: Sophora japonica ‘Pendula’. Com os seus ramos muito compridos e a sua silhueta irregular e espraiada, não lhe faltam charme nem elegância, e traz uma verdadeira curiosidade a um jardim. Pode mesmo criar um belo caramanchão estival podando alguns ramos. A folhagem caduca é verde-escura, composta de folíolos com cerca de 25 cm de comprimento. A estrutura e o tronco tornar-se-ão cada vez mais contorcidos com a idade, o que acrescenta ao seu atrativo. Atenção, tal como a espécie-tipo, Sophora japonica ‘Pendula’ só florescerá ao fim de cerca de vinte anos. Instale-o isolado para um belo efeito, em jardins grandes ou médios (mede de 3 a 5 m de altura por 3 a 4 m de envergadura).

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Sophora japonica ‘Pendula’, hábito e folhagem

→ Saiba mais sobre a sófora no nosso dossier completo: Sófora, plantar, cultivar

O Cedrus atlantica 'Glauca Pendula': uma crineira azul de exceção

O cedro-do-Atlas chorão é uma árvore de exceção, com um hábito notavelmente alargado e fortemente pendente, com folhagem azulada que se inclina até ao solo. É uma conífera de crescimento lento, que se desenvolve a partir de um tronco curto, formando uma vegetação atípica de ramos que retombam ao solo em arcos de forma irregular. Convém ajudá-lo desde jovem com uma estrutura de suporte para o suster e orientar. É com o tempo que revela todo o seu esplendor, atingindo dimensões majestosas (cerca de 4 m de altura por 8 de comprimento), mas aos 10 anos mede geralmente entre 1,50 e 2 m de altura, proporções que mantém frequentemente. Adapta-se idealmente a solos secos em pleno sol, mas aceita também solos um pouco mais frescos desde que beneficie de calor no verão. Merece um lugar isolado no jardim e, se houver um grande espelho de água, ficará magnífico plantado à sua beira, trazendo muito romantismo.

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Cedrus atlantica “Glauca Pendula” (© Jim the Photographer)

O Cercidiphyllum japonicum 'Pendulum': uma pequena árvore preciosa

A árvore-do-caramelo encanta pela sua folhagem, nomeadamente pelas suas sublimes cores outunais. Esta árvore de porte médio foi apresentada numa variedade chorona com Cercidiphyllum japonicum ‘Pendulum’, o que permite introduzi-la em espaços mais pequenos, pois mede em idade adulta 5 a 6 m de altura. O seu porte espalhado é muito generoso, como uma cascata vegetal, com uma copa em cúpula encantadora e uma grande folhagem arredondada, tal como a espécie-tipo, verdadeiramente sedutora. Muda de cores ao longo das estações — é precisamente esse o encanto desta pequena árvore, que passa do cor-de-rosa ao amarelo alaranjado e depois ao vermelho no outono, estação em que exala um perfume a caramelo —, uma personalidade verdadeiramente cativante. Extremamente rústica e sem necessitar de cuidados particulares, sem exigências quanto ao tipo de solo, adaptando-se ao sol ou à meia-sombra, é uma espécie que urge descobrir para o seu jardim!

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Cercidiphyllum japonicum ‘Pendulum’ (© Wendy Cutler) e a sua folhagem outonal

O Laburnum alpinum 'Pendulum': chuva de ouro primaveril

Os laburnos são esplêndidas pequenas árvores caducas com uma impressionante floração amarelo-dourada na primavera. Todos têm, mais ou menos, um pequeno lado chorão, dado pela sua ramagem e pelos seus cachos pendentes de flores que lembram os da glicínia, mas num amarelo vivo ultra luminoso. O laburno-dos-Alpes ou Laburnum alpinum ‘Pendulum’ é uma cultivar com uma silhueta ainda mais pendente, verdadeiramente soberba, e com longos cachos de flores entre 20 cm e 40 cm de comprimento que surgem por volta do mês de maio. De dimensões muito modestas (2,50 m em todas as direções na maturidade), pode instalá-lo ao sol em qualquer tipo de solo. Esta pequena árvore é apreciada pela sua rusticidade e facilidade de cultivo. É encantadora plantada isolada perto de um caminho muito frequentado, para desfrutar deste hábito mágico, ou em pequeno grupo de três exemplares, ou ainda para formar uma alameda ou mini abóbada encantadora na primavera, sob a qual se difundirão os seus divinos aromas.

Laburnum anagyroides e Laburnum watereri ‘Vossii’ são outros dois magníficos laburnos que recomendo, um pouco menos chorosos, é certo, cuja altura atinge os 5 m, igualmente de interesse.

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O Salix caprea 'Kilmarnock' : notável da primavera ao inverno

A borrazeira-negra chorona, também conhecida pelas denominações de Salix caprea ‘Pendula’ ou borrazeira-negra chorona com amentilhos, possui um dos hábitos chorões mais singulares e muitos atrativos para quem procura uma árvore decorativa: inicialmente de silhueta muito estreita, adquire uma forma chorona mais alargada, mágica, com ramos acastanhados arroxeados que caem graciosamente até ao solo. Quando se cobre de amentilhos amarelo-pálidos a dourados no lenho nu, entre fevereiro e março, é deslumbrante (esta cultivar tem apenas flores masculinas… portanto amentilhos de grande beleza)! A folhagem de verão, de cor verde-escura e finamente dentada, adorna-se de tons amarelos à aproximação do outono. No inverno, o seu hábito é escultural. É a aliada dos jardins pequenos… e dos terraços contemporâneos, pela sua aparência ultra gráfica e pelo seu tamanho modesto que permite instalá-la em vaso. Menos exigente do que o salgueiro comum, não apresenta exigências de maior e precisará apenas de uma exposição bem ensolarada, se possível.

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Salix caprea ‘Kilmarnock’

O Betula pendula 'Youngii': elegância e leveza

A maioria das bétulas enxertadas são árvores naturalmente chorosas com a sua fina e leve ramagem a cair graciosamente quase até ao chão. Uma das variedades particularmente ornamentais pelo seu hábito em parasol é a bétula-chorona ‘Youngii’. Possui não só uma bela silhueta chorona com copa arredondada, como também uma soberba casca lisa esbranquiçada característica do género (que se irá exfoliar com o tempo), uma ramagem avermelhada-acastanhada e uma folhagem leve de verde tenro, que adquire tons amarelos no outono. Com uma altura adulta entre 3 e 6 m, é adequada para jardins de tamanho médio. Betula pendula ‘Youngii’ traz uma bela nota romântica ao jardim, e um aspeto invernal igualmente misterioso. Por fim, funciona muito bem como pequena árvore de sombra, com a sua folheação ligeira. Completamente rústica, pode ser plantada em praticamente todo o Portugal.

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Betula pendula ‘Youngii’ (© Wendy Cutler)

O Prunus subhirtella pendula 'Rubra': romântico a mais não poder

Esta pequena árvore é altamente ornamental pela sua floração primaveril muito abundante no lenho nu e pelo seu hábito pendente com ramos pendentes em cascata. Prunus subhirtella ‘Pendula Rubra’ pode ser plantada em jardins pequenos ou médios, pois atinge 4 m de altura por 3 a 4 m de largura. A sua ramagem pendente revela-se pouco a pouco no outono, quando as folhas adquirem uma bela cor amarela alaranjada. É a árvore de silhueta perfeita, ligeiramente tortuosa, mantendo dimensões modestas para muitos jardins pequenos. A floração, primeiro rosa-pálido, torna-se rosa intenso à medida que as flores se abrem. Não é muito exigente quanto à natureza do solo e revela-se ao mesmo tempo elegante e robusta em toda a França. Integra-se particularmente bem em ambientes bucólicos.

Se tiver o mesmo fraco que eu pelas cerejeiras-do-japão pendentes, Prunus serrulata ‘kiku shidare zakura’ é uma outra cultivar absolutamente graciosa, cobrindo-se de grandes flores cor-de-rosa dobradas.

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Prunus subhirtella ‘Pendula’ Rubra

A Pyrus salicifolia 'Pendula': um ar de oliveira… mais rústica

O nome latino desta pereira informa-nos facilmente: trata-se de uma pereira-chorona com folhas de salgueiro e hábito pendente. Uma curiosidade botânica? Não, apenas um híbrido obtido por enxertia, sem dúvida interessante pelas suas múltiplas qualidades ornamentais: Pyrus salicifolia ‘Pendula’ floresce de finais de abril até junho consoante as regiões, cobrindo-se de delicadas flores brancas agrupadas em ramos de flores terminais, a sua folhagem é soberba, estreita e de uma bela cor prateada, fazendo lembrar um pouco uma oliveira. E sobretudo, oferece uma silhueta muito particular, com longos ramos pendentes até ao solo. Outras vantagens desta pereira fora do comum: suporta bem a poluição urbana e a sua folhagem cinzento-prateada adapta-se perfeitamente à salsugem e ao calor, e mesmo à seca. Uma verdadeira descoberta para o seu pequeno jardim!

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Pyrus salicifolia ‘Pendula’ (© Wendy Cutler)

O Picea abies 'Inversa': uma forte personalidade, ereta ou rasteira

As píceas têm também uma forma chorona com Picea abies ‘Inversa’ : esta conífera torna-se uma árvore quase colunar quando o tronco é sustentado por uma estrutura de suporte, e mantém um porte espalhado e rastejante sem o artifício de um tutor. Isso torna-a uma conífera verdadeiramente interessante, que pode assim ser guiada ao seu gosto, com ramos que invariavelmente caem e abraçam fortemente o tronco ou cobrem o solo em longas ramas de verde vivo. Pode portanto ser plantada em isolado para tirar partido do seu aspeto surpreendente, que não deixa ninguém indiferente, ou num canteiro de rocha ou num grande talude. Conduzida em árvore, atingirá 6 a 8 m de altura por 2 m de largura, crescendo mais rapidamente em terreno fresco. Aprecia o sol ou a meia-sombra, suporta bem a poda, é completamente rústica… uma conífera a não esquecer se quiser trazer um pouco de originalidade e caráter ao seu jardim!

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Picea abies ‘Inversa’ (© FD Richards)

→ Saiba mais com a nossa ficha completa Píceas, plantar, podar e cuidar

Morus alba 'Pendula': um original para jardim pequeno

Eis mais uma pequena árvore ideal para um jardim pequeno, ou como ponto focal num grande relvado: a amoreira-branca chorona possui um encanto inegável, em todas as estações, graças à sua ramagem densa que forma uma massa muito gráfica mesmo no coração do inverno, e a sua folhagem pendente em cortina vegetal muito compacta da primavera ao outono. Apresenta uma copa arredondada e um hábito irregular com os seus longos ramos flexíveis, folhas verdes dentadas, e mede de 4 a 6 m de altura para uma envergura semelhante. Os frutos são os da amoreira comum, sob a forma de drupa semelhante a framboesas brancas, muito apreciadas pelas aves. Adapta-se indiferentemente ao sol ou à meia-sombra, é perfeitamente rústica e verdadeiramente pouco exigente quanto ao solo.

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Morus alba ‘Pendula’, à direita na primavera antes do aparecimento da folhagem (© Gwenaëlle David)

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Descubra então estas magníficas árvores caducifólias: Salix sepulcralis ‘Chrysocoma’, Ulmus glabra pendula, Corylus avellana ‘Pendula’, Nyssa sylvatica pendula, Fagus sylvatica (e purpurea) ‘Pendula’, Fraxinus excelsior var Pendula, Acacia pendula, ou Hamamelis japonica ‘Pendula’.

Se são as coníferas que mais atraem, algumas espécies também se distinguem: Cedrus deodara ‘Pendula’, Chamaecyparis nootkatensis ‘Pendula’ para jardins de grande dimensão, Tsuga canadensis ‘Pendula’, Abies alba ‘Pendula’ e Picea abies ‘Pendula’.

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