10 coníferas para sebes, para delimitar espaços com estilo no jardim

10 coníferas para sebes, para delimitar espaços com estilo no jardim

Espécies e variedades perfeitas para uma sebe de coníferas bem conseguida

Resumo

Modificado 0,01  por Patricia 7 min.

Delimitar espaços, proteger a privacidade e impedir olhares indiscretos, decorar o jardim: cada sebe desempenha muitas vezes vários papéis em simultâneo. Por isso, no momento de a plantar, convém fazer as escolhas certas em termos de velocidade de crescimento, densidade ou ainda de altura e envergadura. Descubra a nossa seleção de 10 coníferas de sebe perfeitas para desfrutar ainda mais do seu jardim.

Dificuldade

O teixo comum fastigiado, uma grande longevidade

Embora existam muitas variedades de teixo, o Taxus baccata ‘Fastigiata Robusta’ é ao mesmo tempo harmonioso e denso, o que o torna uma escolha ideal para uma sebe no jardim. Esta variedade seduz muito pela sua folhagem persistente verde-viva e pela sua longevidade: pode perdurar vários séculos.

No momento de escolher o teixo-comum fastigiado para uma sebe de coníferas, importa saber que o seu crescimento é relativamente lento. No entanto, a paciência dos jardineiros é amplamente recompensada pois, ao fim de 10 anos, obtém-se uma planta de aproximadamente 1,50 m de altura por 30 cm de largura.

O teixo híbrido ou Taxus baccata Fastigiata Robusta

É geralmente reconhecido que o teixo é preferível ao cipreste para uma sebe pois, mesmo crescendo mais lentamente, precisa de ser podado com menos frequência, oferecendo ainda uma melhor resistência às doenças. Para a plantação, respeite uma densidade de plantação de um por metro quadrado.

→ Descubra também a nossa ficha completa sobre o teixo

O Cipreste-de-Leyland, resiste bem ao vento

A sua bela folhagem verde e abundante torna-o uma espécie ideal para ocultar o seu jardim e viver em total privacidade: o cipreste-de-leyland ‘2001’ (Cupressocyparis leylandii ‘2001’) constitui uma muito boa escolha para estabelecer rapidamente uma sebe persistente e bem ocultante. Cresce muito rapidamente, a um ritmo de cerca de 60 cm por ano.

Bastante semelhante à tuia na sua aparência, este híbrido entre o cipreste-de-Monterey e o falso cipreste-de-nootka é capaz de se enraizar profundamente no solo. Assim, resiste particularmente bem ao vento. Esta característica torna-o uma alternativa a privilegiar no norte de França, incluindo na costa.

O cipreste-de-leyland para uma sebe de coníferas

A densidade de plantação, para este cipreste-de-leyland, é de um exemplar por metro quadrado. A poda deve ser pontual, apenas por volta dos meses de abril e setembro, pois se for repetida com demasiada frequência, as doenças podem propagar-se (embora esta espécie seja relativamente robusta).

 

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O cipreste-hinoki, uma bela cor viva e luminosa

Com o passar do tempo, o cipreste-hinoki dourado (Chamaecyparis obtusa ‘Aurea’) acaba por apresentar uma folhagem persistente cada vez mais clara. Quando jovem, revela belas tonalidades de amarelo dourado, antes de se aproximar de um verde extremamente luminoso.

Esta variedade de crescimento lento pode ser plantada isolada, mas também utilizada em sebe para delimitar espaços. Ao longo do ano, as cores deste espécime variam, para grande satisfação de quem o cultiva: amarelo dourado, depois verde claro e até acobreado com a chegada do outono.

Denso e intensamente verde, o cipreste-hinoki

Photo : Mark Bolin / Flickr

É importante notar que este conífero teme a seca: se não houver chuva há algum tempo, deve ser regado. Quanto à plantação, aconselha-se a respeitar uma densidade de um por metro quadrado, privilegiando os solos argilo-limosos ou pedregosos, idealmente frescos. Atenção: é preferível colocar este cipreste-hinoki a abrigo do vento.

 

A tuia-ocidental 'Brabant', versátil e fácil de cultivar

A sebe de tuias é provavelmente uma das soluções mais populares, e com razão: esta espécie apresenta a vantagem de crescer rapidamente, sendo globalmente resistente e pouco exigente no que diz respeito à manutenção. A Thuja occidentalis ‘Brabant’ foi distinguida com um Award of Garden Merit em 1984, atribuído pela Royal Horticultural Society.

Esta variedade adapta-se bem em qualquer lugar e permite criar sebes corta-vento persistentes, densas e particularmente luminosas graças à sua bela folhagem verde-clara. Por fim, quando se amassa a folhagem, desprende-se um suave aroma.

As tuias, indispensáveis para uma sebe

Para plantar uma sebe de tuias, respeite uma densidade de uma por metro quadrado, tendo em conta que o solo não deve ser demasiado pesado e que é importante regar generosamente durante os primeiros anos. Suportando perfeitamente a poda, esta variedade resiste a temperaturas até -25 °C.

→ Saiba mais sobre a tuia no nosso dossier completo

O Cipreste de Florença, uma elegância imutável

A sua bela forma colunar torna-o uma espécie adaptada para obter uma bela sebe de coníferas com acentos do Sul: o Cipreste de Florença (Cupressus sempervirens stricta ‘Totem’) cresce muito rapidamente nos primeiros anos, antes de progredir mais lentamente (com uma envergadura sempre inferior a 1 metro). Exibindo uma majestosa folhagem persistente verde-escura, resiste perfeitamente aos ventos, incluindo os mais violentos.

Exótico e majestoso, o cipreste de Florença

Há já muito tempo, na Provença, colocavam-se os ciprestes de Florença em grupos de três, em sinal de boas-vindas aos visitantes, para lhes indicar que era possível encontrar no interior da casa onde se alojar. Esta variedade tem a vantagem de não ter qualquer fruto, o que a torna mais leve e mais esbelta do que os outros espécimes de categorias semelhantes.

A plantação faz-se à razão de um espécime por metro quadrado, em solos bem drenados, pedregosos e pobres. Atenção: sendo uma planta mediterrânica, esta espécie é sensível aos solos encharcados no inverno e, pelo contrário, adapta-se perfeitamente à seca. Por outro lado, resiste sem dificuldade a fenómenos meteorológicos comuns no sul de França, como os ventos fortes que são o mistral e a tramontana.

→ Saiba mais sobre o Cipreste com o nosso dossiê completo.

O Teixo 'Densiformis', uma alternativa interessante ao buxo

Em comparação com os outros teixos, o Taxus media ‘Densiformis’ apresenta a particularidade de crescer de forma relativamente rápida, atingindo 1 metro de altura para 1,80 m de envergadura. Perfeito para delimitar espaços, esta variedade permite criar bonitas sebes baixas persistentes, em substituição dos buxos. Adapta-se bem aos diferentes solos e climas do norte ao sul de Portugal e tolera muito bem a sombra, apreciando-a ainda mais nas regiões onde a seca é habitual.

O teixo híbrido Taxus media Densiformis, perfeito para uma sebe

Pouco exigente, recomenda-se, no entanto, regar abundantemente na altura da plantação para garantir uma boa pega, e vigiar depois as regas durante os dois ou três primeiros anos, nomeadamente nas regiões já bastante secas. Pouco sujeito a doenças e parasitas, resiste bem ao vento e tolera bem a poda — são geralmente necessárias duas podas anuais: na primavera e no outono.

Será necessário respeitar uma densidade de plantação de um por metro quadrado, tendo o cuidado de afofar bem o solo em profundidade, numa cova mais larga do que o torrão de raízes.

O cipreste-de-Monterey, apreciado pelo seu crescimento rápido

O cipreste-de-Monterey (Cupressus macrocarpa) é particularmente reconhecido como conífera de sebe, nomeadamente por ser uma das maiores na sua categoria. Originário do litoral californiano, pode atingir até 36 metros de altura; embora geralmente não ultrapasse os 12 metros de altura por 10 metros de envergadura, em 10 anos de cultura nas nossas condições. Desenvolve-se particularmente bem em clima oceânico, ameno e húmido.

Uma sebe com ciprestes-de-Monterey

Caracterizado pela sua folhagem persistente, de extremidades arredondadas e belo verde intenso, esta conífera prefere os solos pobres e arenosos, bem como as névoas salinas. Resiste ao vento e às temperaturas frias até cerca de -15 °C. Para uma sebe, respeite uma densidade de um por metro quadrado.

As árvores isoladas, com espaço suficiente para se desenvolverem, adquirem rapidamente uma silhueta notável. A poda não é indispensável e é mesmo desaconselhada. Com efeito, as podas não devem ser demasiado drásticas e repetidas, pois ocasionam feridas e tornam a árvore relativamente suscetível a um fungo patogénico denominado chaga cortical.

O Cipreste 'Filifera' e a sua elegância descontraída

O aspeto descontraído do falso-cipreste-de-Sawara (Chamaecyparis pisifera ‘Filifera’) torna-o uma escolha original e atípica para uma bela sebe de coníferas no jardim. Esta espécie japonesa muito resistente é frequentemente utilizada pelo seu lenho imputrescível no fabrico de mobiliário.

Reconhecido pelo crescimento relativamente lento, ostenta uma bela folhagem persistente verde-vivo, mas sobretudo um hábito irregular e ligeiramente pendente que constitui todo o seu encanto. Esta silhueta verdadeiramente única permite ao jardineiro ser menos dependente da poda, o que representa uma vantagem considerável. Além disso, esta variedade existe em versão anã, o que a torna totalmente compatível com a criação de sebes pequenas!

Estético e pouco exigente, o falso-cipreste-de-Sawara para uma sebe

Respeitando uma densidade de um por metro quadrado, o falso-cipreste-de-Sawara ‘Filifera’ planta-se num espaço soalheiro ou de meia-sombra, em terra fresca e leve. Alguns rebentos podem ser podados de vez em quando para modelar a sebe, mas é preciso ter cuidado para não cortar na madeira velha, pois não surgirão novos rebentos posteriormente.

A Criptoméria 'Vilmoriniana', ideal para os jardins pequenos

A criptoméria anã (Cryptomeria japonica ‘Vilmoriniana’) forma uma bela esfera de folhagem persistente verde-clara. Trata-se de uma das melhores variedades anãs. O seu tamanho reduzido (60 cm em todos os sentidos ao fim de 10 anos) e o seu crescimento muito lento tornam-na numa aliada indispensável para delimitar espaços num pequeno jardim.

criptoméria vilmoriniana

Para formar uma sebe, conte 1 m entre cada exemplar. Plante-a num solo comum pouco calcário, fértil, bem drenado e fresco. Bastante resistente, esta conífera suporta tanto o vento como as temperaturas frias até -15 °C. Por fim, não é obrigatório podar uma criptoméria, mas continua a ser possível quando se pretende dar-lhe uma forma particular, nomeadamente para uma sebe de coníferas regular.

O Cupressocyparis 'Castlewellan Gold' para uma sebe persistente

Para criar uma sebe luminosa, bem ocultante e capaz de crescer rapidamente, recomendamos especialmente o Cupressocyparis leylandii ‘Castlewellan Gold’. Trata-se de uma variedade de cipreste-de-leyland que se destaca pelo seu folhame verde-dourado.

Espaçe cada planta de 1 m, ou mesmo mais se plantar exemplares já crescidos. Em média, esta conífera persistente cresce de 80 cm a 1 metro por ano, o que implica uma poda bianual para manter a altura de uma sebe convencional.

Belas cores com o Cupressocyparis leylandii 'Castlewellan Gold'

Esta perfeita sebe opaca deve ser plantada ao sol, em solo comum, profundo e que não seque no verão. Durante os primeiros anos, se as plantas estiverem expostas ao vento, não hesite em tutorá-las, até estarem bem enraizadas.

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