Resumo

Modificado em 12 de janeiro de 2026  por Pascale 6 min.

Se há um género rico numa multiplicidade de espécies, é precisamente o género Salvia. Com efeito, as sálvias incluem mais de 900 espécies diferentes, herbáceas perenes, anuais ou arbustivas, todas com um verdadeiro interesse hortícola. Todas estas espécies têm em comum os caules quadrangulares e a folhagem decussada (oposta em cruz). Quanto às corolas das suas inflorescências, dotadas de um lábio superior muito pronunciado, elevam-se nitidamente acima das sépalas do cálice. Muito melíferas, as flores das sálvias atraem nuvens de insetos polinizadores. Para além destas características físicas, as sálvias partilham as mesmas necessidades de cultivo: precisam de um local muito ensolarado e de um solo leve, perfeitamente drenado e com tendência para ser calcário. Os solos pobres, arenosos ou pedregosos não constituem qualquer problema para as sálvias.

Se aprecia o género Salvia pela sua floração abundante e duradoura, descubra a nossa seleção de 7 sálvias de floração branca, que darão presença aos seus canteiros, bordaduras e jardins de rochas.

Para saber mais: A sálvia: plantação, poda e manutenção 

Dificuldade

A sálvia-comum ‘Albiflora’

Evidentemente, a salva (Salvia officinalis) é bem conhecida pela sua folhagem, utilizada na preparação de infusões com propriedades digestivas. Também utilizada em fitoterapia ou na culinária pelas propriedades aromáticas e medicinais das suas folhas, a salva não deixa de ser um subarbusto muito decorativo. Com efeito, esta folhagem, estreitamente lanceolada e percorrida por uma rede de nervuras que lhe conferem um aspeto rugoso e aveludado, apresenta uma bonita cor verde-acinzentada na página superior e verde-clara na página inferior.

Mas o que distingue a Salvia officinalis ‘Albiflora’ são as suas flores dispostas em espigas ou falsos verticilos, que começam a abrir a partir do mês de maio. Esta salva tem a particularidade de produzir flores brancas, rodeadas por um cálice envolvente de aspeto aveludado e de uma magnífica cor verde-clara. ‘Albiflora’ pode também apresentar caules e folhas ligeiramente tingidos de púrpura.

Como cultivá-la? Esta salva aprecia solos perfeitamente drenados, profundos e secos, de tendência calcária e enriquecidos com um pouco de substrato. O pleno sol é indispensável. Esta salva de floração branca pode ser plantada na horta ou num canteiro de aromáticas, mas, com a sua floração branca muito delicada, pode perfeitamente integrar-se num canteiro ou num jardim de rochas de inspiração campestre, entre plantas perenes ou anuais como os cosmos, as dedaleiras (Digitalis), as valerianas (Centranthus) ou os milefólios (Achillea millefolium).

As sálvias-dos-bosques (Salvia nemorosa)

A sálvia-dos-bosques (Salvia nemorosa) caracteriza-se por um porte arbustivo muito denso, constituído por tufos altos, particularmente ramificados e compactos. A folhagem desenvolve-se a partir de uma roseta prostrada. É muito aromática quando esfregada, oval, com margens dentadas e de um verde bastante escuro. Quanto às flores em espigas, aparecem em maio-junho e prolongam-se até agosto. As inflorescências assumem a forma de cachos terminais que apresentam numerosas flores pequenas com brácteas verdes. Muito ricas em néctar e melíferas, estas flores são muito apreciadas pelas abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores. Esta sálvia é muito rústica (abaixo de – 20 °C) e a sua cepa resiste ao frio. É particularmente fácil de cultivar e não requer qualquer manutenção.

sálvia com flores brancas

A sálvia-dos-bosques ‘Salute White’

Para quem prefere florações brancas, existem várias variedades à escolha:

Como cultivá-la? : As sálvias-dos-bosques podem aceitar solos um pouco mais frescos do que as outras sálvias, mas sempre perfeitamente drenados. Em contrapartida, suportam períodos temporários de seca. Necessitam de uma exposição bem soalheira. Estas sálvias-dos-bosques de floração branca desenvolvem-se bem na borda de um canteiro, na companhia de coreópsis, de gerânios vivazes endressii, da cariofilada (Geum) ‘Bell Bank’ ou de ervas-dos-gatos (Nepeta).

A sálvia arbustiva (sálvia-do-outono) ‘Alba’

A sálvia arbustiva (Salvia greggii) ‘Alba’, também conhecida como sálvia-branca-do-Texas, é ideal para dar cor aos jardins no verão. Com efeito, as suas pequenas flores de um branco puro abrem abundantemente em maio-junho, fazendo depois uma pausa durante o verão antes de voltarem a abrir de agosto a outubro-novembro, consoante as condições climáticas. Efémeras, estas flores nascem de manhã e murcham ao fim do dia, mas a floração renova-se continuamente. Surgem em longos caules que emergem da folhagem.

Esta sálvia arbustiva forma uma touça compacta e muito ramificada, de porte arbustivo e aberto, com 50 cm de altura e largura. As folhas são muito finas, relativamente espessas e aromáticas quando esmagadas. É uma sálvia de folhagem persistente, rústica até – 15 °C.

Como cultivá-la? : Desenvolve-se bem num solo comum, de tendência calcária, perfeitamente drenado e relativamente leve. Tolera os solos pobres, mas necessita de pleno sol. A leveza da sua floração ficará magnífica num canteiro ou num jardim de rochas com bolbos de primavera, como os narcisos tardios, mas também com as aubrécias (Aubrieta). Também poderá associá-la ao Sedum ‘Herbstfreude ou Automne Joy’, à potentila-arbustiva (Potentilla fruticosa) ‘Pink Paradise’ ou aos ásteres gigantes de outono (Aster laevis).

A sálvia-dos-prados (Salvia pratensis) ‘Swan Lake’

De origem autóctone, a sálvia-dos-prados (Salvia pratensis) ‘Swan Lake’ é muito fácil de cultivar e de manter. A partir do final de maio, início de junho, e até agosto, em vagas sucessivas, produz flores bilabiadas de um branco puro, dispostas em espigas ramificadas. Elevadas em caules com 50 cm de altura, estas inflorescências fazem as delícias dos insetos polinizadores. Conferem uma verdadeira leveza aos canteiros, jardins de rochas, taludes ou bordaduras onde florescem.

Esta sálvia-dos-prados de floração branca forma um belo tufo, com 50 cm de altura e que se espalha por 40 a 50 cm. Muito ramificada, é constituída por uma folhagem oval a oblonga, rugosa, com margens dentadas e aromática quando esfregada. Caduca, esta folhagem desaparece no inverno, mas reaparece na primavera.

Amplamente rústica abaixo de – 20 °C, resistente à seca e tolerante a solos pobres, beneficia de um sistema radicular muito profundo. É a candidata ideal para taludes e jardins de rochas, onde impede a proliferação de ervas-daninhas.

Como cultivá-la?É uma sálvia pouco exigente, que cresce num solo comum, ou mesmo totalmente calcário, pobre e pedregoso... O solo deve ser seco e bem drenado. Suporta sem dificuldade o pleno sol, mas também pode florescer à meia-sombra. Associe-a a roseiras, a margaridas (Leucanthemum vulgare), a botões-de-ouro (Ranunculus acris) ou a silenes-reais (Silene regia) para criar um talude com o aspeto de uma pradaria selvagem. Também pode desenvolver-se junto de tremoços-de-jardim.

A sálvia-esclareia (Salvia sclarea) ‘Vatican White’

A sálvia-esclareia (Salvia sclarea) é uma planta originária da bacia do Mediterrâneo ou da Ásia Ocidental. Com um hábito muito natural, pode atingir 1 m de altura. A sua folhagem, de aroma muito intenso e até inebriante, é utilizada na culinária e na medicina popular. A variedade-tipo de Salvia sclarea oferece, no verão, grandes panículas de flores rosadas, particularmente melíferas e ornamentais. É uma planta bienal e autossemeia-se muito bem.

A sálvia-esclareia (Salvia sclarea) ‘Vatican White’ oferece, de maio a julho, belas flores brancas dispostas em panículas ramificadas, rodeadas por grandes brácteas brancas e verdes. Todas as partes das flores possuem pequenas glândulas muito ricas em óleo essencial. É uma planta imponente, que atinge 1 m de altura e 50 cm de largura. A sua folhagem é espessa e pubescente, verde-escura e muito aromática.

Como cultivar? : Esta sálvia-esclareia necessita de um solo seco e calcário, leve e perfeitamente drenado, e aprecia o pleno sol. Ainda assim, pode contentar-se com meia-sombra. Deve, contudo, ficar protegida dos ventos. Desenvolve-se bem na companhia de alfazemas, de alecrins e de artemísias (Artemisia)… É também a companheira ideal das roseiras antigas.

A sálvia-branca-da-Califórnia (Salvia apiana)

A sálvia-branca-da-Califórnia (Salvia apiana) é uma planta perene de folhagem persistente que merece toda a atenção. É, de facto, uma planta muito resistente à seca, que se adapta muito bem aos jardins de tipo mediterrânico. Cultiva-se também facilmente em vaso numa varanda ou terraço, o que permite passar o inverno numa marquise. Com efeito, esta sálvia-branca apresenta uma rusticidade limitada, da ordem dos – 6 a – 8 °C.

Ainda assim, compensa a sua sensibilidade ao frio com uma folhagem e uma floração extraordinárias. Forma um tufo com 1 m de altura e 50 a 60 cm de largura, constituído por uma folhagem pilosa, verde-acinzentada a quase branca-prateada, com margens dentadas. As suas folhas possuem numerosas glândulas aromáticas, ricas em óleo essencial, que libertam um odor forte.

A floração em hastes florais altas ocorre de abril a junho. As hastes apresentam pequenas flores brancas, por vezes ligeiramente rosadas, dispostas em verticilos, com propriedades melíferas e nectaríferas. Os insetos polinizadores não se deixam enganar e visitam assiduamente as suas inflorescências.

Como cultivá-la? Esta sálvia aprecia os solos drenados, leves, arenosos e pobres. Necessita, naturalmente, de pleno sol. É ideal para jardins de rochas ou taludes secos, que fixa com as suas raízes, na companhia de alfazemas, de estevas, de santolinas

A sálvia verticilada (Salvia verticillata) ‘Alba’

A sálvia verticilada (Salvia verticillata) ‘Alba’ forma um tufo compacto e arbustivo de folhagem verde-acinzentada, de hábito ligeiramente pendente. Quanto à floração, ocorre de junho a setembro, em longas hastes florais de 50 cm, constituídas por pequenas flores brancas, agrupadas em cachos. Esta sálvia talvez seja menos espetacular do que algumas outras, mas compensa esse pequeno inconveniente com uma excelente rusticidade (até praticamente – 30 °C). Tem ainda a capacidade de se espalhar rapidamente e de se tornar facilmente autosemeadora num solo suficientemente leve. Pode dizer-se que se planta e se esquece!

sálvia de floração branca

A sálvia verticilada

Como cultivá-la? Tal como a maioria das sálvias, esta espécie de floração branca deve ser plantada num solo leve e bem drenado, de preferência pobre e com tendência calcária. É ideal para plantar num talude ou num jardim de rochas bem soalheiro, onde ajudará a fixar a terra. É também uma forte concorrente para as ervas-daninhas.

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