10 plantas com flores em umbelas: as variedades mais belas
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Resumo
As umbelas são inflorescências achatadas, que reúnem numerosas flores pequenas. É, nomeadamente, uma das características da família das Apiáceas, ou Umbelíferas. Estas inflorescências são muito decorativas e são, na maioria das vezes, brancas, por vezes rosadas, púrpuras (angélica coreana), ou amarelas (Foeniculum). Têm um aspeto muito natural, graças ao seu porte leve e arejado. Encontram assim o seu lugar nos jardins de estilo naturalista, ao lado de outras flores do campo: milefólios, Gaura, verbena de Buenos Aires, cosmos, centáureas… Algumas destas Apiáceas estão adaptadas a meios de sombra, como a angélica e a erva-dos-gotosos, enquanto outras crescem a pleno sol (Foeniculum…). Estas plantas são por vezes perfumadas, aromáticas e com interesse culinário, como o funcho, o cerefólio, a angélica… No entanto, atenção às confusões, pois algumas plantas desta família são tóxicas. Em caso de dúvida, é preferível limitar-se ao seu interesse ornamental! Para compor canteiros magníficos, aconselha-se a variar as formas de floração no jardim: umbelas, espigas, corimbos, capítulos, flores solitárias… ideal para quebrar a monotonia!
A angélica
A angélica é uma Apiácea gigante, bienal ou de curta duração de vida, apreciada pela sua floração espetacular. A mais conhecida é a angélica, ou Angelica archangelica, muito apreciada em pastelaria e confeitaria, nomeadamente pelos seus caules cristalizados ou para aromatizar bolos e biscoitos. É uma planta aromática e medicinal. Esta grande planta estruturante e imponente pode atingir mais de dois metros de altura! Possui também grandes folhas verde-tenras, recortadas em folíolos. Floresce habitualmente em junho-julho, raramente no ano da plantação, mas geralmente no segundo ou terceiro ano. Descubra também a Angelica gigas, original pela sua bela cor púrpura escura. Quanto às suas condições de cultivo, a angélica aprecia a meia-sombra ou o sol não abrasador, em solo rico e fresco, ou mesmo húmido.

As ombelas imponentes da Angelica sylvestris
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Canteiro de flores: varia e combina as formas!O anis-magno
A Pimpinella major, também conhecida como anis-magno, é uma magnífica Apiácea perene. Recomendamos a Pimpinella major ‘Rosea’, que oferece no verão, de maio-junho a julho, uma floração muito delicada, rosa suave (ao contrário da espécie-tipo, cujas flores são brancas). Apresenta também uma bela folhagem recortada, dividida em folíolos dentados, e atinge normalmente entre 40 cm e 90 cm de altura. É uma planta que aprecia terrenos frescos e leves, bem drenados, de preferência calcários. Cresce ao sol ou a meia-sombra. Quando se sente bem, tem tendência para se autossemear espontaneamente no jardim, sem por isso se tornar invasora.

As umbelas rosa suave da Pimpinella major ‘Rosea’
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A cenoura
Muito apreciada na horta pelas suas raízes comestíveis, a cenoura (Daucus carota) é também uma planta ornamental pela sua bela floração branca, leve e airosa! Aliás, é possível observar às vezes as suas flores na natureza, em prados, à beira dos caminhos ou em habitats perturbados. São reconhecíveis pelo seu ponto vermelho no centro da inflorescência e pelas brácteas orientadas para o solo. É uma planta bienal e floresce no segundo ano, de junho a setembro. As suas flores são melíferas. Confere facilmente ao jardim um ar de prado selvagem! Recomendamos em especial a cenoura ornamental ‘Dara’, que oferece flores de início de um vermelho escuro arroxeado, tornando-se depois rosa pálido e por fim branco.

As umbelas brancas, muito leves, da cenoura, Daucus carota
O Selinum wallichianum
O Selinum wallichianum é uma grande apiácea que produz no verão umbelas de cor branco-creme, sustentadas por caules de cor bronze-púrpura, criando um belo contraste! As umbelas são primeiro planas e adquirem depois uma forma relativamente esférica. Aprecia-se também a sua folhagem finamente recortada, de um verde tenro! A combinação de cores é magnífica, entre o verde tenro das folhas, o púrpura dos caules e pecíolos, e o branco creme das flores. É uma planta imponente, que atinge 1,20 m de altura… ou mesmo até 1,80 m, em condições ideais. O Selinum wallichianum é, sem dúvida, uma das mais belas apiáceas. No jardim, aprecia solos ricos e frescos, e cresce tanto ao sol como a meia-sombra.
Descubra o artigo de Ingrid no nosso blogue: «O Selinum wallichianum, a minha umbelífera preferida»

A folhagem finamente recortada e as umbelas brancas do Selinum wallichianum (fotos: Staudengärtnerei Forssman / peganum)
O cerefólio-bravo
O Anthriscus sylvestris, ou cerefólio-bravo, é uma apiácea bianual ou perene que floresce de maio a julho e apresenta então delicadas umbelas brancas. A sua floração tem um aspeto vaporoso, muito arejado! Aprecia-se igualmente a sua folhagem delicadamente recortada, um pouco como a folhagem dos fetos. O cerefólio-bravo atinge entre 60 cm e 1 m de altura. Recomendamos em particular a variedade Anthriscus sylvestris ‘Ravenswing’, que se distingue pela sua folhagem arroxeada, muito escura… Cria um contraste soberbo com a floração branca! Integra-se facilmente num jardim de estilo naturalista. Plante-o de preferência ao sol, mesmo que tolere também a meia-sombra, numa boa terra de jardim. Quando se sente bem, tende a autossemear-se espontaneamente!

A folhagem e a floração muito ligeira do Anthriscus sylvestris ‘Ravenswing’ (fotos: Megan Hansen / Leonora Enking)
O funcho
O funcho é uma Apiácea geralmente perene, por vezes bienal, com folhagem muito finamente recortada, comestível e aromática, de aroma anisado. É bastante alto e pode atingir 1,50 a 2 m de altura. A folhagem tem um aspeto vaporoso, como neblina. Apresenta no verão inflorescências amarelas, muito aéreas, sob a forma de umbelas grandes e planas. São melíferas. Aprecia situações quentes e ensolaradas: plante-o em pleno sol, num solo bem drenado, de preferência rico e leve. Tem uma excelente rusticidade e revela-se igualmente resistente à seca. Descubra também o esplêndido Funcho bronze, que se distingue pela sua folhagem acobreada.

As umbelas amarelas do funcho, Foeniculum vulgare (foto Alvesgaspar)
O Ammi
O Ammi é uma planta anual que floresce no verão, em geral de julho a setembro, portando então grandes umbelas brancas, bastante densas, com aspeto abaulado. Trata-se de umbelas compostas: as grandes umbelas subdividem-se em umbélulas mais pequenas, que apresentam pequenas flores brancas de cinco pétalas. São melíferas e atraem os insetos. As folhas são muito leves e vaporosas, um pouco como as do funcho, e têm uma cor verde-azulada. O Ammi aprecia o sol ou a meia-sombra, e gosta de solos argilosos, ricos e frescos. Semeia-se no início da primavera, e depois não requer qualquer manutenção! É resistente, não é sensível a doenças nem pragas… É uma planta de estilo muito natural, que se integra facilmente na composição de jardins selvagens ou campestres, por exemplo na companhia de gramíneas, vela-da-pradaria, sálvias, knáucias, verbena de Buenos Aires… É também perfeita como flor de corte, para compor ramos de flores. Existem duas espécies principais cultivadas: Ammi majus e Ammi visnaga. Aconselhamos em particular a variedade Ammi visnaga ‘The Giant’.

As grandes umbelas brancas, bastante densas, do Ammi visnaga
A erva-dos-gotosos
Também conhecida como erva-dos-gotosos, a Aegopodium podagraria é uma planta perene rizomatosa, de cobertura vegetal, que floresce de maio a agosto e exibe então delicadas umbelas brancas. Possui também folhas divididas em três secções, frequentemente elas próprias redivididas em três lóbulos ovais e dentados. A Aegopodium podagraria encontra-se em estado selvagem em França, na floresta. Assim, desenvolve-se bem em situação de sombra e aprecia solos férteis e frescos, até húmidos, de preferência calcários. É uma planta vigorosa que cresce rapidamente graças ao seu rizoma rastejante… Atenção, pois tem tendência a tornar-se invasora! Para a instalar no jardim, preveja espaço suficiente à sua volta e não coloque outras plantas perenes ao seu lado, pois poderia sufocá-las. É, pelo contrário, perfeita para cobrir a base das árvores. Recomendamos a Aegopodium podagraria ‘Variegata’, que possui folhas verdes marginadas de branco. É ideal para trazer luminosidade a um jardim de sub-bosque!

A folhagem variegada e a floração delicada da Aegopodium podagraria ‘Variegata’
O cerefolho de cheiro
O cerefolho de cheiro, ou Myrrhis odorata, é uma bela Apiácea perene apreciada pela sua esplêndida folhagem, muito finamente recortada, como a folhagem dos fetos. As folhas são grandes, medindo até 30 cm, e são caducas. Floresce no final da primavera, em maio-junho, produzindo então umbelas brancas. Atinge até 1 m de altura. A planta inteira exala um aroma anisado… aliás, as suas folhas e sementes são comestíveis: têm um agradável aroma anisado e servem para aromatizar os pratos. O cerefolho de cheiro aprecia a meia-sombra, em solo fértil e fresco.

A floração branca e a folhagem recortada do Cerefolho de cheiro, Myrrhis odorata (foto Rasbak)
Chaerophyllum hirsutum 'Roseum'
O Chaerophyllum hirsutum ‘Roseum’, ou cerefólio-hirsuto, é uma apiácea perene que forma grandes touceiras ramificadas e que apresenta na primavera, em maio-junho, delicadas umbelas cor-de-rosa. Medem 4 a 6 cm de diâmetro. A sua floração é melífera e atrai insetos polinizadores. As folhas são finamente recortadas e recordam a folhagem dos fetos. Libertam um aroma a maçã quando se esmagam! São caducas. Atinge entre 60 e 90 cm de altura. Com as suas delicadas umbelas cor-de-rosa, o Chaerophyllum hirsutum ‘Roseum’ tem um estilo simultaneamente romântico e selvagem, muito natural! É uma planta infelizmente demasiado pouco conhecida e cultivada! O Chaerophyllum desenvolve-se bem a meia-sombra, num solo fértil, fresco a húmido. A espécie-tipo, Chaerophyllum hirsutum, de umbelas brancas, encontra-se em estado selvagem nos maciços montanhosos franceses.

As umbelas rosa suave do cerefólio-hirsuto, Chaerophyllum hirsutum ‘Roseum’ (foto peganum)
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