Resumo

Modificado em 14 de dezembro de 2025  por Leïla 4 min.

O amelenquer é um belo arbusto ornamental, com uma deliciosa produção de frutos, que recomendamos plantar no jardim. As espécies mais conhecidas são o amelenquer-de-Lamarck e o amelanchier do Canadá ou Amelanchier canadensis. Os amelenqueres são pouco suscetíveis aos ataques de insetos e parasitas. Contudo, são suscetíveis a algumas doenças criptogâmicas e ao fogo bacteriano, uma doença bacteriana que ataca de forma devastadora os membros da família das Rosáceas, incluindo o amelenquer, embora não seja a espécie mais afetada, e pode matar um arbusto em poucas semanas.

Descubra as 3 doenças que podem afetar um amelenquer e saiba como identificá-las, tratá-las e preveni-las.

Dificuldade

O fogo bacteriano

Embora o amelenquer não faça parte das primeiras espécies afetadas pelo fogo bacteriano, enquanto membro da família das Rosáceas, também pode, infelizmente, albergar esta bactéria. Muito grave, pode causar a morte do arbusto em três meses. É muito importante detetar os primeiros sinais. A bactéria Erwinia amylovora, responsável pela doença, é objeto de luta obrigatória nos viveiros, mas também nos jardins particulares. Nestes, transmite-se a partir de plantas ornamentais como os Cotoneaster, a piracanta e o pilriteiro, que são as plantas mais sensíveis.

Identificação

Os primeiros sintomas são visíveis nas flores, na primavera: murcham e secam. De seguida, observa-se que a extremidade dos raminhos se curva e seca também. Os rebentos jovens ficam subitamente acastanhados ou negros. Pode notar-se um exsudado esbranquiçado nas partes afetadas.

Se observar este tipo de sintomas, é necessário aprofundar a investigação sem demora. Uma análise laboratorial permite confirmar a doença, mas, antes disso, ao cortar um ramo, é possível verificar outros indícios. → Leia o artigo da Eva sobre o fogo bacteriano para identificar corretamente esta doença.

A doença alastra aos raminhos, aos ramos e até ao tronco, provocando cancros que causam a morte súbita dos ramos ou da árvore inteira, ao bloquearem a seiva. Em seguida, os cancros albergam a doença durante o inverno, que se propaga a outras plantas da família das Rosáceas através dos exsudados esbranquiçados presentes nas partes afetadas.

Tratamento

Se esta doença é tão grave, é também porque não existe um tratamento eficaz. Considera-se que os tratamentos à base de cobre podem ajudar a limitar novas contaminações, devendo ser utilizados com moderação devido à sua toxicidade para os ecossistemas.

O ponto crucial do combate à doença é a deteção precoce.

Prevenção e legislação

É, portanto, importante detetar precocemente os sintomas do fogo bacteriano e eliminar os raminhos contaminados. O fogo bacteriano surge frequentemente em períodos quentes, entre 12 e 24 °C, e húmidos. A bactéria penetra através de aberturas naturais, como os nectários das flores ou os estomas (poros situados na parte inferior do limbo), e através de feridas provocadas pelo granizo, pelo vento ou ainda pela poda.

É durante a floração e em períodos de crescimento intenso que a planta se mostra mais recetiva, mas os sintomas são geralmente observados logo após a floração, nos frutos jovens, que secam.

Não se devem esquecer os bons hábitos preventivos, como as pulverizações com decocção de cavalinha, que fortalecem a planta e a protegem de um modo geral.

Em caso de contaminação comprovada, deve avisar a câmara municipal ou o Serviço Regional de Proteção das Plantas, para que sejam tomadas as medidas necessárias para evitar o contágio.

Erwinia amylovora

Sintomas do fogo bacteriano

A entomosporiose

Doença criptogâmica também típica das plantas da família das Rosáceas, a entomosporiose é causada pelo fungo Entomosporium maculatum. Nos jardins ornamentais, provoca apenas danos estéticos; contudo, nos pomares, o ataque pode ser importante.

Identificação

Num amelenquer, observam-se pequenas manchas redondas, com 1 a 3 mm, avermelhadas e posteriormente cobertas por crostas acastanhadas características. Em caso de ataque intenso, as folhas ficam amarelas e caem.

Nas folhas mais velhas, as manchas escurecem, apresentando uma zona central cinzenta rodeada por uma margem castanha. No centro das manchas, observam-se pequenas pontuações negras, correspondentes aos esporos. Em condições frescas e húmidas, a doença pode alastrar aos pecíolos e aos rebentos jovens, conduzindo ao enfraquecimento da árvore nos casos graves. Nestas situações, também se observam manchas nos frutos, que acabam por mumificar-se.

Prevenção

Este fungo desenvolve-se sobretudo com tempo húmido, na primavera e no verão, quando a temperatura é inferior a 20 °C. Pelo contrário, um período de seca abranda o desenvolvimento da doença. Durante o inverno, o fungo conserva-se nas folhas mortas, nos ramos e no tronco das árvores infetadas. Produz esporos em períodos húmidos, transportados pelo vento e pela chuva, que vão infetar outras árvores na primavera ou mais tarde, sobretudo durante a formação dos frutos.

Como prevenção, é importante evitar plantações demasiado densas, favorecer a circulação de ar entre as plantas e no interior da copa do arbusto, podando-o. Desinfete também sistematicamente as ferramentas de poda com álcool a 90 °.

Tratamento

Prepare uma solução de 20 g de calda bordalesa por litro de água, assim que surgirem os primeiros sintomas, e pulverize:

  1. No outono, quando as folhas caírem.
  2. No início da primavera: uma pulverização durante o abrolhamento dos gomos e uma segunda um mês mais tarde.
  3. Em caso de primavera particularmente húmida ou assim que surgirem as primeiras manchas, repita a operação várias vezes até à formação dos frutos.

Recolha e queime as folhas e os frutos infetados caídos no solo.

→ Para mais informações, leia o artigo sobre a entomosporiose.

Entomosporiose

Sintomas da entomosporiose

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O oídio

Se observar uma penugem branca nas folhas do seu amelenquer, trata-se certamente de um sintoma da presença do oídio, frequente nos jardins. É causado por fungos microscópicos e favorecido por ambientes confinados, com ar quente e seco.

Caracteriza-se por uma penugem sob a forma de manchas ou placas, de aspeto farinhento e cor branca acinzentada, presente nas folhas e nos botões florais. Em caso de ataque intenso, estes órgãos sofrem deformações.

Nas plantas ornamentais, os danos são estéticos, mas, nas plantas de fruto, a qualidade dos frutos pode ser afetada. O oídio surge na primavera ou no final da estação nas culturas fruteiras.

Prevenção

Mais uma vez, é importante espaçar as plantações, favorecer a circulação do ar e podar, se necessário. A decocção ou o chorume de cavalinha é reconhecido como uma boa forma de prevenção contra o oídio. É também importante aplicar uma cobertura morta para manter uma boa humidade no solo. Se observar alguns danos, é importante cortar as partes afetadas, apanhar as folhas mortas e queimar tudo.

Tratamento

São possíveis vários tratamentos naturais, que demonstraram ser eficazes desde que aplicados com regularidade. À base de bicarbonato de sódio, alho ou leite de vaca magro, devem ser pulverizados regularmente.

Para conhecer em pormenor as receitas naturais, leia o artigo sobre o oídio.

doença do branco

Penugem do oídio numa haste de roseira

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