Resumo

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As plantas (ou flores) melíferas são vegetais que produzem uma quantidade maior ou menor de pólen e néctar de boa qualidade. Constituem uma fonte importante de alimento para os insetos polinizadores, como as abelhas, os abelhões, as borboletas, etc. A abelha necessita de uma grande diversidade de espécies florais agrícolas, hortícolas e silvestres para satisfazer as suas necessidades alimentares, daí a importância de uma biodiversidade elevada. Longe da uniformização das paisagens, da agricultura monoespecífica e dos pesticidas letais para muitos insetos úteis, os nossos jardins, cultivados de forma natural, tornaram-se ao longo do tempo um habitat essencial à sua sobrevivência.

Os insetos precisam de encontrar alimento durante todo o ano! O que se revela particularmente difícil nos meses de inverno. Saiba, no entanto, que existem diversas plantas melíferas para todas as estações e que, ao integrá-las em grande número nos seus jardins, permite aos polinizadores encontrar sustento mesmo no inverno.

“A felicidade para uma abelha é existir, para o Homem, sabê-lo e maravilhar-se com isso.” Jean-Yves Cousteau

Dificuldade

Floração no início da primavera

  • ÁRVORES MELÍFERAS

Macieiras (Malus domestica)

A maioria das macieiras é auto-estéril, ou seja, necessita de insetos polinizadores para assegurar a fecundação das flores e produzir frutos. Na criação de um pomar, é indispensável misturar as variedades, fecundando-se umas às outras. As macieiras fornecem um pólen de excelente qualidade às abelhas.

Cerejeiras e cerejeira-brava (Prunus avium)

O termo cerejeira designa várias espécies do género e engloba tanto árvores de fruto como variedades ornamentais. Estas últimas, como os Prunus serrulata, são de fraco interesse para os insetos polinizadores, pois as flores são frequentemente muito dobradas e dificultam o acesso ao néctar. A mais melífera é a cerejeira-brava (Prunus avium), cujas diversas variedades se fecundam mutuamente para garantir uma boa frutificação. São principalmente as abelhas que transportam o pólen de flor em flor. Recolhem um néctar abundante, na origem de um dos primeiros méis do ano. As amendoeiras e as damasqueiras poderiam igualmente figurar entre as árvores mais melíferas.

– Tupelo negro (Nyssa sylvatica)

O tupelo negro é uma pequena árvore caduca originária dos Estados Unidos, cujo folhagem adquire fabulosas tonalidades outono em tons de vermelho-alaranjado. As flores surgem durante o mês de junho e são muito apreciadas pelas abelhas. Apresenta também uma casca notável e oferece bagas de que os pássaros são muito gulosos.

  • ARBUSTOS E ARBUSTIVOS MELÍFEROS

Marmeleiro-do-Japão (Chaenomeles)

Este arbusto de floração precoce é muito procurado pelos insetos polinizadores numa época em que ainda há pouco para aproveitar. Inúmeras flores surgem em março-abril, antes da folhagem. Forma um grande arbusto colorido que pode ser plantado isolado, integrado facilmente numa sebe livre ou ainda conduzido junto a uma parede.

 

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

Pulmonárias (Pulmonaria sp.)

As flores das pulmonárias são muito visitadas por abelhões e abelhas que procuram ativamente alimentar-se no final do inverno. A cor das flores muda com a idade. Isto resulta de uma variação de pH intracelular ao longo do envelhecimento. Note-se que são as flores púrpuras, as mais jovens, portanto as que contêm mais pólen e néctar, as primeiras a ser visitadas. São plantas tapete fáceis de cultivar em zonas sombreadas. A floração estende-se de março a junho, consoante as variedades de pulmonárias.

Jacintos-uva (Muscari armeniacum)

São flores muito comuns nos jardins, onde se naturalizam na perfeição. Atraem todo o tipo de polinizadores, em especial as abelhas da espécie Apis mellifera, que aí encontram o néctar e o pólen desejados. A floração ocorre de março a maio, em função das variedades.

Entre as plantas indígenas, vale a pena mencionar a famosa erva-das-bruxinhas (Taraxacum officinale) que, apesar da sua má reputação, é uma planta melífera de primeira importância, verdadeiro reservatório de néctar e pólen de qualidade para polinizadores esfomeados.

Alho-selvagem (Allium spp.)

Este pequeno bolbo dos sub-bosques oferece bonitas umbelas brancas muito melíferas. Rico em néctar e em pólen, o alho-selvagem constitui uma excelente fonte de alimento para numerosos insetos polinizadores. A floração ocorre de abril a junho. Por fim, sendo comestível, toda a planta exala um intenso odor a alho e pode ser utilizada na cozinha.

Floração no final da primavera

  • ÁRVORES MELÍFERAS

Acácia-bastarda (Robinia pseudoacacia)

Originária da América do Norte, a robínia é uma pequena árvore de primavera, amplamente naturalizada em França, cujas flores perfumadas são muito procuradas pelas abelhas. Aliás, alguns apicultores colhem o famoso mel de acácia (de robínia, na realidade). A floração tem lugar em maio-junho. A sua folhagem também muda de cor: passa do amarelo ao verde para terminar dourada no outono.

– Pilriteiro (Crataegus monogyna, laevigata, oxycantha)

Os pilriteiros são pequenas árvores ou grandes arbustos muito espinhosos, característicos das sebes campestres nas paisagens de arvoredo. A floração tem lugar no decurso de maio. As suas flores brancas muito perfumadas são também muito melíferas e produzem néctar e pólen em abundância.

Falso-plátano (Acer pseudoplatanus)

O falso-plátano é uma árvore que fornece, em abril-maio, néctar e pólen de qualidade graças às suas pequenas flores amarelas muito visitadas pelos insetos polinizadores. A variedade ‘Brillantissimum’ possui uma folhagem rosa na primavera, verde no verão e amarela no outono. Uma forma de unir o útil ao agradável!

  • ARBUSTOS E SUBARBUSTOS MELÍFEROS

Alecrim (Rosmarinus officinalis)

O alecrim é um subarbusto muito aromático que cresce em estado selvagem no litoral mediterrânico. Floresce no início da primavera e por vezes de novo no outono, favorecido pelas chuvas que se seguem a um período de seca. As suas flores, com a pétala inferior a servir de pista de aterragem, estão idealmente concebidas para a visita dos insetos polinizadores.

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

Hissopo-anisado (Agastache foeniculum)

Os hissopos-anisados são plantas perenes aromáticas, de solos pobres e pedregosos, que produzem flores em espiga, particularmente melíferas. A floração tem lugar de junho a outubro, consoante as variedades.

– Escabiosa (Scabiosa columbaria)

Esta escabiosa é uma planta muito melífera, ativamente visitada por abelhas e borboletas. Floresce durante muito tempo, sem interrupção, de junho a setembro. A variedade ‘Butterfly Blue’ oferece flores numa bonita cor azul-alfazema, enquanto as de ‘Pink Mist’ são rosas.

Borragem-comum (Borago officinalis)

A borragem-comum é uma anual muito melífera que exerce uma atração irresistível sobre as abelhas. As flores produzem uma grande quantidade de néctar. Ressemeia-se facilmente, floresce a partir de maio-junho e a floração prolonga-se até às geadas.

Floração no início do verão

  • ÁRVORES MELÍFERAS

Castanheiro (Castanea sativa)

O castanheiro é uma grande árvore majestosa e muito longeva, que aprecia a luz e o calor. As flores masculinas e femininas são separadas na mesma planta. A polinização faz-se sobretudo pelo vento, mas, paradoxalmente, produz um néctar muito procurado pelas abelhas.

  • ARBUSTOS E ARBUSTILHOS MELÍFEROS

– Agno-casto (Vitex agnus-castus)

Originário da Ásia Menor e do sul da Europa, o agno-casto é um arbusto moderadamente rústico. De julho a outubro, produz flores azul-alfazema perfumadas, agrupadas em espigas eretas e muito melíferas. Pequenos frutos violáceos sucedem-lhes. A cultivar ‘Albus’ oferece inflorescências de branco puro.

Framboeseira (Rubus idaeus)

Cultivada ou selvagem, a framboeseira é um pequeno arbusto muito melífero. As flores brancas necessitam da visita dos polinizadores para se transformarem em framboesas. Nos nossos jardins, existem dois tipos de cultivares: as não reflorentes florescem uma única vez em junho-julho nas varas de dois anos. As reflorentes florescem uma primeira vez em agosto-setembro na extremidade das varas do ano e uma segunda vez em junho do ano seguinte nas varas de dois anos.

Alfazemas (Lavandula angustifolia, officinalis)

Reconhecidas pela sua fragrância e folhagem aromática, as alfazemas são muito atrativas para numerosos insetos e, evidentemente, para as abelhas, que delas extraem um mel típico. As Lavandula angustifolia são as mais rústicas e florescem precocemente, de finais de junho a finais de julho.

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

– Hortelãs (Mentha suaveolens)

Como todas as Lamiáceas aromáticas, esta hortelã e as suas numerosas espécies afins são muito melíferas. As flores rosa-pálido ou brancas aparecem em julho-agosto e são muito apreciadas pelo seu delicioso néctar. A planta exala um perfume característico consoante as cultivares. A hortelã é também conhecida por afastar insetos indesejáveis, como os pulgões, e pode naturalmente ser utilizada na cozinha.

– Orégão (Origanum vulgare)

O orégão silvestre é uma planta perene melífera particularmente interessante para a horta. As suas flores branco-rosadas são muito apreciadas pelos insetos polinizadores pelo seu néctar adocicado. A cultivar ‘Aureum’ possui uma bela folhagem dourada muito decorativa na primavera, tornando-se depois verde-chartreuse.

Valerianas (Valeriana officinalis, Centranthus ruber)

As valerianas são excelentes plantas perenes, particularmente floríferas. Os insetos polinizadores, entre os quais muitas borboletas, recolhem no coração das flores um delicioso néctar. A floração ocorre em maio-junho e prolonga-se até setembro, consoante as espécies e cultivares.

– Cardos (Cirsium)

Todas as espécies e cultivares de cardos são muito melíferas e fornecem um néctar de boa qualidade às abelhas. A cultivar C. rivulare ‘Atropurpureum’ é de uma beleza admirável! Os cardos florescem de junho a agosto.

Girassol (Helianthus annuus)

Esta anual de grandes flores amarelas é visitada por inúmeros insetos polinizadores, atraídos pelo delicioso néctar que contêm. Atrai também as aves, que adoram as suas sementes. Os girassóis florescem de julho a outubro e oferecem uma bela paleta de cores.

Verbena de Buenos Aires (Verbena bonariensis)

Esta bela planta perene é pouco longeva e pouco rústica, mas ressemeia-se bem quando se sente bem instalada. As suas numerosas inflorescências malva atraem os insetos polinizadores. A floração ocorre de junho a outubro.

Floração no final do verão

  • ÁRVORES MELÍFERAS

– Acácia-do-japão (Styphnolobium japonicum, anteriormente Sophora japonica)

Esta árvore é uma essência exótica originária da Ásia, frequentemente plantada em cidades por suportar muito bem a atmosfera urbana. É muito melífera e ativamente visitada pelas abelhas na época da sua floração estival em panículas de cor branco-creme, por vezes rosado. No entanto, é preciso armar-se de paciência: são necessários não menos de vinte anos para atingir a maturidade e, portanto, para obter uma primeira floração. A variedade ‘Pendula’ possui longos ramos flexíveis, que caem até ao solo. A sua ramificação tortuosa não deixa de ser interessante após a queda das folhas.

Árvore-do-mel (Tetradium danielii)

Esta árvore chinesa muito pouco conhecida é apelidada de árvore-do-mel, tamanha é a sua generosa floração melífera que atrai as abelhas em grande número. As flores brancas exalam perfume em julho-agosto e até setembro, consoante o clima. Após a polinização, as flores dão lugar a pequenos frutos vermelhos muito apreciados pelas aves no final do outono.

– Tílias (Tilia henryana, platyphyllos)

Tal como os castanheiros, as tílias são árvores majestosas e longevas. As flores exalam um poderoso perfume envolvente que atrai os insetos. Na época da floração, que se estende do início de junho ao início de julho, as tílias ressoam de zumbidos.

  • ARBUSTOS E ARBUSTILHOS MELÍFEROS

Caryopteris clandonensis

As barba-azuis são pequenos arbustilhos muito apreciados pela sua floração em tons de azul-violeta no final da estação, de agosto a outubro. Estas flores são particularmente melíferas e nectaríferas, atraindo grande número de abelhas e borboletas.

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

Ásters (Aster spp.)

Todos os ásters são plantas muito melíferas, amplamente visitadas pelas abelhas, que nelas fazem generosas colheitas de néctar, mas sobretudo de pólen. Consoante as variedades, as flores aparecem a partir de julho, mas a maioria dos ásters floresce no final do verão e início do outono.

– Helénios (Helenium autumnale)

Os insetos pecoreiros gostam de pousar nos centros polvilhados de amarelo dos helénios. A floração tem lugar de julho a outubro, consoante as variedades. São plantas de cultivo fácil que deveriam estar mais presentes nos jardins.

Séduns (Sedum spectabile)

Os séduns são plantas perenes muito melíferas que atraem as abelhas assim que as suas flores estão em botão. Estas recolhem sobretudo néctar. As borboletas acorrem em grande número às suas falsas umbelas de pequenas flores estreladas, que desabrocham no outono.

Floração no início do outono

  • ÁRVORES MELÍFERAS

Medronheiro (Arbutus unedo)

O medronheiro é uma pequena árvore persistente com uma floração outonal muito melífera. Com efeito, é em outubro-novembro que surgem ramos de flores brancas ou rosadas, acompanhados dos pequenos frutos vermelhos comestíveis do ano anterior.

  • ARBUSTOS E ARBUSTILHOS MELÍFEROS

Hera (Hedera helix)

A hera é uma planta providencial para as abelhas. Floresce no outono e frutifica no final do inverno. Produz pólen e um néctar abundante muito apreciado pelas abelhas. Em setembro-outubro, as heras em flor vibram com o zumbido incessante das abelhas. Enquanto isso, as aves deliciam-se com os pequenos frutos negros em período de escassez invernal. A sua folhagem persistente serve também de refúgio a numerosos animais.

Floração no final do outono

  • ÁRVORES MELÍFERAS

– Nespereira (Eriobotrya japonica)

Esta pequena árvore de aspeto exótico produz nêsperas, esses pequenos frutos alaranjados muito suculentos e comestíveis. A árvore é moderadamente rústica e pode ser plantada até à região de Paris, mas a frutificação tardia (novembro-dezembro) é muitas vezes destruída pelo gelo. Em contrapartida, as flores aparecem em outubro-novembro e o seu perfume suave e adocicado, com notas de amêndoa amarga, atrai irresistivelmente as abelhas. A espécie aparentada, a Mespilus germanica, é também melífera e mais adaptada ao norte do Loire, mas a floração é primaveril.

  • ARBUSTOS E ARBUSTINHOS MELÍFEROS

Mahónia (Mahonia spp.)

São arbustos de folhas persistentes e coriáceas. Para atrair os polinizadores, que se tornam bastante discretos no inverno, optaram pela estratégia das flores vistosas e perfumadas.

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

– Crisântemos de flores grandes (Chrysanthemum x grandiflorum)

Para as abelhas, as mais interessantes são as cultivares de flores simples, que fornecem pólen abundante e néctar. Neste período tardio, numerosos insetos, nomeadamente sirfídeos e abelhas solitárias, visitam os crisântemos.

 

Floração no início do inverno

  • ARBUSTOS E ARBUSTILHOS MELÍFEROS

Aveleira (Corylus avellana)

A aveleira tem o privilégio de abrir o baile das plantas melíferas! É polinizada pelo vento e o seu pólen não deveria normalmente interessar aos insetos. No entanto, os recursos em pólen são escassos e o seu, embora de qualidade medíocre, é ativamente procurado pelos insetos que hibernam na sua forma adulta. São apenas os amentilhos masculinos, longos e pendentes, que interessam às abelhas. A floração ocorre em fevereiro-março.

Madressilva-de-inverno (Lonicera fragrantissima)

Esta madressilva arbustiva é muito florífera e as suas flores branco-creme, com o perfume característico de madressilva, são muito ricas em néctar. Floresce no coração do inverno, de janeiro a março.

– Urzes-de-inverno (Erica carnea)

As suas graciosas campainhas fornecem néctar e pólen às abelhas melíferas durante as suas saídas esporádicas no período de invernagem, assim que as temperaturas exteriores atingem cerca de 12 °C.

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

– Violetas-de-cheiro (Viola odorata)

Esta espécie floresce muito cedo nos locais bem soalheiros e bem expostos. O seu perfume suave atrai os abelhões e as abelhas melíferas, que acedem às fontes de néctar e de pólen com algumas contorções acrobáticas.

Campainha-de-inverno (Galanthus nivalis)

Atraídas pelas graciosas orlas verdes das pétalas e por um aroma agradável, as abelhas pilham estas primeiras flores onde encontram néctar mas sobretudo um pólen abundante. O período de floração coincide aproximadamente com o das aveleiras, ou seja, entre janeiro e março.

– Açafrão-de-Tommasini (Crocus tommasinianus)

Este açafrão é um dos mais precoces. Floresce em fevereiro-março e é uma verdadeira festa para as abelhas. Alguns dípteros como os sirfídeos visitam também os açafrões à procura de pólen.

Floração no final do inverno

  • ÁRVORES MELÍFERAS

– Borrazeira-negra (Salix caprea)

Esta pequena árvore é, sem dúvida, das mais comuns, mas constitui uma das melhores fontes de néctar e de pólen, que fornece em abundância. Os amentilhos aparecem bem antes das folhas, em fevereiro-março.

  • ARBUSTOS E ARBUSTILHOS MELÍFEROS

Cerejeira-cornalina (Cornus mas)

A sua floração amarela aparece em fevereiro-março, em ramos nus. A sua floração hibernal permite alimentar os primeiros polinizadores e os seus frutos são muito apreciados pelas aves. Esta cerejeira-cornalina é conhecida pelo seu contributo em pólen.

  • PERENES, ANUAIS E BOLBOS MELÍFEROS

Heléboros (Helleborus spp.)

Os heléboros fornecem um contributo nutricional numa altura em que as flores escasseiam, o que os torna preciosos por mais do que uma razão. A sua longa floração é uma vantagem adicional.

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