Doenças e pragas do eucalipto
Como identificar e combater as pragas do eucalipto?
Resumo
O eucalipto originário da Austrália e da Tasmânia é uma árvore magnífica, com folhas azuladas, particularmente resistente aos ataques de pragas e às doenças. No entanto, algumas pragas começaram a surgir no continente europeu, sobretudo no sul de França. As plantações numerosas em ambiente natural podem assim ser dizimadas. Folhas manchadas, folhas secas, folhas avermelhadas ou amarelas… também pode tratar-se de problemas relacionados com más condições de cultivo.
Então, como reconhecer e tratar a doença num eucalipto? Eis alguns conselhos!
A galha do eucalipto
A galha do eucalipto é provocada pela picada de uma pequena vespa: a Ophelimus maskelli. Põe os ovos diretamente nas folhas da árvore.
Os sintomas
Bastante característicos, as folhas ficam empoladas, com um pequeno orifício no centro de cada picada, adquirindo uma coloração avermelhada a castanha. O eucalipto morre rapidamente em caso de infestação.

© liesvanrompaey
Como tratar?
Por enquanto, não está registado nenhum meio de luta eficaz. Estão a decorrer estudos para combater esta praga de forma biológica graças à mosca Clostocerus chamaeleon.
Corte rapidamente a folhagem contaminada antes que a árvore fique totalmente infestada e encaminhe-a para um ecocentro. Como medida preventiva, poderá utilizar uma preparação à base de argila verde, aplicada na folhagem por pulverização.
→ Saiba mais sobre a galha das plantas e sobre a utilização da argila no jardim, com os bons conselhos de Olivier!
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Eucalipto: plantar, podar e cuidarO longicórnio-do-eucalipto
O longicórnio-do-eucalipto, Phoracantha semipunctata, é um pequeno inseto xilófago originário da Austrália que se disseminou um pouco por todo o mundo, estando atualmente presente em França no sul do país (Occitânia e litoral mediterrânico). Com um comprimento entre 2 e 3 cm, reconhece-se pelas suas grandes antenas avermelhadas, pela larga faixa central de cor marfim a amarela ao nível dos élitros, e sai geralmente durante a noite. Assim, é possível observar a sua atividade noturna entre março e outubro. Põe os ovos no tronco e nos ramos de espécimes debilitados, em declínio ou sujeitos a stress hídrico, criando galerias sob a casca e em profundidade na madeira.
Os sintomas
São afetadas numerosas espécies de eucalipto. É sobretudo o tronco do eucalipto que é atingido, embora por vezes também sejam afetados os ramos principais: as larvas alimentam-se de madeira viva e as galerias escavadas provocam serradura na madeira, atacando o câmbio. A árvore está condenada a morrer mais ou menos rapidamente.

Phoracantha semipunctata (© Donald Hobern). À direita, as larvas na madeira de eucalipto (© BO Langström)
Como prevenir?
Apenas boas condições de cultivo permitem evitar os ataques do longicórnio-do-eucalipto. Vigie a árvore durante os períodos de seca, evitando qualquer stress hídrico.
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O psilídeo do eucalipto
A presença de psilídeos no eucalipto deve-se a Ctenarytaina eucalypti, um inseto da família Aphalaridae. Ataca sobretudo os eucaliptos jovens. Encontra-se no território francês desde 1925. São afetadas várias espécies de eucalipto, nomeadamente o Eucalyptus globulus (valorizado em arte floral pelas suas folhas totalmente redondas) e o eucalipto-prateado (Eucalyptus cinerea).
Os sintomas
Os órgãos atacados são as folhas no estádio juvenil e os rebentos jovens dos ramos das espécies de folhas glaucas, nos exemplares jovens: ficam cobertos de filamentos cerosos e fibrosos de cor branca. Com o tempo, as folhas deformam-se, mudam de cor, enrolam-se sobre si próprias e acabam mesmo por secar. Os ramos também se deformam. É fácil observar nas folhas restos das mudas das crisálidas.

Os danos causados pelo psilídeo na folhagem do eucalipto (©Astredhor Sud Ouest). São sobretudo as árvores jovens que serão atacadas.
Como tratar e prevenir?
Inspecione regularmente as plantações jovens, controlando as folhas jovens. Corte os ramos afetados. Os auxiliares, como as larvas de sirfídeos e as crisopas, demonstraram uma boa eficácia contra o psilídeo do eucalipto.
→ Saiba mais sobre os psilídeos na nossa ficha de aconselhamento Como eliminar os psilídeos? e sobre o controlo biológico no jardim e na horta: os insetos auxiliares
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Escolher um eucaliptoO gorgulho do eucalipto
O gorgulho do eucalipto é um Gonipterus scutellatus, um pequeno inseto (8 mm) desfolhador, de cor vermelha, cinzenta ou castanha. Os adultos reconhecem-se pelos pequenos pelos que cobrem todo o corpo. As larvas, de cor amarela clara, deixam atrás de si um filamento de matéria fecal. Atacam um grande número de espécies de eucalipto.
Os sintomas
São afetados os rebentos jovens: todo o limbo é progressivamente roído pelas larvas ou pelas ninfas. Também é possível observar ataques na margem das folhas, que ficam dentadas, e na casca juvenil dos ramos novos, provocados pelos gorgulhos adultos, bem como o desenvolvimento de rebentos epicórmicos (rebentos provenientes de gemas dormentes). A árvore fica atrofiada, podendo até fender-se e perder a dominância apical. Em França, no entanto, os ataques continuam a ser raros e afetam essencialmente as folhas.
N.B.: Eucalyptus cinerea e Eucalyptus gunnii são duas espécies comuns pouco atacadas pelo gorgulho na Europa.

Larvas de Gonipterus scutellatus deixando sulcos bem visíveis numa folha jovem de eucalipto (© Forest and Kim Starr)
Como combater?
Encontra-se atualmente em estudo e é utilizado em Espanha e, mais recentemente, no nosso território, o controlo biológico através da libertação de Anaphes nitens, um oófago que apresenta resultados muito bons ao parasitar os ovos do gorgulho.
De forma geral, e para todas as doenças, não se aplicará qualquer tratamento químico, devido à importante polinização realizada pelas abelhas em todos os eucaliptos.
Será possível recolher e eliminar o maior número possível de ninfas presentes no solo, removendo a terra até uma profundidade de 5-10 cm, no verão ou no inverno, período de ninfose do gorgulho do eucalipto. Elimine todos os rebentos e folhas afetados para limitar os danos na árvore.
O chumbo parasitário
A doença do chumbo é uma doença de criptogamia, ou seja, causada por um fungo (o Chondrostereum purpureum) que se encontra frequentemente em algumas fruteiras, nas bétulas e no choupo. Este fungo desenvolve-se geralmente no outono ou no inverno, ou favorecido por primaveras frias e chuvosas. É mais comum nas regiões húmidas e frias. Forma pregas, semelhantes a lâminas sobrepostas, e apresenta uma coloração que vai do cinzento ao bege rosado.
Os sintomas
As folhas do eucalipto tornam-se esbranquiçadas, com uma cor leitosa, ou apresentam um aspeto quase metálico, semelhante ao chumbo (daí o nome desta doença). As nervuras cobrem-se de estrias cor de ferrugem. As folhas podem também acabar por cair.
Como prevenir e combater?
Corte os ramos afetados e leve-os para um ecocentro.
Como medida preventiva, faça pulverizações de chorume de urtiga ou fertilize o solo com um adubo rico em ferro. Evite também os excessos de azoto.
Ter eucaliptos saudáveis
É importante lembrar que os eucaliptos cultivam-se em solos profundos e ricos, bem drenados, mesmo secos, mas sem excesso de calcário. O calcário do solo tornará a folhagem mais clara, podendo mesmo provocar clorose. Utilize água sem calcário, sendo a água da chuva a melhor opção. Uma situação quente é, por fim, essencial, pois o eucalipto precisa de muito sol. A reunião de todas estas condições permite geralmente manter as árvores em plena saúde.
É importante salientar que, para a plantação em vaso, o eucalipto, embora conhecido pela sua resistência ao calor, deverá ser suficientemente regado (leia o nosso artigo Cultivar um eucalipto em vaso).
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