Que plantas aromáticas cultivar em interior?

Que plantas aromáticas cultivar em interior?

Cultivo, conselhos e dicas

Resumo

Modificado 0,01  por Patricia 4 min.

Na cozinha, as plantas aromáticas fazem maravilhas: o funcho-bastardo e o funcho acompanham os peixes, o manjericão realça os pratos à base de tomate, o cebolinho perfuma as omeletas, o coentro aromatiza as sopas, o estragão combina bem com o frango, o orégão casa deliciosamente com a massa, a erva-cidreira acrescenta um sabor cítrico às saladas de fruta…

Plantas perenes, bienais ou anuais, prosperam em todos os solos de jardim, desde que bem drenados. Para o cultivo em interior, há que tomar algumas precauções: aqui ficam os nossos conselhos para conseguir as suas plantações e aproveitá-las durante todo o ano.

Dificuldade

Que plantas aromáticas cultivar em vaso?

As plantas aromáticas pertencem principalmente a três famílias botânicas:

  • As Aliáceas: composta por plantas herbáceas perenes, maioritariamente de bolbos, esta família reúne o alho, a cebola, o cebolinho, a echalota…
  • As Apiáceas: composta por plantas herbáceas maioritariamente anuais e aromáticas, esta família engloba o cerefólio, o funcho, a salsa…
  • As Lamiáceas: composta por plantas herbáceas produtoras de óleos essenciais, esta família reúne o manjericão, as sálvias, o alecrim, a hortelã, o tomilho…

Se nem todas as plantas aromáticas podem ser cultivadas em interior, a maioria das ervas usadas na cozinha tolera este tipo de cultivo. No entanto, atenção: embora dispensem as estações do ano, é necessário respeitar as suas características e necessidades para garantir uma colheita ótima.

O cultivo do manjericão em vaso em interior: os nossos conselhos e sugestões

Como ter sucesso no cultivo de ervas aromáticas em interior?

Quais são os requisitos para as ervas aromáticas?

Em interior, não é necessário esperar pela «estação certa»: pode plantar quando quiser, em qualquer altura do ano!

O tamanho do vaso ou da jardineira deve ser suficientemente grande para arejar as plantas e deixar alguns centímetros entre cada uma delas: a maioria adapta-se bem num recipiente pouco fundo de cerca de vinte centímetros. Note-se que o alecrim, por se tornar um arbusto, desenvolve-se melhor num vaso de pelo menos 30 cm.

A escolha e a frequência da adubação dependem da planta: se o tomilho e o loureiro não precisam de muita, as aromáticas com flores têm maiores necessidades em potássio. Assim, para a salsa e o manjericão, deve ponderar-se um adubo que combine fósforo, azoto e potássio a cada 2 regas. Por fim, para as Lamiáceas, basta uma simples aplicação no momento do transplante.

Quais são as grandes etapas do cultivo?

Num vaso ou numa jardineira, coloque um pouco de bolas de argila ou brita (3-5 cm), um pouco de substrato universal misturado com terra de jardim (proporção de dois terços para um terço) e uma pitada de adubo. De seguida, faça uma pequena cova para colocar a semente. Uma vez coberta, vaporize o conjunto com um pouco de água para humedecer tudo. Pelo mesmo princípio, pode fazer sementeiras ou transplantar plantas jovens.

Dica do jardineiro: se escolheu um vaso sem furo no fundo, deverá colocar alguns cascalhos antes de adicionar o substrato, para não afogar as plantas aromáticas e manter a humidade ao nível das raízes.

O cebolinho necessita de muito sol para prosperar quando cultivado em interior.

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Como satisfazer as suas necessidades de sol e de água?

As plantas aromáticas em vaso não precisam de muitos cuidados. Basta encontrar um local adequado na habitação para satisfazer as suas necessidades de luz e conhecer os ritmos de rega recomendados.

Que luz e calor lhes proporcionar?

Enquanto os cebolinhos, o coentro, o alecrim ou o tomilho adoram o sol (4 a 5 horas por dia), o manjericão e a hortelã não devem ser expostos diretamente a ele, embora devam estar num local banhado de luz. Já a salsa e o estragão precisam de mais sombra (menos de 3 h de sol por dia).

Dica do jardineiro: além do sol e da luminosidade, não é aconselhável colocar uma planta aromática junto a uma fonte de calor intensa (como um radiador).

Qual é o ritmo de rega adequado?

Como em plena terra, a maioria das ervas aromáticas precisa de uma terra constantemente húmida: é necessário regar a planta uma vez por dia durante o período estival e de 2 a 3 dias durante o período de inverno.

Dica do jardineiro: ao contrário das outras, o tomilho e o alecrim precisam de ter a terra completamente seca entre cada rega. Retire o prato do vaso para evitar que as raízes fiquem encharcadas. Idealmente, eleve-o com pequenas calhas de madeira para facilitar o escoamento.

Como cuidar destas plantas e tirar o máximo partido delas?

Como cuidar das suas aromáticas em vaso?

Ao observar diariamente e com paciência as suas plantas aromáticas em vaso, vários sinais físicos devem servir de alerta e permitir corrigir a situação:

  • Se for regada em excesso, apodrece;
  • Se lhe faltar água, resseca;
  • Se tiver demasiado sol, amarelece ou apresenta manchas;
  • Se os caules se alongarem e as folhas diminuírem, está à procura de luz.

Quando e como colher?

Tradicionalmente, a colheita faz-se por altura da floração: as plantas aromáticas colhem-se, quando necessário, folha a folha. De preferência, em plantas não demasiado jovens e nas folhas mais altas, de modo a favorecer um desenvolvimento denso e vigoroso. Para o tomilho e o cebolinho, é preciso cortar os caules, sem que o corte seja feito demasiado perto da base da planta. O ideal é fazê-lo com tesoura, a um terço da altura da planta, para não comprometer o recrescimento.

Que ervas aromáticas é possível cultivar em interior?

Que ervas aromáticas se podem reunir num mesmo vaso ou com a mesma exposição?

Relativamente fácil, o cultivo de ervas aromáticas em interior requer atenção quanto às necessidades de espaço, água ou luz solar. Para respeitar estas características, certas associações são possíveis e/ou recomendadas:

Dica do jardineiro: invasiva, a hortelã precisa de um vaso só para ela. O mesmo se aplica ao manjericão, que necessita de muito calor, luz e hidratação.

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